Como fica o controle de documentos na nova versão da ISO 9001?

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Nós, da Templum Consultoria, temos imenso orgulho em saber que somos referência no esclarecimento de duvidas técnicas sobre a nova versão da ISO 9001, e nessa jornada junto aos RD´s, posso afirmar, que de longe, a maior dor de cabeça na transição da ISO 9001 é o tal controle de documentos.

Afinal, como ficam os documentos na nova versão da ISO 9001?

Vamos começar esclarecendo porque começou essa confusão.

Na nova versão da ISO 9001, o requisito de documentação, que antes eram os itens 4.2.3 e 4.2.4 – Controle de Documentos e Controle de Registros, mudou de nome para Informação Documentada.

E então, essa mudança de nome deixou todo mundo de cabelo em pé.

Nós temos inclusive, algumas sessões tira-duvidas sobre a nova versão da ISO 9001 que podem ser acessadas gratuitamente em nosso canal no Youtube e as principais duvidas eram:

  • O que eu tenho que fazer com meus documentos?
  • O que eu faço com o Manual da Qualidade?
  • Tenho que mudar meus procedimentos?

Porém, antes de responder a essas perguntas, quero convidá-los a um olhar diferente: Mais do que olhar a nomenclatura do requisito, vamos pensar no local que esse requisito está inserido na nova versão.

Na ISO 9001:2008 o primeiro requisito do texto da norma era justamente “Requisitos de Documentação”, o que mostra a importância dos documentos dentro do sistema de gestão até aquele momento. Ora, tinha até um capítulo inteiro falando sobre esse tema.

Agora, na ISO 9001:2015, o “tema” documentos é só um tópico no requisito 7 – Apoio, chamado Informação Documentada.

Mas o que isso quer dizer?

Que antes os documentos eram os protagonistas da implementação de um sistema de gestão.

Com poucas, mas poucas exceções mesmo, normalmente a implementação de um sistema de gestão até agora começava com a elaboração dos tais 06 procedimentos obrigatórios. Esses procedimentos eram quase que um padrão, independente do contexto da organização.

Agora, a história mudou. Ao colocar os documentos como um tópico do requisito de apoio, espera-se que entenda o documento como suporte LITERALMENTE.

Isso quer dizer que você precisa antes de falar de documento:

  1. Entender a sua empresa;
  2. Identificar quem são as suas partes interessadas;
  3. Definir os processos necessários para atender as necessidades da empresa e partes interessadas;
  4. Definir quem são os responsáveis por fazer com que esses processos aconteçam de forma eficaz;
  5. Definir a estrutura que precisa para a operação dos processos;
  6. E só depois de tudo isso, entender quais são as informações necessárias para garantir a eficácia dos processos. E sim, são essas as informações que devem ser documentadas: algumas mantidas (o antigo documento) e outras retidas (o antigo registro).

Resumindo…

O controle dos documentos mudou pouca coisa efetivamente. O que mudou na verdade é a criação de documentos que não tem sentido para a empresa e consequentemente para o sistema de gestão.

Isso quer dizer que não temos mais que fazer documentos, porque a norma pede, mas sim, os documentos precisam fazer sentido para quem cria e para quem usa e devem garantir a eficácia dos processos que foram identificados.

Então, respondendo as perguntas que indiquei acima, a resposta é: Não sei, precisamos responder as 05 perguntas iniciais do check list que indiquei para sabermos o que efetivamente faremos com os nossos documentos.

E ah! Desapega daqueles documentos que “só atendem a norma”. Não tenha medo de mandá-los para o espaço de documentos obsoletos e vai ver seu sistema de gestão fazer muito mais sentido!

Vamos tentar? Mãos à obra!

Inovação: Como descobrir se minha empresa é inovadora?

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“Como aquela empresa pratica inovação!”

“Que empresa inovadora!”

Frases como estas são ouvidas e lidas diariamente. Confesso que quando as escuto, penso: “Essa tal de inovação deve ser algo difícil de conseguir”.

No texto de hoje, pretendo desmistificar este conceito, dado que um dos fatores de sucesso presente nos dias atuais é a capacidade de uma empresa inovar em relação a outra.

Existe um case muito famoso quando o assunto é inovação empresarial. O empreendedor George Easteman, fundador da Kodak, ficou muito conhecido por ser o pioneiro no desenvolvimento do famoso filme fotográfico.

A Kodak foi líder do mercado de fotografia por longos anos. Porém, durante décadas de sua existência, houveram poucos avanços na linha produtiva deste produto.

Adivinha o que aconteceu?

A famosa organização foi engolida pela concorrência.

No momento que outras empresas avançaram no desenvolvimento da máquina fotográfica digital, a Kodak transformou a oportunidade de ser a protagonista neste mercado em uma ameaça real para a sua sobrevivência.

Faça um teste rápido: Pergunte a um adolescente que nasceu depois do ano 2000 se ele conhece a Kodak. Provavelmente, a resposta será NÃO.

Muitos especialistas indicam que o principal motivo da falência da Kodak foi a falta de inovações no seu portfólio de máquinas fotográficas.

Este exemplo real nos fornece uma lição importante: Não importa o quanto sua empresa é consolidada no mercado, se ela não estiver sempre buscando formas de inovar e se diferenciar da concorrência dificilmente ela sobreviverá ao dinamismo do mercado.

Sendo assim, vamos discutir alguns pontos que considero essencial para entendermos o que é inovação:

Caro leitor do Blog, sua leitura até o final deste post é muito importante, uma vez que existem muitas falácias sobre o tema aqui discutido.

O objetivo é facilitar este tema tão importante para o sucesso de sua empresa, além de abrir a nossa visão para descobrir se de fato nossas organizações são inovadoras.

Inovação: mitos e verdades

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Não confunda inovação com invenção.

Diferente da inovação, a invenção é resultado de um protótipo, no qual não possui um fim financeiro.

Por exemplo, o avião 14 bis, inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, nunca foi comercializado e nunca gerou um retorno financeiro a nenhuma companhia.

Invenções surgem todos os dias, porém, muitas não alcançam o status de inovação. Para que algo seja considerado uma inovação, este deve possuir um fim econômico e social, explica o professor Mario Sergio Salermo da USP.

Muitos não consideram sua empresa inovadora simplesmente por confundirem estes conceitos tão importantes.

A inovação é qualquer algo novo que é vendida no mercado. Uma simples alteração em um produto ou serviço pode ser considerado um tipo de inovação, desde que seja ofertado para fins econômicos.

Um outro equívoco comum é pensar que somente organizações com alto nível tecnológico são inovadoras.

O Pipoqueiro Valdir é uma prova disto. Ele provou que é possível inovar até em seu tipo de negócio. Veja o vídeo a seguir:

Fantástico! Vocês observaram o “kit higiene” desenvolvido pelo Valdir. Isto, com certeza, é uma inovação, já que no mercado de pipoqueiros (se assim podemos chamar) ninguém pratica algo semelhante a ele.

Inovação, sem sombra de dúvida, é um fator de diferenciação entre empresas, seja para se manter competitiva, explorar novas oportunidades no mercado ou crescer, a inovação, essencialmente, é um ponto de partida para dinamicidade presente no mundo globalizado.

Quais são os tipos de inovação existente?

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A publicação mais importante sobre inovação, a nível global, é o famoso Manual de Oslo.

Organizado pela OECD (The Organisation for Economic Co-operation and Development), em um fórum único no qual reuniu 30 democracias diferentes, o manual estabelece definições e os conceitos existentes de inovação. 

A Finep lançou uma versão em português do Manual. Clique aqui para fazer o download

Segundo a OECD, existem quatro tipos de inovações. A seguir daremos as definições contidas no manual de Oslo.

Inovação de produto ou serviço – é a introdução de um bem ou serviço novo ou significativamente melhorado no que concerne a suas características ou usos previstos.

Exemplo: os primeiros tocadores de música portátil em formato MP3 podem ser considerados uma inovação de produto. Sua funcionalidade e praticidade superou os famosos “Discman”.

Inovação de Processo – é a implementação de um método de produção ou distribuição novo ou significativamente melhorado.

Exemplo: as e-commerces são exemplos de empresas que inovam em processo. As suas atividades de vendas e entrega do produto são pontos de diferenciação entre as organizações de comércio eletrônico e as lojas tradicionais.

