O que um vendedor de redes de proteção pode nos ensinar sobre confiar em nossos negócios?

O quanto acredita no seu trabalho determinará o seu sucesso ao tentar vender seu produto ou serviço. No texto de hoje, iremos comentar um case que envolve muita coragem e um toque de simplicidade quando o assunto é confiar no que faz. Vamos aprender com o empreendedor Luís Paulo lições valiosas para o sucesso de nossos negócios.

Na última quinta-feira, 16 de fevereiro, o jornal Extra fez questão de divulgar a notícia do empresário Luís Paulo, proprietário de uma empresa que fornece redes de proteção para apartamentos. Você deve estar se indagando: O que um empresário deste tipo fez para aparecer em um jornal de grande circulação? Será que a rede dele arrebentou e, com isso ocorreu alguma desgraça?

Calma! Não houve nenhum acidente.

Dificilmente um dono de uma empresa de pequeno porte apareceria em um jornal como o Extra, mas este empreendedor, simplesmente, tomou “A” atitude para se diferenciar de todos os seus concorrentes.

Mas qual foi o diferencial deste empresário?

Ele arriscou a sua vida por acreditar no seu produto!

Veja o vídeo:

A reportagem dizia que até a data de publicação já tinha mais de sete milhões de visualizações. Impressionante!

Sabe o melhor de tudo isso? Luís Paulo não fez nenhuma “super” produção em seu vídeo ou um grande investimento em mídias digitais.

Foi desta forma que este microempreendedor nos ensinou no mínimo duas lições poderosas para alcançarmos sucesso em nossa jornada empresarial.

1) Utilize os recursos que tem em mãos.

Quantos empresários criam limites em seus negócios por alegarem falta de recursos para efetuar determinada ação.

A escassez de recursos não pode ser uma desculpa para não realizarmos ações em prol do sucesso de sua organização. Argumentos como: “Ah! Eu não tenho dinheiro para investir em treinamento”; “Eu não vou criar nada nas redes sociais, pois eu não tenho uma equipe que faça isto por mim”; e “Eu não tenho estrutura para negociar com aquele cliente”, são alguns exemplos que devem ser extintos de nossos pensamentos.

Antes de rejeitar qualquer oportunidade por alegar falta de algo, observe tudo o que já tem em mãos.

Como foi ressaltado anteriormente, o Luís Paulo só tinha uma câmera de celular e uma ideia ousada. Com a somatória deste recurso físico mais a crença que seu produto garantiria sua sobrevivência, ele conseguiu viralizar seu negócio nas redes sociais.

2) Confie no seu produto, ele é o seu maior bem.

O que realmente fez a diferença na atitude do Luís Paulo foi o quanto ele confiou no que ele vendia, em termos mais técnicos ele acreditou na proposta de valor de seu produto, na qual era: Segurança.

Antes de oferecer o seu produto, responda: Eu acredito no meu produto? Quanto o meu produto é melhor que o do concorrente? Está claro para mim os benefícios e vantagens do meu serviço?

Sem convicção é impossível convencer alguém adquirir o que você produz. Ainda que seu produto precise ser melhorado, esteja convencido das garantias dele.

O Luís não hesitou em nenhum momento sobre a segurança oferecida por suas redes.

Quer mais um argumento do quanto este empreendedor confia em seu produto?

Olha o nome de sua empresa: Redes Salvar. O próprio nome demonstra o quanto ele está convicto das garantias do seu produto!

Para finalizar, olhe a resposta do Luís Paulo…

Ao ser questionado sobre sua coragem, observe atentamente as suas palavras:

Está sendo uma maravilha, uma benção de Deus. É bom demais ser reconhecido na rua. A todo lugar que chego as pessoas dizem: ‘Você tem coragem, eu não faria isso se fosse você’. Mas isso não é coragem, é confiança no que faço.

Surpreendente!

Ele realmente não perde a sua convicção diante dos comentários, pelo contrário ele tem uma resposta simples e ousada diante dos críticos: “Eu confio no que faço”

E você… tem mais alguma lição a ser retirada do case do Luís Paulo? Deixe aqui o seu comentário.

Universidade Templum: Um portal de conhecimento sobre Sistemas de Gestão feito exclusivamente para você.

Imagine uma plataforma online com tudo que você sempre precisou para aprimorar o seu conhecimento sobre Sistemas de Gestão. E tem mais… Muito conteúdo gratuito e com acesso ilimitado, sem restrição nenhuma quanto a hora ou data de acesso. Tudo carinhosamente elaborado por profissionais com anos de experiência quando o assunto é gestão empresarial.

E não para por aí…

Sabe aquele esforço solitário e contínuo para desenvolver documentos para seu sistema de gestão, pois bem se eu dissesse que você pode encontrar tudo em um único local.

Isto existe e se chama Universidade Templum!

Para comemorar o mês de aniversário da Templum, resolvemos presentear todos os apaixonados por qualidade com a criação da Universidade Templum. Treinamentos, webseminários e e-books todos reunidos em um único lugar!

Este projeto surgiu do anseio de cumprir nossa missão de “contribuir para um país mais forte por meio de empresas mais fortes”. A Universidade Templum é um passo importante na direção deste objetivo audacioso, pois todo o ensinamento disponível poderá capacitar o profissional com tudo que ele precisa saber para conduzir sua empresa na busca pela qualidade total.

