SGI na indústria química: gestão completa e menos riscos

A produção de substâncias químicas até 2020 será pelo menos 85% maior que em 1995 – segundo pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD). Por isso, os cuidados que envolvem todos os setores da indústria química são essenciais do ponto de vista da qualidade do produto ou serviço e satisfação do cliente, do meio ambiente e da segurança e saúde dos trabalhadores.

O Sistema de Gestão Integrado, SGI, garante cuidados nessas três vertentes através da ISO 9001 (gestão da qualidade), ISO 14001 (gestão ambiental) e OHSAS 18001 (segurança e saúde ocupacional).

Essa gestão integrada numa empresa fabricante de produtos químicos é desafiadora, mas garante, além da preocupação com o meio ambiente e a saúde do trabalhador, que haja mais interesse de grandes empresas nos produtos fornecidos ou dos próprios consumidores.

Empresa com mais controle corre menos riscos

A empresa química trabalha com produtos perigosos e voláteis em locais fechados, por isso precisa de muito controle e prevenção em diversos processos.

A ISO 9001 é para os procedimentos como, por exemplo, manuseio de produtos durante os processos. As vantagens dessa implementação envolvem todos os processos, com maior controle e inspeção em cada etapa.

A ISO 14001 garante à indústria química que seus produtos perigosos tenham um controle maior e uma Ficha de Informação de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ), com planos de ação para os diversos casos de acidentes. Os benefícios da ISO 14001 envolvem a produção: laboratório com controle, classificação e descarte de resíduos; e administrativo, que classifica os resíduos.

E o OHSAS 18001 é para a saúde e segurança do trabalhador – para saber os riscos a fim de evitá-los. Há maior disposição do trabalhador, menor risco de acidente do trabalho e de pagar multas e indenizações.

As três implementações do SGI, juntas, garantem:

  • Maior fornecimento ao mercado, principalmente às grandes empresas;
  • Melhor controle de riscos e impactos ambientais;
  • Estoque mais organizado através do cadastro de todos os produtos e matérias-primas;
  • Maior cuidado com a vida dos trabalhadores;
  • Monitoramento da satisfação dos clientes.

ISO 14001: Gestão ambiental que abre portas para novos negócios

A gestão ambiental numa empresa é desafiadora, mas garante, além da preocupação com o meio ambiente, que haja mais interesse de grandes empresas nos produtos fornecidos ou dos próprios consumidores.

Portanto, a ISO 14001 é uma forte ferramenta de marketing, uma vez que o Sistema de Gestão Ambiental melhora operações e abre caminhos para novos negócios, através do controle de impactos significativos sobre o meio ambiente.

Todo negócio detém impactos ambientais em sua instalação e operação, mas é importante conhecê-los para saber administrá-los. Com isso, o desempenho do Sistema de Gestão Ambiental é melhorado como um todo.

Os principais benefícios da implementação da ISO 14001:

• Controle de custos;
• Diminuição dos riscos ambientais;
• Menos riscos de acidentes.

Além destes benefícios, quando a empresa começa o processo de implantação da norma há a adequação à legislação ambiental vigente, garantindo que a empresa está dentro de todos os quesitos legais, o que evita multas e questionamento dos órgãos ambientais.

Novos mercados surgem com a PNRS

A falada e nem tão conhecida PNRS, Política Nacional de Resíduos Sólidos,  lei 12.305/2010, que define prazo até agosto de 2014 para que as empresas eliminem totalmente o envio de resíduos sólidos industriais para aterros,  demandará uma gestão adequada dos resíduos gerados, e principalmente uma maior eficiência produtiva. Produzir cada vez mais consumindo cada vez menos insumos e matérias primas, focar na redução de aparas, resíduos, e tudo aquilo que não agrega  valor ao produto e gera fontes de contaminação  do solo, ar e água serão os pontos cruciais da gestão das empresas daqui para frente.

