Processos, como classificá-los?

Algumas vezes ouvimos: “aquela empresa tem ótimos processos!”. Mas, o que realmente isto quer dizer? A palavra processos pode trazer muitos significados, entretanto a melhor definição deste termo no contexto empresarial se encontra na norma ISO 9001:2015. Neste artigo vamos entender o que são processos de acordo com a ISO 9001 e como podemos classificá-los.

A ISO 9000:2015 define processo, como: “conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que utilizam entradas para entregar um resultado pretendido”.

Sendo mais específicos, o termo indica a forma como uma empresa trabalha para atingir o resultado esperado. Para entender melhor este assunto, devemos adotar duas visões diferentes: uma lente macro e uma micro.

Com a lente macro é possível observar quais são os conjuntos de atividades inter-relacionadas que compõem sua organização.

Em geral observa-se a empresa como um todo. Para isto identifica-se quais são as entradas e saídas de uma empresa.

Como entrada levamos em consideração os tipos de informações e materiais que são originados de fontes fornecedoras e nas saídas tudo que é entregue ao consumidor final.

Na lente micro é possível compreender como um processo está relacionado a outro. Além disso, cada processo tem suas particularidades devido as diferentes entradas e saídas.

Para compreendermos melhor o que está sendo discutido, analisaremos o caso da Templum Consultoria. O processo “Desenvolvimento de Softwares” está ligado ao processo “Desenvolvimento de conteúdo”. Quando o “Desenvolvimento de Software” entrega a estrutura de toda a plataforma, o “Desenvolvimento de conteúdo” consegue incluir todas as informações necessárias para o desenvolvimento das consultorias. Em termos práticos, o resultado entregue no “Desenvolvimento de Softwares” é a entrada nas atividades do “Desenvolvimento de conteúdo”.

Para alcançar os objetivos estratégicos, os processos devem estar estruturados e classificados.

Existem várias metodologias para o mapeamento de processos, todas são válidas. Porém, uma das recomendações antes de utilizar qualquer ferramenta é classificar seus processos em principais e de apoio.

Os processos principais são aqueles que interferem diretamente nos objetivos estratégicos da organização. Por exemplo, em um comércio de venda de carros usados, o processo de venda é um dos classificados como principais, pois sem ele a empresa não alcança seu propósito principal: vender carros usados.

Agora os de apoio, não menos importantes, estão associados a todas atividades que dão suporte ao andamento dos processos principais.

Muitas vezes, os processos executados pelo departamento pessoal são classificados como atividades de apoio, pois as suas saídas não estão diretamente relacionados com o resultado esperado pela organização, mas indiretamente. Sem as tarefas deste setor, os resultados da organização serão prejudicados. Você já imaginou o seu departamento pessoal não cumprindo com as obrigações legais de todos os colaboradores? Terrível, não?!

Definidos quais são os processos principais e de apoio, você deverá criar a sequência em que eles funcionam.

Vale destacar novamente que existe uma ligação entre os processos e ela se dá na relação existente entre as entradas e saídas de cada um. Sempre a saída de um processo é a entrada de outro.

Por isso, para entender a sequência, o indicado é organizar uma lista com todas as entradas e saídas de cada atividade, desta forma você conseguirá entender como funcionam os processos de sua organização.

Observe na imagem a seguir, como você poderá organizar a sequência de seus processos. Esta lista é simples e pode ser organizada em qualquer organização. Inicialmente, insira os nomes dos processos na sequência em que eles se relacionam, na coluna “responsável” você pode indicar o nome dos líderes de cada processo. Por último, não confundam o nome do “Departamento” com o “Processo”, por exemplo: o processo de “contas a pagar” é realizado pelo departamento “financeiro”.

Gestores que ficam confusos com o funcionamento de sua organização e não entendem os “porquês” de ocorrerem tantos retrabalhos e desperdícios. Em alguns momentos estão sofrendo por não definirem quais são os processos principais e de apoio e, principalmente a sequência deles.

Por fim gostaria de comentar sobre uma dúvida frequente de muitos parceiros no momento de implementar as exigências dos requisitos de processos:

A minha empresa possui uma série de processos, com isso o mapeamento ficaria enorme, eu devo mapear de maneira macro ou olhar minimamente cada processo?

Esta pergunta é muito importante, pois a resposta dela direciona os gestores no momento de iniciar o mapeamento de processo de sua organização.

A resposta desta pergunta está entre os minutos 31:45 e 35:10, porém o recomendável é que você assista o vídeo por completo, pois o Igor e a Daniela dão um show no momento de esclarecer alguns questionamentos sobre “Contexto da Organização” e “Mapeamento de Processos”.

 

Nova versão do FSSC 22000 v4 – Alterações Relevantes para sua Empresa

Com base na experiência obtida com a versão 3 e um trabalho de pesquisa com as partes interessadas, o FSSC lançou em Dezembro de 2016 a nova versão para o seu Sistema Internacional de Certificação de Sistemas de Gestão da Segurança dos Alimentos. Foram aplicadas mudanças importantes para melhorar a sua consistência e a severidade.

Algumas das principais alterações com impactos para as empresas foram:

– inclusão de novas categorias de certificação

– revisão de critérios de auditoria não anunciada

– inclusão da classificação de não-conformidades críticas

– revisão e inclusão de requisitos adicionais

Composição – FSSC 22000 Versão 4

A norma possui requisitos de componentes separados, porém que devem ser auditados como um único sistema. Sua composição consiste em:

FSSC 22000 = ISO 22000 + PPR Específico por Setor * + Requisitos Adicionais

*De acordo com o descrito na tabela de categorias

Quando o módulo FSSC – Q for requerido, os requisitos da ISO 9001 são aplicável junto aos demais componentes expostos acima para o FSSC22000.

