Comitê Ambiental

 

Um dos requisitos da norma ISO 14001 é estabelecer, implementar e manter programa(s) para atingir seus objetivos. Um das formas de cumprir esse requisito é com a formação de um comitê de gestão ambiental.

O Comitê Ambiental deve implementar meios para atingir os objetivos do sistema de gestão ambiental. Sempre visando à prevenção da poluição do meio ambiente.

Este comitê pode e deve ser composto por colaboradores das mais diversas funções, garantindo um caráter heterogêneo e multidisciplinar. O que proporciona melhor troca de informações e gera um número maior e melhor de ideias.

Os membros do Comitê devem ser empenhados na busca da melhoria continua do sistema de gestão ambiental e devem se reunir periodicamente para a troca de informações e o planejamento de estratégias para alcançar os objetivos e metas definidos pela organização.

Resumindo, o comitê precisa de:

 

  • Diversidade: o comitê pode ser formado por um representante de cada setor, inclusive da área de gestão de pessoas, valorizando o trabalho em equipe e evitando decisões isoladas.
  • Quantidade de membros: não existe um número exato de profissionais que precisam fazer parte do comitê, porém é importante que haja profissionais suficientes para possibilitar a troca profunda e constante de informações sobre o SGA em toda a empresa, mas que não seja excessivo a ponto de tornar contraproducentes as reuniões do grupo.
  • Habilidades: os membros do grupo precisam ter as seguintes habilidades desenvolvidas: flexibilidade, comunicação e dinamismo.

E o principal: os membros do comitê devem estar empenhados na prevenção do meio ambiente.

Como identificar aspecto e impacto ambiental

Um dos requisitos das norma ISO 14001 é estabelecer, implementar e manter procedimentos para identificar os aspectos e impactos ambientais decorrentes das atividades de uma organização.

Mas qual a diferença entre aspecto ambiental e impacto ambiental?

Aspectos ambientais são entendidos como elementos das atividades, produtos ou serviços de uma organização que podem interagir com o meio ambiente, causando ou podendo causar impactos ambientais, positivos ou negativos.

Impactos ambientais são quaisquer modificações do meio ambiente, positiva ou negativa, resultante ou não dos aspectos ambientais da organização.

Resumindo, aspecto ambiental é a causa e impacto ambiental é o efeito. Veja o exemplo abaixo:

Aspecto Ambiental Impacto Ambiental
Consumo de água Esgotamento de recursos hídricos
Descarte de resíduos sólidos Contaminação do solo
Produção de emissões atmosféricas Alteração da qualidade do ar

 

A identificação de aspectos e impactos ambientais de uma organização é umas das etapas mais importantes da implementação do sistema de gestão ambiental.

Uma das maneiras de realizar esta identificação pode ser a construção de uma matriz que relacione os aspectos e impactos ambientais. Esta ferramenta auxilia também na classificação e determinação de sua significância.

 

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ISO 14001 e as pequenas e médias empresas

A preocupação com o meio ambiente cresce cada vez mais, principalmente por causa das grandes mudanças climáticas que estão ocorrendo. Se essas mudanças serão drásticas ou não, a realidade demonstra que ninguém quer pagar pra ver.

É muito falado que empresas de pequeno e médio porte não impactam o meio ambiente tanto quanto as empresas de grande porte. Em parte, esta afirmação é verdadeira. Porém, as pequenas e médias empresas, por serem mais numerosas que as de grande porte, passam a ter um efeito acumulativo.

Uma das maneiras da organização preservar o meio ambiente e ainda desenvolver-se é através da implantação de um sistema de gestão ambiental. A norma internacional ISO 14001 dá as diretrizes para a implementação desse sistema.

Além disso, a ISO 14001 é de aplicabilidade a todos os tipos e portes de organização, em variadas condições geográficas, culturais, sociais. Ela permitirá um aprimoramento contínuo do processo, alcançando o equilíbrio entre proteção ambiental e necessidades socioeconômicas.