As empresas buscarão ferramentas que auxiliem a gestão do processo com foco em requisitos ambientais, entendendo e atendendo a legislação pertinente ao negócio,  definindo indicadores que demonstrem o sucesso das suas ações, através de monitoramento e medição dos seus principais aspectos ambientais. Nesse contexto, a implementação da ISO 14001 vem se tornando o objetivo de várias empresas, incluindo as pequenas e médias, que na ânsia de crescimento, se deparam com a necessidade de comprovar para a sociedade e seus potenciais clientes a sua responsabilidade e comprometimento ambiental.

Outro aspecto importante que demonstra  a consciência ambiental das empresas está no surgimento de empresas na internet focadas no comércio B2B para negociação de resíduos industriais. “Aquilo que é um resíduo para minha empresa pode ser matéria prima para outra”; com esse conceito temos várias empresas atuando na facilitação  do destino  desses resíduos, cadastrando potenciais fornecedores de resíduos e potenciais compradores.

Sem dúvida,  esse novo comércio facilitará muito a vida das empresas, pois cabe ressaltar que aquelas que não se enquadrarem à PNRS estarão sujeitas a multas ambientais que podem chegar até R$ 50 milhões. Vale a pena pesquisar: b2blue.combolsaderesiduos.com.br; entre outras que estão por vir!

Dificuldades na implementação da ISO 14001

A ISO 14001 é uma norma internacionalmente reconhecida que integra os motivos financeiros de uma organização à gestão dos impactos gerados pela sua atividade através da definição de requisitos para a implementação de um Sistema de Gestão Ambiental.

O SGA promove a revisão do processo produtivo, identificando as atividades poluidoras, o desperdício de energia e as matérias-primas, de modo a organizar uma sistemática de monitoramento do Sistema de Gestão Ambiental, buscando alcançar o equilíbrio entre a proteção ambiental e as necessidades socioeconômicas.

Como qualquer outro sistema de gestão, a implementação da ISO 14001 requer mudanças e as maiores dificuldades encontradas estão relacionadas ao pessoal envolvido, ao processo produtivo e a fatores econômicos.

A de caráter econômico ocorre em função da dificuldade em disponibilizar recursos financeiros para possibilitar a aquisição de tecnologias mais avançadas visando adequação e melhoria dos processos, no que se refere à minimização dos impactos ambientais de determinadas atividades – uma dificuldade principalmente às micro e pequenas empresas. Outro ponto é o atendimento à legislação ambiental requerido pela norma que envolve aspectos burocráticos que pode retardar a certificação.

No entanto, a maior dificuldade de todas é aquela que diz respeito ao pessoal envolvido, uma vez que lidar com pessoas é sempre mais difícil devido à resistência às mudanças, a falta de comprometimento e a dificuldade em quebrar paradigmas.

Neutralizar as forças negativas que geram desmotivação no projeto é tão importante quanto fornecer recursos. É necessário que a empresa proponha ações de motivação e treinamento aos colaboradores para que eles assumam uma postura de respeito ao meio ambiente, assegurando práticas adequadas na execução de suas atividades.

Por esses motivos é importante o comprometimento da alta direção e a disseminação da política ambiental que declara os princípios e compromissos assumidos pela empresa em relação ao meio ambiente.

Pegada Ecológica

Pegada Ecológica

Hoje um dos temas mais frequentes em todos os meios de comunicação é a sustentabilidade, ainda mais com a discussões polêmicas como o novo código florestal aprovado em nosso congresso nacional, a proibição da distribuição de sacolas plásticas em supermercados e com a aproximação da Rio+20, evento que irá discutir a agenda do desenvolvimento sustentável para as próximas décadas.

Porém, essas discussões ainda permanecem muito no âmbito acadêmico e empresarial, mas na prática, como o estilo de vida de cada um de nós interfere no meio ambiente? Vocês já pararam para pensar nos impactos que as nossas ações cotidianas geram no consumo dos recursos naturais?

Pois bem, pensando nisso, algumas instituições criaram uma calculadora que mede esse impacto causado por cada um de nós no planeta e de acordo com o resultado, indica soluções que podem diminuir o valor encontrado. Esse cálculo é conhecido como Pegada Ecológica.

