Quais foram as principais mudanças no PBQP-H?

O Ministério das Cidades anunciou alterações no SiAC (Sistema de avaliação das construtoras), as quais modificaram algumas regras no PBQP-H. As empresas de construção civil têm até 09 de julho de 2017 para realizarem a transição de seu sistema e continuar aproveitando os seus benefícios. A principal mudança foi a inclusão da Norma de Desempenho, ABNT NBR 15575:2013. Neste texto iremos abordar alguns elementos importantes para implementação do SiAC, que são: Análise do Entorno; Perfil de Desempenho da Edificação; Plano de Controle Tecnológico; e Definição das Responsabilidades de um projeto.

Atualmente, 10 em cada 10 pessoas que nos procuram para conversar sobre o PBQP-H perguntam:

O que mudou no PBQP-H?

O interesse constante neste assunto é tão recorrente, uma vez que esta mudança está diretamente ligada a conquista de linhas de financiamento junto as instituições financeiras.

Antes de abordarmos as principais mudanças do PBQP-H é de suma importância esclarecer alguns enganos comuns.

O PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) é composto por três sistemas distintos:

  • SiAC – Sistema de avaliação da conformidade de Empresas de serviços e obras da Construção Civil. O SiAC é um dos projetos propulsores do PBQP-H. Sua finalidade consiste em contribuir com a evolução das empresas de construção civil.
  • SIMAC – Sistema de qualificação de empresas de materiais, componentes e sistemas construtivos. Este tem por base combater as não-conformidades técnicas de materiais e componentes da setor. O sistema é específico para fornecedores de materiais e componentes (Exemplo: Um fornecedor de cerâmica).
  • SINAT – Sistema nacional de avaliação técnica – tem por objetivo mobilizar a comunidade técnica para o desenvolvimento de inovações tecnológicas dentro da cadeia produtiva da construção civil.

Dentre estes sistemas, a alteração ocorreu somente no SiAC. Muito cuidado quando citarem sobre as mudanças do PBQP-H, pois os sistemas SIMAC e SINAT não foram revisados.

Esta mudança é direcionada, principalmente, as incorporadoras e construtoras.

Mas isto não quer dizer, que outros agentes da cadeia produtiva também não sejam impactados. Como o SiAC é um sistema feito para as empresas de construção civil, estas são as que mais precisarão se movimentar com esse novo cenário.

Ainda é cedo para afirmarmos, mas as mudanças poderão alavancar a produtividade do setor de construção civil. O foco desta revisão é promover melhorias nos projetos construtivos desde a concepção até a forma como um empreendimento é utilizado pelo usuário final.

A principal alteração na nova portaria do SiAC, publicada em janeiro de 2017, é a exigência feita de atender os requisitos instituídos na Norma de Desempenho, a ABNT NBR 15575:2013.

ABNT NBR 15575:2013

O conteúdo e finalidade da Norma de Desempenho, consiste no atendimento dos requisitos dos usuários. 

Hum… O que são “requisitos dos usuários”?

Os “requisitos dos usuários” ou “exigências dos usuários” são todos os requisitos estabelecidos na ABNT NBR 15575:2013, que tem por finalidade garantir a vida útil do projeto e os níveis de desempenho definidos pelas organizações no momento que forem iniciar algum empreendimento.

Agora para as construtoras e incorporadoras implementarem o PBQP-H/SiAC, elas terão que atender 100% dos requisitos dos usuários, porém iremos discorrer sobre este assunto com mais detalhes no decorrer do artigo.

Os requisitos dos usuários estão baseados em um tripé:

  • Requisitos de Sustentabilidade – dizem respeito a durabilidade; manutenibilidade; e impacto ambiental;
  • Requisitos de Habitabilidade – compreendem as noções de estanqueidade; desempenho térmico; desempenho acústico; desempenho lumínico; saúde, higiene e qualidade do ar; funcionalidade e acessibilidade; conforto tátil e antropodinâmico;
  • Requisitos de Segurança – abordam as especificações sobre a estrutura do sistema; segurança contra incêndio; e o uso e operação.

Continue até o final do texto, a partir de agora vamos abordar os principais pontos da Norma de Desempenho e, provavelmente, sua construtora precisará se adequar rapidamente para continuar com seu certificado PBQP-H/SiAC.

1) Análise do entorno

As incorporadoras precisarão realizar a análise de todos os aspectos que envolvem os arredores de seus projetos.

Antes de iniciar algum empreendimento é necessário verificar, por exemplo: a existência de algum aterro sanitário na área de implantação do empreendimento; há riscos de contaminação do lençol freático; existem presença de agentes agressivos no solo; qual a topografia do solo; qual o clima predominante e entre outros elementos que contornam seu projeto.

Em alguns casos, o incorporador providenciará estudos técnicos do entorno do terreno. Os relatórios destes estudos serão um instrumento fundamental para os projetistas adequarem o projeto de acordo com as especificações necessárias.

Um outro instrumento importante para analisar o entorno do projeto é consultar o Plano Diretor da cidade. O Plano Diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. Nele constam informações importantes que podem envolver todo entorno do projeto construtivo. Você já imaginou construir algum empreendimento e no seu entorno está programado a construção de uma linha ferroviária, que consta no Plano Diretor do Município? Logo os moradores desta habitação terão sérios problemas com o barulho, caso o empreendimento não tenha um sistema acústico adequado.

Analisar o entorno é tão importante quanto analisar os aspectos do próprio terreno. Com uma análise do entorno bem executada as organizações evitarão erros no projeto que ocasionarão custos elevados no reparo destes erros.

2) PDE: Perfil de Desempenho da Edificação

O PDE – Perfil de Desempenho da Edificação – é o documento de entrada de projeto que registra todos os requisitos dos usuários (Sustentabilidade; Segurança; Habitabilidade) e respectivos níveis de desempenho (mínimo; intermediário; superior) a serem atendidos por uma edificação habitacional.

