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Série Planejamento Estratégico: 5 Forças de Porter

Continuando a nossa série sobre planejamento estratégico, discutiremos mais uma das ferramentas clássicas da administração estratégica: as 5 forças competitivas de Porter.

Na semana anterior discutimos sobre a análise SWOT.

Apesar de sua origem em 1979, a aplicabilidade deste modelo continua reverberando nos dias de hoje.

O criador das 5 forças competitivas, professor Michael Porter, elaborou seus conceitos baseado no seu pensamento de que para se formular qualquer estratégia é essencial relacionar uma organização ao seu ambiente competitivo.

Empreendedores de sucesso entendem a importância de analisarem o ambiente competitivo de sua empresa, porém muitos não sabem como fazer tal atividade. As 5 forças de Porter servem como direcionamento no processo de análise dos elementos ambientais de qualquer tipo de empresa.

Como funciona as 5 Forças de Porter?

O modelo propõe ao gestor compreender cinco contextos (ou as cinco forças), nos quais uma empresa está inserida.

Vale salientar que este instrumento não foca em uma análise macro ambiental (fatores econômicos, tecnológicos, político-legais e sócio demográficos), por outro lado seu campo de análise são os fatores estritamente ligados a concorrência.

Nos próximos parágrafos vamos debater quais são e como as 5 forças de Porter interferem diretamente no seu planejamento estratégico.

1° Força: Rivalidade entre os concorrentes.  

Cada tipo de setor apresenta um comportamento singular quando o assunto é a concorrência entre as empresas.

As empresas do setor de cosméticos não competem iguais companhias do setor farmacêutico. Muitas vezes, até empresas do mesmo setor não competem entre si, simplesmente por não focarem o mesmo público. Exemplificando: a Mercedez-Benz, dificilmente se preocupará com a Volkswagem, ainda que atuem no setor de automóveis, pois seus públicos-alvo são totalmente diferentes.

O exercício, para este momento, seria entender como funciona a rivalidade entre os concorrentes do ambiente competitivo de sua organização.

O professor Porter não enrijece o conceito de concorrência como algo somente negativo.

Para isto, ele estabelece a noção de cluster. O termo diz respeito a empresas que concorrem diretamente ou indiretamente, porém estabelecem vínculos de cooperação para aumentar a sua performance no mercado.

A fim de facilitar o nosso entendimento utilizaremos o exemplo do Vale do Silício. Localizado na Califórnia, Estados Unidos, a região foi desenvolvida para abrigar empresas de base tecnológica. Apple, Google, Facebook, eBay e entre outras são alguns dos exemplos encontrados no Vale.

Apesar da concorrência direta entre algumas dessas empresas, a criação deste Cluster facilitou o desenvolvimento de novas inovações e a criação de novos negócios.

Existem casos de empresas concorrentes que se unem para comprar de um único fornecedor, isto pode ajudar na negociação dos preços e formas de pagamento.

Resumindo, a rivalidade entre os concorrentes não é para ser visto com dualidade. Análise as outras empresas com um olhar crítico. Levante os pontos em comum entre vocês e estabeleça as principais diferenças. Desta forma você saberá como posicionar o seu planejamento estratégico quando o assunto for a concorrência.

2° Força: Produtos e serviços substitutos.

Para facilitar o conceito desta segunda força, responda a seguinte pergunta: Quais são os problemas que seus produtos e serviços solucionam?

Respondeu! Agora pense: existem outras soluções, no mercado, para os mesmos problemas? Possivelmente, você consiga encontrar outros produtos e serviços que ofereçam recursos parecidos com o seu. Pois bem, esses são uma ameaça direta ao seu desempenho no seu mercado de atuação.

Antigamente, as empresas de jogos para games nunca pensariam que um dos seus concorrentes seriam as fabricantes de jogos para smartphones.

Atualmente, os consumidores destes produtos pensam se preferem comprar um celular de última geração ou um console específico para jogar os seus games.

Uma dica é fazer uma lista dos problemas que seus produtos resolvem. Feito este passo, enumere todos os possíveis produtos e serviços que possibilitam a resolução dos mesmos problemas, isto pode te fornecer uma visão geral sobre o seu próprio negócio.

Exemplificando: um proprietário de uma empresa de ônibus, na qual transporta passageiros de uma cidade para outra, não pode achar que os seus únicos concorrentes são as empresas que também possuem ônibus e fazem seu serviço da mesma maneira. Existem outros tipos de empresas com produtos e serviços diferentes que também podem solucionar os mesmos problemas das mesmas pessoas.