A seguir está um link para que possa fazer esse calculo e incluir pequenas ações em sua rotina para contribuir para um planeta mais saudável: http://www.footprintnetwork.org/en/index.php/GFN/page/calculators/

E então, vamos aderir a essa pegada?

COLETA SELETIVA – CORES DE IDENTIFICAÇÃO

A reciclagem é um termo muito utilizado atualmente e significa reaproveitar materiais para fabricação de um novo produto. Muitos materiais podem ser reciclados, como papel, vidro, metal, plástico, etc. Reciclando os materiais reduzimos a utilização de fontes naturais e também diminuímos a utilização dos aterros.

A palavra reciclagem ganhou destaque a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente, e que havia falta de espaço para a disposição de resíduos e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).

O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE – CONAMA, em sua Lei 6.938 considera que a reciclagem de resíduos deve ser incentivada, facilitada e expandida no país, para reduzir o consumo de matéria-prima, recursos naturais e não renováveis (energia e água), determinando assim um sistema de identificação de fácil visualização, de validade nacional. Essa lei determina código de cores para os diferentes tipos de resíduos, a ser adotado na identificação de coletas e transportadoras, bem como nas campanhas informativas de coleta seletiva:

Esta lei então determina que as cores para os recicláveis sejam conforme abaixo:

Azul = Papel e Papelão

Vermelho = Plástico

Verde = Vidro

Amarelo = Metal

Preto = Madeira

Laranja = Resíduos perigosos

Branco = Resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde

Roxo = Resíduos radioativos

Marrom = Resíduos orgânicos

Cinza = Resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação

De acordo com esta codificação por cores fica fácil a identificação de todos os resíduos produzidos. Segue tabela com vários tipos de reciclável para ajudar na separação correta.

TABELA DE RECICLAGEM
Cristiane Gonçalves

Equipe

Passivos Ambientais

Em Junho de 2011, o Departamento de Meio Ambiente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), preocupado com as questões ambientais publicou um documento com “Informações Básicas sobre Áreas Contaminadas” disponível em http://www.fiesp.com.br/arquivos/2011/publicacao/Cartilha-DMA.pdf.

O documento destina-se a gerentes e técnicos que buscam informações sobre o gerenciamento das áreas contaminadas e a prevenção de novos passivos ambientais. Dentre outros tópicos o documento alerta para as sérias consequências financeiras que uma área contaminada pode acarretar à empresa. Na Alemanha os custos relacionados ao problema somam US$ 50 bilhões. Na União Europeia foram identificadas cerca de 300 mil áreas contaminadas, sendo cerca de 100 mil somente na Holanda. No estado de São Paulo, em 2010 forem catalogadas cerca de 3.675 áreas contaminadas, que podem ser acessadas em http://www.cetesb.sp.gov.br/areas-contaminadas/relacoes-de-areas-contaminadas/15-publicacoes.

A preocupação com contaminação ambiental deve estar presente antes mesmo do inicio de operação de sua empresa/indústria, ainda na fase de aquisição do terreno, imóveis e privatizações. É recomendável que se faça uma investigação ambiental, a fim de verificar a existência de passivos ambientais antes de adquirir novos “sites” para sua empresa, pois a responsabilidade e a obrigação da restauração ambiental precaem sob os novos proprietários, que devem arcar com os custos de Avaliação Preliminar, Investigação Confirmatória, Investigação Detalhada, Monitoramento, Reabilitação, Remediação, conforme o caso.

Conforme já foi abordado anteriormente neste blog, (Passivo Ambiental – http://certificacaoiso.com.br/passivo-ambiental/) a existência de um passivo ambiental interfere diretamente na certificação da ISO 14001, portanto fique atento.

Boa sorte nessa jornada.

Aline Tonon

Equipe .

Ser Sustentável

Uma das definições mais usadas para o desenvolvimento sustentável é que ele seja capaz de suprir as necessidades atuais da população, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Ou seja, a idéia é crescer sem destruir o ambiente e esgotar os recursos naturais.