Inovação de Marketing – é a implementação de um novo método de marketing ou significativamente melhorado com mudanças na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, em sua promoção ou na fixação de preços.

Exemplo: uma tendência comum é a oferta de “produtos freemium”. Esta estratégia é um tipo de inovação de Marketing, uma vez que permite ao cliente um período de utilização do produto da empresa gratuitamente, gerando um ambiente experimental e atrativo para novos negócios.

Inovação Organizacional – é a implementação de um novo método organizacional ou significativamente melhorado nas práticas de negócios da empresa, na organização do seu local de trabalho ou em suas relações externas.

Exemplo: O conceito de “home office”, uma inovação organizacional, sempre foi rejeitado pelas grandes organizações. Os gestores possuíam um certo receio de seus colaboradores perderem seu nível de produtividade. Atualmente, este tipo de modalidade de trabalho é bem aceita, além de estudos provarem os benefícios de trabalhar em casa.

Quais são as principais formas de inovar?

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Você provavelmente tenha notado nas definições sobre os tipos de inovações os termos: “novo” e “significativamente melhorado”.

Estas terminologias apontam para as formas de inovar. Basicamente, existem duas formas de inovar mais difundidas entre as companhias: inovação incremental e a inovação radical.

A inovação radical consiste na inserção de algo totalmente novo no mercado. Uma das características principais neste tipo de inovação é a capacidade de substituir por completo algum produto e serviço já existente.

A inovação incremental é a alteração de algum componente ou material em algo da empresa que torna o mesmo significativamente melhorado. Imagine um produto que sofre uma pequena alteração devido ao comportamento de compra de determinado produto. Apesar das alterações, não há nenhuma mudança na essência do produto.

Para exemplificar os conceitos de inovação incremental e radical, utilizaremos o caso dos produtos de armazenamento móvel.

A Techtudo fez uma ótima matéria explicando a evolução desta tecnologia.

Os primeiros disquetes, criados na década de 70 foram uma grande novidade no mercado. Sua capacidade de armazenamento de 80 Kb eram muito utilizadas por empresários do mundo inteiro.

Mais tarde, na década de 90, foram lançados novos disquetes, sendo eles menores no seu design, além de possuir uma “super capacidade” de 1,44 Mb.

Esta alteração ocorrida nos disquetes da década de 70 para os da década de 90 é uma inovação incremental. Ainda que as alterações representassem um avanço no produto, suas modificações foram em uma escala menor.

Entretanto, hoje não existe nem lugar para inserir um disquete em um desktop.

Imagine que, hipoteticamente, em uma linha do tempo, o primeiro disquete evoluísse diretamente para um pen drive. Com uma comparação feita deste produto com o antigo disquete, conseguimos enxergar uma mudança radical na forma de armazenamento de documentos e informações.

Para termos noção, hoje um pen drive de 512 Gb substituiria 365.000 disquetes de 1,44 Mb.

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Recentemente, empresas como o Google e o Dropbox estão causando mais uma ruptura no mercado de armazenamento móvel.

Através da tecnologia “cloud computing” (computação em nuvem), elas estão fornecendo o serviço de armazenamento de forma que não seja mais preciso carregar nenhum dispositivo físico, como um pen drive, para salvar ou compartilhar documentos digitais.

Estes tipos de serviços são considerados inovações radicais, pois o alto grau de novidade apresentado por eles tendem a modificar a forma das pessoas usufruírem este serviço.

Inovação é um processo

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Inovação nunca pode ser considerado uma obra do acaso.

A inovação é resultante de um processo sistemático no qual envolve muita pesquisa e observação.

As empresas, nas quais são consideradas as mais inovadoras do mundo, atribuem a inovação como um elemento da cultura da organização.

Organizações de sucesso possuem setores específicos de pesquisa e desenvolvimento, porém nem todas têm a capacidade de estruturar uma área como esta.

Todavia, não se apavore!

Empresas de todos os tamanhos e tipos podem estruturar seus próprios processos de inovação.

Os autores Tidd e Bessant, especialistas em inovação, explicam quais são as etapas que todo processo inovativo deve possuir.

Buscar – as maiores e melhores inovações são resultantes da identificação das reais necessidades dos consumidores de sua organização. Todo empreendedor deve possuir um radar para saber como seu cliente pensa, sente e age.

Selecionar – com uma busca de informação bem realizada, é necessário selecionar quais são os insights que guiarão o desenvolvimento de algo novo. No processo de busca, normalmente, as informações encontradas estão todas desorganizadas e sem nenhuma classificação. A ação de selecionar, nada mais é que o momento onde é organizado os dados e informações que guiarão a criação de um novo produto ou serviço.

Implementar – buscou e selecionou as informações, agora é a hora de partir para o desenvolvimento. As inovações podem ser direcionadas de diversas maneiras. Dependendo da complexidade de uma determinada organização a implementação pode demorar um pouco. Indústrias farmacêuticas, por exemplo, podem levar anos para lançar um novo produto. Diferente de uma empresa de softwares, no qual o período entre a busca e a implementação é muito mais curto.

Um caso vivo de inovação.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, respiramos e vivemos a inovação todos os dias.

Veja o vídeo a seguir:

Como nós nos orgulhamos deste vídeo!

Os serviços desenvolvidos pela Templum é resultado de um processo sistemático e contínuo de inovação.

No vídeo, é possível perceber como foi importante inovar neste mercado de consultorias.

A inovação da Templum gerou um valor inestimável.

E sua empresa é inovadora? Compartilhe conosco o seus pensamentos e sugestões sobre este tema tão importante.

 

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Série Planejamento Estratégico: Matriz de Ansoff

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Após discutirmos sobre as 5 forças de Porter, continuaremos a nossa série abordando os conceitos da famosa matriz Ansoff.

Originada dos estudos do professor Igor Ansoff, a técnica consiste em posicionar a estratégia da sua empresa a partir de uma análise dos vetores: produtos novos ou existentes; mercados novos ou existentes.

O professor explica que o objetivo da matriz produto/mercado (nome dado para a matriz Ansoff) é identificar como a união dos fatores produto e mercado geram um desempenho superior a uma organização.

Efeito 2+2=5.

Ansoff chamava o “desempenho superior” de sinergia empresarial. Este elemento ficou conhecido como o efeito “2+2=5”.

Neste exato momento você deve estar pensando: “Está conta não bate”, “2+2=4, não 5”.

Todos estão corretos. Entretanto, o professor Ansoff utilizou esta operação matemática errada para ilustrar o conceito de Sinergia Empresarial.

Para o estudioso, quando uma empresas combinam os vetores produto e mercado de forma que se encaixem perfeitamente, certamente, a companhia alcançará a famosa sinergia empresarial. Em outras palavras, uma estratégia bem elaborada levará a organização alcançar resultados superiores aos seus concorrentes.

Um case, da multinacional Walmart, ilustra como uma má combinação dos vetores produto e mercado podem prejudicar a estratégia de uma organização. Em seus primeiros anos no Brasil, em uma das primeiras lojas inauguradas haviam itens para vendas, como: equipamentos para beisebol e casacos para neve. Óbvio que esta combinação deu errado, pois combinaram produtos existentes de seu portfólio em um mercado novo, mas que não possui demanda nenhuma para estas mercadorias.

Para utilizar a matriz produto/mercado o gestor deve conhecer a fundo as características do seu negócio. Erros grotescos, como o do Walmart, podem ocorrer mediante a aplicação das estratégias sugeridas pela matriz.

O professor Ansoff sugere a existência de quatro estratégias capazes de gerar ganhos significativos ao seu empreendimento, nas quais são:

Produto Existente + Mercado Existente = Penetração de Mercado.

Produto Novo + Mercado Existente = Desenvolvimento de Produto.

Produto Existente + Mercado Novo = Desenvolvimento de Mercado.

Produto Novo + Mercado Novo = Diversificação.

Com isso, a Matriz Ansoff fica assim:

Matriz Produto/Mercado Produto Existente Produto Novo
Mercado Existente Penetração de Mercado Desenvolvimento de Produto
Mercado Novo Desenvolvimento de Mercado Diversificação

 

A seguir discutiremos cada tipo de estratégia originada da análise dos vetores encontrados no modelo.

1°) Penetração de Mercado

Inquestionavelmente é onde se encontram a maioria das organizações!