As construtoras e incorporadoras que estabelecerão quais serão os níveis de desempenho para cada requisito do usuário. Por exemplo, se uma construtora definir o nível de desempenho mínimo no requisito do usuário “segurança” no critério referente a “segurança das instalações”, o construtor deverá consultar as especificações definidas na NBR 15575 para poder atender as exigências do nível mínimo.

A NBR 15575 não determina o nível de desempenho para cada requisito do usuário. O construtor pode definir o nível Mínimo para todos os critérios, o importante é obedecer ao que foi determinado no seu PDE.

O PDE é muito importante, com ele os envolvidos na execução do projeto sabem exatamente o que precisa para que os empreendimentos atendam os requisitos estabelecidos.

Basicamente, os requisitos dos usuários estão divididos em 03 categorias e contém um total de 12 itens, nos quais são:

  1. Sustentabilidade
    1.1 Durabilidade e Manutenibilidade
    1.2 Impacto Ambiental
  2. Segurança
    2.1 Estrutural
    2.2. Contra Fogo
    2.3 No uso e na operação
  3. Habitabilidade
    3.1 Estnqueidade
    3.2 Desempenho térmico
    3.3 Desempenho acústico
    3.4 Desempenho lumínico
    3.5 Saúde, higiene e qualidade do ar
    3.6 Funcionalidade e Acessibilidade
    3.7 Conforto Tátil e Antropodinâmico

3) Plano de Controle Tecnológico

O Plano de Controle Tecnológico é um documento referido no Plano de Qualidade da Obra (PQO) em que estarão relacionado os meios, as frequências e os responsáveis pela realização de verificação e ensaios dos materiais aplicados e serviços a serem executados em uma obra, que assegurem o desempenho conforme definido anteriormente.

Este instrumento auxilia no monitoramento da qualidade na execução da obra. Todos os materiais terão que atender as normas prescritivas especificas para cada sistema construtivo, quando for o caso.

No controle tecnológico é o momento de checar, a qualidade do material que será empregado na obra, com o objetivo de verificar principalmente sua durabilidade e resistência. Para cada material utilizado na obra, deverá ser criado um plano de controle tecnológico, indicando qual será a atividade de controle, a norma utilizada para essa checagem, quando o controle será realizado, quem será o responsável, quais as evidências utilizadas para garantir o controle e os critérios para compra e inspeção do material.

Enfim, com este instrumento será possível testar e validar o desempenho dos materiais, e com isso os usuários serão beneficiados com a qualidade do empreendimento adquirido.

4) Definição das responsabilidades

Um dos pontos mais importantes da Norma de Desempenho é a definição dos responsáveis para cada etapa de um projeto. Isto distribui as atribuições de cada integrante em um sistema construtivo.

Com esta abordagem os responsáveis de cada etapa poderão ser indicados caso haja algum problema, advindo de falhas e irresponsabilidades tanto no uso quanto na execução.

Exemplificando: há situações que o usuário final não cumpre com manutenções preventivas e corretivas especificadas no Manual do Usuário, logo caso ocorra algum problema específico, o cliente final das edificações não poderão cobrar ações das construtoras e incorporadoras, pois não houve a execução do que foi especificado no manual do usuário.

A seguir é apresentado uma tabela com algumas das responsabilidades em um empreendimento:

Agentes

Incumbência dos Intervenientes

Incorporador Identificação dos riscos previsíveis no período do projeto. Juntamente com o projetista, estabelecer os níveis de desempenho para os diferentes elementos da construção.
Projetista Estabelece e indica os respectivos memoriais e desenhos da Vida Útil do Projeto de cada sistema que compõe a obra.
Construtor Responsável por elaborar os Manuais de Uso, Operação e Manutenção. Executa os serviços conforme especificado em projeto.
Fornecedores Atestar o desempenho, laudos e testes.
Usuários Realização das Manutenções Preventivas e Corretivas declaradas nos Manuais do Proprietário.

O PBQP-H veio para melhorar os produtos e principalmente o mercado de construção civil.

Entre os benefícios esperados com a nova portaria do SiAC, estão:

  • Empreendimentos focados em atender os requisitos do usuário e, consequentemente a diminuição de reclamações futuras;
  • Critérios e objetivos claros para avaliação dos empreendimentos;
  • Maior Incentivo para o desenvolvimento tecnológico de materiais e processos;
  • Diminuição do impacto ambiental.

Com o prazo concedido pelo Ministério das Cidades, as empresas têm até 09 de julho de 2017 para realizarem a transição de seu sistemas e quem ainda estiver com a versão anterior terão seus certificados invalidados.

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Análise de Eficácia – Quando fazer?

Qualquer Plano de Ação é um documento vivo que deve ser consultado diariamente para a inclusão de novas atividades, acompanhamento e atualização das atividades já programadas, então o campo “Implementado” nesse documento deve ser atualizado quando a atividade foi, de fato, finalizada, ou seja, não existe mais nenhuma pendência ligada a ela, pois a partir desse momento começa a contar o tempo para a análise de eficácia.

Agora, a eficácia é aquela análise realizada para verificar se o efeito esperado da ação foi atingido. Se sim, a ação foi eficaz, se não foi ineficaz. Simples assim!

Mas, o que não é tão simples é definir o tempo que deve ser transcorrido entre a implementação da ação e a indicação de eficácia da ação proposta.

Podemos simplesmente colocar um período padrão, como por exemplo: 03 meses?

Vamos pensar em um caso em que a ação foi realizada para eliminar um risco cuja frequencia indicada na classificação foi 1 (uma) vez ao ano. Será que realmente a amostragem de 03 meses é suficiente para saber se eliminou o risco que acontece 01 vez por ano? Provavelmente não, mas também colocar uma periodicidade diferente para cada ação vai ficar muito confuso e o controle ficará quase impraticável.