A sustentabilidade é representada pelo tripé (triple bottom line) que estão contidos os aspectos econômicos, ambientais e sociais que devem interagir de forma global para satisfazer o conceito.

Não levar em conta o aspecto ambiental pode trazer malefícios para os empresários, para os governantes e para a sociedade: sem matéria prima, sem consumidor e o planeta Terra destruído.

Além desses três aspectos existem outros dois mais subjetivos. São as questões políticas e culturais. Eles são importantes para qualquer análise do tripé já que leva em conta a premissa de que tudo está interligado.

O aspecto político tem a ver com a coerência entre o que é esperado do desenvolvimento sustentável e a prática adotada através das politicas das empresas e da sociedade.

Os aspectos culturais são essenciais no relacionamento empresa x empregados x comunidades, onde é necessário conhecer as limitações e vantagens culturais da sociedade que participa da organização. A cultura de determinado local pode ser útil para entender melhor a dinâmica da biodiversidade local.

O primeiro passo para uma organização contribuir para o desenvolvimento sustentável é implementar um sistema de gestão ambiental pois ele leva em conta os aspectos ambientais e os sociais relativos ao meio ambiente, além de trazer benefícios para a empresa.

Comitê Ambiental

 

Um dos requisitos da norma ISO 14001 é estabelecer, implementar e manter programa(s) para atingir seus objetivos. Um das formas de cumprir esse requisito é com a formação de um comitê de gestão ambiental.

O Comitê Ambiental deve implementar meios para atingir os objetivos do sistema de gestão ambiental. Sempre visando à prevenção da poluição do meio ambiente.

Este comitê pode e deve ser composto por colaboradores das mais diversas funções, garantindo um caráter heterogêneo e multidisciplinar. O que proporciona melhor troca de informações e gera um número maior e melhor de ideias.

Os membros do Comitê devem ser empenhados na busca da melhoria continua do sistema de gestão ambiental e devem se reunir periodicamente para a troca de informações e o planejamento de estratégias para alcançar os objetivos e metas definidos pela organização.

Resumindo, o comitê precisa de:

 

  • Diversidade: o comitê pode ser formado por um representante de cada setor, inclusive da área de gestão de pessoas, valorizando o trabalho em equipe e evitando decisões isoladas.
  • Quantidade de membros: não existe um número exato de profissionais que precisam fazer parte do comitê, porém é importante que haja profissionais suficientes para possibilitar a troca profunda e constante de informações sobre o SGA em toda a empresa, mas que não seja excessivo a ponto de tornar contraproducentes as reuniões do grupo.
  • Habilidades: os membros do grupo precisam ter as seguintes habilidades desenvolvidas: flexibilidade, comunicação e dinamismo.

E o principal: os membros do comitê devem estar empenhados na prevenção do meio ambiente.

Como identificar aspecto e impacto ambiental

Um dos requisitos das norma ISO 14001 é estabelecer, implementar e manter procedimentos para identificar os aspectos e impactos ambientais decorrentes das atividades de uma organização.

Mas qual a diferença entre aspecto ambiental e impacto ambiental?

Aspectos ambientais são entendidos como elementos das atividades, produtos ou serviços de uma organização que podem interagir com o meio ambiente, causando ou podendo causar impactos ambientais, positivos ou negativos.

Impactos ambientais são quaisquer modificações do meio ambiente, positiva ou negativa, resultante ou não dos aspectos ambientais da organização.

Resumindo, aspecto ambiental é a causa e impacto ambiental é o efeito. Veja o exemplo abaixo:

Aspecto Ambiental Impacto Ambiental
Consumo de água Esgotamento de recursos hídricos
Descarte de resíduos sólidos Contaminação do solo
Produção de emissões atmosféricas Alteração da qualidade do ar

 

A identificação de aspectos e impactos ambientais de uma organização é umas das etapas mais importantes da implementação do sistema de gestão ambiental.

Uma das maneiras de realizar esta identificação pode ser a construção de uma matriz que relacione os aspectos e impactos ambientais. Esta ferramenta auxilia também na classificação e determinação de sua significância.