A certificação ISO 14001 em pequenas e médias empresas traz diversos benefícios como:

  • Maior satisfação dos clientes, em virtude de preferência por produtos ambientalmente corretos;
  • Melhoria da imagem e reputação da empresa junto aos agentes protetores do meio ambiente;
  • Conquista de novos mercados em virtude da possibilidade de atuação em determinados nichos (possibilidade de atuar em mercado internacional);
  • Redução dos riscos com penalidades legais e acidentes no processo produtivo;
  • Melhoria da administração da empresa, com melhor controle dos processos organizacionais, precisão nas informações, atribuição das responsabilidades e auxílio na solução de problemas;
  • Maior permanência do produto no mercado pela não-existência de reações negativas por parte dos consumidores;
  • Maior facilidade de obtenção de financiamento, em virtude da existência de linhas especiais para credito a empresas, as quais, tem critérios relacionados aos aspectos ambientais;
  • Demonstrar a clientes, vizinhos e acionistas a existência de um sistema ambiental bem estruturado, o qual pode proporciona vantagens sobre as empresas.

A tendência é que a implantação dessa norma deva seguir o mesmo caminho da ISO 9001, servindo como um fator determinante na realização de negócios, tornando-se um pré-requisito para transações entre clientes e fornecedores, tanto domésticos como internacionais.

Saiu no jornal Valor: Consciência ecológica é prioridade para gestão

Matéria interessante publicada no jornal “Valor Econômico”, de 29/04/2011: Consciência ecológica é prioridade para gestão

Práticas sustentáveis ganham espaço entre as micro e pequenas empresasbrasileiras, que assim conseguem se diferenciar entre concorrentes, reforçar sua marca no mercado e agregar valor aos produtos, ampliando lucros.

Com 13 lojas, das quais 11 no Estado de São Paulo, uma em Londrina(PR) e outra em Florianópolis (SC), a rede de lavanderias Lavaseccoaderiu à preocupação sustentável em abril de 2005, quando foi inaugurada sua primeira loja. A empresa, cujo público alvo é formadopelas classes A e B, adotou a lavagem a seco de roupas, em vezutilizar água. Em 2008, com a expansão da marca e sugestões defranqueados e de clientes, foi a vez de ampliar as práticassustentáveis. Criou-se o programa “Atitude Eco Lavasecco”, com açõesvoltadas para reduzir, reutilizar e reciclar materiais.

“Em diversos eventos de que participamos, vimos que teríamos de estarpreparados para o consumidor do futuro, que estará cada vez maispreocupado com a sustentabilidade”, diz a gerente de marketing eexpansão da Lavasecco, Alessandra Oricchio. A primeira ação foisimples: o porta tíquete dado a todos os consumidores da rede. Todasas lavanderias utilizavam plástico no material. A empresa fez um testecom um porta tíquete feito de papel reciclado. Os clientes gostaram eo plástico foi totalmente substituído na rede.

O sucesso da solução fez com que a equipe repensasse outras práticas. “Nossa ideia é chegar 60 lojas até o fim da década. Esse crescimentovai causar impacto ambiental maior e queremos mitigar esse impacto”,afirma Alessandra. A empresa tenta reduzir o uso de embalagensplásticas nas roupas, acondicionando em uma mesma embalagem duas outrês peças. Com essa solução, reduziu-se em 15% o consumo de plásticoem todas as unidades da rede. Agora a empresa está estudando investirpara substituir o plástico convencional pelo plásticooxibiodegradável. “Não é a solução perfeita, mas há uma melhoria”, diz.

Os cabides, que eram de arame revestido de plástico, dificultavam areciclagem. A ideia foi usar um cabide ecológico, feito de papel maisresistente e no qual o gancho é de poliestireno reciclado. Com isso, aempresa conseguiu tirar do mercado aproximadamente 40 mil cabides por mês.

O uso de material mais sustentável pode representar economia no fim domês. Um exemplo é a Patroni Pizza, fundada em 1984 em São Paulo. Nofim de 2005, a rede de pizzarias resolveu estudar quais ativospoderiam ser valorizados para aumentar seu reconhecimento no mercado eo que poderia ser feito para reduzir custos. Nesse momento, viu-se quea empresa poderia inovar nos fornos à lenha em que as pizzas eramassadas. Todos os dias queimavam-se muitos quilos de lenha, mas todo oprocesso poderia ser substituído por briquetes, um produto totalmentereciclado, feito da compactação de resíduos de madeiras florestais ou industriais.