Através do menu lateral, logo a esquerda, você conseguirá encontrar os temas dos conteúdos, nos quais são:

  • Gestão Empresarial;
  • ISO 14001;
  • ISO 22000;
  • ISO 9001;
  • PBQP-H.

Além disso, novos cursos estão sendo elaborados e em breve serão disponibilizados. O conteúdo disponível é constantemente atualizado e você sempre encontrará na Universidade Templum informações e dicas que se colocadas em prática poderão lhe ajudar a melhorar o resultado do processo mais simples ao mais elaborado em sua empresa.

Todo este esforço realizado pelo time da Templum foi desenvolvido seguindo um único pensamento: “Nós precisamos compartilhar conhecimento de qualidade e excelência para juntos construirmos um Brasil mais forte”.

Desta forma, a Universidade Templum surge como uma solução prática, simples e poderosa para aumentar o seu conhecimento e, principalmente as suas chances de sucesso nesta jornada empresarial.

Acesse: Universidade Templum

#brasilmaisforte

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Novas mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida trazem novas oportunidades para o setor de Construção Civil.

No dia 06 de fevereiro, o Ministérios das Cidades anunciou que o Governo Federal injetará mais dinheiro no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). O objetivo é contratar 610 mil unidades habitacionais para 2017, com isso serão acrescidos mais R$ 8,5 bilhões no orçamento já existente para subsídios e financiamentos.

Este investimento promete aquecer o setor de construção civil nos próximos meses, trazendo novas oportunidades de negócios para os empresários deste segmento.

As mudanças beneficiarão muitas pessoas desejosas em conquistar o seu primeiro imóvel.

O que mudou no MCMV?                                             

Entre as alterações mais importantes, para os que pretendem adquirir uma casa ou apartamento por meio do MCMV, englobam os seguintes requisitos: renda máxima, taxa de juros, valores dos subsídios e os tetos dos valores para o financiamento dos imóveis.

A tabela a seguir é um resumo com as principais alterações do MCMV.

Faixas Renda máxima Taxa de Juros Valores dos Subsídios
Faixa 1 Até R$ 1.800,00 5% a.a Não possui subsídios
Faixa 1,5 R$ 1.800,00 – R$ 2.600,00 5% a.a Até R$ 47.500,00
Faixa 2 R$ 2.600,00 – R$ 4.000,00 Entre 5,5% e 7% a.a Até R$ 29.000,00
Faixa 3 R$ 4.000,00 – R$ 9.000,00 Entre 8,6% e 9,16% a.a Não possui subsídios

 

Outro ponto de destaque, foram as mudanças nos tetos dos valores dos imóveis para utilização do financiamento. Por exemplo, nas capitas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, o valor que era de R$ 225.000,00 passou para R$ 240.000,00. Nas capitais do Norte e Nordeste, o teto de R$ 170.000,00 subiu para R$ 180.000,00.

Com as novas alterações, o MCMV abrangerá uma quantidade maior de pessoas. Anteriormente, o programa não abrangia as famílias que tinham a renda familiar entre R$ 6.500,00 e R$ 9.000,00. Logo, os proprietários de empresas de construção poderão mirar um novo público alvo e, com isso desenvolver novos tipos de produtos.

O que não mudou?

A exigência do PBQP-H, GERIC e as outras documentações obrigatórias continuam sendo aplicáveis para a sua organização.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, somos especialistas no PBQP-H.

O PBQP-H.

Para as incorporadoras aproveitarem esta grande oportunidade que o MCMV está proporcionando, elas devem estar em dia com o seu certificado do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat).

O PBQP-H é um programa organizado pelo Governo Federal, que tem como meta estruturar o setor da construção civil em torno da melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva. Tudo isto ocorre devido a qualificação das construtoras, mão de obra, entre outros agentes.

A adesão ao PBQP-H é um dos requisitos exigidos pelas instituições financeiras (exemplos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) para conseguir usufruir das vantagens do programa Minha Casa Minha Vida. Além do benefício de estar em concordância com uma das exigência dos bancos, o empresário estará implementando um programa, no qual dará subsídios para melhorar a gestão de todo seu negócio.

Como conseguir o PBQP-H?

A Templum Consultoria Ilimitada já ajudou centenas de empresas a conquistar o PBQP-H.

Veja o caso da Carvalho Forte, uma das parcerias de sucesso da Templum Consultoria:

Se você deseja mais esclarecimentos e informações sobre o PBQP-H, acesse o link: Como conseguir o PBQP-H?

Caso tenha mais alguma dúvida sobre o Programa, nos envie uma mensagem no campo de comentários que teremos o prazer em ajudar.

Não perca a oportunidade de aproveitar todas as mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida. Com certeza, muitos brasileiros estão ansiosos para conquistar o sonho da casa própria.

Gestão de Pessoas: Dicas para aumentar o envolvimento da sua equipe de trabalho.

Se comparamos uma empresa a um ser humano, a área de Gestão de Pessoas seria o coração da organização.

Responsável por bombear sangue oxigenado, o coração é um órgão vital para sobrevivência de todas as partes do nosso corpo. Da mesma maneira, podemos equiparar os departamentos responsáveis por gestão de pessoas, pois ele possui a responsabilidade de “oxigenar” o capital humano, ao ponto de manter a sua organização revigorada e pronta para as tarefas do dia a dia.

Assim como um coração doente prejudica o funcionamento de todo nosso organismo, uma má administração dos recursos humanos afeta toda equipe de trabalho.

