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ISO 14001 e as pequenas e médias empresas

A preocupação com o meio ambiente cresce cada vez mais, principalmente por causa das grandes mudanças climáticas que estão ocorrendo. Se essas mudanças serão drásticas ou não, a realidade demonstra que ninguém quer pagar pra ver.

É muito falado que empresas de pequeno e médio porte não impactam o meio ambiente tanto quanto as empresas de grande porte. Em parte, esta afirmação é verdadeira. Porém, as pequenas e médias empresas, por serem mais numerosas que as de grande porte, passam a ter um efeito acumulativo.

Uma das maneiras da organização preservar o meio ambiente e ainda desenvolver-se é através da implantação de um sistema de gestão ambiental. A norma internacional ISO 14001 dá as diretrizes para a implementação desse sistema.

Além disso, a ISO 14001 é de aplicabilidade a todos os tipos e portes de organização, em variadas condições geográficas, culturais, sociais. Ela permitirá um aprimoramento contínuo do processo, alcançando o equilíbrio entre proteção ambiental e necessidades socioeconômicas.

A certificação ISO 14001 em pequenas e médias empresas traz diversos benefícios como:

  • Maior satisfação dos clientes, em virtude de preferência por produtos ambientalmente corretos;
  • Melhoria da imagem e reputação da empresa junto aos agentes protetores do meio ambiente;
  • Conquista de novos mercados em virtude da possibilidade de atuação em determinados nichos (possibilidade de atuar em mercado internacional);
  • Redução dos riscos com penalidades legais e acidentes no processo produtivo;
  • Melhoria da administração da empresa, com melhor controle dos processos organizacionais, precisão nas informações, atribuição das responsabilidades e auxílio na solução de problemas;
  • Maior permanência do produto no mercado pela não-existência de reações negativas por parte dos consumidores;
  • Maior facilidade de obtenção de financiamento, em virtude da existência de linhas especiais para credito a empresas, as quais, tem critérios relacionados aos aspectos ambientais;
  • Demonstrar a clientes, vizinhos e acionistas a existência de um sistema ambiental bem estruturado, o qual pode proporciona vantagens sobre as empresas.

A tendência é que a implantação dessa norma deva seguir o mesmo caminho da ISO 9001, servindo como um fator determinante na realização de negócios, tornando-se um pré-requisito para transações entre clientes e fornecedores, tanto domésticos como internacionais.

Saiu no jornal Valor: Consciência ecológica é prioridade para gestão

Matéria interessante publicada no jornal “Valor Econômico”, de 29/04/2011: Consciência ecológica é prioridade para gestão

Práticas sustentáveis ganham espaço entre as micro e pequenas empresasbrasileiras, que assim conseguem se diferenciar entre concorrentes, reforçar sua marca no mercado e agregar valor aos produtos, ampliando lucros.

Com 13 lojas, das quais 11 no Estado de São Paulo, uma em Londrina(PR) e outra em Florianópolis (SC), a rede de lavanderias Lavaseccoaderiu à preocupação sustentável em abril de 2005, quando foi inaugurada sua primeira loja. A empresa, cujo público alvo é formadopelas classes A e B, adotou a lavagem a seco de roupas, em vezutilizar água. Em 2008, com a expansão da marca e sugestões defranqueados e de clientes, foi a vez de ampliar as práticassustentáveis. Criou-se o programa “Atitude Eco Lavasecco”, com açõesvoltadas para reduzir, reutilizar e reciclar materiais.

“Em diversos eventos de que participamos, vimos que teríamos de estarpreparados para o consumidor do futuro, que estará cada vez maispreocupado com a sustentabilidade”, diz a gerente de marketing eexpansão da Lavasecco, Alessandra Oricchio. A primeira ação foisimples: o porta tíquete dado a todos os consumidores da rede. Todasas lavanderias utilizavam plástico no material. A empresa fez um testecom um porta tíquete feito de papel reciclado. Os clientes gostaram eo plástico foi totalmente substituído na rede.

O sucesso da solução fez com que a equipe repensasse outras práticas. “Nossa ideia é chegar 60 lojas até o fim da década. Esse crescimentovai causar impacto ambiental maior e queremos mitigar esse impacto”,afirma Alessandra. A empresa tenta reduzir o uso de embalagensplásticas nas roupas, acondicionando em uma mesma embalagem duas outrês peças. Com essa solução, reduziu-se em 15% o consumo de plásticoem todas as unidades da rede. Agora a empresa está estudando investirpara substituir o plástico convencional pelo plásticooxibiodegradável. “Não é a solução perfeita, mas há uma melhoria”, diz.