Força: Poder de barganha dos fornecedores.

Nesta parte da análise é verificado qual o poder que seu fornecedor tem sobre o seu negócio.

Vamos supor que sua empresa depende de um único fornecedor para repor suas matérias-primas. Logo, este fornecedor tem um grande poder de barganha sobre a sua empresa e, com isso, ele estabelece os preços, as formas de negociar, as condições de pagamento e entre outros fatores.

Caso você esteja inserido neste contexto, é importante pensar em formas reais de prospectar novas fontes de fornecimento. Do contrário, você estará fadado a depender das estratégias de seus fornecedores e não das suas.

Um outro passo importante a ser tomado é estabelecer vínculos reais de parceria com os seus fornecedores.

Recentemente, li uma reportagem sobre a forma como o Pão de Açúcar se relaciona com os seus fornecedores de alimentos orgânicos. A organização fornece aos produtores ajuda de profissionais especializados, nos quais auxiliarão os fornecedores orgânicos com informações sobre plantio, logística e comercialização. Sendo assim, o Pão de Açúcar consegue integrar as atividades dos seus fornecedores com os resultados reais da empresa.

Inclua na estratégia de sua empresa meios de encontrar novos fornecedores ou criar relações de proximidade com os atuais.

4° Força: Ameaça de novos entrantes.

Já ouvi alguns empresários dizerem o famoso dito popular, “o sol nasceu para todos”, ao se referirem a outros empreendedores quando resolvem iniciar um negócio semelhante ao dele.

Porém, para Porter, o gestor deve colocar um guarda-sol bem grande para tampar este sol.

Quanto mais barreiras um empresário colocar diante dos novos entrantes, maior será a sua vantagem no seu mercado de atuação.

Novos empreendimentos trazem novas aptidões, novos recursos estratégicos e propostas de valor totalmente diferentes da sua, sendo assim crie formas de dificultar a entrada destas novas empresas.

Vale destacar que por mais que as barreiras colocadas por você pareçam intransponíveis, uma hora alguém descobrirá como transpor elas.

Por isso, elabore diferentes modos dificultar o acesso de novos entrantes.

Um exemplo de barreira característico da indústria farmacêutica é o registro de patentes para determinados tipos de medicamentos. A empresa detentora do registro consegue por algum tempo uma vantagem significativa no seu mercado de atuação.

5° Força: Poder de barganha dos clientes.

Semelhante ao poder de barganha dos fornecedores, esta parte da análise procura entender a força que seus clientes possuem sobre o seu negócio.

Com o avanço das redes sociais, os consumidores aumentaram seu poder de negociação sobre as empresas. Atualmente, os estrategistas devem possuir um foco maior na forma do seu cliente pensar, sentir e agir.

O ideal ao analisar esta força competitiva é descobrir meios de atender as expectativas dos clientes atuais da melhor maneira possível e explorar novos meios de se conseguir outros potenciais compradores de seus produtos e serviços.

Quanto mais públicos diferentes uma determinada empresa atende, mais força ela tem sobre os seus clientes.

Uma dica valiosa para aumentar o poder de barganha perante os clientes é: entender qual a proposta de valor que sua empresa oferece.

Muitos falham neste ponto.

A proposta de valor diz respeito aos atributos que seus clientes enxergam ao consumir seus produtos e serviços.

Provavelmente você prefira ir em uma pizzaria ao invés da outra, por um motivo “x”. Esse motivo “x” é a proposta de valor daquela pizzaria.

Diante disso, seja claro, direto ao oferecer sua proposta de valor. Descubra quais são os seus diferenciais em relação aos seus concorrentes.

Como integrar as 5 forças de Porter no meu planejamento estratégico?

Esta ferramenta não serve para formular uma estratégia, mas ela ajuda a analisar os requisitos do ambiente competitivo.

Com as descobertas da análise das 5 forças, o planejamento estratégico pode ter um norte sobre como a organização deve se comportar diante de seus concorrentes diretos e indiretos.

As análises cedidas através das 5 forças de Porter são primordiais para o posicionamento estratégico de sua companhia.

Dicas importantes!