Ainda que simples todo este exercício de comparação, ele serve para entendermos a relevância do setor de recursos humanos. Com isso, o objetivo deste post é fornecer dicas para aumentar o envolvimento de todo seu time de colaboradores.

Este assunto é tão importante, uma vez que o comprometimento dos colaboradores pode aumentar ou diminuir as chances de sucesso da sua jornada empresarial. Embora os empreendedores sejam pessoas fantásticas, por transformarem simples pensamentos em um propósito de vida, a dificuldade de envolver os recursos humanos em sua missão é, sem dúvidas, o seu principal desafio.

Não é preciso ser um expert para descobrir que a forma de conduzir seus funcionários está diretamente relacionada com o alcance dos seus propósitos empresariais. Por mais que seja difícil manter a produtividade da sua equipe em uma constância alta de crescimento, o gestor deve desenvolver algumas estratégias para extrair o melhor de todos eles.

A partir deste momento, vamos estudar algumas dicas práticas para gerir as pessoas do seu negócio.

Ensine seu pessoal a dividir o seu tempo de trabalho.

Muitos funcionários estão focados 100% em executar as atividades rotineiras de sua função. Passam longas horas do seu dia sem ao menos parar um tempo para refletir se existem outras modos de realizar seus procedimentos.

Foi-se tempo do Fordismo, onde a repetição exaustiva era o método principal de trabalhar.

Veja um trecho do filme “Tempos Modernos”, do brilhante Charles Chaplin, onde é relatado um pouco deste período tenebroso para os trabalhadores.

Cômico, mas terrível! Ainda existem empresas com o mesmo processo de produção daquela época.

Apesar de existirem cargos, nos quais necessitem de esforços repetitivos constante, o gestor de pessoas deve ensinar seus colaboradores a pensar além dos seus esforços rotineiros.

Por mais operacional que seja atribuição de determinado cargo/função, o tempo do pessoal da sua organização deve ser dividido entre atividades operacionais e momentos de reflexão.

Uma dica seria ensinar sua equipe de trabalho a dividir o tempo da seguinte maneira:

  • Investir 70% do tempo com as atividades principais;
  • Investir 20% do tempo para discutir e pensar em formas de como melhorar as atividades principais de sua função;
  • Investir 10% do tempo para discutir e pensar como a empresa poderia ser melhor.

Simplificando, imagine que sua equipe trabalhe 10 horas por semana (só estou supondo rsrsrs), logo 7 horas da sua jornada seria investido nas atividades do seu dia a dia, 2 horas para descobrir novos métodos de melhorar a forma de executar suas tarefas e apenas 60 minutos para discutir assuntos estratégicos para o sucesso do seu negócio.

Pense bem, esta técnica não pede para os seus funcionários fiquem 30% do tempo parado. Na verdade, 90% do tempo terá o foco exclusivo nas atribuições principais de sua função, já que 70% é utilizado para a execução e 20% para descobrir melhorias reais para a continuidade dos processos.

Defina objetivos da empresa de forma clara e precisa.

Toda e qualquer instituição deve ter seus objetivos bem definidos. Somente com a definição dos propósitos, a alta direção pode influenciar seu time a obter os melhores resultados.

Uma das ilustrações mais fantásticas sobre a importância de um propósito claro e conciso foi elaborada pelo famoso autor Napoleon Hill.

O escritor utiliza a figura de um comandante, no qual perde o controle do leme no meio do oceano. Por conseguinte, o navio começa a navegar sem rumo, além de comprometer o sucesso da viagem. Outro perigo eminente é a perca de combustível e energia, no qual pode deixar toda a tripulação perdida em alto mar.

Da mesma maneira é o comportamento de seu pessoal diante da indecisão dos líderes da organização. Sem um propósito definido o envolvimento e comprometimento dos seus colaboradores ficarão comprometidos.

Não basta ter um quadro com um design chamativo e uma frase de efeito expondo a missão da empresa. Ao contrário, gestores de pessoas devem apontar as funções e responsabilidades dos seus funcionários dentro dos propósitos da empresa. Somente desta forma, a missão se torna algo palpável e tangível.

Me permitam utilizar o meu exemplo.

Sou um dos redatores do Blog Certificação ISO, sendo assim uma das minhas principais atribuições é a produção de conteúdo para o Blog. Diante da missão de “contribuir para um país mais forte por meio de empresas mais fortes”, a Templum Consultoria, por meio da alta direção, entendeu a importância de criar um canal com conteúdo voltados para o fortalecimento das empresas. Assim, eu pesquiso e escrevo artigos voltados exclusivamente para o propósito desta missão.

Você consegue perceber como tudo fica mais fácil com objetivos claros e bem definidos? Por isso, simplifique a forma de comunicar os propósitos de sua organização.

Uma dica extra.

O problema recorrente de pequenos e médios empresários é a dificuldade de estabelecer uma forma real para gerenciar as pessoas de seu empreendimento.

Um Sistema de Gestão da Qualidade, como a ISO 9001, possui a gestão de pessoas na sua essência. Por isso, convido você a ler nosso artigo Como a ISO 9001 pode ajudar empresários a fazerem uma boa gestão de pessoas?

Os requisitos da ISO 9001, nos quais tratam sobre o gerenciamento de pessoas, são um ponto de partida inicial para potencializar os resultados do seu time de trabalho.