Requisitos Adicionais Versão 4

Os requisitos adicionais aplicáveis às categorias de certificação são:

1 – Gestão de Serviços

2 – Supervisão de Pessoal

3 – Gestão de Materiais Fornecidos

4 – Gestão de Recursos Naturais (aplicado apenas para produção animal)

5 – Defesa dos Alimentos

6 – Prevenção de Fraude dos Alimentos

7 – Formulação de Produtos (apenas para alimentos para cães e gatos)

8 – Gestão de Alergênicos

9 – Rotulagem do Produto

10 – Monitoramento Ambiental

11 – Uso da marca

A partir de Janeiro/2018 todas as empresas já devem ser auditadas de acordo com a Versão 4. O novo esquema pode ser obtido de forma gratuita no site do FSSC 22000, onde também poderá encontrar mais informações e esclarecimentos sobre os itens aqui abordados, bem como quais as regras para as empresas já certificadas realizarem a transição da norma.

Categorias Versão 4

Dentro da revisão houve maior detalhamento das categorias já existentes, estando de acordo com a ISO 22003:2013, e foram incluídas algumas categorias antes não cobertas pelo escopo de certificação do FSSC 22000, conforme a Tabela a seguir:

Categoria Sub-categoria Descrição ISO 22000/ISO 9001 PRP Requisitos Adicionais
A AI Agricultura de animais para carne/ leite/ ovos/ mel Aplicável ISO/TS 22002-3 Aplicável
AII Agricultura de peixes e frutos do mar Aplicável ISO/TS 22002-3 Aplicável
C CI Processamento de produtos animais perecíveis Aplicável ISO/TS 22002- 1 Aplicável
CII Processamento de produtos vegetais perecíveis Aplicável ISO/TS 22002- 1 Aplicável
CIII Processamento de produtos animais e vegetais perecíveis (produtos mistos) Aplicável ISO/TS 22002- 1 Aplicável
CIV Processamento de produtos estáveis a temperatura ambiente Aplicável ISO/TS 22002- 1 Aplicável
D DI Produção de alimentos para animais Aplicável PAS 222 Aplicável
ISO/TS 22002-6 Aplicável
DII Produção de alimentos para outros animais de estimação Aplicável PAS 222 Aplicável
ISO/TS 22002-6 Aplicável
DII Produção de alimentos para cães e gatos. Aplicável ISO/TS 22002- 1 Aplicável
E  Novo Catering Aplicável ISO/TS 22002-2 Aplicável
FI Novo Retail Aplicável PAS 221 Aplicável
G Novo GI Prestação de Serviços de Transporte e Armazenagem de Alimentos Perecíveis e Alimentos para Animais Aplicável NTA 8059 Aplicável
GII Prestação de Serviços de Transporte e Armazenagem de Alimentos em Temperatura Ambiente e Alimentos para Animais Aplicável NTA 8059 Aplicável
I Produção de embalagens para alimentos e material de embalagem Aplicável ISO/TS 22002-4 Aplicável
K Produção de (bio)químicos Aplicável ISO/TS 22002-1 Aplicável

Fonte:  FSSC 22000, Part II – Requirements for Certification.

Auditorias Não Anunciadas

Nesta versão é obrigatória a participação da empresa no programa de auditorias não anunciadas. Este programa prevê que pelo menos uma auditoria durante o ciclo deva ser não anunciada, sendo que, o programa não pode ser aplicado às auditorias de primeira e segunda fase, bem como as de recertificação. De qualquer forma, a empresa também pode se candidatar voluntariamente à substituição de todas as auditorias anuais de acompanhamento por não anunciadas.  (Fonte: FSSC 22000, Part IV – Requirements for CBs)

Classificação das NC

Uma das novidades foi a inclusão das Não Conformidades Críticas. Essas serão emitidas quando a segurança dos alimentos for impactada diretamente durante a auditoria ou se a integridade do processo de certificação foi colocado em causa. Dentro do Anexo 3 – part 4 dos documentos do FSSC2200, estão descritas as ações que serão aplicadas mediante esta ocorrência, tais como:

– Quando uma Não Conformidade Crítica for aplicada a um local certificado, este certificado deverá ser suspenso imediatamente por um período de até 6 (seis) meses;

– Uma auditoria de follow up deverá ser conduzida pelo Organismo de Certificação dentro do prazo de 6 (seis) meses para verificar o fechamento da Não Conformidade Crítica;

– O certificado deverá ser retirado quando a Não Conformidade Crítica não for resolvida de forma eficaz dentro do prazo de 6 (meses);

– No caso de uma auditoria de certificação, a auditoria completa deve ser repetida.

Para maiores informações em relação aos requisitos e esquema de certificação da norma FSSC 22000v4, consulte o site do FSSC: clique aqui.

ISO 45001: O que podemos esperar?

Como foi noticiado pela ISO, em dezembro de 2017, está previsto a publicação da nova norma ISO 45001. Combater acidentes de trabalho, que em alguns momentos se transformam em casos de óbito, é mais um dos compromissos da ISO.

Focado no objetivo de criar um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional, a ISO 45001 foi desenvolvida baseada no anexo SL assim como ocorreu com a revisão das novas versões da ISO 9001 e ISO 14001.

Diminuir os riscos e aumentar a segurança é mais do que necessário, é uma obrigatoriedade!

Todos os anos ouvimos milhares de estatísticas com os índices de acidentes de trabalhos. O relator da ONU que trata sobre os direitos humanos e substâncias e resíduos perigosos, Baskut Tunack, disse que cerca de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido a doenças ocupacionais, segundo dados da OIT (Organização Internacional do Trabalho). Entre as principais doenças indicadas pelo relator estão: câncer, doenças do pulmão e do coração e entre outras resultantes da constante exposição a produtos químicos perigosos.

Saúde e segurança no trabalho não tem relação somente com empresas que realizam atividades com grau de risco alto, como a construção de um prédio. Pelo contrário, todas as empresas possuem seus perigos e riscos em todas as suas atividades.