Então, a nossa sugestão para resolver essa questão é relacionar a análise de eficácia da ação com o resultado de auditorias internas e/ou externas que a empresa realiza, já que estas atividades acontecem justamente para verificar a eficácia do sistema de gestão. Com essa visão, podemos então concluir que o resultado da auditoria está relacionado com o resultado da ação implementada.

NA PRÁTICA: você vai definir a periodicidade de análise de eficácia das suas ações como a análise do relatório de auditoria interna e externa. Faz sentido, não é?

Segurança de alimentos: Quais são as novidades sobre as Auditorias?

Dentre os esquemas de certificação aprovados pelo GFSI, um item em comum que tem ganhado destaque são as auditorias não anunciadas, sendo essas conduzidas sem prévia notificação da data ao cliente.

Este sistema de auditoria oferece às empresas uma oportunidade para demonstrar que o seu sistema e procedimentos são mantidos de forma adequada, aumentando a credibilidade dos clientes no sistema implementado.

Alguns dos esquemas de certificação aprovados pelo GFSI para o processamento de alimentos possuem a opção de auditoria não anunciada, conforme exemplos descritos a seguir:

British Retail Consortium – BRC

O esquema de certificação BRC possui duas opções para o módulo voluntário de auditorias não anunciadas:

Opção 1 – Auditoria não anunciada verificação completa

Esta opção envolve uma única auditoria sem aviso prévio contra todos os requisitos da Norma. A data da auditoria não deve ser notificada antes da auditoria. A auditoria será feita sem aviso prévio e substituirá a auditoria programada. Embora a auditoria possa ocorrer em qualquer fase entre os meses 3 e 12 da data de vencimento da auditoria, esta deverá normalmente ocorrer nos últimos 4 meses do ciclo de certificação.

Opção 2 – Auditoria não anunciada de duas partes

Para esta opção 2 são divididos os requisitos de auditoria em duas auditorias separadas. A primeira auditoria avalia predominantemente as questões consideradas como boas práticas de fabricação baseadas em fábrica e é realizada como uma auditoria sem aviso prévio. A segunda auditoria baseia-se predominantemente na revisão da documentação e dos registros e pode ser planejada para garantir que o pessoal de gestão adequado esteja disponível para obter e discutir os registos. A auditoria planejada da parte 2 permite que esta parte da auditoria seja combinada com outras auditorias de certificação.

A empresa pode informar dias em que não esteja disponível para uma auditoria, sendo que a opção 1 permite a identificação de 15 dias, enquanto para a opção 2 são 10 dias, sendo estes devidamente justificados. O organismo de certificação pode contestar o motivo quando tal não parecer adequado. Dias em que a fábrica não está operando (por exemplo, fins de semana, feriados, paradas planejadas para feriados ou manutenção) não estão incluídos nesses dias que serão apontados como não disponível para auditoria. Qualquer desses dias de não produção deve ser notificado ao organismo de certificação.

International Featured Standards – IFS

No esquema de certificação IFS também há o módulo voluntário de auditorias não anunciadas, sendo esta envolve uma auditoria completa sem prévio aviso. Esta opção destina-se de preferência a auditorias de renovação (isto é, para empresas já certificadas pela IFS Food), mas também a organização pode candidatar-se nas auditorias de certificação, se preferir começar diretamente com uma auditoria não anunciada.

Ao se registrar para uma auditoria não anunciada com seu OC, a empresa tem a oportunidade de identificar no máximo 10 dias períodos quando o local não estiver disponível para auditoria.

Essas datas devem ser notificadas ao OC ao mesmo tempo que a empresa se registra para a auditoria não anunciada, juntamente com os motivos. As razões podem ser contestadas pelo organismo de certificação ou pelo auditor durante a auditoria.

Nota: a empresa só pode dividir os 10 dias operacionais em um máximo de 3 períodos (por exemplo, visita planejada do cliente, férias do gerente da Qualidade, etc).

Food Safety System Certification – FSSC

Já no esquema de certificação FSSC uma auditoria não anunciada faz parte do ciclo de certificação de 3 anos, sendo a participação da organização obrigatória.

O programa deve garantir que, para cada organização certificada, seja realizada pelo menos uma auditoria não anunciada após a auditoria de certificação inicial e dentro de cada período de três anos subsequente. Fica a cargo do OC decidir qual das auditorias de manutenção que será a não anunciada.

A organização certificada pode voluntariamente optar por substituir todas as auditorias de acompanhamento por auditorias anuais não anunciadas.

Nem a auditoria inicial de certificação (fase 1 e fase 2) nem a auditoria de recertificação podem ser substituídas por uma auditoria não anunciada.

Os dias em que a empresa não estará disponível para auditoria podem ser acordados antecipadamente entre o OC e a organização certificada para evitar períodos de extrema inconveniência durante os quais o cliente teria dificuldade em participar plenamente e /ou não haver produção.

Não conformidades e ações corretivas

As não conformidades e ações corretivas são as mesmas apresentadas nos esquemas de auditoria anunciada

Para a opção 2 no caso BRC vale ressaltar que as evidências das ações tomadas para corrigir as não conformidades identificadas na auditoria da parte 1 devem ser apresentadas ao organismo de certificação dentro de 28 dias da auditoria da parte 1 e estará sujeita a uma revisão na parte 2 da auditoria. Se uma não conformidade crítica e/ou o número e o nível de não conformidades identificados na auditoria da parte 1 resultar em não obter um certificado, o certificado existente para o local será imediatamente retirado.

Duração auditoria não anunciada

É de extrema relevância o fornecimento de informação suficiente ao organismo de certificação para permitir a seleção de auditor com as qualificações de categoria corretas e para permitir tempo suficiente para a auditoria. As regras aplicadas para o cálculo da duração da auditoria não anunciada devem ser de acordo com o estabelecido nos esquemas de cada norma para as auditorias anunciadas.

Emissão do certificado

Para as normas BRC e IFS Food existem as regras para descrição e identificação no certificado emitido, de forma a ficar clara a participação da organização no programa de auditoria não anunciada.