A Norma de Desempenho e o PBQP-H

Em 19 de julho de 2013, entrou em vigor a norma ABNT NBR 15.575/2013 – Edificações habitacionais – Desempenho (ABNT, 2013), conhecida como Norma de Desempenho.

Desde então, as discussões sobre Desempenho de uma edificação trouxeram consigo a reflexão sobre termos como Vida Útil (VU), Vida Útil de Projeto (VUP), Manutenabilidade e Durabilidade, entre outros. Esses conceitos têm sido, aos poucos, incorporados ao dia-a-dia dos agentes envolvidos na construção civil (incorporadoras, construtoras, fabricantes de material, órgãos de financiamento, universidades, institutos de pesquisa, laboratórios, etc.), porém, na prática, o que se vê ainda é que as edificações estão engatinhando neste sentido.

A norma NBR 15575 foi redigida segundo modelos internacionais de normalização de desempenho. Logo, para cada necessidade do usuário e condição de exposição, aparece a sequência de Requisitos de Desempenho, Critérios de Desempenho e respectivos Métodos de Avaliação. O conjunto normativo compreende seis partes:

Parte 1: Requisitos gerais;

Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;

Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos;

Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas;

Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas; e

Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários.

Qual o objetivo da Norma de Desempenho?

A Intenção da Norma de Desempenho é melhorar a qualidade dos sistemas habitacionais, principalmente nas edificações para população de baixa renda, que são as pessoas que mais sofrem com a briga pelo menor preço criada nas licitações.

Sendo assim, desde a data de vigência da norma, as edificações precisam atender às exigências prescritas. Entretanto, essa mudança tem sido lenta e gradual e, por conta da falta de braço para fiscalização, as edificações deixam de ser auditadas, o que abre margem para que algumas empresas deixem de cumprir tais exigências, mesmo afirmando que estas são cumpridas.

Para auxiliar na implementação e aumentar a qualidade dos sistemas construtivos, um dos mecanismos do Governo Federal, será a revisão e adequação do PBQP-H à NBR 15.575. O PBQP-H é um programa instituído pelo Ministério das Cidades, que visa padronizar a construção civil, implementando um Sistema de Gestão da Qualidade, baseado, até agora, na ISO 9001:2008.

Com a solidificação da Norma de Desempenho e com a revisão da ISO 9001, para a versão 2015, o PBQP-H passará também por uma revisão, de forma a adequar-se aos novos requisitos da ISO e atender aos requisitos da NBR 15.575. Essa revisão está prevista para o primeiro semestre de 2017.

Provavelmente a nova versão do PBQP-H virá com obrigações baseadas na Norma de Desempenho, sendo certificadas apenas as empresas que cumpres os requisitos da Norma.  O Programa passa então a ser uma ferramenta de fiscalização e incentivo para a real implementação e atendimento à Norma, uma vez que a maioria dos processos licitatórios exigem das construtoras a certificação do PBQP-H.

Portanto, para quem tem interesse na certificação no PBQP-H, já pode ir se adequando à NBR 15.575, pois será, junto com a ISO 9001:2015, a espinha dorsal da nova versão do Programa.

ISO 9001:2015 – O envolvimento da Alta Direção no SGQ!

Além de não citar mais o papel do Representante da Direção (RD), a ISO 9001:2015 também deixa mais evidente algumas instruções sobre o quanto a Alta Direção deve estar envolvida com o Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ). Entretanto, quando vamos para a prática, a Diretoria de muitas empresas ainda vê o SGQ como um trabalho “extra” às atividades de rotina. Por que isso acontece? Será que a Direção está preparada para essa mudança de mentalidade? Será que o profissional da qualidade está pronto para envolver a diretoria nesses processos?

Antes de qualquer discussão, a primeira coisa a se entender é que a implantação de um Sistema de Gestão da Qualidade é uma decisão totalmente estratégica, ou seja, ninguém tira uma certificação por acaso, com certeza é aprovada pela alta direção para acontecer, ou seja, esse compromisso que a diretoria deve assumir nada mais é do que parte da sua decisão!

Uma das mudanças da ISO 9001:2015 deixou mais definido algumas responsabilidades da alta direção que nas versões anteriores estavam mais subentendidas, algumas delas você poderá ver no quadro abaixo:

Tópico Nível de responsabilidade da alta direção Tópicos relacionados a serem considerados
(5.1.2) Foco no cliente Demonstrar liderança e compromisso Estar ciente das expectativas do cliente, dos requisitos legais e regulamentares pertinentes, os riscos e oportunidades que podem afetar a conformidade dos produtos e serviços que você está oferecendo. Esse entendimento te dará base para fomentar programas de melhoria para garantir o aumento da satisfação do cliente, garantindo assim que sua empresa tenha vida longa!
(5.2) Política de Qualidade, objetivos e indicadores Estabelecer, implementar e manter uma Política de Qualidade Estabelecer uma política coerente com a missão, visão e valores estabelecendo os principais processos da organização, orientando a estratégia e objetivos gerais, objetivos da qualidade e metas com indicadores. Deve liderar programas de sensibilização para a Qualidade entre todos os níveis da organização, estimulando novas ideias para a melhoria contínua da empresa.
(5.3) Funções organizacionais Atribuir responsabilidade e autoridade para funções relevantes dentro da organização Distribuir as responsabilidades sobre processos e projetos e se preocupar como quanto cada responsável é competente para executar o que se propõe, pode utilizar de ferramentas como matriz de responsabilidade de gerenciamento operacional para cada processo, matriz de qualificações e níveis de competência exigidos, descrições de cargos, listas de processos com os proprietários de processos declarados, função de gerente de qualidade atribuída.
Revisão da Estratégia Assegurar que o SGQ continue adequado ao contexto da organização e apoie o direcionamento estratégico Conduzindo e revisando o planejamento estratégico da organização através de ferramentas como a SWOT, por exemplo, considerando aspectos políticos, econômicos, sociais e tecnológicos que podem influenciar a sobrevivência da organização.

