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Normas técnicas, cumprir ou não?

Uma norma técnica é um documento, normalmente produzido por um órgão oficialmente acreditado para tal, que estabelece regras, diretrizes, ou características acerca de um material, bem como as informações básicas para o consumidor do produto, processo ou serviço.

Elas podem estabelecer requisitos de qualidade, de desempenho, de segurança (seja no fornecimento de algo, no seu uso ou mesmo na sua destinação final), mas também podem estabelecer procedimentos, padronizar formas, dimensões, tipos, usos, fixar classificações ou terminologias e glossários, definir a maneira de medir ou determinar as características, como os métodos de ensaio.

As normas técnicas tem uma função orientadora, porém não apenas voltada para a qualidade mas são um instrumento de desenvolvimento.

A sua utilização traz diversos benefícios: elimina a variedade desnecessária, reduz custos operacionais, favorece a segurança, protege a saúde e o meio ambiente, permite a intercambialidade e incrementa a produtividade, mantendo a qualidade.

O cumprimento das normas técnicas é obrigatório para quem deseja entrar no mundo globalizado, o não cumprimento pode inviabilizar a exportação de produtos/serviços.

Embora não sejam leis, as normas técnicas tem força obrigatória, a não observância das normas técnicas assume de imediato um risco. Assumir um risco significa que se está consciente de um resultado lesivo. O descumprimento da norma implica em: sanção; punição; perda; gravame. Podendo trazer consequências desde indenização até processo de homicídio culposo ou doloso.

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O que é mais importante, Liderar ou Gerenciar?

Como todos já sabem, existem grandes diferenças entre liderar e gerenciar.

A diferença mais marcante entre um líder e um gerente é o comportamento. O gerente precisa ter autoridade, foca no controle e o líder inspira poder e confiança naturalmente. Um líder prioriza pessoas. O gerente prioriza sistemas e estruturas.

Segundo Peter Drucker e Warren Bennis, “gerenciar é fazer as coisas do jeito certo; liderar é fazer as coisas certas”.

Para uma empresa os atributos de um líder devem ser completados com os atributos de um gerente. Como nem sempre é possível que um gerente seja um líder, é indispensável que exista um equilíbrio entre as duas teorias, pois uma boa liderança sem uma gestão gera ilusões e o contrário pode gerar ações com baixa eficácia, muito esforço na direção errada. Pois a sobrevivência de uma empresa não depende de quanto esforço esta sendo feito e sim se este esforço esta sendo feito na direção correta.

Portanto podemos concluir que uma empresa precisa garantir o equilíbrio entre liderança e gerencia para obter resultados eficazes.

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“Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade”

Hoje falaremos de mais um dos famosos 14 princípios de Deming, este se refere à questão da inspeção da qualidade: “Deixe de depender da inspeção para atingir a qualidade. Elimine a necessidade de inspeção em massa, introduzindo a qualidade no produto desde seu primeiro estágio”.

Atualmente, após décadas da introdução dos conceitos da qualidade total, tal princípio já não se mostra tão impactante, mas imaginem a introdução desta ideia nos anos 50, onde qualidade era sinônimo de criar um grupo de inspetores para garantir que nenhum produto não conforme passasse para o cliente. Certamente foi uma forte mudança de paradigma.

A ideia de garantir a qualidade em cada etapa do processo, isto é, cada processo garante que nenhuma não conformidade passará para o próximo processo, é muito atraente para empresas que são focadas não só no curto, mas também no médio e longo prazo. Isso porque é muito mais rentável garantir a qualidade de cada processo do que pagar os altos preços de refugos/retrabalhos e do exército de inspetores. Fora os benefícios indiretos de confiabilidade do processo.

Nessa direção surgiu o conceito conhecido como Poka Yoke – desenvolvido pelo Sistema Toyota de Produção – que consiste em dispositivos a prova de erro. Pode parecer muito complicado, porém soluções simples podem garantir que o erro não passe para o próximo processo. Exemplos como, ventilador no fim de processos de embalagem para soprar para fora do sistema caixas vazias, carros com cambio automático que só dão partida quando o câmbio está na posição certa, conectores elétricos que só encaixam na posição correta, marcadores e sensores de reconhecimento que garantem que o processo seguinte só será iniciado se a marcação de confirmação do processo anterior for reconhecida, etc. demonstram como ideias simples (e algumas vezes baratas) podem garantir que os processos não gerem problemas no produto final.

Vale a dica de usar a criatividade para garantir que cada processo só passe para frente peças com qualidade assegurada!

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Ciclo PDCA – ISO 9001

Hoje abordaremos um dos tópicos mais comentados nas rodas de assunto sobre qualidade: o Ciclo PDCA. Tal conceito foi utilizado com grande êxito no Japão no pós-guerra. Junto com outras ferramentas, o PDCA foi um dos fundamentos trazido por Deming para impulsionar a reestruturação econômica Japonesa.

Como todos já sabem, a abreviatura PDCA se refere à: Plan, Do, Check, Act. Palavras simples para se traduzir do inglês para o português, porém, em muitos casos, o conceito por traz de cada uma delas não é completamente entendido por todas as organizações. Considerando os diversos projetos que já tive a oportunidade de acompanhar, fica claro que os conceitos do Plan e do Do, que consistem em levantar o estado atual, planejar o estado futuro, criar uma lista de ações e executá-las, já é amplamente utilizado. Mas após realização das ações, para que servem então o Check e o Act?