Por exemplo: uma pessoa que trabalha em uma lavoura pode desenvolver um câncer de pele caso não seja feito os procedimentos cabíveis para se proteger à exposição solar; um outro que fica o dia inteiro em frente a um monitor pode ter sérios problemas de coluna caso os seus equipamentos não estejam compatíveis com as condições ergonômicas necessárias.

São por estes e outros motivos que saúde e segurança no trabalho deve ser tratado como prioridade!

Por isso, a ISO 45001 está sendo desenvolvida. Organizações que possuem um sistema de gestão voltado para questões fundamentais, que envolvem a preservação da integridade de seus colaboradores, colhem resultados fantásticos.

Diante de tudo o que foi discutido, o que podemos esperar da ISO 45001?

  • Maior adequação a estrutura com outros sistemas de gestão.

Assim como outras normas, a ISO 45001 também será formulada seguindo o Anexo SL, ou seja toda a sua estrutura padrão e terminologias estarão de acordo com outros sistemas de gestão, assim como a ISO 9001 e ISO 14001.

  • Alinhamento do seu sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho com o seu contexto organizacional.

Com a ISO 45001, as empresas conseguirão ajustar seus sistemas de saúde e segurança com todo o contexto interno e externo que envolve sua organização. Isto inclui identificar riscos e oportunidades, desenvolver um conjunto de objetivos estratégicos e, principalmente verificar quais são as reais necessidades das partes interessadas. Tudo isso deixa evidente algo muito importante: saúde e segurança do trabalho também é assunto estratégico para a sua organização.

  • Maior envolvimento da alta direção.

Em conformidade com a evolução das outras normas, como a ISO 9001, a ISO 45001 trará um maior envolvimento da alta direção. Para isto, os gestores terão que se posicionar diante da responsabilidade de proteção a integridade de seus colaboradores.

A alta direção terá que se comunicar melhor com as partes interessadas do seu sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho, além de direcionar e capacitar as pessoas para contribuir com todo sistema.

  • Desenvolvimento da mentalidade de risco em toda organização.

Um dos principais benefícios de um sistema de gestão voltado para questões de saúde e segurança do trabalho, consiste na proteção da vida humana perante as fatalidades ocasionadas por acidentes. Com a nova versão da ISO 45001 podemos esperar uma norma direcionada no desenvolvimento da mentalidade de risco em sua organização.

Sabemos que as fontes e as situações de perigos são muitas.

Radiação, temperatura e pressão são alguns tipos de fontes de perigos no ambiente de trabalho. Além disso, temos situações como o carregamento de objetos pesados, ambientes com ruídos, enfim a lista é interminável.

Sendo assim, a ISO 45001 dará ferramentas para minimizar os riscos, tudo porque o desenvolvimento de seu sistema de gestão de saúde e segurança do trabalhado estará pautado na identificação e contenção de todos os perigos existentes em uma organização.

A Templum Consultoria está atenta para todas as mudanças que ocorrerão na OHSAS 18001 para a ISO 45001.

Assim como outras normas que evoluíram, nós acreditamos que todas as modificações serão benéficas para as organizações.     

Deixe aqui seu comentário. Seu feedback é muito importante para nós.

5 passos para realizar um treinamento interno com seus colaboradores.

Você já deve ter ouvido a frase: “Ninguém chega a nenhum lugar sozinho”. De certa forma esta sentença é verdadeira, mas no contexto das organizações o correto seria: “Ninguém chega a nenhum lugar sem ajuda de pessoas treinadas e capacitadas”. Foi pensando nesta segunda expressão que surgiu a ideia de escrever este artigo. O objetivo é ensinar o passo a passo para programar o ciclo de treinamentos internos para seus colaboradores.

Os treinamento internos, que são organizados por colaboradores internos, são importantes, uma vez que eles são menos custosos e seus resultados são fantásticos quando bem executados. Os treinamentos externos, provenientes da contratação de alguma outra empresa, também apresentam muitos benefícios, porém eles exigem um investimento financeiro maior.

Ambos os modos tem seus benefícios, entretanto em um cenário de controle de recursos financeiros, os treinamentos internos são uma ótima saída.

Treinar ou não treinar, eis a questão?      

Sem um direcionamento do que fazer, como fazer e qual ferramenta utilizar, a sua equipe de trabalho ficará indecisa sobre tudo que envolve as atribuições de seu cargo/função.

Problemas como: retrabalhos, desperdícios, execução errônea dos procedimentos e entre outros serão constantes e, sem dúvidas, tenderão a aumentar.

Imagine o seu time comercial despreparado no momento que precisar explicar as atribuições e requisitos do produto de sua empresa, ou a sua equipe de marketing comunicando a imagem institucional sem conexão nenhuma com a identidade da companhia, ou até seu pessoal de produção com altos índices de desperdício por má utilização de seus equipamentos da área fabril.

Programas de treinamento quando bem executados, fazem as empresas caminharem no processo de melhoria contínua. Lembre-se que para o sucesso permanente de seu empreendimento, seus colaboradores devem estar preparados para conter os riscos e saber aproveitar as oportunidades.

Vamos usar o exemplo de seu time de vendas. Todos os dias surgem novos clientes interessados em seus produtos, logo uma equipe bem treinada consegue tirar proveito de todas novas oportunidades de vendas, além de diminuir o risco de perderem clientes para a concorrência.

Agora me responda: Como aumentar as chances de captação de novas oportunidades com uma equipe sem treinamento?

Com certeza as respostas seriam desastrosas diante do questionamento. Com isso, veremos 5 passos para desenvolver um treinamento interno eficaz para seus colaboradores.

Passo 1: Identifique os conhecimentos necessários e os Gap’s de desenvolvimento.  

Antes de começar a elaborar qualquer tipo de treinamento, o gestor precisa conhecer quais são os conhecimentos necessários para cada cargo/função. Vale ressaltar, que cada cargo possui uma lista específica de conhecimentos, por isso é importante alinhar esta lista com base na responsabilidade de cada função.