Acompanhando as pesquisas e resultados da satisfação do cliente, monitorando o alcance das metas relacionadas ao objetivo da qualidade, resultados de auditorias internas, resultados de avaliação de fornecedores, recursos financeiros e humanos necessários para alcance das metas, acompanhando a lista de ações para enfrentar riscos e oportunidades

 

No geral, é importante que a Alta Direção esteja “por dentro” do que está acontecendo em relação a qualidade da organização, e entenda que o SGQ não é uma atividade extra, mas é parte do trabalho de fazer a empresa funcionar, ou seja, fazer que os produtos chegam ao cliente a hora que devem chegar e as atividades são cumpridas de acordo com o que foi planejado.

Não é uma tarefa fácil, mas é extremamente necessária para garantir que a empresa sobreviva e que o sistema de gestão da qualidade esteja ajudando no alcance dos objetivos, até porque, quem é o responsável por dizer se o Sistema de Gestão da Qualidade vem sendo uma boa estratégia para a empresa ou não, seja no curto ou longo prazo, é a Diretoria, que por um acaso, é a maior interessada nisso.

Discutimos sobre a Responsabilidade da Alta Direção de acordo com a ISO 9001:2015 no Qualicast, podcast sobre Gestão da Qualidade e Excelência. É o segundo episódio piloto que fizemos com o Jeison Arenhart de Bastiani, Diretor da Forlogic Software, a Marina Beffa, profissional da Qualidade, e eu representando o tático da organização.

Ouça o Qualicast 002 “ISO 9001:2015 – A responsabilidade da Direção” e conheça alguns exemplos de como esse envolvimento da alta direção pode ser feito aí na sua organização.

Sassmaq: O que diz a Resolução Contran 517?

Quando o assunto tem a ver com vazamentos de materiais químicos, ocasionados por acidentes no trânsito, o SASSMAQ possui formas de estabelecer os controles necessários. Este Sistema de Avaliação fornece mecanismos para as transportadoras de produtos químicos atuarem com responsabilidade e segurança.

Evitar o derramamento de produtos químicos é um dos principais compromisso das organizações deste mercado, já que muitos dos itens carregados possuem riscos reais a saúde, segurança e ao meio ambiente. Porém, os acidentes ocorridos por questões de irresponsabilidade, como dirigir sobre efeitos de drogas, devem ser os primeiros a serem combatidos.

Por isso, no texto de hoje abordaremos como o SASSMAQ pode auxiliar os gestores logísticos de indústrias químicas a seguir os procedimentos da resolução CONTRAN 517, a qual trata da exigência legal do exame toxicológico para os motoristas das categorias C, D e E.

Resolução CONTRAN 517                                                                 

Pois bem, acidentes no trânsito é tema recorrente na nossa sociedade. Ano após ano são apresentadas estatísticas, de diferentes órgãos de pesquisa, com os índices destas fatalidades.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil possui uma taxa de 23,4 mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes. A pesquisa aponta que nosso país tem o quarto pior desempenho do continente americano atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela. Apesar da pesquisa não apresentar as possíveis causas, o consumo de drogas é um dos motivos que não podem ser descartado.

A fim de conter os acidentes devido ao uso de drogas entre os motoristas das categorias C, D e E, o CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece através da Resolução 517 normas e requisitos legais para lidar com o uso de substâncias psicoativas.

A Resolução CONTRAN 517 institui que todos os motoristas, das categorias anteriormente citadas, devem realizar exames toxicológicos para habilitação e renovação da CNH.

Para isto, a lei estabeleceu que os condutores deverão se dirigir a uma clínica pública ou privada para realizar os exames toxicológicos do tipo de “larga janela de detecção”, os quais detectam o uso de drogas no organismo. Caso seja detectado, o profissional fica impedido de exercer a sua função durante 90 dias até a realização do próximo exame.

Diferente de outros exames toxicológico, feitos através de urina ou saliva, a Resolução 517 exige a coleta de amostras de queratina (cabelo, pelos e unhas). Estas análises fornecem uma visão mais longa em relação ao tempo de uso ou abstinência das substâncias provenientes do uso de drogas.

Toda esta medida auxiliam as empresas contratarem profissionais sem problemas latentes com o consumo de drogas.

Os benefícios da Resolução CONTRAN 517   

Uma reportagem realizada pelo G1 apontou alguns resultados reais da lei no estado do Espírito Santo.

Até o dia 2 de abril de 2016, de 604 motoristas que fizeram o exame toxicológico, 54 deles foram reprovados.

De acordo com o diretor de Habilitação e Veículos do Detran, José Eduardo de Souza, os condutores que querem trabalhar por longas horas acabam por utilizar alguns medicamentos ilícitos para melhorar o “desempenho” e, com isso conseguirem dirigir o maior tempo possível. Logo, os usuários colocam em risco a sua vida e a vida de outras pessoas, pois estes entorpecentes afetam o raciocínio e a capacidade de reflexão.