Atuar com produtos existentes em mercados existentes, na maioria dos casos, é a razão de ser de muitas empresas. Um negócio focado na produção de calçados femininos, obviamente irá procurar vender seus produtos em mercados já estabelecidos no atendimento ao público feminino.

Em suma, a estratégia de “Penetração de Mercado” é a mais cara em relação ao nível de investimento. Isto acontece devido ao maior número de concorrentes presentes neste quadrante.

Um exemplo prático de empresas encontradas no quadrante da “Penetração de Mercado” são as lojas de roupas de Shopping Centers. Apesar de muitas delas atenderem públicos de diferentes classes sociais, as semelhanças presentes entre algumas delas são visíveis a qualquer consumidor.

Desta forma, vemos um foco voltado a fidelização do cliente, estratégias de precificação oferecendo descontos progressivos e entre outras ações. O propósito é criar uma proximidade maior na relação cliente/empresa.

2°) Desenvolvimento de Produto

Você me diz: “Quero atuar no mesmo mercado, mas quero trazer novos produtos para satisfazer melhor meu cliente.”

Um dos direcionamentos exigidos para este tipo de declaração é buscar uma cultura de inovação para o mix de produtos existentes no seu negócio.

Empresas de refrigerantes são especialistas neste tipo de estratégia.

Vamos pensar no caso do refrigerante “Fanta” (caso muito conhecido por todos nós). De tempos em tempos vemos inovações incrementais na linha de produtos originários deste famoso refrigerante da marca Coca-Cola.

Atualmente, existem aproximadamente mais de 100 tipos de sabores de Fanta ao redor do mundo. Muitos desses produtos não representam mudanças radicais na formulação do refrigerante. Toda a estratégia de “Desenvolvimento de Produto” é facilmente observada, uma vez que estas novidades estão sendo ofertadas sempre no mesmo mercado.

Empresas inseridas na estratégia de “Desenvolvimento de Produto” adotam uma cultura de pesquisa e desenvolvimento.

Inovação nunca será obra do acaso!

Empreendimentos, nos quais utilizam uma lente de aumento para as necessidades de mercado, conseguem enxergar oportunidades esplêndidas para o desenvolvimento de novos produtos e, consequentemente, satisfazer as expectativas do seu mercado de atuação.

3°) Desenvolvimento de Mercado

Se você já pensou assim: “Meu produto é excelente, por isso quero oferecer ele em diferentes mercados. ”

A estratégia de “Desenvolvimento de Mercado” é a ideal!

Antes é preciso entender a diferença conceitual entre o produto e mercado.         

O conceito de mercado é mais abrangente que o conceito de produto. Enquanto o produto diz respeito ao output final oferecido aos clientes, a definição de mercado abrange um conjunto de características relacionadas ao público que a empresa pretende ofertar o seu bem de consumo.

Para definir um mercado é necessário entender: as singularidades de determinada região geográfica, o tipo de classe social, a idade do público alvo e entre outros atributos. O conjunto destas particularidades definem um tipo de mercado.

Definido as características do novo mercado, estude a possibilidade de aceitação do seu produto para onde você pretende expandir.

No mês de junho, o G1 divulgou uma notícia explicando os planos da Coca-Cola para expandir o refrigerante “Jesus” (clique aqui para ver a reportagem). O refrigerante já alcançou uma alta aceitação na região do Maranhão, onde inicialmente ele é fabricado. Porém, para os planos de expansão para outras regiões, obrigatoriamente, a Coca-Cola estuda o comportamento do consumidor de outras regiões do Brasil para não errar na inserção do refrigerante Jesus em mercados diferentes.

Um bom estudo de mercado pode garantir a segurança de uma estratégia de “Desenvolvimento de Mercado”.

4°) Diversificação

Esta estratégia é para quem diz: “Quero respirar novos ares! ”

Com certeza, a estratégia mais arriscada da matriz produto/mercado. Desenvolver novos produtos para atuar em novos mercados demanda da organização o acumulo de outros conhecimentos e habilidades, nos quais exigirão muito empenho de todos os colaboradores da sua empresa.

Este tipo de ação é facilmente visto nos grandes grupos empresariais. Por exemplo, o grupo Silvio Santos hoje conta com organizações totalmente diferentes. Vide o caso do SBT (empresa do setor de telecomunicações) e a Jequiti (especialista do mercado de cosméticos). Ambas não possuem relação nenhuma em seus produtos oferecidos e seus mercados de atuação.

Esta estratégia é uma das mais dispendiosas, pois exige muito tempo de estudo do novo mercado e do novo produto. Além disso, o nível de investimento é altamente elevado dependendo do que se pretende desenvolver. Em alguns momentos será necessário contratar novos profissionais e adquirir outros tipos de tecnologias.

Apesar dos grandes desafios existentes neste tipo de estratégia, se bem executada as empresas garantem novas fontes de lucro e uma vantagem competitiva devido as novas habilidades adquiridas.

Como integrar a Matriz Ansoff no meu planejamento estratégico?

A proposta da matriz é bem prática. O modelo apresenta tipos de estratégia diferentes diante das possibilidades da empresa em relação aos elementos: produto e mercado.

As estratégias contidas na matriz produto/mercado podem auxiliar no momento final do plano de ação do seu planejamento estratégico. Diante das análises exigidas no processo estratégico, o gestor será capaz de decidir qual a melhor opção para o seu negócio.

Hora da Ação!

O planejamento estratégico da sua empresa deve ser claro e tangível para que todos os envolvidos consigam entender e, desta forma contribuir com ações reais para o andamento do seu negócio.

A missão da Templum Consultoria Ilimitada com esta série é apresentar meios reais para o alcance dos objetivos estratégicos de sua organização.

Gostou do texto? Deixe aqui a sua contribuição.

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Como a ISO 9001 pode ajudar as empresas em tempos de crise?

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Crise, crise e mais crise! Infelizmente a situação do nosso país chegou a este estado terrível.

Antes de prosseguir com o tema do post, me responda: Se você estivesse vendo alguém se afogar, qual seria sua primeira atitude? Discutir as razões daquela pessoa estar se afogando ou buscar uma ajuda real para salva-la?

Obviamente, você buscaria algum tipo de ajuda!

Apesar de simples a resposta para este questionamento, há muitas semelhanças na situação hipotética da pergunta com a época que estamos vivendo no Brasil.

Empresários estão cada vez mais desesperados pois os indicadores de saúde da economia brasileira não apresentam nenhuma evolução positiva. Pelo contrário, muitos especialistas econômicos indicam um ano de poucos avanços. Em alguns casos previsões até de retrocesso no cenário tanto macro, quanto microeconômico.

Não pretendo discutir os responsáveis por este momento no Brasil. Ao invés de longas debates tentando descobrir os causadores da crise, considero mais prudente indicar meios reais para a sobrevivência do seu empreendimento.

A história mostra que empresas capazes de superar períodos críticos como este, alcançam um novo nível de maturidade para os momentos de abundância logo após as recessões.

Crises são cíclicas, ou seja, elas sempre irão existir. Além disso, elas costumam ter começo, meio e fim.

O que você sugere?

A Templum Consultoria Ilimitada acredita fielmente na capacidade da implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade, como a ISO 9001, para superar os obstáculos apresentados em qualquer tipo de empresa.

Crises servem para aumentar a preocupação do empreendedor na forma como seu negócio pode se diferenciar do seu concorrente. E a ISO 9001 é este elemento diferenciador.

A ISO 9001 abre a visão dos empresários para o desenvolvimento de uma gestão mais voltada ao cliente final da organização. As crises fazem as pessoas ponderar rigorosamente o seu comportamento de compra, já que os riscos inerentes deste período causam maiores medos e receios. Sendo assim, alcançar uma cultura voltada ao cliente da organização pode garantir vantagens significativas no mercado.

Nem tudo são flores!

Com a experiência adquirida ao longo dos anos, a Templum Consultoria Ilimitada, entende que um erro dos gestores ao implementar uma ISO 9001 está fundamentada na seguinte declaração: “Preciso da ISO 9001, pois meu maior cliente está exigindo.”

Não está errado você procurar implementar um Sistema de Gestão de Qualidade por este motivo. Porém, isto deve ser apenas o pontapé inicial.

A ISO 9001 integra um conjunto de ferramentas, nas quais habilitam empresas a melhorarem continuamente seus processos, produtos e serviços. Através da observância criteriosa do que é proposto pela norma, qualquer instituição pode tornar a gestão de sua organização mais eficiente e propensa a uma cultura de excelência.