Para maiores detalhes sobre as especificidades aplicadas às auditorias não anunciadas de cada esquema de certificação, acesse:

IFS: https://www.ifs-certification.com/images/standards/ifs_food6/documents/IFS_Food_unannounced_audit.pdf

BRC: https://www.brcglobalstandards.com/brc-global-standards/food-safety/help-and-guidance/

FSSC: http://www.fssc22000.com/documents/pdf/certification-scheme/part-4-requirements-for-cbs-january-2017.pdf

Processos, como classificá-los?

Algumas vezes ouvimos: “aquela empresa tem ótimos processos!”. Mas, o que realmente isto quer dizer? A palavra processos pode trazer muitos significados, entretanto a melhor definição deste termo no contexto empresarial se encontra na norma ISO 9001:2015. Neste artigo vamos entender o que são processos de acordo com a ISO 9001 e como podemos classificá-los.

A ISO 9000:2015 define processo, como: “conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que utilizam entradas para entregar um resultado pretendido”.

Sendo mais específicos, o termo indica a forma como uma empresa trabalha para atingir o resultado esperado. Para entender melhor este assunto, devemos adotar duas visões diferentes: uma lente macro e uma micro.

Com a lente macro é possível observar quais são os conjuntos de atividades inter-relacionadas que compõem sua organização.

Em geral observa-se a empresa como um todo. Para isto identifica-se quais são as entradas e saídas de uma empresa.

Como entrada levamos em consideração os tipos de informações e materiais que são originados de fontes fornecedoras e nas saídas tudo que é entregue ao consumidor final.

Na lente micro é possível compreender como um processo está relacionado a outro. Além disso, cada processo tem suas particularidades devido as diferentes entradas e saídas.

Para compreendermos melhor o que está sendo discutido, analisaremos o caso da Templum Consultoria. O processo “Desenvolvimento de Softwares” está ligado ao processo “Desenvolvimento de conteúdo”. Quando o “Desenvolvimento de Software” entrega a estrutura de toda a plataforma, o “Desenvolvimento de conteúdo” consegue incluir todas as informações necessárias para o desenvolvimento das consultorias. Em termos práticos, o resultado entregue no “Desenvolvimento de Softwares” é a entrada nas atividades do “Desenvolvimento de conteúdo”.

Para alcançar os objetivos estratégicos, os processos devem estar estruturados e classificados.

Existem várias metodologias para o mapeamento de processos, todas são válidas. Porém, uma das recomendações antes de utilizar qualquer ferramenta é classificar seus processos em principais e de apoio.

Os processos principais são aqueles que interferem diretamente nos objetivos estratégicos da organização. Por exemplo, em um comércio de venda de carros usados, o processo de venda é um dos classificados como principais, pois sem ele a empresa não alcança seu propósito principal: vender carros usados.

Agora os de apoio, não menos importantes, estão associados a todas atividades que dão suporte ao andamento dos processos principais.

Muitas vezes, os processos executados pelo departamento pessoal são classificados como atividades de apoio, pois as suas saídas não estão diretamente relacionados com o resultado esperado pela organização, mas indiretamente. Sem as tarefas deste setor, os resultados da organização serão prejudicados. Você já imaginou o seu departamento pessoal não cumprindo com as obrigações legais de todos os colaboradores? Terrível, não?!

Definidos quais são os processos principais e de apoio, você deverá criar a sequência em que eles funcionam.

Vale destacar novamente que existe uma ligação entre os processos e ela se dá na relação existente entre as entradas e saídas de cada um. Sempre a saída de um processo é a entrada de outro.

Por isso, para entender a sequência, o indicado é organizar uma lista com todas as entradas e saídas de cada atividade, desta forma você conseguirá entender como funcionam os processos de sua organização.

Observe na imagem a seguir, como você poderá organizar a sequência de seus processos. Esta lista é simples e pode ser organizada em qualquer organização. Inicialmente, insira os nomes dos processos na sequência em que eles se relacionam, na coluna “responsável” você pode indicar o nome dos líderes de cada processo. Por último, não confundam o nome do “Departamento” com o “Processo”, por exemplo: o processo de “contas a pagar” é realizado pelo departamento “financeiro”.

Gestores que ficam confusos com o funcionamento de sua organização e não entendem os “porquês” de ocorrerem tantos retrabalhos e desperdícios. Em alguns momentos estão sofrendo por não definirem quais são os processos principais e de apoio e, principalmente a sequência deles.

Por fim gostaria de comentar sobre uma dúvida frequente de muitos parceiros no momento de implementar as exigências dos requisitos de processos:

A minha empresa possui uma série de processos, com isso o mapeamento ficaria enorme, eu devo mapear de maneira macro ou olhar minimamente cada processo?

Esta pergunta é muito importante, pois a resposta dela direciona os gestores no momento de iniciar o mapeamento de processo de sua organização.

A resposta desta pergunta está entre os minutos 31:45 e 35:10, porém o recomendável é que você assista o vídeo por completo, pois o Igor e a Daniela dão um show no momento de esclarecer alguns questionamentos sobre “Contexto da Organização” e “Mapeamento de Processos”.

 

ISO 45001: O que podemos esperar?

Como foi noticiado pela ISO, em dezembro de 2017, está previsto a publicação da nova norma ISO 45001. Combater acidentes de trabalho, que em alguns momentos se transformam em casos de óbito, é mais um dos compromissos da ISO.

Focado no objetivo de criar um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, a ISO 45001 foi desenvolvida baseada no anexo SL assim como ocorreu com a revisão das novas versões da ISO 9001 e ISO 14001.

Diminuir os riscos e aumentar a segurança é mais do que necessário, é uma obrigatoriedade!