O professor Marcelo Nakagawa¹ (Professor e Coordenador do Centro de Empreendedorismo do Insper) oferece algumas dicas importantes diante das 5 forças competitivas de Porter:

  • Atualize sua Análise das 5 Forças de Porter periodicamente;
  • Não subestime os substitutos;
  • Fornecedores devem ser parceiros;
  • Dificulte a chegada de novos concorrentes;
  • Não coloque todos as suas fichas em um único tipo de cliente;
  • Determine o posicionamento competitivo do seu negócio.

Gostou do texto? Compartilhe sua opinião conosco.

Referências

¹NAKAGWA, Marcelo. Ferramenta: 5 forças de Porter. Disponível em: <http://movimentoempreenda.revistapegn.globo.com/news/2013/12/10-ferramentas-de-estrategia-e-gestao-para-sua-empresa-223.html>. Acesso em: 22 de dez. 2016.

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Série Planejamento Estratégico: Análise SWOT

Existe um momento mais propício do que o final do ano para conversarmos sobre planejamento estratégico?

Nas próximas semanas serão apresentados técnicas e ferramentas utilizadas para auxiliar o desenvolvimento do planejamento estratégico.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, consideramos esta série fundamental para qualquer empresário. Embasados na nossa missão principal, na qual é: “Contribuir para um país mais forte por meio de empresas mais fortes”.

Sendo assim, para alcançar sucesso nessa jornada oferecemos esta série para encorajar todos os micros, pequenos, médios e grandes empresários a iniciarem uma busca incessante por estas técnicas e ferramentas discutidas nesta série.

O que é análise SWOT?

Apesar de não sabermos o nome dos pais desta ferramenta, o seu uso é tão difundido, ao ponto de se tornar quase um domínio público para todas as empresas.

As siglas SWOT indicam:

  • S – Strengths (Pontos Fortes);
  • W – Weaknesses (Pontos Fracos);
  • O – Opportunities (Oportunidades);
  • T – Threats (Ameaças).

Basicamente, a ferramenta serve para analisar os fatores internos e externos inerentes a uma organização e, com isso dar uma base para o gestor desenvolver um plano de ação embasado em uma análise profunda.

Análise Interna

Representados pelas letras “S” e “W”, esta parte da análise indica o levantamento dos pontos fortes e fracos internos de sua organização.

Se fosse para utilizar outro termo para esta fase a chamaria de “Etapa do Autoconhecimento”. Digamos que está etapa levanta o que a empresa tem de melhor (pontos fortes) e o que ainda precisa ser melhorado (pontos fracos).

Diariamente, lidamos com clientes que indicam a necessidade de implementar algum Sistema de Gestão da Qualidade (ISO 9001, ISO 14001 e etc), a fim de aprimorar seus processos internos.

Escutamos diversos relatos, como: “Tenho um ótimo processo produtivo, mas minha equipe de vendas não consegue passar os produtos adiante”.

Logo, se observarmos está declaração, concluímos que o ponto forte desta organização seria “o processo produtivo” e o ponto fraco “minha equipe de vendas”.

Análise Externa

Identificado através das letras “O” e “T”, esta etapa avalia quais são as oportunidades e ameaças encontradas no ambiente externo.

Empreendedores são especialistas em encontrar novas oportunidades ambientais, entretanto é recomendável fazer uma lista de prioridades, dado os objetivos centrais de seu planejamento estratégico. Por mais que algumas oportunidades sejam ótimas aos olhos, uma análise fria e meticulosa pode auxiliar os gestores a escolherem as melhores opções.

Para identificar as ameaças é preciso levar em consideração os tipos existentes no ambiente externo. Existem ameaças macros (exemplo: crise econômica nacional) e micros (exemplo: ações e atitudes de seus concorrentes). Todas devem ser monitoradas de perto, uma vez que elas afetam diretamente o seu planejamento estratégico.

Como integrar a análise SWOT no meu planejamento estratégico?

Alguns entendem a análise SWOT como uma etapa do planejamento estratégico, devido a sua praticidade em fornecer uma forma de entender o contexto ambiental de qualquer organização.

Um dos objetivos do planejamento estratégico é auxiliar os gestores a tomarem decisões acertadas sobre todas as ações da empresa. Tomada de decisões sem informações coletadas e analisadas não combinam. Desta forma, integrar a análise SWOT ao seu planejamento estratégico pode diminuir os riscos de erros no seu plano de ação.

Vamos praticar!

Talvez você nunca tenha utilizado esta ferramenta ou já usou e por algum motivo parou. Ferramentas como estas já estão validadas e testadas por milhares de empresários no mundo todo.