Você deve estar pensando, mas e o SASSMAQ em toda esta história?

O que o SASSMAQ tem a ver com esta história?  

Para responder esta pergunta utilizaremos uma situação hipotética. Imagine que um dos motoristas de sua empresa, na hora de renovar sua habilitação, seja identificado como um usuário de drogas. Logo, ele deverá cumprir a penalidade de ficar 90 dias parados segundo a Resolução CONTRAN 517.

Você já imaginou os prejuízos de ficar com um colaborador parado durante todo este período?

Possivelmente, você terá que contratar algum serviço terceirizado às pressas, além de todo o seu processo de entrega ficar com os prazos comprometidos.

E é nesta parte da história que entra o SASSMAQ, pois as transportadoras encarregadas de entregar artefatos químicos, nas quais possuem o SASSMAQ, conseguem desenvolver um Sistema de Gestão voltado para a diminuição destes riscos através dos requisitos propostos pela norma.

Requisito 1.4.3 – Drogas e Álcool     

O SASSMAQ possui algumas etapas relacionadas ao controle dos motoristas quanto ao consumo de drogas, nos quais são:

  • 4.3.1 Buscar evidências de que existe a política para proibição de uso de álcool ou drogas.
  • 4.3.2 Confirmar se todos recebem cópias da declaração desta política e se eles estão cientes dela.
  • 4.3.3 Entrevistar subcontratados para checar conhecimento da política contra o uso de álcool ou drogas.

Vamos por partes. O SASSMAQ através destes requisitos faz a empresa que transporta itens químicos assumir o compromisso de fiscalizar tanto os seus funcionários contratados como os subcontratados.

Para isto:

  • Estabeleça uma política interna – como a norma pede evidências de uma política voltada para o combate do uso de drogas para os cargos operacionais, nós, da Templum Consultoria, indicamos a realização de um “termo para autorização de testes de identificação de álcool e drogas”. Neste termo, os condutores ficam cientes que em qualquer momento a empresa pode requerer exames ou testes para analisar o consumo destas substâncias.
  • Comunique a todos os funcionários e subcontratados – a sua política para a proibição de uso de álcool ou drogas deve ser comunicado a todos os motoristas. Sendo assim, nos processos de integração de novos colaboradores ou na contratação de terceiros, apresente as obrigações e responsabilidades de toda a equipe quando o assunto é o consumo de drogas. Transforme isto em uma questão disciplinar, no qual pode ser passível de rescisão.

Você consegue perceber como o SASSMAQ prepara as empresas a atuar com responsabilidade e segurança?

Desta forma, o SASSMAQ auxilia as organizações a eliminar os infortúnios das penalidade da Resolução CONTRAN 517.

Caso queira fazer um download do “termo para autorização de testes de identificação de álcool e drogas”, clique aqui.

O que achou do texto? Deixe aqui a sua opinião. 

Liderança pelo Exemplo

Cada vez mais fica evidente que as pessoas dentro das organizações seguem os nossos exemplos e não o que nós falamos ou escrevemos em e-mails, isso é o que observo na prática e em conversas com diversos empresários de diferentes segmentos. Portanto, isto atribuí a liderança uma enorme responsabilidade sobre as suas atitudes e comportamentos.

Minha intensão nesse post é provocar uma reflexão sobre o impacto que o exemplo da sua liderança tem imprimido e para isso preparei algumas questões que vão ajudar a guiar essa auto análise. Pretendo também compartilhar algumas boas práticas que utilizamos aqui na Templum, que adaptados a sua realidade podem funcionar muito bem.

Liderança Otimista ou Mensageiro do caos?

Quando você chega para trabalhar o seu semblante já diz muita coisa sem que você pronuncie uma única palavra, o seu humor rapidamente transparece, impactando todos seus liderados e pares de trabalho.

Perceba que até aqui ainda não fiz nenhuma referência positiva ou negativa mas certamente você deve ter pensando em uma dúzia de situações que isso ocorre de forma negativa. O que acontece na prática é que com o passar das horas dentro do local de trabalho você já deve ter, de forma inconsciente (na maioria das vezes), compartilhado todo o tipo de notícia ruim que se pode imaginar desde assuntos internos até no campo da política, economia e criminalidade. Tudo isto contamina ainda mais as pessoas com o veneno do negativismo.

Pois bem, mas isso não ocorre por acaso e tenho certeza de que há diversas razões fortes que levam a agir dessa forma certo?

Acredito que o ponto principal não é analisar se isso está correto ou errado, mas trazer uma perspectiva diferente através de pequenas mudanças de comportamento no seu dia a dia.

Posso afirmar que todo líder quer na sua equipe pessoas motivadas que acreditam com todas as forças na sua empresa e no seu produto ou serviço. Portanto se esse é o comportamento esperado, quem você acredita que deverá ser reconhecido pelo grupo como o mais entusiasta e comprometido com os resultados da empresa?

Porque não assumir o compromisso de abastecer diariamente as pessoas com otimismo para manter a luz no final do túnel sempre acesa, o coração pulsante e a chama da energia positiva acesa?

Agindo naturalmente ao mostrar a metade do copo cheio nas mais diversas situações convencerá as pessoas a seguir seu exemplo, o que nos leva a uma outra reflexão:

Com o que você tem alimentado o seu cérebro?