A seguir compartilharei dois vídeos de cases de sucesso. Preste muita atenção!

Vídeo 1

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Excelente! O vídeo deve ter te motivado a pelo menos considerar a hipótese de implementar uma ISO 9001. Agora, pretendo apresentar dois argumentos que considero a base de como a ISO 9001 pode auxiliar sua empresa em tempos de crise.

1°) A ISO 9001 ensina o que é controle.

Tempos críticos, onde há escassez de recursos, a palavra “controle” adquire uma relevância maior. Controle de custos, controle de despesas, controle de funcionários, controle de matérias primas, enfim controle geral de tudo e de todos.

Todavia, muitos repetem a palavra controle apenas como um “mantra”. Quando o objetivo é tornar o controle uma ação real para obter ganhos de produtividade e maior lucratividade, os empreendedores esbarram na falta de ferramentas e técnicas para tal realização.

Uma das formas, da ISO 9001, considerada essencial para alcançar o maior controle em todas as atividades da sua organização é a abordagem de processos.

Um Sistema de Gestão da Qualidade habilitará toda a empresa a identificar como funciona detalhadamente o fluxo de processos da organização. Com a identificação dos processos, será possível verificar os gargalos, nos quais geram índices de desperdícios e retrabalhos excessivos, nos quais interferem no resultado final de todos os setores.

A coisa mais comum vista entre os pequenos e médios empresários é sua “habilidade” de se enrolar ao explicar como funciona o fluxo de todas atividades da sua organização.

Saia dessa!

Elimine gastos desnecessário e adote a ISO 9001 para gerenciar melhor os seus processos.

2°) A ISO 9001 auxilia o gestor a entender a razão de ser de sua empresa.

Crises costumam roubar a identidade de muitas organizações.

Líderes gerenciais costumam encarar qualquer situação para levantar recursos financeiros em períodos de instabilidade. Não estou criticando, afinal é necessário fazer algo para a sobrevivência do seu negócio. No entanto, a identidade de sua organização deve permanecer inalterável mesmo em dias como estes.

A ISO 9001, através do requisito “Contexto da Organização”, influencia diretamente a mentalidade dos envolvidos na busca incessante pela Missão, Visão e Valores. Não vou me alongar neste texto explicando estas ferramentas, mais ambas desenvolvem algo no qual chamarei de “senso de propósito”.

Senso de propósito é a razão de ser de sua organização. Por exemplo, muitos autores e estudiosos já chegaram a conclusão que o parque da famosa organização Disney foi criado para dar aos seus clientes experiências memoráveis.

Não sei ao certo se a Disney já passou por algum momento de crise, mas uma certeza eu tenho: mesmo que passe seu senso de propósito permanecerá inalterável.

A ISO 9001 direciona toda a empresa a perseguir insistentemente o senso de propósito da sua instituição.

Qual a sua decisão?

As opções para sobreviver em meio a uma tribulação como esta, são inúmeras. Ao digitar o termo “crise” na barra de pesquisa do Google, você encontrará milhares de artigos de alto nível propondo diferentes soluções para o mesmo problema.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, recomendamos que você explore mais sobre os benefícios da implementação da ISO 9001. Para isto, navegue por nosso blog, estude, envie comentários, faça sugestões, envie críticas. Queremos poder contribuir com um #brasilmaisforte.

Por último, indico um artigo recente, no qual ensina como lucrar com a ISO 9001.

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Série Planejamento Estratégico: 5 Forças de Porter

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Continuando a nossa série sobre planejamento estratégico, discutiremos mais uma das ferramentas clássicas da administração estratégica: as 5 forças competitivas de Porter.

Na semana anterior discutimos sobre a análise SWOT.

Apesar de sua origem em 1979, a aplicabilidade deste modelo continua reverberando nos dias de hoje.

O criador das 5 forças competitivas, professor Michael Porter, elaborou seus conceitos baseado no seu pensamento de que para se formular qualquer estratégia é essencial relacionar uma organização ao seu ambiente competitivo.

Empreendedores de sucesso entendem a importância de analisarem o ambiente competitivo de sua empresa, porém muitos não sabem como fazer tal atividade. As 5 forças de Porter servem como direcionamento no processo de análise dos elementos ambientais de qualquer tipo de empresa.

Como funciona as 5 Forças de Porter?

O modelo propõe ao gestor compreender cinco contextos (ou as cinco forças), nos quais uma empresa está inserida.

Vale salientar que este instrumento não foca em uma análise macro ambiental (fatores econômicos, tecnológicos, político-legais e sócio demográficos), por outro lado seu campo de análise são os fatores estritamente ligados a concorrência.

Nos próximos parágrafos vamos debater quais são e como as 5 forças de Porter interferem diretamente no seu planejamento estratégico.

1° Força: Rivalidade entre os concorrentes.  

Cada tipo de setor apresenta um comportamento singular quando o assunto é a concorrência entre as empresas.

As empresas do setor de cosméticos não competem iguais companhias do setor farmacêutico. Muitas vezes, até empresas do mesmo setor não competem entre si, simplesmente por não focarem o mesmo público. Exemplificando: a Mercedez-Benz, dificilmente se preocupará com a Volkswagem, ainda que atuem no setor de automóveis, pois seus públicos-alvo são totalmente diferentes.

O exercício, para este momento, seria entender como funciona a rivalidade entre os concorrentes do ambiente competitivo de sua organização.

O professor Porter não enrijece o conceito de concorrência como algo somente negativo.

Para isto, ele estabelece a noção de cluster. O termo diz respeito a empresas que concorrem diretamente ou indiretamente, porém estabelecem vínculos de cooperação para aumentar a sua performance no mercado.

A fim de facilitar o nosso entendimento utilizaremos o exemplo do Vale do Silício. Localizado na Califórnia, Estados Unidos, a região foi desenvolvida para abrigar empresas de base tecnológica. Apple, Google, Facebook, eBay e entre outras são alguns dos exemplos encontrados no Vale.

Apesar da concorrência direta entre algumas dessas empresas, a criação deste Cluster facilitou o desenvolvimento de novas inovações e a criação de novos negócios.

Existem casos de empresas concorrentes que se unem para comprar de um único fornecedor, isto pode ajudar na negociação dos preços e formas de pagamento.

Resumindo, a rivalidade entre os concorrentes não é para ser visto com dualidade. Análise as outras empresas com um olhar crítico. Levante os pontos em comum entre vocês e estabeleça as principais diferenças. Desta forma você saberá como posicionar o seu planejamento estratégico quando o assunto for a concorrência.

2° Força: Produtos e serviços substitutos.

Para facilitar o conceito desta segunda força, responda a seguinte pergunta: Quais são os problemas que seus produtos e serviços solucionam?

Respondeu! Agora pense: existem outras soluções, no mercado, para os mesmos problemas? Possivelmente, você consiga encontrar outros produtos e serviços que ofereçam recursos parecidos com o seu. Pois bem, esses são uma ameaça direta ao seu desempenho no seu mercado de atuação.

Antigamente, as empresas de jogos para games nunca pensariam que um dos seus concorrentes seriam as fabricantes de jogos para smartphones.

Atualmente, os consumidores destes produtos pensam se preferem comprar um celular de última geração ou um console específico para jogar os seus games.

Uma dica é fazer uma lista dos problemas que seus produtos resolvem. Feito este passo, enumere todos os possíveis produtos e serviços que possibilitam a resolução dos mesmos problemas, isto pode te fornecer uma visão geral sobre o seu próprio negócio.

Exemplificando: um proprietário de uma empresa de ônibus, na qual transporta passageiros de uma cidade para outra, não pode achar que os seus únicos concorrentes são as empresas que também possuem ônibus e fazem seu serviço da mesma maneira. Existem outros tipos de empresas com produtos e serviços diferentes que também podem solucionar os mesmos problemas das mesmas pessoas.

Força: Poder de barganha dos fornecedores.

Nesta parte da análise é verificado qual o poder que seu fornecedor tem sobre o seu negócio.

Vamos supor que sua empresa depende de um único fornecedor para repor suas matérias-primas. Logo, este fornecedor tem um grande poder de barganha sobre a sua empresa e, com isso, ele estabelece os preços, as formas de negociar, as condições de pagamento e entre outros fatores.

