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Sustentabilidade

A sustentabilidade é tema recorrente no mundo globalizado. Porém, é utilizada para que as empresas e as instituições façam marketing e coloquem seus produtos no mercado de forma mais aceitável. Não há um trabalho mais geral realizado junto à população para que ele se alie a proposta de uma vida sustentável e reforce a ação das empresas. Se é o indivíduo quem gera consumo, há que se fazer com que ele, cidadão, consuma de forma sustentável.
Daí a ideia de cidadania sustentável. Não bastaria somente as empresas, ainda que com olhar específico para o marketing, direcionem sua produção (de produtos ou serviços, inclusive na realização de quaisquer eventos) para o foco na sustentabilidade. São diversas as iniciativas do mundo corporativo e empresarial na atuação sustentável: utilização de energia limpa na produção industrial, redução na produção de lixo, inovação nos processos para que os produtos ocorram com o mínimo de impacto ambiental e que a matéria-prima tenha origem em fontes renováveis e que seus resíduos possam ser reutilizados, reciclagem de produtos, destinação correta dos residuos inaproveitáveis, neutralização de carbono, uso racional da água e de outros recursos minerais, preservação e recuperação de ambientes degrados, etc além das ações das administrações públicas como a construção de estações de tratamento de esgoto e de água, saneamento básico, o que repercute em medidas sanitárias que vão contribuir para a saúde da população.
No âmbito das empresas, todas as ações deixam muito claro que se referem a crescimento do market share e na relação evidente para que as pessoas consumam os produtos das empresas que assim agem. O poder público, por meio dos respectivos ministérios e secretarias estaduais, formata programas e mais programas, sempre como ação política e não com os objetivos de buscar a sustentabilidade.
Tanto o mundo empresarial como o poder público obtém sucesso em alguns projetos e em algumas ações. Porém, falta incluir o cidadão. É o indivíduo quem movimenta tudo isto e que necessita estar senbilizado e conscientizado em relação ao que é sustentabilidade e como pode contribuir para que ela seja um commons na sociedade moderna. Não basta, como afirmam muitos discursos marqueteiros, que a sociedade seja mais justa e mais equilibrada. Ela tem que ser sustentável. Sustentável sob a ótica de que os recursos devem ser utilizados de forma racional, na medida em que sejam necessários, sem impacto excessivo e além do necessário e que as populações futuras possam também deles se utilizar.
A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) discutiu, como temas centrais para o futuro da Humanidade, questões econômicas, sociais e políticas na busca de valores capazes de e para redirecionar a interação entre os seres humanos e a relação deles com o planeta. Dois eixos temáticos orientaram as discussoes da Rio+20: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza, e a estrutura institucional necessária para o desenvolvimento sustentável.
Tundisi (2000:4) afirma que o conceito de desenvolvimento sustentável passa pela entendimento de que a exploração dos recursos naturais se faça de forma que as futuras gerações tenham condições de utilizar os recursos e beneficiar-se de um processo “continuo e equilibrado, no qual a redução das desigualdades econômicas e sociais e a diminuição da pobreza sejam metas fundamentais”.
Acrescenta que passa também pela “preservação e restauração dos ecossistemas naturais, a reciclagem de materiais e o deslocamento das prioridades de um crescimento quantitativo para um crescimento qualitativo tem um papel importante”. (Tundisi, 2000: 4)
Eliezer Batista, ex-ministro de Minas e Energia do Brasil registra que a ideia original de sustentabilidade está ultrapassada. Para ele, o que se deve pensar a respeito de sustentabilidade nos dias de hoje incorpora a cultura, com o efeito de transversabilidade sobre todos os fatores que sustentabilidade envolva. É o que ele define como Gestão Integrada do Território, o que consolida a ideia original de ordenar o “mundo a partir do equilíbrio das vertentes social, econômica e ambiental”. (Batista, 2011: 44).
A gestão é uma verdadeira gestão transdisciplinar da realidade, arquitetada para que se institua uma nova forma de planejar, focada no desenvolvimento sustentável e fundamentada no fortalecimento do capital social. Batista (2011: 45) explica: essa visão pode ser interpretada como “uma medida integrada dos seus elementos constitutivos, inclusive as percepções dos cidadãos”.
Um processo integrado significa envolver não só as grandes corporações ou mesmo as pequenas e médias empresas, além das instituições, sejam elas de pesquisas cientíticas ou de atuação social. Envolve e exige que os cidadãos se integrem a essa ideia de integralidade. Eles não podem ser deixados de lado, pois são os elementos essenciais para que as estratégias de sustentabilidade das corporações se efetivem dentro da ideia de desenvolvimento sustentável. Evidente que o processo passa pela escola e pela educação. Principalmente nas escolas de negócio, como defende Ricardo Voltolini (2012: 58), para quem as escolas de negócio terão que mudar sua maneira de ensinar (aliás, isto é geral para todas as escolas e em todos nos níveis). “Se realmente quiser formar líderes, a escola não poderá apenas depositar conhecimento teórico na cabeça dos alunos ou treinar competências. Precisará, sim, desenvolver novos modelos mentais”. (Voltolini: 58)
E, conclui: “A saída, claro, está em incorporar a sustentabilidade nos programas de educação de gestores” e explica que isto deva ser feito de forma transdisciplinar que englobe as tradicionais disciplinas de macro e microeconomia, planejamento, marketing, estratégia e gestão de pessoas.
Ou seja, um universo que, obrigatoriamente, inclui as pessoas, os indivíduos, os consumidores. Porém, não de forma passiva mas sim integrados e atuantes nesse processo de verdadeira cidadania sustentável, porque envolve, além das coisas materiais, a convivência, o relacionamento, a sociabilidade.
A maneira de fazer isto é criar um processo de educação que envolva empresas e cidadãos de forma a gerar desenvolvimeno sustentável e estabelecer vínculos entre as corporações e os cidadãos para que ocorrra o desenvolvimento sustentável de forma efetiva, planejando-se e desenvolvendo-se critérios para um processo de educação que conduza ao objetivo geral.
Com isto, multiplicar o conhecimento e a conscientização sobre desenvolvimento sustentável, produzir e disseminar conhecimento sobre desenvolvimento sustentável, construir uma cultura social e econômica sobre desenvolvimento sustentável e colaborar para o posicionamento da comunidade a respeito de sustentabilidade.
Tais questões são possíveis, desde que observemos o que Paulo Freire defendeu, ou seja que a “leitura do mundo precede a leitura da palavra”. Devemos reler a condição atual do conceito de sustentabilidade, do entendimento como o mundo vê atualmente essa questão, ou seja, uma leitura do universo que será envolvido (cidadãos, empresas, instituições, poder público, escolas). Um verdadeiro levantamento do “estado da arte” sobre sustentabilidade existente no país atualmente, para que se tenha a compreensão e a reflexão crítica a respeito do assunto.