Todos os anos ouvimos milhares de estatísticas com os índices de acidentes de trabalhos. O relator da ONU que trata sobre os direitos humanos e substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tunack, disse que cerca de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a doenças ocupacionais, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Entre as principais doenças indicadas pelo relator estão: câncer, doenças do pulmão e do coração e entre outras resultantes da constante exposição a produtos químicos perigosos.

Saúde e segurança no trabalho não tem relação somente com empresas que realizam atividades com grau de risco alto, como a construção de um prédio. Pelo contrário, todas as empresas possuem seus perigos e riscos em todas as suas atividades.

Por exemplo: uma pessoa que trabalha em uma lavoura pode desenvolver um câncer de pele caso não seja feito os procedimentos cabíveis para se proteger à exposição solar; um outro que fica o dia inteiro em frente a um monitor pode ter sérios problemas de coluna caso os seus equipamentos não estejam compatíveis com as condições ergonômicas necessárias.

São por estes e outros motivos que saúde e segurança no trabalho deve ser tratado como prioridade!

Por isso, a ISO 45001 está sendo desenvolvida. Organizações que possuem um sistema de gestão voltado para questões fundamentais, que envolvem a preservação da integridade de seus colaboradores, colhem resultados fantásticos.

Diante de tudo o que foi discutido, o que podemos esperar da ISO 45001?

  • Maior adequação a estrutura com outros sistemas de gestão.

Assim como outras normas, a ISO 45001 também será formulada seguindo o Anexo SL, ou seja toda a sua estrutura padrão e terminologias estarão de acordo com outros sistemas de gestão, assim como a ISO 9001 e ISO 14001.

  • Alinhamento do seu sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho com o seu contexto organizacional.

Com a ISO 45001, as empresas conseguirão ajustar seus sistemas de saúde e segurança com todo o contexto interno e externo que envolve sua organização. Isto inclui identificar riscos e oportunidades, desenvolver um conjunto de objetivos estratégicos e, principalmente verificar quais são as reais necessidades das partes interessadas. Tudo isso deixa evidente algo muito importante: saúde e segurança do trabalho também é assunto estratégico para a sua organização.

  • Maior envolvimento da alta direção.

Em conformidade com a evolução das outras normas, como a ISO 9001, a ISO 45001 trará um maior envolvimento da alta direção. Para isto, os gestores terão que se posicionar diante da responsabilidade de proteção a integridade de seus colaboradores.

A alta direção terá que se comunicar melhor com as partes interessadas do seu sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho, além de direcionar e capacitar as pessoas para contribuir com todo sistema.

  • Desenvolvimento da mentalidade de risco em toda organização.

Um dos principais benefícios de um sistema de gestão voltado para questões de saúde e segurança do trabalho, consiste na proteção da vida humana perante as fatalidades ocasionadas por acidentes. Com a nova versão da ISO 45001 podemos esperar uma norma direcionada no desenvolvimento da mentalidade de risco em sua organização.

Sabemos que as fontes e as situações de perigos são muitas.

Radiação, temperatura e pressão são alguns tipos de fontes de perigos no ambiente de trabalho. Além disso, temos situações como o carregamento de objetos pesados, ambientes com ruídos, enfim a lista é interminável.

Sendo assim, a ISO 45001 dará ferramentas para minimizar os riscos, tudo porque o desenvolvimento de seu sistema de gestão de saúde e segurança do trabalhado estará pautado na identificação e contenção de todos os perigos existentes em uma organização.

A Templum Consultoria está atenta para todas as mudanças que ocorrerão na OHSAS 18001 para a ISO 45001.

Assim como outras normas que evoluíram, nós acreditamos que todas as modificações serão benéficas para as organizações.     

Deixe aqui seu comentário. Seu feedback é muito importante para nós.

5 passos para realizar um treinamento interno com seus colaboradores.

Você já deve ter ouvido a frase: “Ninguém chega a nenhum lugar sozinho”. De certa forma esta sentença é verdadeira, mas no contexto das organizações o correto seria: “Ninguém chega a nenhum lugar sem ajuda de pessoas treinadas e capacitadas”. Foi pensando nesta segunda expressão que surgiu a ideia de escrever este artigo. O objetivo é ensinar o passo a passo para programar o ciclo de treinamentos internos para seus colaboradores.

Os treinamento internos, que são organizados por colaboradores internos, são importantes, uma vez que eles são menos custosos e seus resultados são fantásticos quando bem executados. Os treinamentos externos, provenientes da contratação de alguma outra empresa, também apresentam muitos benefícios, porém eles exigem um investimento financeiro maior.

Ambos os modos tem seus benefícios, entretanto em um cenário de controle de recursos financeiros, os treinamentos internos são uma ótima saída.

Treinar ou não treinar, eis a questão?      

Sem um direcionamento do que fazer, como fazer e qual ferramenta utilizar, a sua equipe de trabalho ficará indecisa sobre tudo que envolve as atribuições de seu cargo/função.

Problemas como: retrabalhos, desperdícios, execução errônea dos procedimentos e entre outros serão constantes e, sem dúvidas, tenderão a aumentar.

Imagine o seu time comercial despreparado no momento que precisar explicar as atribuições e requisitos do produto de sua empresa, ou a sua equipe de marketing comunicando a imagem institucional sem conexão nenhuma com a identidade da companhia, ou até seu pessoal de produção com altos índices de desperdício por má utilização de seus equipamentos da área fabril.

Programas de treinamento quando bem executados, fazem as empresas caminharem no processo de melhoria contínua. Lembre-se que para o sucesso permanente de seu empreendimento, seus colaboradores devem estar preparados para conter os riscos e saber aproveitar as oportunidades.

Vamos usar o exemplo de seu time de vendas. Todos os dias surgem novos clientes interessados em seus produtos, logo uma equipe bem treinada consegue tirar proveito de todas novas oportunidades de vendas, além de diminuir o risco de perderem clientes para a concorrência.

Agora me responda: Como aumentar as chances de captação de novas oportunidades com uma equipe sem treinamento?