Para te motivar a usar esta metodologia, veja a frase do general Sun Tzu no livro “A arte da guerra”:

planejamento-estrategico-analise-swot

Não sei se o general Sun Tzu utilizava a análise SWOT rsrsrs… mas, com certeza, ele entendia a importância de entender os pontos forte e fracos de seu exército, para assim aproveitar as melhores oportunidades e minimizar os riscos das ameaças.

Como utilizar?

Nossa especialista, Daniela Albuquerque, escreveu um post muito legal ensinando a elaborar uma matriz SWOT.

Além disso, estamos disponibilizando para download uma versão de uma Planilha em Excel para elaborar uma análise SWOT.

Por fim, recomendo você ficar atento para a continuidade da nossa série sobre planejamento estratégico. Muitas dicas importantes serão dadas nestes dias.

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5W2H: Vamos responder algumas perguntas

Como eu amo o 5W2H!

No post de hoje conversaremos sobre uma das ferramentas mais simples de serem utilizadas por qualquer empreendedor.

Um dos motivos de iniciar este texto declarando minha afinidade com a ferramenta 5W2H consiste na minha utilização semanal dela.

Apesar de sua fácil aplicabilidade, considerar esta ferramenta muito simplória para seu negócio é um erro que você não pode cometer. Por vezes, administradores, gestores, desenvolvedores de produtos e outros preferem não adotar essa metodologia pelo motivo de a considerarem básica de mais para seus empreendimentos.

Simplifique seu plano de ação

5w2h

A ferramenta 5W2H é útil para traçar um plano de ação, independentemente de sua complexidade. Desenvolvimento de novos produtos, abertura de novas franquias, expansão em novos mercados, análise de concorrência são exemplos de algumas das atividades, nas quais poderão ser otimizadas com o método proposto pela ferramenta.

Basicamente, o desenrolar da ferramenta 5W2H requer respostas para sete perguntas sobre o projeto a ser desenvolvido.

  • O que? (What)
  • Por que? (Why)
  • Quem? (Who)
  • Onde? (Where)
  • Quando? (When)
  • Como? (How)
  • Quanto? (How much)

Uma das características de cada empreendedor é a sua capacidade de gerar novas ideias. Porém, juntamente com este ponto positivo de sua personalidade, a dificuldade de transformar os seus insights em projetos reais é, sem dúvidas, o principal dilema enfrentado por essas mentes brilhantes.

Por isso, responder essas perguntas antes de iniciar um novo projeto, seja ele qual for, pode ser o ponto de partida para o sucesso de qualquer coisa a ser realizada pelo gestor ou por seus colaboradores.

Como aplicar o 5W2H?

Recentemente, acompanhei a respostas de alguns empresário para a seguinte questão: Cite o principal objetivo que a organização tem para os próximos anos?

Obviamente as respostas foram tão genéricas quanto a pergunta. “Aumentar o faturamento em x%” e “aumentar a nossa carteira de clientes” foram as respostas mais encontradas. Entretanto, por mais que os objetivos declarados sejam genéricos, a metodologia proposta pelo 5W2H pode fornecer um norte para elaboração de um plano de ação.

O quadro a seguir contém uma simulação básica da utilização do 5W2H com um dos objetivos almejados pelos empresários que responderam ao questionamento anterior.

Aumentar a nossa carteira de clientes.
Etapas do 5W2H O que responder? Características de cada etapa
O que? (What) O que queremos fazer? O que faremos para conquistarmos novos clientes? Definir uma ação ou atividade a ser executada. Pode ser também um problema ou desafio a ser resolvido.
Por que? (Why) Por que utilizaremos esta ferramenta? Por que treinaremos nossos vendedores? Justifique a resposta anterior. Apresente bons motivos do que se pretende realizar.
Quem? (Who) Quem aplicará os treinamentos para os vendedores? Quem será o responsável na prospecção de novos clientes? Defina quem serão os responsáveis pelo plano de ação
Onde? (Where) Onde serão aplicados os treinamentos para a equipe de venda? Onde serão realizadas as prospecções dos novos clientes? Informe o local onde cada parte de seu processo será executada.
Quando? (When) Quando iniciaremos o plano de ação? Quando iremos treinar nossos vendedores? O cronograma do seu plano é essencial para continuidade do mesmo.
Como? (How) Como faremos a prospecção dos novos clientes? Como treinaremos a nossa equipe de vendas? Praticidade! Neste momento defina os passos de como serão executados os procedimentos para atingir os objetivos pré-estabelecidos.
Quanto? (How much) Quanto será o valor do investimento feito para se conseguir novos clientes? Quanto efetivamente gastaremos para treinar nossos vendedores? Defina os custos dos procedimentos de seu plano de ação. Não comece nada sem realmente saber sua capacidade de investimento.