Referências

BATISTA, Eliezer. O novo paradigma da sustentabilidade.BIOMA: revista de sustentabilidade, recursos humanos e inovação. Ano 1. Nº 1. Julho/Agosto/Setembro. 2011

LOPES, Juliana. A arte de cultivar valores. IDEIA SUSTENTÁVEL. Edição nº 20. Trimestral. Junho 2010

MATHEUS, Carlos Eduardo; MORAES, America Jacintha de; CAFFAGNI, Carla Wanessa do Amaral. Educação para o Turismo Ambiental: vivências integradas e outras estratégias metodológicas. São Caros: RiMa, 2010

RODRIGUES, Augusto. Rio+20: o novo paradigma da sustentabilidade. BIOMA: Revista de Sustentabilidade, recursos humanos e inovação. Ano 1. Nº 3. Janeiro/Fevereiro/Março 2012

TUNDISI, José Galizia. Bases ecológicas para o desenvolvimento sustentado. In: CASTELLANO, Elisabete Gabriela; CHAUDHRY, Fazal Hussain. editores. Desenvolvimento Sustentado: Problemas e Estratégias. São Carlos: EESC-USP, 2000

VIANA, Gilney; SILVA, Marina; DINIZ, Nilo (org.). O desafio da sustentabilidade. São Paulo: Editora Perseu Abramo, 2011

VOLTOLINI, Ricardo. Educação de líderes em sustentabilidade. Reflexões breves e ligeiras. IDEIA SUSTENTÁVEL. Edição nº 27 Trimestral. Março 2012

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Benefícios da Certificação ISO

Existem diferentes tipos de certificações ISO, cada uma com suas propostas para as empresas. Independente disso todas tem em comum o objetivo de introduzir reformas, arrumar o que não está dando certo e incentivar a organização rumo à modernização administrativa.