Com certeza as respostas seriam desastrosas diante do questionamento. Com isso, veremos 5 passos para desenvolver um treinamento interno eficaz para seus colaboradores.

Passo 1: Identifique os conhecimentos necessários e os Gap’s de desenvolvimento.  

Antes de começar a elaborar qualquer tipo de treinamento, o gestor precisa conhecer quais são os conhecimentos necessários para cada cargo/função. Vale ressaltar, que cada cargo possui uma lista específica de conhecimentos, por isso é importante alinhar esta lista com base na responsabilidade de cada função.

Somente com os conhecimentos definidos é possível identificar os gaps para realização de um treinamento.

Utilizarei novamente o caso de uma equipe de vendas.

Inicialmente, trace quais são os conhecimentos necessários para os seus vendedores. Após isso, avalie com notas numa escala de 3 (o(s) colaborador(es) não atende(m) o item), 5 (o(s) colaborador(es) atende(m) ao item, mas necessita desenvolvimento), 7 (o(s) colaborador(es) atende(m) ao item de forma satisfatória) e 9 (o(s) colaborador(es) atende(m) ao item de forma plena). Esta avaliação deve ser realizada individualmente, ou seja identifique as carências de cada um dos seus colaboradores, somente desta forma se conseguirá saber quais são os gargalos para a realização de um treinamento.

Veja a tabela a seguir com um exemplo simplificado sobre quais são as atribuições de um vendedor.

Passo 2: Defina o objetivo geral.

O objetivo geral serve para definir qual o escopo central de qualquer treinamento. Ele deve ser claro e conciso e apresentar uma ação real para o processo de capacitação.

No exemplo anterior a atribuição “Técnicas de vendas” foi o que apresentou menor pontuação, logo o objetivo geral seria: Capacitar os vendedores com técnicas de vendas.

A tabela a seguir evidencia este processo.

Passo 3: Planejamento.

Nesta etapa é necessário definir como será executado todo treinamento. Para isto utilize uma ferramenta chamada 5W2H. Ela pode auxiliar os gestores a desenvolverem um plano de ação após ele responder sete perguntas básicas (O que? Por que? Quem? Onde? Quando? Como? Quanto?) sobre o que se pretende executar.

No âmbito dos treinamentos estas perguntas devem nortear o objetivo geral de seu treinamento. A tabela a seguir fornece a continuidade do passo 2.

Os custos do seu treinamento ficam a seu critério, caso queira ou não investir em alguns recursos extras para o seu treinamento.

Passo 4: Preparação

Como é ruim participar de um treinamento onde você percebe claramente o despreparo de quem está ministrando as aulas. E quando você observa aqueles slides com longos textos que aparentam ter sido elaborado na famosa técnica “Ctrl + C e Ctrl + V”.

Caso você seja a pessoa que irá realizar o treinamento, tome a atitude de tornar todo este processo algo excepcional. Talvez você não seja um grande comunicador, mas o seu tempo de dedicação e estudo antes de tudo será o diferencial de todo seu esforço no momento da execução.

Por isso, nesta fase estude cada detalhe do que será ensinado, revise todo material a ser utilizado e veja a eficácia de suas dinâmicas caso você utilize este método.

Passo 5: Avaliação

Calma, não estou falando para você aplicar uma prova!

Avaliação consiste em verificar a eficácia de seu treinamento. Na verdade, este passo é feito para ver os resultados reais de todo tempo e dinheiro investido no processo de treinamento interno. Para isto, estabeleça índices nos quais podem ser medidos de alguma forma.

Seguindo o nosso exemplo com uma equipe de vendas, um indicador que poderia medir a eficácia de um treinamento, cujo o objetivo geral era “capacitar os vendedores com técnicas de vendas”, seria o número de clientes que realizaram alguma compra dividido pelo número de clientes atendidos. O número encontrado poderíamos chamar de “índice de aproveitamento de vendas”.

Suponhamos que antes do treinamento de 4 clientes atendidos pelos seus vendedores, 1 realizava a compra de seu produto, logo:

1 cliente que realizou a compra ÷ 4 clientes atendidos = 0,25.

Ou seja, antes do treinamento o “índice de aproveitamento de vendas” era de 25%.

Após o processo de capacitação de 4 clientes atendidos 3 realizam algum tipo de compra, sendo assim:

3 clientes que realizaram a compra ÷ 4 clientes atendidos = 0,75.

O “índice de aproveitamento de vendas” saltou dos 25% para os 75% de progresso, comprovando assim a eficácia do treinamento realizado.

Concluindo!

Antes de buscar algum treinamento externo, avalie a sua capacidade em oferecer treinamentos internos por meio dos recursos humanos existentes em seu empreendimento.

Dica: Atualmente com os recursos tecnológicos existentes de gravação de vídeo, recomendo você filmar seu treinamento e inserir os mesmos em alguma plataforma online como o YouTube, no qual permite realizar o upload dos arquivos de vídeo e ainda por cima mantê-los como conteúdo privado. Com isso, você conseguirá repassar este treinamento para os futuros integrantes do seu time.

Qual a Importância da NR 18 dentro do PBQP-H?

NR18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção talvez seja a norma regulamentadora mais importante para o setor da construção civil. No artigo de hoje iremos entender as principais implicações deste assunto tão relevante para as empresas de Construção Civil

A NR18 é a norma que regulamenta a Segurança e Medicina do Trabalho na Indústria da Construção Civil, instituída pela lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, regulamentada pela portaria nº 3.214 de 8 de junho de 1978, que altera o capítulo V do Título II da consolidação das Leis do trabalho, relativo à Segurança e Medicina do trabalho. Suas modificações e redação atualizadas podem ser encontradas no site: www.mte.gov.br, seção Segurança e Saúde, ítem legislação.