Os cabides, que eram de arame revestido de plástico, dificultavam areciclagem. A ideia foi usar um cabide ecológico, feito de papel maisresistente e no qual o gancho é de poliestireno reciclado. Com isso, aempresa conseguiu tirar do mercado aproximadamente 40 mil cabides por mês.

O uso de material mais sustentável pode representar economia no fim domês. Um exemplo é a Patroni Pizza, fundada em 1984 em São Paulo. Nofim de 2005, a rede de pizzarias resolveu estudar quais ativospoderiam ser valorizados para aumentar seu reconhecimento no mercado eo que poderia ser feito para reduzir custos. Nesse momento, viu-se quea empresa poderia inovar nos fornos à lenha em que as pizzas eramassadas. Todos os dias queimavam-se muitos quilos de lenha, mas todo oprocesso poderia ser substituído por briquetes, um produto totalmentereciclado, feito da compactação de resíduos de madeiras florestais ou industriais.

“Além de unir a marca à questão ambiental, o briquete ainda geraeconomia, porque rende o dobro da lenha”, diz o gerente de marketingda Patroni Pizzaria, Rafael Augusto. Primeiro, a ideia foi testada naslojas próprias da rede. Com o maior conhecimento e a experiênciabem-sucedida, a prática foi apresentada aos franqueados, que logo aaprovaram. Hoje a empresa tem 13 lojas próprias e 54 franquias, sendoque os briquetes só não são usados em um restaurante, o de Montes Claros (MG), por conta de dificuldade logística para ter acesso aosubstituto da lenha convencional. “A quantidade utilizada de briquetesprevine o desmatamento de uma área equivalente hoje a 40 estádios doMaracanã, o que pode ser usado como marketing para atrair nossoconsumidor”, diz Augusto.

Na indústria, adotar práticas sustentáveis é uma forma de atender àsexigências de clientes cada vez mais preocupados com o tema. Todas asempresas que batem à porta da Gráfica Mattavelli querem saber se agráfica trabalha com papel reciclado. “Em 2010, de 70 participaçõesnossas em concorrências e licitações, precisamos apresentar ascertificações de qualidade e de gestão ambiental em 42”, afirma adiretora administrativa, Alessandra Mattavelli.

A empresa tem trabalhado para reduzir o impacto ambiental de suaprodução. Com investimento de R$ 50 mil e após 32 testes, no fim de2009, foi lançado pela gráfica um verniz feito à base de água que nãocontém solventes que volatizam e nem produtos tóxicos e metais pesadosem sua composição. O verniz ainda pode ser aplicado durante o processode impressão. Em 2009, a gráfica também obteve o selo ISO 14.001, valorizando seus processos.

A gráfica também decidiu adotar uma nova linha de tintas, com menorimpacto ambiental. A decisão ocorreu há cerca de dez anos, quando foiproibido o uso de benzeno nas tintas à base de solvente. “Com aproibição, nós descartamos o uso de tintas à base de solventes epassamos a usar tintas à base de água. Há dois anos utilizamos somentetintas à base de óleo de soja. Além de ser benéfico para o meioambiente, é benéfico também para nossos funcionários”, diz Alessandra.

Participar de campanhas públicas de reciclagem é uma forma dedemonstrar o comprometimento da marca com a preocupação ambiental. Noinício desse ano, a Gráfica Mattavelli obteve licença na Cetesb, órgãoambiental paulista, para receber um ponto de coleta de pilhas ebaterias usadas na cidade de São Paulo. Assim os interessados podemdescartar o material na sede da empresa, na zona sul em São Paulo. Agráfica se encarregará do acondicionamento adequado até a coleta serefetuada por uma empresa especializada que fará o descarte sem agredir o meio ambiente.

Sua empresa é sustentável?

Normalmente, a ideia de sustentabilidade nos remete apenas ao lado ambiental da palavra, mas várias empresas já percebem que é através da sustentabilidade ambiental que se consegue vantagens competitivas para se alcançar a sustentabilidade empresarial.

A sustentabilidade empresarial depende de três pilares, ou partes:
• Sustentabilidade financeira – gerar e manter riquezas para o crescimento da empresa;
• Sustentabilidade pessoal – ter uma equipe entrosada e de relacionamento saudável;
• Sustentabilidade ambiental – cuidar do ambiente de trabalho e seu entorno.

As duas primeiras são fáceis de medir – dinheiro se conta e com pessoas se conversa!

E a última, como se mede? Por multas e embargos ambientais? Não!

Mede-se através dos indicadores ambientais que vêm da implementação da norma ISO 14001. Só a certificação ISO 14001 é capaz de reconhecer que a sua empresa faz parte do time que mais cresce no mercado: o das que acreditam no seu futuro.

Faça um test drive no sistema hoje mesmo e faça parte do futuro!