A proposta da certificação ISO baseada na gestão da qualidade é oferecer vantagem competitiva e melhoria contínua, corrigindo erros, reduzindo custos e processos ineficientes. Todos ganham com isso: empresa, funcionários e clientes.

Existem inúmeros benefícios destas certificações, por isso vamos falar um pouco deles aqui para vocês.

ISO 9001 e suas vantagens

Esse sistema de gestão da qualidade de padrão internacional cujo propósito é melhorar o desempenho organizacional com foco nos negócios pode ser aplicado a qualquer porte de empresa, produto ou serviço.

Além de ampliar a competitividade no mercado e ter possibilidade de fazer novos negócios, a certificação ISO 9001 também pode aumentar o nível de organização interna, facilitar o controle da administração, melhorar a produtividade e aumentar os lucros.

Algumas empresas, atualmente, só realizam contratos com fornecedores que possuam essa certificação, por isso é cada vez mais necessário se readequar para obter mais uma vantagem competitiva.

Ele pode ser um ótimo caminho para uma organização que planeja seu crescimento ou expansão, também facilita na hora de treinar novos colaboradores ou para quando houver necessidade de substituições e quando existem atividades muito complexas na organização.

Confira alguns benefícios da certificação

Organização interna

Ao gerenciar os processos da empresa, cada colaborador saberá qual a sua função. Desta forma, as atividades são desenvolvidas de forma ordenada, com boa comunicação entre os setores. O dinamismo será um dos resultados deste mapeamento de processos.

Melhorias no desempenho dos negócios

Você estará na frente do concorrente ao possuir esta certificação. Usando os sistemas de gerenciamento todas as atividades são monitoradas, são estabelecidas metas e objetivos para  os setores da empresa, a medição de desempenhos e resultados é feita frequentemente. Você verá as melhorias em todos os departamentos em curto, médio e longo prazo.

Credibilidade da marca

Com a certificação sua empresa terá mais credibilidade no mercado, através da imagem de ser uma organização comprometida com a gestão de qualidade de seus produtos e⁄ou serviços prestados.

Redução de custos

Além da economia de recursos e desperdícios desnecessários, sua empresa reduzirá custos com o retrabalho, refugo, produtos com defeito, além de garantir mais rentabilidade e reconhecimento dos clientes.

Satisfação dos clientes

Essa é uma das etapas obrigatórias no processo de implantação da certificação ISO 9001. Medir a satisfação dos clientes é obrigatória. Você terá segurança de que todas as necessidades de seus clientes serão atendidas.

Colaboradores motivados

Com a ISO 9001, sua empresa alcançará níveis de excelência em gestão da qualidade e isso resulta em colaboradores mais participativos, pois a comunicação melhora, os processos definem padrões de eficiência no trabalho e envolvimento na solução de problemas. Seus colaboradores serão mais eficientes e se sentirão mais motivados.

O processo de implantação da ISO pode não ser tão simples, mas se houver dedicação e empenho de todas as pessoas e setores da empresa, com certeza ficará mais fácil. Motivar toda equipe na busca desta melhoria é fundamental para que dê certo.

A contratação de uma consultoria especializada é fundamental para o sucesso da implantação. Melhor ainda se esse trabalho não “pesar” no bolso da empresa, pois pode sair caro pagar o deslocamento e despesas de consultores durante este processo.

Templum oferece um sistema moderno de consultoria ilimitada, disponível 24 horas por dia, durante todos os dias da semana, através de consultores online. Toda orientação e acompanhamento são feitos através de uma nova maneira de fazer consultoria, mas com a mesma qualidade da consultoria tradicional. É prático, fácil e mais barato.

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SGI na indústria química: gestão completa e menos riscos

A produção de substâncias químicas até 2020 será pelo menos 85% maior que em 1995 – segundo pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). Por isso, os cuidados que envolvem todos os setores da indústria química são essenciais do ponto de vista da qualidade do produto ou serviço e satisfação do cliente, do meio ambiente e da segurança e saúde dos trabalhadores.