Na construção civil, as diretrizes são de ordem administrativa, de planejamento e de organização. Com o objetivo de implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos nas condições e no meio ambiente de trabalho, é muito importante que dentro da construção civil esta norma seja 100% atendida, pois é onde mais ocorrem acidentes de trabalho. O intuito da NR18 é instruir os colaboradores sobre os riscos presentes nas diferentes atividades e etapas de uma obra, bem como os Equipamentos de Proteção Coletiva.

Principais Objetivos da NR 18:

  • Garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores;
  • Definir atribuições e responsabilidades às pessoas que administram;
  • Fazer previsão dos riscos que derivam do processo de execução de obras;
  • Determinar medidas de proteção e prevenção que evitem ações e situações de risco;
  • Aplicar técnicas de execução que reduzem ao máximo os riscos de doenças e acidentes.

Na construção civil cada etapa da obra contempla um risco diferente. É necessário estar sempre atento as proteções coletivas para evitar quedas e problemas com a fiscalização do trabalho. Quedas, cortes, soterramento, atropelamento, choque elétrico, queda de objetos, projeção de corpo estranho nos olhos e entre outros são alguns dos acidentes mais comuns por falta de utilização dos equipamentos.

O intuito é instruir os colaboradores sobre os riscos presentes nas diferentes atividades e etapas de uma obra.

Os 5 principais motivos para os acidentes são:

  1. Pressa – realizar o seu trabalho depressa, de forma a colocar a sua integridade física em risco.
  2. Improvisação – adequar ferramentas ou máquinas para a execução do trabalhos.
  3. Auto-Exclusão – estar diante do risco e se omitir, pois não é problema seu.
  4. Exceção – abrir para as atividades de risco, por se tratar de um serviço rápido.
  5. Presumir – entender, acreditar que não causará acidentes baseando-se em probabilidade.

Existe também algumas doenças que podem ser desenvolvidas ao longo dos trabalhos dentro da construção civil, segue alguns exemplos:

Alergia pelo Cimento Pedreiro com eczema alérgico crônico provocado por cimento; eczema irritado produzido por massa de cimento, o pedreiro apresenta irritação nas mãos provocada pelo contato frequente com a massa do cimento; eczema nos pés com infecção causada pelo cimento; servente de pedreiro com eczema e infecção nos pés provocados pelo contato diário de massa de cimento com os pés; queimadura pelo cimento, queda de massa ou calda de concreto dentro da bota de couro ou borracha.

Nos acidentes que resultam em invalidez permanente e incapacidade parcial permanente, a indústria da construção aparece em 3º e 4º lugares na frequência de acidentes. Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizar-se por sua guarda e conservação, usá-lo sempre que estiver em uma área ou realizando uma atividade de risco, são por essas e outras que existe a NR 18, para poupar a saúde dos colaboradores. O empregador tem o DEVER e OBRIGAÇÃO de fornecer os EPI’s para todos os colaboradores devendo ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho (com C.A.); sendo necessário treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado tornando o obrigatório o seu uso.

Ciclo de Vida do Produto: O que eu preciso saber?

Hoje iremos discorrer sobre uma das mais novas abordagens contidas na ISO 14001:2015: o pensamento baseado no ciclo de vida. Leia atentamente cada detalhe, pois este assunto é muito importante para seu sistema de gestão ambiental e a implicação deste tema pode te auxiliar a entender como pode ocorrer impactos e aspectos ambientais em suas operações.

Uma das novidades na nova versão da ISO 14001:2015 foi a inserção do pensamento baseado no ciclo de vida (CV). A norma define este termo, como:

“Estágios consecutivos e encadeados de um sistema de produto (ou serviço), desde a aquisição da matéria-prima ou de sua geração, a partir de recursos naturais até a disposição final.”

Em outras palavras o ciclo de vida diz respeito ao input inicial até o output final do produto. Para exemplificar melhor esta definição, veja a imagem a seguir:

ciclo-de-vida-do-produto

A imagem ilustra todos os elementos do ciclo de vida pertencentes a um Sistema de Gestão Ambiental. Em termos mais simples, o ciclo de vida é todo processo de transformação e processamento de uma matéria-prima em um produto acabado, o qual se encerra no momento em que o consumidor faz o descarte do item utilizado.

O conceito do ciclo de vida é importante pois ele auxilia as organizações na Gestão Ambiental além dos seus limites territoriais.

Isto acontece, uma vez que esta perspectiva amplia a visão, antes focada somente nos processos de fabricação, para outros elementos, como o consumidor.

Vamos supor que sua empresa fabrique algum produto que tenha algum resíduo sólido de alto impacto ambiental. Logo, seria inútil todo esforço para evitar o contato destes com o meio ambiente, pensando somente nos limites fabris, caso o seu consumidor final não seja alertado e orientado quanto ao método de uso e descarte deste item.

Para termos noção da relevância deste tema, atualmente as empresas de bateria de uso doméstico são obrigadas por lei a receberem de volta as pilhas já utilizadas, para assim dar um descarte adequado. Isto ocorre, pois estes produtos apresentam em sua composição materiais como: cádmio, chumbo, mercúrio, os quais são prejudiciais à saúde humana. Ou seja, estas empresas devem se importar com o ciclo de vida do seu produto tanto no início, na aquisição da matéria-prima, quanto na sua disposição final.

O pensamento baseado no ciclo de vida foi incluído na nova versão da ISO 14001 para ajudar as empresas identificarem os aspectos e impactos ambientais em todos seus processos internos quanto externos.

A relação do ciclo de vida com a ISO 14001

Na ISO 14001:2015 é possível verificar a todo momento a perspectiva do ciclo de vida, principalmente quando entendemos que há várias ocorrências de aspectos e impactos ambientais em diferentes situações de uma empresa.

Para exemplificar, vamos observar o requisito 8.1, da ISO 14001, que trata do planejamento e controle operacionais. Neste ponto da norma a empresa “deve estabelecer, implementar e controlar e manter os processos necessários para atender aos requisitos do Sistema de Gestão Ambiental…”. Em outras palavras, todas as operações contidas em uma determinada organização precisam ser acompanhadas de perto para estar de acordo com as exigências de um SGA.