Somente com os conhecimentos definidos é possível identificar os gaps para realização de um treinamento.

Utilizarei novamente o caso de uma equipe de vendas.

Inicialmente, trace quais são os conhecimentos necessários para os seus vendedores. Após isso, avalie com notas numa escala de 3 (o(s) colaborador(es) não atende(m) o item), 5 (o(s) colaborador(es) atende(m) ao item, mas necessita desenvolvimento), 7 (o(s) colaborador(es) atende(m) ao item de forma satisfatória) e 9 (o(s) colaborador(es) atende(m) ao item de forma plena). Esta avaliação deve ser realizada individualmente, ou seja identifique as carências de cada um dos seus colaboradores, somente desta forma se conseguirá saber quais são os gargalos para a realização de um treinamento.

Veja a tabela a seguir com um exemplo simplificado sobre quais são as atribuições de um vendedor.

Passo 2: Defina o objetivo geral.

O objetivo geral serve para definir qual o escopo central de qualquer treinamento. Ele deve ser claro e conciso e apresentar uma ação real para o processo de capacitação.

No exemplo anterior a atribuição “Técnicas de vendas” foi o que apresentou menor pontuação, logo o objetivo geral seria: Capacitar os vendedores com técnicas de vendas.

A tabela a seguir evidencia este processo.

Passo 3: Planejamento.

Nesta etapa é necessário definir como será executado todo treinamento. Para isto utilize uma ferramenta chamada 5W2H. Ela pode auxiliar os gestores a desenvolverem um plano de ação após ele responder sete perguntas básicas (O que? Por que? Quem? Onde? Quando? Como? Quanto?) sobre o que se pretende executar.

No âmbito dos treinamentos estas perguntas devem nortear o objetivo geral de seu treinamento. A tabela a seguir fornece a continuidade do passo 2.

Os custos do seu treinamento ficam a seu critério, caso queira ou não investir em alguns recursos extras para o seu treinamento.

Passo 4: Preparação

Como é ruim participar de um treinamento onde você percebe claramente o despreparo de quem está ministrando as aulas. E quando você observa aqueles slides com longos textos que aparentam ter sido elaborado na famosa técnica “Ctrl + C e Ctrl + V”.

Caso você seja a pessoa que irá realizar o treinamento, tome a atitude de tornar todo este processo algo excepcional. Talvez você não seja um grande comunicador, mas o seu tempo de dedicação e estudo antes de tudo será o diferencial de todo seu esforço no momento da execução.

Por isso, nesta fase estude cada detalhe do que será ensinado, revise todo material a ser utilizado e veja a eficácia de suas dinâmicas caso você utilize este método.

Passo 5: Avaliação

Calma, não estou falando para você aplicar uma prova!

Avaliação consiste em verificar a eficácia de seu treinamento. Na verdade, este passo é feito para ver os resultados reais de todo tempo e dinheiro investido no processo de treinamento interno. Para isto, estabeleça índices nos quais podem ser medidos de alguma forma.

Seguindo o nosso exemplo com uma equipe de vendas, um indicador que poderia medir a eficácia de um treinamento, cujo o objetivo geral era “capacitar os vendedores com técnicas de vendas”, seria o número de clientes que realizaram alguma compra dividido pelo número de clientes atendidos. O número encontrado poderíamos chamar de “índice de aproveitamento de vendas”.

Suponhamos que antes do treinamento de 4 clientes atendidos pelos seus vendedores, 1 realizava a compra de seu produto, logo:

1 cliente que realizou a compra ÷ 4 clientes atendidos = 0,25.

Ou seja, antes do treinamento o “índice de aproveitamento de vendas” era de 25%.

Após o processo de capacitação de 4 clientes atendidos 3 realizam algum tipo de compra, sendo assim:

3 clientes que realizaram a compra ÷ 4 clientes atendidos = 0,75.

O “índice de aproveitamento de vendas” saltou dos 25% para os 75% de progresso, comprovando assim a eficácia do treinamento realizado.

Concluindo!

Antes de buscar algum treinamento externo, avalie a sua capacidade em oferecer treinamentos internos por meio dos recursos humanos existentes em seu empreendimento.

Dica: Atualmente com os recursos tecnológicos existentes de gravação de vídeo, recomendo você filmar seu treinamento e inserir os mesmos em alguma plataforma online como o YouTube, no qual permite realizar o upload dos arquivos de vídeo e ainda por cima mantê-los como conteúdo privado. Com isso, você conseguirá repassar este treinamento para os futuros integrantes do seu time.

Qual a Importância da NR 18 dentro do PBQP-H?

NR18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção talvez seja a norma regulamentadora mais importante para o setor da construção civil. No artigo de hoje iremos entender as principais implicações deste assunto tão relevante para as empresas de Construção Civil

A NR18 é a norma que regulamenta a Segurança e Medicina do Trabalho na Indústria da Construção Civil, instituída pela lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, regulamentada pela portaria nº 3.214 de 8 de junho de 1978, que altera o capítulo V do Título II da consolidação das Leis do trabalho, relativo à Segurança e Medicina do trabalho. Suas modificações e redação atualizadas podem ser encontradas no site: www.mte.gov.br, seção Segurança e Saúde, ítem legislação.

Na construção civil, as diretrizes são de ordem administrativa, de planejamento e de organização. Com o objetivo de implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos nas condições e no meio ambiente de trabalho, é muito importante que dentro da construção civil esta norma seja 100% atendida, pois é onde mais ocorrem acidentes de trabalho. O intuito da NR18 é instruir os colaboradores sobre os riscos presentes nas diferentes atividades e etapas de uma obra, bem como os Equipamentos de Proteção Coletiva.