 

Automatize o 5W2H

Uma das facilidades dessa ferramenta é a sua forma de automatização. Por meio de uma planilha do Excel ou uma tabela inserida em um documento no Word qualquer pessoa consegue usufruir desta metodologia.

Caro leitor, para você ter noção da importância do 5W2H mostrarei um caso prático da utilização da ferramenta.

Para realizar este post eu fiz uma tabela utilizando o 5W2H. Compreendo que escrever posts semanalmente é uma tarefa que exige um bom plano de ação.

Vejamos a tabela:

5W2H: Vamos responder algumas perguntas?
O que? (What) Por que? (Why) Quem? (Who) Onde? (Where) Quando? (When) Como? (How) Quanto? (How much)
O que é o 5W2H? Por que utilizar o 5W2H? Quem pode utilizar o 5W2H? Onde aplicar o 5W2H? Quando aplicar o 5W2H? Como funciona? O retorno do investimento?

 

Perceba que durante o post faço questão de responder as etapas do 5W2H. Um ponto importante do meu plano de ação ao escrever é deixar claro a importância do que vai ser discutido, tentando explicar, durante todo o texto, os benefícios do tema para o leitor do blog.

Hora de agir!

Aconselho você, leitor do nosso conteúdo, a aplicar o 5W2H no seu próximo projeto. A ferramenta pode não suprir todas as necessidades para execução dos seus planos, entretanto os passos para qualquer empreitada precisam de um norte bem definido, e, com certeza, o 5W2H será mais do que útil.

Disponibilizarei um exemplo de uma planilha de 5W2H para download.

Nós, da Templum, garantimos que seus próximos passos estarão mais claros. Direcione suas ações através do 5W2H.

Achou o texto interessante? Deixe aqui seus comentários.

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Os Desafios da Comunicação Interna

A comunicação interna é extremamente relevante na busca pelo sucesso de uma organização.

Se levarmos em consideração que todos os processos internos executados envolvem algum tipo de comunicação, não limitaríamos a comunicação interna a um elemento básico e presente no cotidiano nas rotinas de trabalho, antes, trataríamos ela como um recurso estratégico fundamental para alcançar o sucesso de sua empresa.

Neste post, gostaria de discutir um gráfico encontrado em uma pesquisa sobre “Tendências da Comunicação Corporativa no Brasil para 2015” realizada pela ABERJ (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial).

O gráfico apontava quais eram, para os participantes, os maiores desafios da comunicação na visão dos diretores e dos colaboradores de cada área. Apesar de tratar os desafios da comunicação como um todo, os dilemas lá encontrados também podem ser considerados desafios para o desenvolvimento de uma boa comunicação interna.

A seguir, serão tratados os principais desafios relatados na pesquisa na opinião dos participantes.

Link de acesso a pesquisa: http://www.aberje.siteprofissional.com/ebooks/pesquisa_de_tendencias.pdf

1°) Estabelecer um link entre a comunicação e a estratégia de negócio.

Planos estratégicos quando bem comunicados internamente tendem a trazerem bons resultados.

As empresas possuem objetivos estratégicos, seja ele de crescimento, desenvolvimentos em novos mercados, desenvolvimento de novos produtos e etc. Entretanto, poucas conseguem comunicar com clareza o que cada um deve fazer para se alcançar aquele alvo.

Dica: Estabeleça metas claras e transmita-as em um canal de fácil acesso em sua organização. Comunique as formas como serão alcançados os resultados.

2°) Construção e manutenção da confiança.

Confiança é sem dúvida um recurso intangível de qualquer instituição. Ambientes de trabalho abastecidos de relações de confiança costumam apresentar menos ruídos nos processos de comunicação interna.

Quando a problemas de confiança nas relações entre os colaboradores, a retenção de informações importantes são constantes, impossibilitando o desenvolvimento de uma comunicação eficaz.

Dica: Seja assertivo. Não de brechas para o mais variado tipo interpretações em sua comunicação. Dubiedades não ajudam a conquistar a confiança através da comunicação interna.