É tão importante controlar o tipo de informação que abastece a sua mente quanto o alimento que você ingere. Já parou para pensar que apesar de sempre nos sentirmos mal depois de ouvirmos o noticiário no rádio ou assistir pela televisão e mesmo assim continuamos a repetir esse rito diariamente?

Desta forma, acaba sendo uma missão quase impossível se auto motivar (já que dificilmente alguém fará isso por você) ingerindo tanta desgraça que só o mantém focado nos problemas profissionais e pessoais. Mas atenção, ao interpretar essa frase não é para ser radical ao ponto de alienar-se de tudo o que acontece a sua volta.

O meu convite é para você selecionar melhor com o que irá alimentar a sua mente. Partindo do princípio que vivemos na era da informação, as opções não faltam. Pois bem, vou mostrar alguns exemplos que se você se identificar poderá usar sem moderação:

Dicas de boas práticas

  • Reveja quem são as pessoas que você segue nos aplicativos sociais. Faça um 5s, principalmente descartando aquilo que não lhe agrega absolutamente nada. Após isso, abasteça com coisas novas, novos profissionais com visões diferentes da média do mercado e assuntos importantes (mesclando alguns pontos de vista distintos) para potencializar o seu desenvolvimento profissional.
  • Tente substituir aos poucos as notícias no rádio por podcasts feito por gente boa da sua área ou que trata de assuntos do seu interesse, aposto que isso lhe trará novos insigths e renovará seu ânimo para enfrentar a batalha do dia a dia.
  • Learning Organization (a organização que aprende): Experimente compartilhar/estimular a leitura em conjunto com a sua equipe de trechos de livros ou artigos, provocando semanalmente discussão em grupo fazendo uma conexão com a solução de problemas internos, melhoria de processo ou reformulação do modelo de negócio.
  • Meditação: independente da sua religião é uma prática utilizada e recomendada pelos principais CEO’s do mundo, procure formas alternativas de se fazer, pois hoje existem diversos aplicativos que podem lhe orientar muito bem.

Para concluir separei uma frase, que me identifico muito, escrita por Mahatma Gandhi: “Seja a mudança que você quer ver no mundo”

O poder de mudar o rumo das coisas está em nossas mãos e depende única e exclusivamente da nossa ATITUDE! A mudança de atitude refletirá em seus hábitos que por sua vez moldará seus novos exemplos de comportamento, sendo assim ouse fazer isso acontecer e certamente verá o seu mundo mudar.

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Como a ISO 9001 pode ajudar empresários fazerem uma boa gestão de pessoas?

Para responder a pergunta do título deste post, eu diria: “A ISO 9001 tem tudo a ver com pessoas”.

A cada dia que passa, o gerenciamento do pessoal de sua organização deve ser um elemento estratégico para o sucesso de sua organização.

Setor de Recursos Humanos X Departamento Pessoal

Mas, antes de prosseguirmos é preciso diferenciar setor de recursos humanos e o departamento pessoal. Ambos são fundamentais. O primeiro está relacionado com atividades voltadas para o desenvolvimento do capital humano, e o segundo ligado a parte operacional e burocrática dos funcionários da sua organização.

Departamento pessoal é responsável pelas atividades de admissão, demissão, pagamento de encargos trabalhistas, definições de escalas de trabalho, entre outras.

Já o setor de Rh lida com treinamentos, capacitações, planos de treinamento interno, planos de cargos e salários, retenção de talentos.

Percebeu a diferença? O problema é que existe muita gente fazendo confusão entre as duas áreas. Entender a diferença entre os dois setores é um passo importante para conduzir o seu pessoal da maneira correta.

Desta forma, o alto escalão, necessariamente, precisa concentrar seus esforços de forma equilibrada. Gastar 80% dos esforços com rotinas do departamento pessoal e apenas 20% com o papel estratégico das pessoas é um erro comum entre os pequenos e médios empresários.

Companhias desequilibradas no cumprimento das ações, tanto do DP quanto do Rh, estão colocando os processos em risco.

Processos são feitos de pessoas. Pessoas são o meio pelo qual ocorrem os processos. Fundamentalmente, empresas nas quais apresentam falhas grotescas em suas atividades principais, precisam colocar uma lente de aumento sobre o modo como conduz os seus colaboradores.

Acompanhe o que o Abilio Diniz disse sobre processos e pessoas, no CEO SUMMIT, evento organizado pela Endeavor Brasil:

Confesso minha admiração pelo Abilio Diniz!

A fala deste empresário de sucesso esclarece algo relevante. As empresas que cuidam bem de “gente” aumentam as chances de otimizar e potencializar os seus processos.

Quer um motivo para acreditar na relevância do gerenciamento de pessoas?

O BCG (Boston Consulting Group), através do relatório Creating People Advantage, fez uma análise sobre os setores de Rh.

Para isto, foram analisados uma amostra de mais 3.500 respondentes de 101 países diferentes. Os achados deste estudo foram impressionantes.

As descobertas mais relevantes foram:

  • Empresas que possuem a capacidade superior em gerenciar seu Rh apresentam um desempenho econômico superior;
  • Globalmente, os tópicos de liderança e gerenciamento de talentos são os que estão em maior ascensão. Para maioria dos respondentes temas sobre liderança, gerenciamento de talentos e cultura organizacional são os que mais precisam de atenção;
  • Os departamentos de Rh devem ser mais consistentes em suas decisões de investimento.
  • Os profissionais de Rh necessitam ouvir mais os seus clientes internos.