Principais Objetivos da NR 18:

  • Garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores;
  • Definir atribuições e responsabilidades às pessoas que administram;
  • Fazer previsão dos riscos que derivam do processo de execução de obras;
  • Determinar medidas de proteção e prevenção que evitem ações e situações de risco;
  • Aplicar técnicas de execução que reduzem ao máximo os riscos de doenças e acidentes.

Na construção civil cada etapa da obra contempla um risco diferente. É necessário estar sempre atento as proteções coletivas para evitar quedas e problemas com a fiscalização do trabalho. Quedas, cortes, soterramento, atropelamento, choque elétrico, queda de objetos, projeção de corpo estranho nos olhos e entre outros são alguns dos acidentes mais comuns por falta de utilização dos equipamentos.

O intuito é instruir os colaboradores sobre os riscos presentes nas diferentes atividades e etapas de uma obra.

Os 5 principais motivos para os acidentes são:

  1. Pressa – realizar o seu trabalho depressa, de forma a colocar a sua integridade física em risco.
  2. Improvisação – adequar ferramentas ou máquinas para a execução do trabalhos.
  3. Auto-Exclusão – estar diante do risco e se omitir, pois não é problema seu.
  4. Exceção – abrir para as atividades de risco, por se tratar de um serviço rápido.
  5. Presumir – entender, acreditar que não causará acidentes baseando-se em probabilidade.

Existe também algumas doenças que podem ser desenvolvidas ao longo dos trabalhos dentro da construção civil, segue alguns exemplos:

Alergia pelo Cimento Pedreiro com eczema alérgico crônico provocado por cimento; eczema irritado produzido por massa de cimento, o pedreiro apresenta irritação nas mãos provocada pelo contato frequente com a massa do cimento; eczema nos pés com infecção causada pelo cimento; servente de pedreiro com eczema e infecção nos pés provocados pelo contato diário de massa de cimento com os pés; queimadura pelo cimento, queda de massa ou calda de concreto dentro da bota de couro ou borracha.

Nos acidentes que resultam em invalidez permanente e incapacidade parcial permanente, a indústria da construção aparece em 3º e 4º lugares na frequência de acidentes. Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizar-se por sua guarda e conservação, usá-lo sempre que estiver em uma área ou realizando uma atividade de risco, são por essas e outras que existe a NR 18, para poupar a saúde dos colaboradores. O empregador tem o DEVER e OBRIGAÇÃO de fornecer os EPI’s para todos os colaboradores devendo ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho (com C.A.); sendo necessário treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado tornando o obrigatório o seu uso.

Ciclo de Vida do Produto: O que eu preciso saber?

Hoje iremos discorrer sobre uma das mais novas abordagens contidas na ISO 14001:2015: o pensamento baseado no ciclo de vida. Leia atentamente cada detalhe, pois este assunto é muito importante para seu sistema de gestão ambiental e a implicação deste tema pode te auxiliar a entender como pode ocorrer impactos e aspectos ambientais em suas operações.

Uma das novidades na nova versão da ISO 14001:2015 foi a inserção do pensamento baseado no ciclo de vida (CV). A norma define este termo, como:

“Estágios consecutivos e encadeados de um sistema de produto (ou serviço), desde a aquisição da matéria-prima ou de sua geração, a partir de recursos naturais até a disposição final.”

Em outras palavras o ciclo de vida diz respeito ao input inicial até o output final do produto. Para exemplificar melhor esta definição, veja a imagem a seguir:

ciclo-de-vida-do-produto

A imagem ilustra todos os elementos do ciclo de vida pertencentes a um Sistema de Gestão Ambiental. Em termos mais simples, o ciclo de vida é todo processo de transformação e processamento de uma matéria-prima em um produto acabado, o qual se encerra no momento em que o consumidor faz o descarte do item utilizado.

O conceito do ciclo de vida é importante pois ele auxilia as organizações na Gestão Ambiental além dos seus limites territoriais.

Isto acontece, uma vez que esta perspectiva amplia a visão, antes focada somente nos processos de fabricação, para outros elementos, como o consumidor.

Vamos supor que sua empresa fabrique algum produto que tenha algum resíduo sólido de alto impacto ambiental. Logo, seria inútil todo esforço para evitar o contato destes com o meio ambiente, pensando somente nos limites fabris, caso o seu consumidor final não seja alertado e orientado quanto ao método de uso e descarte deste item.

Para termos noção da relevância deste tema, atualmente as empresas de bateria de uso doméstico são obrigadas por lei a receberem de volta as pilhas já utilizadas, para assim dar um descarte adequado. Isto ocorre, pois estes produtos apresentam em sua composição materiais como: cádmio, chumbo, mercúrio, os quais são prejudiciais à saúde humana. Ou seja, estas empresas devem se importar com o ciclo de vida do seu produto tanto no início, na aquisição da matéria-prima, quanto na sua disposição final.

O pensamento baseado no ciclo de vida foi incluído na nova versão da ISO 14001 para ajudar as empresas identificarem os aspectos e impactos ambientais em todos seus processos internos quanto externos.

A relação do ciclo de vida com a ISO 14001

Na ISO 14001:2015 é possível verificar a todo momento a perspectiva do ciclo de vida, principalmente quando entendemos que há várias ocorrências de aspectos e impactos ambientais em diferentes situações de uma empresa.

Para exemplificar, vamos observar o requisito 8.1, da ISO 14001, que trata do planejamento e controle operacionais. Neste ponto da norma a empresa “deve estabelecer, implementar e controlar e manter os processos necessários para atender aos requisitos do Sistema de Gestão Ambiental…”. Em outras palavras, todas as operações contidas em uma determinada organização precisam ser acompanhadas de perto para estar de acordo com as exigências de um SGA.