Caso você esteja inserido neste contexto, é importante pensar em formas reais de prospectar novas fontes de fornecimento. Do contrário, você estará fadado a depender das estratégias de seus fornecedores e não das suas.

Um outro passo importante a ser tomado é estabelecer vínculos reais de parceria com os seus fornecedores.

Recentemente, li uma reportagem sobre a forma como o Pão de Açúcar se relaciona com os seus fornecedores de alimentos orgânicos. A organização fornece aos produtores ajuda de profissionais especializados, nos quais auxiliarão os fornecedores orgânicos com informações sobre plantio, logística e comercialização. Sendo assim, o Pão de Açúcar consegue integrar as atividades dos seus fornecedores com os resultados reais da empresa.

Inclua na estratégia de sua empresa meios de encontrar novos fornecedores ou criar relações de proximidade com os atuais.

4° Força: Ameaça de novos entrantes.

Já ouvi alguns empresários dizerem o famoso dito popular, “o sol nasceu para todos”, ao se referirem a outros empreendedores quando resolvem iniciar um negócio semelhante ao dele.

Porém, para Porter, o gestor deve colocar um guarda-sol bem grande para tampar este sol.

Quanto mais barreiras um empresário colocar diante dos novos entrantes, maior será a sua vantagem no seu mercado de atuação.

Novos empreendimentos trazem novas aptidões, novos recursos estratégicos e propostas de valor totalmente diferentes da sua, sendo assim crie formas de dificultar a entrada destas novas empresas.

Vale destacar que por mais que as barreiras colocadas por você pareçam intransponíveis, uma hora alguém descobrirá como transpor elas.

Por isso, elabore diferentes modos dificultar o acesso de novos entrantes.

Um exemplo de barreira característico da indústria farmacêutica é o registro de patentes para determinados tipos de medicamentos. A empresa detentora do registro consegue por algum tempo uma vantagem significativa no seu mercado de atuação.

5° Força: Poder de barganha dos clientes.

Semelhante ao poder de barganha dos fornecedores, esta parte da análise procura entender a força que seus clientes possuem sobre o seu negócio.

Com o avanço das redes sociais, os consumidores aumentaram seu poder de negociação sobre as empresas. Atualmente, os estrategistas devem possuir um foco maior na forma do seu cliente pensar, sentir e agir.

O ideal ao analisar esta força competitiva é descobrir meios de atender as expectativas dos clientes atuais da melhor maneira possível e explorar novos meios de se conseguir outros potenciais compradores de seus produtos e serviços.

Quanto mais públicos diferentes uma determinada empresa atende, mais força ela tem sobre os seus clientes.

Uma dica valiosa para aumentar o poder de barganha perante os clientes é: entender qual a proposta de valor que sua empresa oferece.

Muitos falham neste ponto.

A proposta de valor diz respeito aos atributos que seus clientes enxergam ao consumir seus produtos e serviços.

Provavelmente você prefira ir em uma pizzaria ao invés da outra, por um motivo “x”. Esse motivo “x” é a proposta de valor daquela pizzaria.

Diante disso, seja claro, direto ao oferecer sua proposta de valor. Descubra quais são os seus diferenciais em relação aos seus concorrentes.

Como integrar as 5 forças de Porter no meu planejamento estratégico?

Esta ferramenta não serve para formular uma estratégia, mas ela ajuda a analisar os requisitos do ambiente competitivo.

Com as descobertas da análise das 5 forças, o planejamento estratégico pode ter um norte sobre como a organização deve se comportar diante de seus concorrentes diretos e indiretos.

As análises cedidas através das 5 forças de Porter são primordiais para o posicionamento estratégico de sua companhia.

Dicas importantes!

O professor Marcelo Nakagawa¹ (Professor e Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper) oferece algumas dicas importantes diante das 5 forças competitivas de Porter:

  • Atualize sua Análise das 5 Forças de Porter periodicamente;
  • Não subestime os substitutos;
  • Fornecedores devem ser parceiros;
  • Dificulte a chegada de novos concorrentes;
  • Não coloque todos as suas fichas em um único tipo de cliente;
  • Determine o posicionamento competitivo do seu negócio.

Gostou do texto? Compartilhe sua opinião conosco.

Referências

¹NAKAGWA, Marcelo. Ferramenta: 5 forças de Porter. Disponível em: <http://movimentoempreenda.revistapegn.globo.com/news/2013/12/10-ferramentas-de-estrategia-e-gestao-para-sua-empresa-223.html>. Acesso em: 22 de dez. 2016.

PBQP-H: O que são serviços controlados?

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Conversando com um dos nossos consultores especialistas em PBQP-H, ele destacou que uma das principais confusões na implementação do Programa são os processos exigidos nos serviços controlados.

O SiAC através do PBQP-H estabelece uma lista de 25 serviços controlados em uma obra de construção civil. Estes devem possuir procedimentos a serem cumpridos no momento da sua execução, além de obrigatoriamente serem registrados e inspecionados.

Este assunto é muito importante!

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Quando o objetivo é implementar o PBQP-H no nível de adesão A, 100% dos itens normativos do programa são exigidos. Com isso, a lista dos 25 serviços controlados devem ser observados cuidadosamente.

O nosso consultor, José Rafael Alvim acrescenta:

“Os serviços controlados não necessariamente limitam-se à lista presente no Manual do PBQP-H. Sempre que a empresa identificar um serviço crítico ao andamento da obra, logo o mesmo também deve ser considerado um serviço controlado, ainda que não esteja na relação do SiAC.”

Em outras palavras, no caso de acrescentar novos serviços, além dos apresentados na lista, os mesmos devem ser devidamente registrados e inspecionados.

Esta sistemática auxilia na manutenção da qualidade de cada parte de uma construção. Sua aplicação ajuda os gestores e executores de um empreendimento a reduzirem os erros comuns causados nos serviços fundamentais em uma obra.  

Quais são os serviços da lista de serviços controlados?

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Para atender este requisito exigido no PBQP-H, a norma caracteriza a necessidade de criar dois procedimentos. A execução dos serviços e a inspeção documentada dos serviços.

O que é um procedimento de execução dos serviços?

Ao executar qualquer atividade contido na lista de serviços controlados, obrigatoriamente os processos e etapas devem apresentar uma documentação explicando detalhadamente como será a forma de execução.

Exemplificando, imagine a “colocação de uma janela”. Entre os itens a serem descritos, seriam: a forma de como fixar a janela; a forma de como furar as paredes; a forma de como montar a estrutura do local onde será colocado a janela; a instalação de verga e contra-verga e entre outros.

Basicamente, este procedimento é um precedente fundamental para se iniciar qualquer tipo de serviço contido na lista.

O que é um procedimento de inspeção de serviços?

Enquanto o procedimento de execução dos serviços é elaborado antes da realização de qualquer atividade da lista, a inspeção ocorre após o término das mesmas.

O objetivo central desta etapa é conferir a qualidade do que foi realizado.

Para executar esta parte do processo é importante definir o “método de verificação”, ou seja a forma como será avaliado a qualidade do que foi feito.

Pensando no mesmo exemplo da “colocação de uma janela”, imagine que um dos itens estabelecidos para inspeção seja “o ajuste final após colocação dos vidros”. Um método de verificação recomendável seria conferir os aspectos físicos, nos quais podem ser observados visualmente.

Em casos de problemas encontrados nos serviços controlados, estabeleça propostas de soluções, nas quais melhor se adequem à realidade da sua obra.

Seja minucioso!

Descreva com exatidão os detalhes dos serviços controlados, desde a colocação de um simples parafuso. Com certeza isto facilitará o andamento da sua construção e a orientação dos executores dos serviços.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, entendemos a necessidade da padronização de todo tipo de atividade para se alcançar o tão famoso “padrão de qualidade”.

Estamos disponibilizando para download dois exemplos práticos de procedimento de execução e inspeção dos serviços.

Mais alguma dúvida? Nós estamos aqui para respondê-las.

Série empreendedor de sucesso: A característica número 1 do campeão!

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Existe muito conteúdo sobre empreendedorismo na internet. Com isso, decidi contribuir compartilhando as minhas crenças sobre este assunto maravilhoso em uma sequência de posts que publicarei aqui.

Ao invés de publicar a lista de uma só vez, comentarei cada uma das características dos empreendedores. Para isto, citarei exemplos práticos, às vezes inusitados.