O Sistema de Gestão Integrado, SGI, garante cuidados nessas três vertentes através da ISO 9001 (gestão da qualidade), ISO 14001 (gestão ambiental) e OHSAS 18001 (segurança e saúde ocupacional).

Essa gestão integrada numa empresa fabricante de produtos químicos é desafiadora, mas garante, além da preocupação com o meio ambiente e a saúde do trabalhador, que haja mais interesse de grandes empresas nos produtos fornecidos ou dos próprios consumidores.

Empresa com mais controle corre menos riscos

A empresa química trabalha com produtos perigosos e voláteis em locais fechados, por isso precisa de muito controle e prevenção em diversos processos.

A ISO 9001 é para os procedimentos como, por exemplo, manuseio de produtos durante os processos. As vantagens dessa implementação envolvem todos os processos, com maior controle e inspeção em cada etapa.

A ISO 14001 garante à indústria química que seus produtos perigosos tenham um controle maior e uma Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), com planos de ação para os diversos casos de acidentes. Os benefícios da ISO 14001 envolvem a produção: laboratório com controle, classificação e descarte de resíduos; e administrativo, que classifica os resíduos.

E o OHSAS 18001 é para a saúde e segurança do trabalhador – para saber os riscos a fim de evitá-los. Há maior disposição do trabalhador, menor risco de acidente do trabalho e de pagar multas e indenizações.

As três implementações do SGI, juntas, garantem:

  • Maior fornecimento ao mercado, principalmente às grandes empresas;
  • Melhor controle de riscos e impactos ambientais;
  • Estoque mais organizado através do cadastro de todos os produtos e matérias-primas;
  • Maior cuidado com a vida dos trabalhadores;
  • Monitoramento da satisfação dos clientes.

ISO 14001: Gestão ambiental que abre portas para novos negócios

A gestão ambiental numa empresa é desafiadora, mas garante, além da preocupação com o meio ambiente, que haja mais interesse de grandes empresas nos produtos fornecidos ou dos próprios consumidores.

Portanto, a ISO 14001 é uma forte ferramenta de marketing, uma vez que o Sistema de Gestão Ambiental melhora operações e abre caminhos para novos negócios, através do controle de impactos significativos sobre o meio ambiente.

Todo negócio detém impactos ambientais em sua instalação e operação, mas é importante conhecê-los para saber administrá-los. Com isso, o desempenho do Sistema de Gestão Ambiental é melhorado como um todo.

Os principais benefícios da implementação da ISO 14001:

• Controle de custos;
• Diminuição dos riscos ambientais;
• Menos riscos de acidentes.

Além destes benefícios, quando a empresa começa o processo de implantação da norma há a adequação à legislação ambiental vigente, garantindo que a empresa está dentro de todos os quesitos legais, o que evita multas e questionamento dos órgãos ambientais.

Novos mercados surgem com a PNRS

A falada e nem tão conhecida PNRS, Política Nacional de Resíduos Sólidos,  lei 12.305/2010, que define prazo até agosto de 2014 para que as empresas eliminem totalmente o envio de resíduos sólidos industriais para aterros,  demandará uma gestão adequada dos resíduos gerados, e principalmente uma maior eficiência produtiva. Produzir cada vez mais consumindo cada vez menos insumos e matérias primas, focar na redução de aparas, resíduos, e tudo aquilo que não agrega  valor ao produto e gera fontes de contaminação  do solo, ar e água serão os pontos cruciais da gestão das empresas daqui para frente.

As empresas buscarão ferramentas que auxiliem a gestão do processo com foco em requisitos ambientais, entendendo e atendendo a legislação pertinente ao negócio,  definindo indicadores que demonstrem o sucesso das suas ações, através de monitoramento e medição dos seus principais aspectos ambientais. Nesse contexto, a implementação da ISO 14001 vem se tornando o objetivo de várias empresas, incluindo as pequenas e médias, que na ânsia de crescimento, se deparam com a necessidade de comprovar para a sociedade e seus potenciais clientes a sua responsabilidade e comprometimento ambiental.