A idéia do Check e Act surge da seguinte consideração: A partir do momento que se realiza um projeto de melhoria em determinado processo, os padrões de como se trabalhar foram alterados. Ao iniciar os trabalhos com este novo padrão, a estabilidade do processo não será a mesma em comparação com o padrão antigo, o qual já era conhecido e dominado pelo time. Desta forma, após implementar o novo padrão, é necessário definir os limites de estabilidade aceitáveis para o processo e acompanhar de perto seu comportamento (“Check”). E a cada momento que os limites estabelecidos sejam ultrapassados é necessário definir uma nova ação para que a causa desta instabilidade seja eliminada (“Act”).

Um erro grave de conceito é acreditar que o projeto termina e que a melhoria foi concretizada após o fechamento de todas as ações do “Do”. Na verdade a melhoria do processo só pode ser garantida após a confirmação da estabilidade do processo com base nos novos padrões. Essa é exatamente a idéia intrínseca do “Check” & “Act”.

 

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Novos conceitos para a nova versão da ISO 9001

O conceito de uma gestão voltada para a qualidade mudou muito ao longo dos anos. Para comprovar essa tendência, basta comparar a primeira versão da norma ISO 9001 lançada em 1987 com a última publicada em 2008.

Cada vez mais existe a preocupação em obter uma visão geral da empresa ao invés de focar em alguns fragmentos de atividades dispersas controladas por um procedimento e, ao analisar o artigo* que foi publicado em março na “Quality Progress“ que cita quais os conceitos que podem ser inseridos na nova versão da ISO 9001 que deve ser lançada em 2015, temos a certeza que se hoje em grande parte dos segmentos a implementação dessa norma é opcional, com o tempo ela será obrigatória.

Isso porque conceitos empresariais que até hoje não eram discutidos, agora estão no centro de debates importantes, como por exemplo a utilização dos recursos financeiros pela organização, gestão dos riscos, gestão do conhecimento e outros indicados na tabela abaixo:

Isso demonstra que o ambiente empresarial vai ficar cada vez mais profissional e a empresa que não estiver preparada para trilhar esse caminho não conseguirá se manter no mercado de forma saudável.

Essa mudança na norma está prevista apenas para 2015, mas podemos nos antecipar e preparar a nossa organização para esse breve futuro.Vamos aproveitar o final do ano para programar 2012 para a mudança em nosso comportamento empresarial, buscando a melhoria da nossa empresa e do mercado.

Mãos à obra!

*http://asq.org/quality-progress/2011/03/standards-outlook/revisionist-history.html

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Ser Sustentável

Uma das definições mais usadas para o desenvolvimento sustentável é que ele seja capaz de suprir as necessidades atuais da população, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Ou seja, a idéia é crescer sem destruir o ambiente e esgotar os recursos naturais.

A sustentabilidade é representada pelo tripé (triple bottom line) que estão contidos os aspectos econômicos, ambientais e sociais que devem interagir de forma global para satisfazer o conceito.

Não levar em conta o aspecto ambiental pode trazer malefícios para os empresários, para os governantes e para a sociedade: sem matéria prima, sem consumidor e o planeta Terra destruído.

Além desses três aspectos existem outros dois mais subjetivos. São as questões políticas e culturais. Eles são importantes para qualquer análise do tripé já que leva em conta a premissa de que tudo está interligado.

O aspecto político tem a ver com a coerência entre o que é esperado do desenvolvimento sustentável e a prática adotada através das politicas das empresas e da sociedade.

Os aspectos culturais são essenciais no relacionamento empresa x empregados x comunidades, onde é necessário conhecer as limitações e vantagens culturais da sociedade que participa da organização. A cultura de determinado local pode ser útil para entender melhor a dinâmica da biodiversidade local.

O primeiro passo para uma organização contribuir para o desenvolvimento sustentável é implementar um sistema de gestão ambiental pois ele leva em conta os aspectos ambientais e os sociais relativos ao meio ambiente, além de trazer benefícios para a empresa.

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As tendências do ambiente empresarial na era digital

A era digital está nos obrigando a entrar na era do marketing eficiente”. Essa é uma frase extraída de um artigo de Philip Kotler (considerado a maior autoridade mundial em marketing da atualidade) que me chamou muito a atenção pela riqueza de detalhes que existe nessa afirmação.

Essa citação me levou a refletir sobre alguns aspectos da nossa atividade gerencial e em especial sobre o ambiente empresarial, uma vez que a tecnologia que nos bombardeia diariamente com milhares de dados a serem processados mudou a nossa forma de interação com o meio.

Hoje podemos ter acesso a qualquer tipo de informação em qualquer hora do dia, tornando os consumidores mais conscientes sobre o que esperam de produtos ou serviços oferecidos. Antes de fazer uma compra (principalmente aquelas com alto valor agregado), pesquisam detalhes sobre os atributos e as vantagens que irão receber, comparam preços, analisam atendimento e avaliam a qualidade com propriedade. A escolha final é realizada com prudência e a compra por impulso perde espaço nesse novo ambiente digital.

Então, diante desse novo consumidor é necessário criar uma nova empresa que seja capaz de encantar esse cliente ávido por novidades e benefícios. E detalhe: isso deve ser diário! As empresas deverão se reinventar constantemente para não perderem sua fatia no mercado.

Esse novo paradigma de comportamento empresarial nos faz pensar que mais do que agregar vantagens competitivas, temos que encontrar uma eficiência competitiva, ou seja, temos que entender com clareza a relação entre os resultados encontrados e os esforços empregados em todos os processos da empresa. É necessário realizar uma análise detalhada sobre a performance da organização e monitorar as tendências ao longo do tempo.

Esse entendimento fará com que sua empresa elimine o desnecessário e concentre seus esforços em aumentar a capacidade produtiva da empresa, com custos menores e maior eficácia. Tudo isso sem esquecer de atender aos requisitos estabelecidos pelo cliente, sejam estes declarados ou não e esteja apta a atender a esse novo consumidor.

Bom Trabalho!

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