A proposta é sair da teoria ao máximo. Dar a você a oportunidade de refletir, comparar e promover as mudanças que quiser.

Para mim, empreendedor é: saber fazer acontecer; enxergar oportunidades em tudo o que o cerca; viver determinado a gerar bons resultados com seu trabalho; atrair talentos; criar um senso de direção único e realizador.

Parece exagero mas não é, o empreendedor avalia situações, problemas e oportunidades mesmo sem perceber que está fazendo isso, não importando onde esteja. Em casa ou viajando, num bar ou em um casamento, o espírito do empreendedor é inquieto, é transformador.

Essas pessoas possuem características particulares e peculiares, vou começar por aquela que considero a característica número 1: a resiliência.

 

 

PS: Assista aos vídeos na sequência da leitura, sua experiência será completa e muito melhor.

Como assim? Resiliência?

No dicionário, resiliência é a capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças. Eu prefiro definir como a fonte inesgotável de tesão. A capacidade de superar qualquer adversidade em função de uma crença, de um objetivo.

A resiliência alimenta o prazer pela busca do sucesso. Não importa o quão dura seja a queda. O empreendedor de verdade se levanta e enquanto o faz, se reinventa, melhora, corrige o rumo para seguir em frente e evitar a mesma queda.

Nunca conheci ou ouvi histórias de empreendedores que não fossem extremamente resilientes. Esta característica está tão intimamente ligada ao empreendedor que é impossível pensar em um sem lembrar do outro. Desta forma, poderia citar inúmeras histórias de sucesso que só aconteceram após dezenas de tentativas de fracasso, mas, neste caso prefiro mostrar um exemplo mais inusitado.

Um exemplo extraordinário!

Como prometi rechear cada tema com exemplos, separei um muito especial que certamente vai mexer com você. A sequência de vídeos a seguir mostra um caso recente de David Coimbra, meu personal trainer. David é um atleta de alta performance, empreendedor, campeão em sua categoria, que levou a resiliência ao máximo no último campeonato em novembro de 2016.

O David é personal trainer autônomo em uma das maiores redes de academias do Brasil. Rotineiramente, trabalha entre 10 e 12 horas por dia.

Com muita disciplina, ele organiza seus treinos e dietas para manter a alta performance no powerlifting, modalidade de levantamento de peso que conhecerão nos vídeos. Vale destacar que o esporte é pouco conhecido no Brasil e, por isso, não patrocinado, o que exige dos atletas ainda mais trabalho e visão empreendedora, pois precisam bancar seus campeonatos que acontecem mundo afora.

O powerlifiting é uma modalidade de levantamento de peso em 3 exercícios que acontecem na sequência: Agachamento, Supino e Levantamento Terra. No campeonato, cada atleta tem o direito a 3 repetições “pedidas” em cada exercício e a somatória dos maiores pesos levantados indica o campeão da categoria que é separada por peso do atleta.

Como a resiliência aparece ao longo da Jornada?

A preparação:

Todo empreendedor precisa se preparar. Não é salutar pensar que você terá sucesso conduzindo seus negócios se estiver mal preparado. Um empreendedor super resiliente e mal preparado vai levar muito mais tempo e gastar muito mais dinheiro para chegar lá. No caso do David a preparação foi  meticulosamente cuidada, cobrindo todos os aspectos (físicos, psicológicos e espirituais).

Assim como o atleta de alta performance, o empreendedor precisa cuidar destes 3 elementos essenciais, que serão base de sustentação para as situações de resiliência.

A preparação do empreendedor passa pelo conhecimento detalhado sobre o que se está empreendendo aliado à prática, o desenvolvimento de um plano de negócios com um planejamento financeiro e pessoas certas para contribuir ao longo da jornada.

O dia do campeonato:

Depois de toda preparação e com o sentimento que tudo daria certo, David Coimbra embarcou para Orlando nos Estados Unidos para participar do campeonato mundial de powerlifting 2016. Um ano antes ele havia terminado o mesmo campeonato na Rússia em terceiro lugar.

Após alguns atletas ele é chamado para o primeiro movimento, o Agachamento, sua primeira pedida é de 345kg, David concorre na categoria de 93kg, tudo perfeito, movimento rápido e visivelmente fácil. Ele realmente estava preparado.

Onze minutos depois Davi volta para a segunda pedida, agora de 362,5kg.

Apesar do exercício ser o mesmo, exatamente aquele que ele havia feito com perfeição onze minutos atrás, o resultado é agonizante. O que aconteceu com o David, acontece todos os dias com milhares de empreendedores. Muitas vezes, aquilo que dominamos e fazemos tão bem, dá errado de uma hora para outra. Mas e ai? O campeonato acabou? A carreira se encerrou? Desistimos? Jogamos a toalha?

A Resiliência:

A resiliência só é percebida quando algo dá muito errado, é assim que funciona. E não é aquele errinho bobo não, são situações que te obrigam a retomar o fôlego, se reorientar e nestas situações passam muitas coisas na cabeça, muitas dúvidas ao mesmo tempo. O empreendedor de verdade, resiliente, com crença no resultado, vai sempre responder NÃO à todas as perguntas anteriores, chacoalha a cabeça e segue.

No caso do David, eu, que acompanhava o evento através de uma transmissão ao vivo, acreditei que ele pararia por ali, pois a lesão parecia grave demais. Seguindo o protocolo os organizadores o chamaram para a terceira pedida.

Obviamente, ele precisou abrir mão, encerrando assim as 3 pedidas do Agachamento. A essa altura se ele desistisse não seria vergonha alguma. Todos os apoiariam e tentariam conforta-lo.

Chegou a hora do supino, e ai?

Apesar do Supino ser um movimento que se faz deitado em um banco, utilizando o braço para empurrar a barra para cima, a região que o David lesionou (quadríceps) é muito requisitada no movimento pois mantém a base de apoio para o “empurrão” de 232,5kg. Quando o chamaram para a primeira pedida veja o que aconteceu:

Foi isso mesmo que você viu! Ele compareceu, fez o movimento correto, mas infelizmente houve um erro arbitragem, queimaram o comando para o início do movimento e anularam a pedida. Para um atleta em condições físicas e psicológicas normais isso já seria um baita balde de água fria, ele estava com uma lesão séria e ativou a resiliência 2.0.

Há essa altura do campeonato os aventureiros pulam fora. Pedem pra sair mesmo. Muitas vezes, ouço empreendedores choramingando, depositando a culpa dos problemas em tudo e em todos, no governo, no concorrente.

“Dica do tema: As coisas não vão ficar mais fáceis porque você deu com a cara no chão e se reergueu!”

Sete minutos depois, apenas sete, David é chamado novamente para “reerguer” o peso da primeira pedida:

Ufa, tudo certo dessa vez! Ao longo da jornada, mesmo para os mais resilientes, é fundamental as micro conquistas, elas reforçam a fé, ajudam a manter o propósito e aliviam um pouco a carga. Nestes momentos recomendo sempre que celebre o fato, comemore mesmo, não importando o tamanho da conquista, certamente alimentará sua alma.

Segunda pedida do Supino

Neste momento ele poderia abrir mão da segunda e terceira pedidas. Ele não seria desclassificado e pouparia energias para o último e mais desafiador movimento, Levantamento Terra. Entretanto, empreendedor com sangue no olho gosta de desafio, adora descobrir limites. Aumenta esse peso ai para 245kg e sai da minha frente!

Movimento feito à perfeição. Nesta altura a platéia já esboçava uma reação mais calorosa, o apoio vinha até de estranhos e dos próprios competidores.

Na vida empreendedora isso é muito frequente, o apoio que você quer de verdade é daqueles que estão vibrando com sua empreita, não o apoio daqueles que esperam tudo dar errado para “tentar consolá-lo”. Posso afirmar que: os resilientes não sabem o que é depressão, lidam com problemas de saúde com firmeza, equilibram as coisas com mais facilidade.

Resiliência 3.0

O terceiro e último exercício que David precisaria concluir para não ser desclassificado é o levantamento terra. Este exercício, favorito do David, é reconhecido mundialmente pela especialidade. Neste movimento, o atleta levanta o peso do chão até ficar completamente ereto e depois devolve-o a mesma posição. A força é bem distribuída pelo corpo todo mas as pernas são o alvo número 1.