Outro aspecto importante que demonstra  a consciência ambiental das empresas está no surgimento de empresas na internet focadas no comércio B2B para negociação de resíduos industriais. “Aquilo que é um resíduo para minha empresa pode ser matéria prima para outra”; com esse conceito temos várias empresas atuando na facilitação  do destino  desses resíduos, cadastrando potenciais fornecedores de resíduos e potenciais compradores.

Sem dúvida,  esse novo comércio facilitará muito a vida das empresas, pois cabe ressaltar que aquelas que não se enquadrarem à PNRS estarão sujeitas a multas ambientais que podem chegar até R$ 50 milhões. Vale a pena pesquisar: b2blue.combolsaderesiduos.com.br; entre outras que estão por vir!

Dificuldades na implementação da ISO 14001

A ISO 14001 é uma norma internacionalmente reconhecida que integra os motivos financeiros de uma organização à gestão dos impactos gerados pela sua atividade através da definição de requisitos para a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental.

O SGA promove a revisão do processo produtivo, identificando as atividades poluidoras, o desperdício de energia e as matérias-primas, de modo a organizar uma sistemática de monitoramento do Sistema de Gestão Ambiental, buscando alcançar o equilíbrio entre a proteção ambiental e as necessidades socioeconômicas.

Como qualquer outro sistema de gestão, a implementação da ISO 14001 requer mudanças e as maiores dificuldades encontradas estão relacionadas ao pessoal envolvido, ao processo produtivo e a fatores econômicos.

A de caráter econômico ocorre em função da dificuldade em disponibilizar recursos financeiros para possibilitar a aquisição de tecnologias mais avançadas visando adequação e melhoria dos processos, no que se refere à minimização dos impactos ambientais de determinadas atividades – uma dificuldade principalmente às micro e pequenas empresas. Outro ponto é o atendimento à legislação ambiental requerido pela norma que envolve aspectos burocráticos que pode retardar a certificação.

No entanto, a maior dificuldade de todas é aquela que diz respeito ao pessoal envolvido, uma vez que lidar com pessoas é sempre mais difícil devido à resistência às mudanças, a falta de comprometimento e a dificuldade em quebrar paradigmas.

Neutralizar as forças negativas que geram desmotivação no projeto é tão importante quanto fornecer recursos. É necessário que a empresa proponha ações de motivação e treinamento aos colaboradores para que eles assumam uma postura de respeito ao meio ambiente, assegurando práticas adequadas na execução de suas atividades.

Por esses motivos é importante o comprometimento da alta direção e a disseminação da política ambiental que declara os princípios e compromissos assumidos pela empresa em relação ao meio ambiente.

Pegada Ecológica

Pegada Ecológica

Hoje um dos temas mais frequentes em todos os meios de comunicação é a sustentabilidade, ainda mais com a discussões polêmicas como o novo código florestal aprovado em nosso congresso nacional, a proibição da distribuição de sacolas plásticas em supermercados e com a aproximação da Rio+20, evento que irá discutir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

Porém, essas discussões ainda permanecem muito no âmbito acadêmico e empresarial, mas na prática, como o estilo de vida de cada um de nós interfere no meio ambiente? Vocês já pararam para pensar nos impactos que as nossas ações cotidianas geram no consumo dos recursos naturais?

Pois bem, pensando nisso, algumas instituições criaram uma calculadora que mede esse impacto causado por cada um de nós no planeta e de acordo com o resultado, indica soluções que podem diminuir o valor encontrado. Esse cálculo é conhecido como Pegada Ecológica.

A seguir está um link para que possa fazer esse calculo e incluir pequenas ações em sua rotina para contribuir para um planeta mais saudável: http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/page/calculators/

E então, vamos aderir a essa pegada?

COLETA SELETIVA – CORES DE IDENTIFICAÇÃO

A reciclagem é um termo muito utilizado atualmente e significa reaproveitar materiais para fabricação de um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados, como papel, vidro, metal, plástico, etc. Reciclando os materiais reduzimos a utilização de fontes naturais e também diminuímos a utilização dos aterros.