3°) Apoio as mudanças Organizacionais.

A substituição de um produto por outro mais atualizado, implementação de uma nova tecnologia, alteração na rotina de trabalho são alguns exemplos de mudanças organizacionais.

Existem mudanças organizacionais que são consideradas mais simples, porém outras podem ser consideradas mais radicais. Independente da gravidade, todas elas devem ser bem comunicadas.

Dica: Mudanças Organizacionais devem ser comunicadas de forma planejada. Não derrame todas as informações de uma só vez, antes comunique por partes como ocorrerão as alterações. Preferencialmente, estabeleça com antecedência o plano de comunicação desta modificação.

4°) Fortalecer o papel da comunicação para apoiar os processos de tomada de decisão.

Processos de tomada de decisão, obrigatoriamente, necessitam de um grande volume de informações. Quanto mais importante for a decisão, ainda mais necessário será a captação de informações.

O mais curioso disso tudo é que muitos informes estão inseridos dentro da organização, sendo assim a comunicação interna da empresa deve estar alinhada e pronta para compartilhamento das mesmas.

Dica: Crie uma forma de cada setor de sua empresa partilhar informações, nas quais podem ser úteis a qualquer área. Tenho certeza que os setores de marketing e finanças podem trocar “figurinhas” sem maiores atritos rsrsrs.

5°) Lidar com a evolução digital e as redes sociais.

Existem ferramentas utilizadas, nas quais não possuem mais a mesma eficácia. O mundo evoluiu, e, com certeza, a principal revolução ocorrida foi na forma de nos comunicarmos.

Empresas que não evoluírem os seus processos de comunicação interna estão fadadas ao retrocesso. Não estou desmerecendo aqui o bom e velho mural de avisos rsrsrs… Entretanto, estamos em outra era e a informação deve chegar aos seus ouvintes com mais velocidade, antes que ocorram maiores problemas.

Dica: Classifique a importância da informação, para assim escolher o melhor meio de comunicação interna para a mesma. Existem informações que podem ser compartilhadas no grupo de WhatsApp dos funcionários, porém a outra que necessariamente devem utilizar meios mais formais, como um e-mail corporativo.

Comunique-se bem!

Qualquer desafio é acompanhado de riscos.

A notícia boa é que se você leu este texto até o final, isto o torna uma pessoa ciente sobre as preocupações relacionadas a este processo tão importante a sua empresa.

Identificado os desafios, planeje-se e estabeleça planos de melhoria contínua. Aperfeiçoar esta ferramenta tão importante não só trará bons resultados como aumentará a satisfação de seus colaboradores internos.

Gostaríamos de saber sua opinião sobre o assunto. Deixe aqui seus comentários.    

A qualificação de fornecedores segundo a ISO 9001:2015

De acordo com a norma da ABNT ISO 9001:2015 “A organização deve determinar e aplicar critérios para a avaliação, seleção, monitoramento de desempenho e reavaliação de provedores externos, baseados na sua capacidade de prover processos ou produtos e serviços de acordo com requisitos”.

Considerando o item acima, entende-se como “provedores externos” os fornecedores que a empresa necessita para realizar seus processos e serviços em conformidade, possibilitando atender aos requisitos de seu cliente com qualidade.

Estes fornecedores podem gerar diversos impactos na empresa, conforme o produto ou serviço fornecido, ou até mesmo podem estar relacionados com processos terceirizados, onde geralmente seus resultados influenciam de forma mais direta.

Ao realizar a qualificação dos fornecedores é importante ter em mente que não basta apenas avaliar sua documentação em periodicidades determinadas, o contexto que a norma descreve é muito mais complexo, que vai desde uma seleção inicial até o acompanhamento de seu desempenho, através de sistemáticas padronizadas e documentadas.

Desta forma, podemos considerar três etapas principais a serem desenvolvidas com os fornecedores: avaliação inicial, monitoramento do desempenho e reavaliação.

Então, para avaliação inicial de um fornecedor o que pode ser considerado?

Via de regra é importante solicitar toda documentação que garanta a execução das suas atividades em conformidade com requisitos legais e estatutários, como dados cadastrais, licença de funcionamento ou específicas de sua atividade e certificações (como ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, SASSMAQ, PNQ, entre outras).

Neste momento é muito comum solicitar ao fornecedor que responda um questionário de auto avaliação a fim de determinar sua conformidade, além de verificar seu histórico de fornecimento.