Ao observar o requisito de planejamento e controle de operações, em consonância com o pensamento baseado no ciclo de vida a norma exige quatro ações:

  • Estabelecer formas de controlar todos os requisitos ambientais no projeto e desenvolvimento de um produto ou serviço, considerando todos estágios do ciclo de vida;
  • Determinar requisito(s) ambiental(is) para aquisição de produtos e serviços;
  • Comunicar seu(s) requisito(s) ambiental(is) pertinentes para provedores externos, incluindo contratados;
  • Considerar a necessidade de prover informações sobre potenciais impactos ambientais significativos associados com o transporte ou entrega, uso, tratamento pós-uso e disposição final dos seus produtos e serviços.

Todas estas ações são obrigatórias, sendo assim a organização precisa criar meios para cumprir elas. Perceba como o controle e planejamento das operações alcança tanto a entrada de matérias-primas como a forma de utilização do seu consumidor final.

Vale ressaltar que estas ações são muito importantes.

Existem várias situações que podem prejudicar seus objetivos empresarias.

Uma matéria-prima com alguma propriedade prejudicial ao meio ambiente, deve ser conduzida corretamente em seu processo de fabricação; uma embalagem que leva anos para se decompor no solo, deve ser descartada em locais apropriados pelo seu cliente; um produto com alto índices de periculosidade, deve ser transportado seguindo o maior rigor técnico necessário. Todas estas são atitudes que seu Sistema de Gestão Ambiental precisa englobar para evitar todo e qualquer impacto negativo ao ambiente.

O termo pensamento baseado no ciclo de vida ou a perspectiva do ciclo de vida indica a necessidade do gestor ambiental ter uma visão holística sobre tudo que envolve seu produto e serviço.

O que um vendedor de redes de proteção pode nos ensinar sobre confiar em nossos negócios?

O quanto acredita no seu trabalho determinará o seu sucesso ao tentar vender seu produto ou serviço. No texto de hoje, iremos comentar um case que envolve muita coragem e um toque de simplicidade quando o assunto é confiar no que faz. Vamos aprender com o empreendedor Luís Paulo lições valiosas para o sucesso de nossos negócios.

Na última quinta-feira, 16 de fevereiro, o jornal Extra fez questão de divulgar a notícia do empresário Luís Paulo, proprietário de uma empresa que fornece redes de proteção para apartamentos. Você deve estar se indagando: O que um empresário deste tipo fez para aparecer em um jornal de grande circulação? Será que a rede dele arrebentou e, com isso ocorreu alguma desgraça?

Calma! Não houve nenhum acidente.

Dificilmente um dono de uma empresa de pequeno porte apareceria em um jornal como o Extra, mas este empreendedor, simplesmente, tomou “A” atitude para se diferenciar de todos os seus concorrentes.

Mas qual foi o diferencial deste empresário?

Ele arriscou a sua vida por acreditar no seu produto!

Veja o vídeo:

A reportagem dizia que até a data de publicação já tinha mais de sete milhões de visualizações. Impressionante!

Sabe o melhor de tudo isso? Luís Paulo não fez nenhuma “super” produção em seu vídeo ou um grande investimento em mídias digitais.

Foi desta forma que este microempreendedor nos ensinou no mínimo duas lições poderosas para alcançarmos sucesso em nossa jornada empresarial.

1) Utilize os recursos que tem em mãos.

Quantos empresários criam limites em seus negócios por alegarem falta de recursos para efetuar determinada ação.

A escassez de recursos não pode ser uma desculpa para não realizarmos ações em prol do sucesso de sua organização. Argumentos como: “Ah! Eu não tenho dinheiro para investir em treinamento”; “Eu não vou criar nada nas redes sociais, pois eu não tenho uma equipe que faça isto por mim”; e “Eu não tenho estrutura para negociar com aquele cliente”, são alguns exemplos que devem ser extintos de nossos pensamentos.

Antes de rejeitar qualquer oportunidade por alegar falta de algo, observe tudo o que já tem em mãos.

Como foi ressaltado anteriormente, o Luís Paulo só tinha uma câmera de celular e uma ideia ousada. Com a somatória deste recurso físico mais a crença que seu produto garantiria sua sobrevivência, ele conseguiu viralizar seu negócio nas redes sociais.

2) Confie no seu produto, ele é o seu maior bem.

O que realmente fez a diferença na atitude do Luís Paulo foi o quanto ele confiou no que ele vendia, em termos mais técnicos ele acreditou na proposta de valor de seu produto, na qual era: Segurança.

Antes de oferecer o seu produto, responda: Eu acredito no meu produto? Quanto o meu produto é melhor que o do concorrente? Está claro para mim os benefícios e vantagens do meu serviço?

Sem convicção é impossível convencer alguém adquirir o que você produz. Ainda que seu produto precise ser melhorado, esteja convencido das garantias dele.

O Luís não hesitou em nenhum momento sobre a segurança oferecida por suas redes.

Quer mais um argumento do quanto este empreendedor confia em seu produto?

Olha o nome de sua empresa: Redes Salvar. O próprio nome demonstra o quanto ele está convicto das garantias do seu produto!

Para finalizar, olhe a resposta do Luís Paulo…

Ao ser questionado sobre sua coragem, observe atentamente as suas palavras:

Está sendo uma maravilha, uma benção de Deus. É bom demais ser reconhecido na rua. A todo lugar que chego as pessoas dizem: ‘Você tem coragem, eu não faria isso se fosse você’. Mas isso não é coragem, é confiança no que faço.

Surpreendente!

Ele realmente não perde a sua convicção diante dos comentários, pelo contrário ele tem uma resposta simples e ousada diante dos críticos: “Eu confio no que faço”

E você… tem mais alguma lição a ser retirada do case do Luís Paulo? Deixe aqui o seu comentário.