Ao observar o requisito de planejamento e controle de operações, em consonância com o pensamento baseado no ciclo de vida a norma exige quatro ações:

  • Estabelecer formas de controlar todos os requisitos ambientais no projeto e desenvolvimento de um produto ou serviço, considerando todos estágios do ciclo de vida;
  • Determinar requisito(s) ambiental(is) para aquisição de produtos e serviços;
  • Comunicar seu(s) requisito(s) ambiental(is) pertinentes para provedores externos, incluindo contratados;
  • Considerar a necessidade de prover informações sobre potenciais impactos ambientais significativos associados com o transporte ou entrega, uso, tratamento pós-uso e disposição final dos seus produtos e serviços.

Todas estas ações são obrigatórias, sendo assim a organização precisa criar meios para cumprir elas. Perceba como o controle e planejamento das operações alcança tanto a entrada de matérias-primas como a forma de utilização do seu consumidor final.

Vale ressaltar que estas ações são muito importantes.

Existem várias situações que podem prejudicar seus objetivos empresarias.

Uma matéria-prima com alguma propriedade prejudicial ao meio ambiente, deve ser conduzida corretamente em seu processo de fabricação; uma embalagem que leva anos para se decompor no solo, deve ser descartada em locais apropriados pelo seu cliente; um produto com alto índices de periculosidade, deve ser transportado seguindo o maior rigor técnico necessário. Todas estas são atitudes que seu Sistema de Gestão Ambiental precisa englobar para evitar todo e qualquer impacto negativo ao ambiente.

O termo pensamento baseado no ciclo de vida ou a perspectiva do ciclo de vida indica a necessidade do gestor ambiental ter uma visão holística sobre tudo que envolve seu produto e serviço.

O que um vendedor de redes de proteção pode nos ensinar sobre confiar em nossos negócios?

O quanto acredita no seu trabalho determinará o seu sucesso ao tentar vender seu produto ou serviço. No texto de hoje, iremos comentar um case que envolve muita coragem e um toque de simplicidade quando o assunto é confiar no que faz. Vamos aprender com o empreendedor Luís Paulo lições valiosas para o sucesso de nossos negócios.

Na última quinta-feira, 16 de fevereiro, o jornal Extra fez questão de divulgar a notícia do empresário Luís Paulo, proprietário de uma empresa que fornece redes de proteção para apartamentos. Você deve estar se indagando: O que um empresário deste tipo fez para aparecer em um jornal de grande circulação? Será que a rede dele arrebentou e, com isso ocorreu alguma desgraça?

Calma! Não houve nenhum acidente.

Dificilmente um dono de uma empresa de pequeno porte apareceria em um jornal como o Extra, mas este empreendedor, simplesmente, tomou “A” atitude para se diferenciar de todos os seus concorrentes.

Mas qual foi o diferencial deste empresário?

Ele arriscou a sua vida por acreditar no seu produto!

Veja o vídeo:

A reportagem dizia que até a data de publicação já tinha mais de sete milhões de visualizações. Impressionante!

Sabe o melhor de tudo isso? Luís Paulo não fez nenhuma “super” produção em seu vídeo ou um grande investimento em mídias digitais.

Foi desta forma que este microempreendedor nos ensinou no mínimo duas lições poderosas para alcançarmos sucesso em nossa jornada empresarial.

1) Utilize os recursos que tem em mãos.

Quantos empresários criam limites em seus negócios por alegarem falta de recursos para efetuar determinada ação.

A escassez de recursos não pode ser uma desculpa para não realizarmos ações em prol do sucesso de sua organização. Argumentos como: “Ah! Eu não tenho dinheiro para investir em treinamento”; “Eu não vou criar nada nas redes sociais, pois eu não tenho uma equipe que faça isto por mim”; e “Eu não tenho estrutura para negociar com aquele cliente”, são alguns exemplos que devem ser extintos de nossos pensamentos.

Antes de rejeitar qualquer oportunidade por alegar falta de algo, observe tudo o que já tem em mãos.

Como foi ressaltado anteriormente, o Luís Paulo só tinha uma câmera de celular e uma ideia ousada. Com a somatória deste recurso físico mais a crença que seu produto garantiria sua sobrevivência, ele conseguiu viralizar seu negócio nas redes sociais.

2) Confie no seu produto, ele é o seu maior bem.

O que realmente fez a diferença na atitude do Luís Paulo foi o quanto ele confiou no que ele vendia, em termos mais técnicos ele acreditou na proposta de valor de seu produto, na qual era: Segurança.

Antes de oferecer o seu produto, responda: Eu acredito no meu produto? Quanto o meu produto é melhor que o do concorrente? Está claro para mim os benefícios e vantagens do meu serviço?

Sem convicção é impossível convencer alguém adquirir o que você produz. Ainda que seu produto precise ser melhorado, esteja convencido das garantias dele.

O Luís não hesitou em nenhum momento sobre a segurança oferecida por suas redes.

Quer mais um argumento do quanto este empreendedor confia em seu produto?

Olha o nome de sua empresa: Redes Salvar. O próprio nome demonstra o quanto ele está convicto das garantias do seu produto!

Para finalizar, olhe a resposta do Luís Paulo…

Ao ser questionado sobre sua coragem, observe atentamente as suas palavras:

Está sendo uma maravilha, uma benção de Deus. É bom demais ser reconhecido na rua. A todo lugar que chego as pessoas dizem: ‘Você tem coragem, eu não faria isso se fosse você’. Mas isso não é coragem, é confiança no que faço.

Surpreendente!

Ele realmente não perde a sua convicção diante dos comentários, pelo contrário ele tem uma resposta simples e ousada diante dos críticos: “Eu confio no que faço”

E você… tem mais alguma lição a ser retirada do case do Luís Paulo? Deixe aqui o seu comentário.

Universidade Templum: Um portal de conhecimento sobre Sistemas de Gestão feito exclusivamente para você.