A palavra reciclagem ganhou destaque a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de resíduos e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA, em sua Lei 6.938 considera que a reciclagem de resíduos deve ser incentivada, facilitada e expandida no país, para reduzir o consumo de matéria-prima, recursos naturais e não renováveis (energia e água), determinando assim um sistema de identificação de fácil visualização, de validade nacional. Essa lei determina código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletas e transportadoras, bem como nas campanhas informativas de coleta seletiva:

Esta lei então determina que as cores para os recicláveis sejam conforme abaixo:

Azul = Papel e Papelão

Vermelho = Plástico

Verde = Vidro

Amarelo = Metal

Preto = Madeira

Laranja = Resíduos perigosos

Branco = Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde

Roxo = Resíduos radioativos

Marrom = Resíduos orgânicos

Cinza = Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação

De acordo com esta codificação por cores fica fácil a identificação de todos os resíduos produzidos. Segue tabela com vários tipos de reciclável para ajudar na separação correta.

TABELA DE RECICLAGEM
Cristiane Gonçalves

Equipe

Passivos Ambientais

Em Junho de 2011, o Departamento de Meio Ambiente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), preocupado com as questões ambientais publicou um documento com “Informações Básicas sobre Áreas Contaminadas” disponível em http://www.fiesp.com.br/arquivos/2011/publicacao/Cartilha-DMA.pdf.

O documento destina-se a gerentes e técnicos que buscam informações sobre o gerenciamento das áreas contaminadas e a prevenção de novos passivos ambientais. Dentre outros tópicos o documento alerta para as sérias consequências financeiras que uma área contaminada pode acarretar à empresa. Na Alemanha os custos relacionados ao problema somam US$ 50 bilhões. Na União Europeia foram identificadas cerca de 300 mil áreas contaminadas, sendo cerca de 100 mil somente na Holanda. No estado de São Paulo, em 2010 forem catalogadas cerca de 3.675 áreas contaminadas, que podem ser acessadas em http://www.cetesb.sp.gov.br/areas-contaminadas/relacoes-de-areas-contaminadas/15-publicacoes.

A preocupação com contaminação ambiental deve estar presente antes mesmo do inicio de operação de sua empresa/indústria, ainda na fase de aquisição do terreno, imóveis e privatizações. É recomendável que se faça uma investigação ambiental, a fim de verificar a existência de passivos ambientais antes de adquirir novos “sites” para sua empresa, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental precaem sob os novos proprietários, que devem arcar com os custos de Avaliação Preliminar, Investigação Confirmatória, Investigação Detalhada, Monitoramento, Reabilitação, Remediação, conforme o caso.

Conforme já foi abordado anteriormente neste blog, (Passivo Ambiental – http://certificacaoiso.com.br/passivo-ambiental/) a existência de um passivo ambiental interfere diretamente na certificação da ISO 14001, portanto fique atento.

Boa sorte nessa jornada.

Aline Tonon

Equipe .

Ser Sustentável

Uma das definições mais usadas para o desenvolvimento sustentável é que ele seja capaz de suprir as necessidades atuais da população, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Ou seja, a idéia é crescer sem destruir o ambiente e esgotar os recursos naturais.

A sustentabilidade é representada pelo tripé (triple bottom line) que estão contidos os aspectos econômicos, ambientais e sociais que devem interagir de forma global para satisfazer o conceito.

Não levar em conta o aspecto ambiental pode trazer malefícios para os empresários, para os governantes e para a sociedade: sem matéria prima, sem consumidor e o planeta Terra destruído.

Além desses três aspectos existem outros dois mais subjetivos. São as questões políticas e culturais. Eles são importantes para qualquer análise do tripé já que leva em conta a premissa de que tudo está interligado.

O aspecto político tem a ver com a coerência entre o que é esperado do desenvolvimento sustentável e a prática adotada através das politicas das empresas e da sociedade.

Os aspectos culturais são essenciais no relacionamento empresa x empregados x comunidades, onde é necessário conhecer as limitações e vantagens culturais da sociedade que participa da organização. A cultura de determinado local pode ser útil para entender melhor a dinâmica da biodiversidade local.

O primeiro passo para uma organização contribuir para o desenvolvimento sustentável é implementar um sistema de gestão ambiental pois ele leva em conta os aspectos ambientais e os sociais relativos ao meio ambiente, além de trazer benefícios para a empresa.