Resumindo, aumente a sua capacidade no gerenciamento das pessoas e colham resultados excepcionais para seus empreendimentos.

Processos de vendas, de faturamento, de atendimento ao cliente, de marketing, sem exceção, todos necessitam de colaboradores bem treinados, capacitados e equipados.

Por onde começar?

Voltando para resposta inicial deste post, onde eu declarei: “A ISO 9001 tem tudo a ver com pessoas”. Note que faltou argumentos para você acreditar neste pensamento.

Pois bem! Darei apenas um motivo para basear a declaração anterior.

A ISO 9001 contém o gerenciamento de pessoas na sua essência.

Existem requisitos da ISO 9001:2015 específicos para o fortalecimento nas relações empresa e pessoas. Entre eles, estão:

  • 7.1.2 Pessoas – A organização deve determinar e prover as pessoas necessárias para a implementação eficaz do seu Sistema de Gestão da Qualidade e para a operação de produtos e serviços;
  • 7.2 Competência – A organização deve determinar a competência necessária de pessoa(s) que realize(m) trabalho sob o seu controle que afete o desempenho e eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade;
  • 7.3 Conscientização – A organização deve assegurar que pessoas que realizam trabalhos sob o controle da organização estejam conscientes: da política da qualidade; dos objetivos da qualidade pertinentes; da sua contribuição para a eficácia do Sistema de Gestão da Qualidade; das implicações de não estar conforme com os requisitos do Sistema de Gestão da Qualidade.

Estes são apenas alguns exemplos de como a ISO 9001:2015 pode auxiliar qualquer gestor a conduzir seus colaboradores.

Pequenas e médias empresas podem se beneficiar e muito com a ISO 9001. Muitas destas organizações sofrem com a escassez de ferramentas voltadas para a gestão estratégica de pessoas. Com isso, o problema tende a aumentar, pois sem uma estrutura mínima de gerenciamento de pessoas, atividades como recrutamento e seleção; conscientização e treinamento; retenção de novos talentos; gerenciamento do clima organizacional deixam a desejar.

Um Sistema de Gestão da Qualidade, como a ISO 9001, abre a visão da alta direção para o desenvolvimento de uma administração mais humana para todos os tipos de empreendimentos.

O interessante é: a norma obriga os gestores, na implementação do seu Sistema de Gestão da Qualidade, a criar mecanismos e ações direcionados para os colaboradores da organização. “A organização deve determinar” e “a organização deve assegurar” são termos que indicam a obrigatoriedade de seguir à risca determinado requisito.

Logo, percebemos como a ISO 9001 possui o gerenciamento de pessoas na sua essência.

Ajuste seus objetivos.

Seja do setor de marketing, financeiro, operacional, não importa, seu time de trabalho é um fator indispensável para o alcance dos seus objetivos.

Não adianta ter ótimas declarações de visão e missão, sem o envolvimento de uma equipe comprometida e altamente capacitada, desta forma todo seu planejamento estratégico estará fadado ao fracasso.

O que achou do artigo? Comente.

PBQP-H: Obrigatoriedade do Livro de Inspeção do Trabalho

Inúmeras vezes atuando como consultora na implementação, principalmente no PBQP-H (Programa Brasileira de Qualidade e Produtividade no Habitat), fui questionada sobre a necessidade e obrigatoriedade da existência do Livro de Inspeção do Trabalho em obras. Questionada por um conhecido e conversando com um professor muito bom senti-me a vontade para escrever.

Livro de inspeção do Trabalho

O livro de inspeção do trabalho apoia e registra a situação encontrada no momento da auditoria do fiscal do trabalho (não conformidades, determinação de prazos entre outros).

As fiscalizações ocorrem aleatoriamente e sem periodicidade determinada. Elas seguem as vertentes e indicadores sob o aspecto de informação de demanda ou tendências, nas quais podem ser: regularidade de ocorrência, abertura de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), denúncia, ação trabalhista, crise econômica, terceirizações de mão de obra, regionalismo e entre outros. Estes indicadores devem ser sempre observados, coletados e analisados pelas regionais de trabalho.

Diante disso, surge a pergunta: “Sou obrigado a ter este livro em minhas obras ou na minha empresa?”.

Conforme Lei Complementar nº 123, de 14 de Dezembro de 2006 fica determinado que empresas de pequeno porte ou microempresa estão desobrigadas a terem o livro “Inspeção do Trabalho”.

Esta classificação de Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte se dá conforme receita bruta anual da empresa. Por isso, consulte o seu contador!

Pequenas empresas normalmente sofrem fiscalização, contudo há pesos e medidas diferentes e nunca serão autuadas por não terem o livro.

O papel do fiscal ao auditar uma empresa pequena, antes de qualquer coisa, é orientar, esclarecer e, quando houver irregularidades, conceder prazos. Estas informações estão contida na notificação entregue a empresa. Não sendo cumprido, o plano segue como qualquer outra organização e a mesma recebe o laudo de infração que discrimina o porquê da autuação.

Reitero que as médias e grandes empresas tem a obrigação de possuir o livro. Além disso, elas podem ser autuadas pela ausência do mesmo e outras irregularidades encontradas pelo fiscal.