O cara é louco, machucado vai para a primeira pedida com 300kg. Além de não ter realizado o movimento, ganhou uma nova lesão, agora no adutor. Aqui eu tinha certeza que ele pararia.

Será exagero, quando devemos parar? É isso mesmo que acontece em nossa vida empreendedora, às vezes parece que há um buraco dentro do próprio buraco. Às vezes vem aquele pensamento: será o momento de parar? estou fazendo as escolhas certas? Quando a crença é maior que a adversidade chacoalhamos a poeira e seguimos em frente.

Tentativa número 2, os mesmos 300kg

Nova técnica, nova falha, nova frustração. O fim estava próximo. Só restava uma tentativa para o fim desta odisséia que já não tinha como meta uma medalha, não tinha recompensa em dinheiro, apenas uma fé imensa e uma obstinação por um resultado, chegar ao final do campeonato sem ser desclassificado. Será que tem espaço para uma resiliência 4.0??

Sucesso! Uma nova abordagem era o que restava, concentração e muita força para levantar os 300kg com toda a dor que sentia dos dois músculos rompidos. Magicamente o Davi conquista o sexto lugar na competição, ficando à frente de outros 7 colegas que competiram em condições normais.

Depois do sacrifício sempre vem a glória, o alívio, o sentimento de dever cumprido. É aqui que surge a calmaria que o empreendedor também precisa para conseguir dar o próximo passo.

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As consequências:

Chegando ao Brasil, ainda com dores o David se consultou com um especialista que apresentou duas opções: Evitar uma cirurgia e se aposentar ou operar e continuar a busca pelo primeiro lugar.

O cara é um monstro! Desde de 2015 traz a palavra resiliência tatuada no braço após ter passado por situações profissionais e familiares que o fizeram se reinventar para continuar crescendo.

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Davi escolheu o caminho de menos conforto. Submetido a uma cirurgia de 2 horas, ganhou um par de muletas por 30 dias, 11 pontos, 6 meses de fisioterapia e uma cicatriz para o resta da vida e uma história emocionante para contar para os netos.

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O caminho do empreendedor resiliente sempre será recheado de cicatrizes e histórias. No final nos fortalecemos adquirindo conhecimento e experiência prática. Cada exercício de resiliência nos colocamos mais próximos de nosso objetivo. Mantenha a fé inabalada e nunca deixe de registrar os aprendizados. Não se influencie negativamente pelos outros e siga em frente. No final das contas sabemos que empreender não é para qualquer um não!

Se você se interessou pelo campeonato e quer assistir o vídeo oficial, clique aqui

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Série Planejamento Estratégico: Análise SWOT

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Existe um momento mais propício do que o final do ano para conversarmos sobre planejamento estratégico?

Nas próximas semanas serão apresentados técnicas e ferramentas utilizadas para auxiliar o desenvolvimento do planejamento estratégico.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, consideramos esta série fundamental para qualquer empresário. Embasados na nossa missão principal, na qual é: “Contribuir para um país mais forte por meio de empresas mais fortes”.

Sendo assim, para alcançar sucesso nessa jornada oferecemos esta série para encorajar todos os micros, pequenos, médios e grandes empresários a iniciarem uma busca incessante por estas técnicas e ferramentas discutidas nesta série.

O que é análise SWOT?

Apesar de não sabermos o nome dos pais desta ferramenta, o seu uso é tão difundido, ao ponto de se tornar quase um domínio público para todas as empresas.

As siglas SWOT indicam:

  • S – Strengths (Pontos Fortes);
  • W – Weaknesses (Pontos Fracos);
  • O – Opportunities (Oportunidades);
  • T – Threats (Ameaças).

Basicamente, a ferramenta serve para analisar os fatores internos e externos inerentes a uma organização e, com isso dar uma base para o gestor desenvolver um plano de ação embasado em uma análise profunda.

Análise Interna

Representados pelas letras “S” e “W”, esta parte da análise indica o levantamento dos pontos fortes e fracos internos de sua organização.

Se fosse para utilizar outro termo para esta fase a chamaria de “Etapa do Autoconhecimento”. Digamos que está etapa levanta o que a empresa tem de melhor (pontos fortes) e o que ainda precisa ser melhorado (pontos fracos).

Diariamente, lidamos com clientes que indicam a necessidade de implementar algum Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001, ISO 14001 e etc), a fim de aprimorar seus processos internos.

Escutamos diversos relatos, como: “Tenho um ótimo processo produtivo, mas minha equipe de vendas não consegue passar os produtos adiante”.

Logo, se observarmos está declaração, concluímos que o ponto forte desta organização seria “o processo produtivo” e o ponto fraco “minha equipe de vendas”.

Análise Externa

Identificado através das letras “O” e “T”, esta etapa avalia quais são as oportunidades e ameaças encontradas no ambiente externo.

Empreendedores são especialistas em encontrar novas oportunidades ambientais, entretanto é recomendável fazer uma lista de prioridades, dado os objetivos centrais de seu planejamento estratégico. Por mais que algumas oportunidades sejam ótimas aos olhos, uma análise fria e meticulosa pode auxiliar os gestores a escolherem as melhores opções.

Para identificar as ameaças é preciso levar em consideração os tipos existentes no ambiente externo. Existem ameaças macros (exemplo: crise econômica nacional) e micros (exemplo: ações e atitudes de seus concorrentes). Todas devem ser monitoradas de perto, uma vez que elas afetam diretamente o seu planejamento estratégico.

Como integrar a análise SWOT no meu planejamento estratégico?

Alguns entendem a análise SWOT como uma etapa do planejamento estratégico, devido a sua praticidade em fornecer uma forma de entender o contexto ambiental de qualquer organização.

Um dos objetivos do planejamento estratégico é auxiliar os gestores a tomarem decisões acertadas sobre todas as ações da empresa. Tomada de decisões sem informações coletadas e analisadas não combinam. Desta forma, integrar a análise SWOT ao seu planejamento estratégico pode diminuir os riscos de erros no seu plano de ação.

Vamos praticar!

Talvez você nunca tenha utilizado esta ferramenta ou já usou e por algum motivo parou. Ferramentas como estas já estão validadas e testadas por milhares de empresários no mundo todo.

Para te motivar a usar esta metodologia, veja a frase do general Sun Tzu no livro “A arte da guerra”:

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Não sei se o general Sun Tzu utilizava a análise SWOT rsrsrs… mas, com certeza, ele entendia a importância de entender os pontos forte e fracos de seu exército, para assim aproveitar as melhores oportunidades e minimizar os riscos das ameaças.

Como utilizar?

Nossa especialista, Daniela Albuquerque, escreveu um post muito legal ensinando a elaborar uma matriz SWOT.

Além disso, estamos disponibilizando para download uma versão de uma Planilha em Excel para elaborar uma análise SWOT.

Por fim, recomendo você ficar atento para a continuidade da nossa série sobre planejamento estratégico. Muitas dicas importantes serão dadas nestes dias.

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5W2H: Vamos responder algumas perguntas

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Como eu amo o 5W2H!

No post de hoje iremos conversar sobre uma das ferramentas mais simples de serem utilizadas por qualquer empreendedor.

Um dos motivos de iniciar este texto declarando minha afinidade com a ferramenta 5W2H consiste na minha utilização semanal dela.

Apesar de fácil a sua aplicabilidade, considerar esta ferramenta muito simplória para seu negócio é um erro que você não pode cometer. Por vezes, administradores, gestores, desenvolvedores de produtos e outros preferem não adotar determinada metodologia pelo motivo de a considerarem básica de mais para seus empreendimentos.

Simplifique seu plano de ação

A ferramenta 5W2H é útil para traçar um plano de ação, independentemente de sua complexidade. Desenvolvimento de novos produtos, abertura de novas franquias, expansão em novos mercados, análise de concorrência são exemplos de algumas das atividades, nas quais poderão ser otimizadas com o método proposto pela ferramenta.

Basicamente, o desenrolar da ferramenta 5W2H depende da ação de responder sete perguntas sobre o projeto a ser desenvolvido.

  • O que? (What)
  • Por que? (Why)
  • Quem? (Who)
  • Onde? (Where)
  • Quando? (When)
  • Como? (How)
  • Quanto? (How much)

Uma das características de cada empreendedor é a sua capacidade de gerar novas ideias. Porém, juntamente com este ponto positivo de sua personalidade, a dificuldade de transformar os seus insights em projetos reais é, sem dúvida, o principal dilema enfrentado por essas mentes brilhantes.