Imagine uma plataforma online com tudo que você sempre precisou para aprimorar o seu conhecimento sobre Sistemas de Gestão. E tem mais… Muito conteúdo gratuito e com acesso ilimitado, sem restrição nenhuma quanto a hora ou data de acesso. Tudo carinhosamente elaborado por profissionais com anos de experiência quando o assunto é gestão empresarial.

E não para por aí…

Sabe aquele esforço solitário e contínuo para desenvolver documentos para seu sistema de gestão, pois bem se eu dissesse que você pode encontrar tudo em um único local.

Isto existe e se chama Universidade Templum!

Para comemorar o mês de aniversário da Templum, resolvemos presentear todos os apaixonados por qualidade com a criação da Universidade Templum. Treinamentos, webseminários e e-books todos reunidos em um único lugar!

Este projeto surgiu do anseio de cumprir nossa missão de “contribuir para um país mais forte por meio de empresas mais fortes”. A Universidade Templum é um passo importante na direção deste objetivo audacioso, pois todo o ensinamento disponível poderá capacitar o profissional com tudo que ele precisa saber para conduzir sua empresa na busca pela qualidade total.

Através do menu lateral, logo a esquerda, você conseguirá encontrar os temas dos conteúdos, nos quais são:

  • Gestão Empresarial;
  • ISO 14001;
  • ISO 22000;
  • ISO 9001;
  • PBQP-H.

Além disso, novos cursos estão sendo elaborados e em breve serão disponibilizados. O conteúdo disponível é constantemente atualizado e você sempre encontrará na Universidade Templum informações e dicas que se colocadas em prática poderão lhe ajudar a melhorar o resultado do processo mais simples ao mais elaborado em sua empresa.

Todo este esforço realizado pelo time da Templum foi desenvolvido seguindo um único pensamento: “Nós precisamos compartilhar conhecimento de qualidade e excelência para juntos construirmos um Brasil mais forte”.

Desta forma, a Universidade Templum surge como uma solução prática, simples e poderosa para aumentar o seu conhecimento e, principalmente as suas chances de sucesso nesta jornada empresarial.

Acesse: Universidade Templum

#brasilmaisforte

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Novas mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida trazem novas oportunidades para o setor de Construção Civil.

No dia 06 de fevereiro, o Ministérios das Cidades anunciou que o Governo Federal injetará mais dinheiro no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). O objetivo é contratar 610 mil unidades habitacionais para 2017, com isso serão acrescidos mais R$ 8,5 bilhões no orçamento já existente para subsídios e financiamentos.

Este investimento promete aquecer o setor de construção civil nos próximos meses, trazendo novas oportunidades de negócios para os empresários deste segmento.

As mudanças beneficiarão muitas pessoas desejosas em conquistar o seu primeiro imóvel.

O que mudou no MCMV?                                             

Entre as alterações mais importantes, para os que pretendem adquirir uma casa ou apartamento por meio do MCMV, englobam os seguintes requisitos: renda máxima, taxa de juros, valores dos subsídios e os tetos dos valores para o financiamento dos imóveis.

A tabela a seguir é um resumo com as principais alterações do MCMV.

Faixas Renda máxima Taxa de Juros Valores dos Subsídios
Faixa 1 Até R$ 1.800,00 5% a.a Não possui subsídios
Faixa 1,5 R$ 1.800,00 – R$ 2.600,00 5% a.a Até R$ 47.500,00
Faixa 2 R$ 2.600,00 – R$ 4.000,00 Entre 5,5% e 7% a.a Até R$ 29.000,00
Faixa 3 R$ 4.000,00 – R$ 9.000,00 Entre 8,6% e 9,16% a.a Não possui subsídios

 

Outro ponto de destaque, foram as mudanças nos tetos dos valores dos imóveis para utilização do financiamento. Por exemplo, nas capitas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, o valor que era de R$ 225.000,00 passou para R$ 240.000,00. Nas capitais do Norte e Nordeste, o teto de R$ 170.000,00 subiu para R$ 180.000,00.

Com as novas alterações, o MCMV abrangerá uma quantidade maior de pessoas. Anteriormente, o programa não abrangia as famílias que tinham a renda familiar entre R$ 6.500,00 e R$ 9.000,00. Logo, os proprietários de empresas de construção poderão mirar um novo público alvo e, com isso desenvolver novos tipos de produtos.

O que não mudou?

A exigência do PBQP-H, GERIC e as outras documentações obrigatórias continuam sendo aplicáveis para a sua organização.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, somos especialistas no PBQP-H.

O PBQP-H.

Para as incorporadoras aproveitarem esta grande oportunidade que o MCMV está proporcionando, elas devem estar em dia com o seu certificado do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat).

O PBQP-H é um programa organizado pelo Governo Federal, que tem como meta estruturar o setor da construção civil em torno da melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva. Tudo isto ocorre devido a qualificação das construtoras, mão de obra, entre outros agentes.

A adesão ao PBQP-H é um dos requisitos exigidos pelas instituições financeiras (exemplos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) para conseguir usufruir das vantagens do programa Minha Casa Minha Vida. Além do benefício de estar em concordância com uma das exigência dos bancos, o empresário estará implementando um programa, no qual dará subsídios para melhorar a gestão de todo seu negócio.

Como conseguir o PBQP-H?

A Templum Consultoria Ilimitada já ajudou centenas de empresas a conquistar o PBQP-H.

Veja o caso da Carvalho Forte, uma das parcerias de sucesso da Templum Consultoria:

Se você deseja mais esclarecimentos e informações sobre o PBQP-H, acesse o link: Como conseguir o PBQP-H?

Caso tenha mais alguma dúvida sobre o Programa, nos envie uma mensagem no campo de comentários que teremos o prazer em ajudar.

Não perca a oportunidade de aproveitar todas as mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida. Com certeza, muitos brasileiros estão ansiosos para conquistar o sonho da casa própria.

Gestão de Pessoas: Dicas para aumentar o envolvimento da sua equipe de trabalho.

Se comparamos uma empresa a um ser humano, a área de Gestão de Pessoas seria o coração da organização.