“Além de unir a marca à questão ambiental, o briquete ainda geraeconomia, porque rende o dobro da lenha”, diz o gerente de marketingda Patroni Pizzaria, Rafael Augusto. Primeiro, a ideia foi testada naslojas próprias da rede. Com o maior conhecimento e a experiênciabem-sucedida, a prática foi apresentada aos franqueados, que logo aaprovaram. Hoje a empresa tem 13 lojas próprias e 54 franquias, sendoque os briquetes só não são usados em um restaurante, o de Montes Claros (MG), por conta de dificuldade logística para ter acesso aosubstituto da lenha convencional. “A quantidade utilizada de briquetesprevine o desmatamento de uma área equivalente hoje a 40 estádios doMaracanã, o que pode ser usado como marketing para atrair nossoconsumidor”, diz Augusto.

Na indústria, adotar práticas sustentáveis é uma forma de atender àsexigências de clientes cada vez mais preocupados com o tema. Todas asempresas que batem à porta da Gráfica Mattavelli querem saber se agráfica trabalha com papel reciclado. “Em 2010, de 70 participaçõesnossas em concorrências e licitações, precisamos apresentar ascertificações de qualidade e de gestão ambiental em 42”, afirma adiretora administrativa, Alessandra Mattavelli.

A empresa tem trabalhado para reduzir o impacto ambiental de suaprodução. Com investimento de R$ 50 mil e após 32 testes, no fim de2009, foi lançado pela gráfica um verniz feito à base de água que nãocontém solventes que volatizam e nem produtos tóxicos e metais pesadosem sua composição. O verniz ainda pode ser aplicado durante o processode impressão. Em 2009, a gráfica também obteve o selo ISO 14.001, valorizando seus processos.

A gráfica também decidiu adotar uma nova linha de tintas, com menorimpacto ambiental. A decisão ocorreu há cerca de dez anos, quando foiproibido o uso de benzeno nas tintas à base de solvente. “Com aproibição, nós descartamos o uso de tintas à base de solventes epassamos a usar tintas à base de água. Há dois anos utilizamos somentetintas à base de óleo de soja. Além de ser benéfico para o meioambiente, é benéfico também para nossos funcionários”, diz Alessandra.

Participar de campanhas públicas de reciclagem é uma forma dedemonstrar o comprometimento da marca com a preocupação ambiental. Noinício desse ano, a Gráfica Mattavelli obteve licença na Cetesb, órgãoambiental paulista, para receber um ponto de coleta de pilhas ebaterias usadas na cidade de São Paulo. Assim os interessados podemdescartar o material na sede da empresa, na zona sul em São Paulo. Agráfica se encarregará do acondicionamento adequado até a coleta serefetuada por uma empresa especializada que fará o descarte sem agredir o meio ambiente.

Sua empresa é sustentável?

Normalmente, a ideia de sustentabilidade nos remete apenas ao lado ambiental da palavra, mas várias empresas já percebem que é através da sustentabilidade ambiental que se consegue vantagens competitivas para se alcançar a sustentabilidade empresarial.

A sustentabilidade empresarial depende de três pilares, ou partes:
• Sustentabilidade financeira – gerar e manter riquezas para o crescimento da empresa;
• Sustentabilidade pessoal – ter uma equipe entrosada e de relacionamento saudável;
• Sustentabilidade ambiental – cuidar do ambiente de trabalho e seu entorno.

As duas primeiras são fáceis de medir – dinheiro se conta e com pessoas se conversa!

E a última, como se mede? Por multas e embargos ambientais? Não!

Mede-se através dos indicadores ambientais que vêm da implementação da norma ISO 14001. Só a certificação ISO 14001 é capaz de reconhecer que a sua empresa faz parte do time que mais cresce no mercado: o das que acreditam no seu futuro.

Faça um test drive no sistema hoje mesmo e faça parte do futuro!