Por isso, responder estas perguntas antes de iniciar um novo projeto, seja ele qual for, pode ser o ponto de partida para o sucesso de qualquer coisa a ser realizado pelo gestor ou seus colaboradores.

Como aplicar o 5W2H?

Recentemente, acompanhei a respostas de alguns empresário para a seguinte questão: Cite o principal objetivo que a organização tem para os próximos anos?

Obviamente que as respostas foram tão genéricas quanto a pergunta. “Aumentar o faturamento em x%” e “aumentar a nossa carteira de clientes” foram as respostas mais encontradas. Entretanto, por mais que os objetivos declarados sejam genéricos, a metodologia proposta pelo 5W2H pode fornecer um norte para elaboração de um plano de ação.

O quadro a seguir contém uma simulação básica da utilização do 5W2H com um dos objetivos almejados pelos empresários que responderam o questionamento anterior.

Aumentar a nossa carteira de clientes.
Etapas do 5W2H O que responder? Características de cada etapa
O que? (What) O que queremos fazer? O que faremos para conquistarmos novos clientes? Definir uma ação ou atividade a ser executada. Pode ser também um problema ou desafio a ser resolvido.
Por que? (Why) Por que utilizaremos está ferramenta? Por que treinaremos nossos vendedores? Justifique a resposta anterior. Apresente bons motivos do que se pretende realizar.
Quem? (Who) Quem aplicará os treinamentos para os vendedores? Quem será o responsável na prospecção de novos clientes? Defina quem serão os responsáveis pelo plano de ação
Onde? (Where) Onde serão aplicados os treinamentos para a equipe de venda? Onde serão realizadas as prospecções dos novos clientes? Informe o local onde cada parte de seu processo será executado.
Quando? (When) Quando iniciaremos o plano de ação? Quando iremos treinar nossos vendedores? O cronograma do seu plano é essencial para continuidade do mesmo.
Como? (How) Como faremos a prospecção dos novos clientes? Como treinaremos a nossa equipe de vendas? Praticidade! Neste momento defina os passos de como serão executados os procedimentos para atingir os objetivos pré-estabelecidos.
Quanto? (How much) Quanto será o valor do investimento feito para se conseguir novos clientes? Quanto efetivamente gastaremos para treinar nossos vendedores? Defina os custos dos procedimentos de seu plano de ação. Não comece nada sem realmente saber sua capacidade de investimento.

 

Automatize o 5W2H

Uma das facilidades desta ferramenta é a sua forma de automatização. Através de uma planilha do Excel ou uma tabela inserida em um documento no Word qualquer pessoa consegue usufruir esta metodologia.

Caro leitor, para você ter noção da importância do 5W2H mostrarei um caso prático da utilização da ferramenta.

Para realizar este post eu fiz uma tabela utilizando o 5W2H. Compreendo que escrever posts semanalmente é uma tarefa que exige um bom plano de ação.

Vejamos a tabela:

5W2H: Vamos responder algumas perguntas?
O que? (What) Por que? (Why) Quem? (Who) Onde? (Where) Quando? (When) Como? (How) Quanto? (How much)
O que é o 5W2H? Por que utilizar o 5W2H? Quem pode utilizar o 5W2H? Onde aplicar o 5W2H? Quando aplicar o 5W2H? Como funciona? O retorno do investimento?

 

Perceba que durante o post faço questão de responder as etapas do 5W2H. Um ponto importante do meu plano de ação ao escrever é deixar claro a importância do que vai ser discutido, tentando explicar, através de todo o texto, os benefícios do tema para o leitor do blog.

Hora de agir!

Aconselho você, leitor do nosso conteúdo, aplicar o 5W2H no seu próximo projeto. A ferramenta pode não preencher todas as lacunas necessárias para execução dos seus planos, entretanto os passos para qualquer empreitada precisam de um norte bem definido, e, com certeza, o 5W2H será mais do que útil.

Disponibilizarei um exemplo de uma planilha de 5W2H para download.

Nós, da Templum, garantimos que seus próximos passos estarão mais claros. Direcione suas ações através do 5W2H.

Achou o texto interessante? Deixe aqui seus comentários.

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Como vender mais por meio da integração entre as áreas de Marketing e Vendas

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Quero compartilhar com você uma reflexão que eu acredito ser muito importante, principalmente nos dias de hoje em que atrair um potencial cliente está mais difícil que achar agulha no palheiro e vender mais é cada vez mais difícil.

Como estamos em plena temporada de planejamento estratégico para o próximo ano, acredito ser bem pertinente fazermos essa pergunta:

Será que as estratégias de Marketing estão realmente alinhadas com a área comercial?

Quando começamos a olhar com mais cuidado as nossas campanhas de marketing digital (da minha empresa), principalmente no Google Adwords, que é a nossa principal fonte de potenciais oportunidades venda, não somente sob a ótica de um especialista, mas envolvendo um profissional do comercial calejado de tantos anos atendendo essas oportunidades na linha de frente, pudemos perceber o quanto estava distante a visão e os objetivos dessas duas áreas que respondem pelo faturamento da empresa.

É por isso, que nesse post vou compartilhar 3 pontos relevantes que nos fizeram repensar e agir sobre as campanhas do nosso serviço mais expressivo e nos trouxeram maior eficácia na estratégia de marketing digital.

1. Escolha das Campanhas

O primeiro ponto que percebemos foi que não há como ter campanhas muito abrangentes e esperar uma grande quantidade de oportunidades qualificadas (potenciais clientes com real interesse de compra).

No nosso caso isso acontecia de forma inversa, ou seja, quanto mais investíamos em termos de buscas amplos (Exemplo: tudo sobre…), menos oportunidades qualificadas recebíamos. Isso refletia diretamente em nosso processo comercial (esse é o ponto crítico) e causava um impacto negativo no resultado da conversão em vendas.

Isso porque o funil de vendas dos nossos vendedores estava relativamente cheio, acarretando um grande investimento de tempo na qualificação das oportunidades recebidas dia após dia.

Como o follow up no processo de vendas é uma das atividades que garantem o sucesso na condução dessas oportunidades até a venda, um grande volume de contatos “frios” com pouco ou quase nada de interesse real no nosso serviço representa o caos na rotina dos vendedores, minando sua energia que deveria estar toda voltada para aquelas reais oportunidades de vendas.

2. Call to Action – Chamadas para a Ação

O segundo ponto identificado foi que as chamadas para ação das campanhas pagas estavam desconectadas com o que realmente queríamos atrair.

Nesse ponto é importante ressaltar que nosso posicionamento orgânico já possui um nível bastante satisfatório e nos fornece mais da metade dos leads que recebemos.

Então esse cenário nos permitiu ousar mais nas campanhas pagas e direcionar as chamadas para ação somente para o público que está buscando contratar o serviço que nós oferecemos, e tudo isso com uma comunicação mais simples, objetiva e direta.

3. Landing Pages

O terceiro ponto são as páginas de conversão (site/landing pages) que precisam estar totalmente alinhadas com a promessa feita na campanha. Porém, as vezes, o óbvio é o mais difícil de se enxergar!

Levando todas essas análises em consideração não é fácil se colocar no lugar do cliente para tentar reproduzir seu comportamento, ainda mais se tratando de um mercado de atuação abrangente em relação ao perfil, segmento, região de atuação, etc…

Mas sob a nova ótica do que realmente queremos atingir, reestruturamos os pontos chave nas páginas que levam os cadastros dos visitantes, através de um CRM, a direcionarem os visitantes para um banco de dados específico. Hoje através dos cadastros dos leitores nos nossos e-books, conseguimos identificar dois tipos de interessados no momento do cadastro, nos quais são: os estudantes e os empresários que procuram nossos serviços, com isso conseguimos melhor adequar o nosso foco no atendimento ao cliente.

É claro que essa pequena amostra faz parte de um trabalho minucioso que ainda está sendo realizado dentro das nossas reuniões semanais de planejamento.

Para concluir devo citar que envolvimento dos estrategistas de cada uma dessas áreas com a execução, ou a “mão na massa” como costumamos falar por aqui, está fazendo toda a diferença nos resultados de vendas, o que prova como foi fundamental termos nos criticado, sem qualquer tipo arrogância e ego, para melhorarmos esse processo e assim, vender mais!