Responsável por bombear sangue oxigenado, o coração é um órgão vital para sobrevivência de todas as partes do nosso corpo. Da mesma maneira, podemos equiparar os departamentos responsáveis por gestão de pessoas, pois ele possui a responsabilidade de “oxigenar” o capital humano, ao ponto de manter a sua organização revigorada e pronta para as tarefas do dia a dia.

Assim como um coração doente prejudica o funcionamento de todo nosso organismo, uma má administração dos recursos humanos afeta toda equipe de trabalho.

Ainda que simples todo este exercício de comparação, ele serve para entendermos a relevância do setor de recursos humanos. Com isso, o objetivo deste post é fornecer dicas para aumentar o envolvimento de todo seu time de colaboradores.

Este assunto é tão importante, uma vez que o comprometimento dos colaboradores pode aumentar ou diminuir as chances de sucesso da sua jornada empresarial. Embora os empreendedores sejam pessoas fantásticas, por transformarem simples pensamentos em um propósito de vida, a dificuldade de envolver os recursos humanos em sua missão é, sem dúvidas, o seu principal desafio.

Não é preciso ser um expert para descobrir que a forma de conduzir seus funcionários está diretamente relacionada com o alcance dos seus propósitos empresariais. Por mais que seja difícil manter a produtividade da sua equipe em uma constância alta de crescimento, o gestor deve desenvolver algumas estratégias para extrair o melhor de todos eles.

A partir deste momento, vamos estudar algumas dicas práticas para gerir as pessoas do seu negócio.

Ensine seu pessoal a dividir o seu tempo de trabalho.

Muitos funcionários estão focados 100% em executar as atividades rotineiras de sua função. Passam longas horas do seu dia sem ao menos parar um tempo para refletir se existem outras modos de realizar seus procedimentos.

Foi-se tempo do Fordismo, onde a repetição exaustiva era o método principal de trabalhar.

Veja um trecho do filme “Tempos Modernos”, do brilhante Charles Chaplin, onde é relatado um pouco deste período tenebroso para os trabalhadores.

Cômico, mas terrível! Ainda existem empresas com o mesmo processo de produção daquela época.

Apesar de existirem cargos, nos quais necessitem de esforços repetitivos constante, o gestor de pessoas deve ensinar seus colaboradores a pensar além dos seus esforços rotineiros.

Por mais operacional que seja atribuição de determinado cargo/função, o tempo do pessoal da sua organização deve ser dividido entre atividades operacionais e momentos de reflexão.

Uma dica seria ensinar sua equipe de trabalho a dividir o tempo da seguinte maneira:

  • Investir 70% do tempo com as atividades principais;
  • Investir 20% do tempo para discutir e pensar em formas de como melhorar as atividades principais de sua função;
  • Investir 10% do tempo para discutir e pensar como a empresa poderia ser melhor.

Simplificando, imagine que sua equipe trabalhe 10 horas por semana (só estou supondo rsrsrs), logo 7 horas da sua jornada seria investido nas atividades do seu dia a dia, 2 horas para descobrir novos métodos de melhorar a forma de executar suas tarefas e apenas 60 minutos para discutir assuntos estratégicos para o sucesso do seu negócio.

Pense bem, esta técnica não pede para os seus funcionários fiquem 30% do tempo parado. Na verdade, 90% do tempo terá o foco exclusivo nas atribuições principais de sua função, já que 70% é utilizado para a execução e 20% para descobrir melhorias reais para a continuidade dos processos.

Defina objetivos da empresa de forma clara e precisa.

Toda e qualquer instituição deve ter seus objetivos bem definidos. Somente com a definição dos propósitos, a alta direção pode influenciar seu time a obter os melhores resultados.

Uma das ilustrações mais fantásticas sobre a importância de um propósito claro e conciso foi elaborada pelo famoso autor Napoleon Hill.

O escritor utiliza a figura de um comandante, no qual perde o controle do leme no meio do oceano. Por conseguinte, o navio começa a navegar sem rumo, além de comprometer o sucesso da viagem. Outro perigo eminente é a perca de combustível e energia, no qual pode deixar toda a tripulação perdida em alto mar.

Da mesma maneira é o comportamento de seu pessoal diante da indecisão dos líderes da organização. Sem um propósito definido o envolvimento e comprometimento dos seus colaboradores ficarão comprometidos.

Não basta ter um quadro com um design chamativo e uma frase de efeito expondo a missão da empresa. Ao contrário, gestores de pessoas devem apontar as funções e responsabilidades dos seus funcionários dentro dos propósitos da empresa. Somente desta forma, a missão se torna algo palpável e tangível.

Me permitam utilizar o meu exemplo.

Sou um dos redatores do Blog Certificação ISO, sendo assim uma das minhas principais atribuições é a produção de conteúdo para o Blog. Diante da missão de “contribuir para um país mais forte por meio de empresas mais fortes”, a Templum Consultoria, por meio da alta direção, entendeu a importância de criar um canal com conteúdo voltados para o fortalecimento das empresas. Assim, eu pesquiso e escrevo artigos voltados exclusivamente para o propósito desta missão.

Você consegue perceber como tudo fica mais fácil com objetivos claros e bem definidos? Por isso, simplifique a forma de comunicar os propósitos de sua organização.

Uma dica extra.

O problema recorrente de pequenos e médios empresários é a dificuldade de estabelecer uma forma real para gerenciar as pessoas de seu empreendimento.

Um Sistema de Gestão da Qualidade, como a ISO 9001, possui a gestão de pessoas na sua essência. Por isso, convido você a ler nosso artigo Como a ISO 9001 pode ajudar empresários a fazerem uma boa gestão de pessoas?

Os requisitos da ISO 9001, nos quais tratam sobre o gerenciamento de pessoas, são um ponto de partida inicial para potencializar os resultados do seu time de trabalho.