Porém, devemos também sempre analisar quais os impactos que determinado fornecedor têm sobre seu produto ou serviço para ver o que realmente é necessário analisar para sua homologação. Em muitos casos, realizar uma visita no fornecedor é imprescindível, pois possibilitará identificar potenciais problemas que não seriam percebidos através da análise documental.

Exemplo disso foi o que ocorreu quando eu era responsável pela área de Meio Ambiente em uma empresa que presta serviços ambientais, a qual gera uma quantidade significativa de alumínio que é enviada para reciclagem. Ao fazer a visita no fornecedor, além do mesmo não possuir Alvará para funcionamento, na área produtiva observei trabalho infantil e sem nenhum tipo de proteção. Assim fica claro que se eu não tivesse visitado o fornecedor, dificilmente teria identificado esses problemas.

Trabalhar com fornecedores certificados nas normas de sistema e gestão garantem uma maior confiança, pois sabemos que os mesmos passaram por auditorias de organismos certificadores, onde seus processos e documentos foram verificados e estão conformes. Este é um dos critérios muito utilizados para qualificação imediata do fornecedor, sem necessidade de responder ao questionário de auto avaliação ou realizar visitas.

Porém, somente qualificar o fornecedor não irá garantir que não tenhamos problemas com o mesmo, até porque erros podem acontecer em qualquer lugar, mas é importante tentar preveni-los para que não causem impactos negativos à empresa. Desta forma, é fundamental que o fornecedor seja rotineiramente monitorado.

Mas o que é importante monitorar no seu fornecedor?

Alguns requisitos são comuns, como o atendimento ao prazo de entrega, se o pedido de compras está compatível com a nota fiscal e a qualidade do material recebido; também podem ser avaliados preço, atendimento, garantia, posição no mercado, localização e outros fatores, conforme o tipo e impactos do fornecedor.

Por exemplo, para um fornecedor de matéria-prima é fundamental avaliar prazos de entregas e qualidade do material, já para um fornecedor de software, é mais importante considerar o atendimento da empresa conforme às demandas internas e tempo de retorno de intercorrências.

Mas quais os principais problemas que um fornecedor pode causar na minha empresa?

Tudo irá depender do tipo de fornecedor, da imagem do mesmo perante ao mercado, da dependência da empresa em relação ao que é fornecido, dentre outros fatores.

Se você trabalha com um fornecedor sem licença para funcionar, ou que apresente intercorrências trabalhistas e ambientais, caso tenha problemas com órgãos regulatórios, poderá haver uma grande divulgação em mídias e prejudicar a imagem da sua empresa por trabalhar com um fornecedor que não é idôneo e confiável.

Empresas famosas já tiveram sua imagem prejudicada devido á fornecedores não qualificados. Lembra-se do que ocorreu com a Zara no Brasil? Onde bolivianos foram encontrados trabalhando em situação considerada insalubre e ganhando menos de dois reais por peça de roupa produzida. O fato prejudicou a reputação da multinacional.

Existem diversas histórias como essa em todo mundo, em 2013 em Bangladesh, um incêndio causado pela falta de segurança deixou mais de cem mortos em uma fábrica de roupas, que produzia para Wal-Mart. Dois anos antes, a Wal-Mart havia auditado mais de nove mil fábricas de fornecedores e a unidade de Bangladesh foi considerada inadequada. No entanto, um dos fornecedores da empresa havia terceirizado parte de seu contrato para Bangladesh e o trágico acidente manchou a imagem da companhia.

Como pode ser observado, problemas diversos podem ocorrer provenientes de fornecedores, independente do segmento e porte da empresa, como atrasos no recebimento de materiais, que pode impactar na produção por falta de matéria-prima, intercorrências com empresas que fornecem refeições, que podem causar problemas de saúde nos colaboradores, como intoxicação, podendo paralisar a empresa.

Além disso, podemos pensar em outras intercorrências que poderiam acontecer caso tivéssemos problemas com fornecedores de extintores, ar condicionado, bebedouro, transportadora, etc….

Como podem ver, cada um deles pode causar impactos específicos na sua empresa, que não são nada agradáveis, muitas vezes de difícil resolução imediata, causando prejuízos financeiros para a empresa e comprometendo um atendimento de qualidade ao seu cliente.

Desta forma, o que fazer quando perceber que está trabalhando com um fornecedor não conforme?

Por segurança, é indicado ter sempre três fornecedores homologados, pois caso tenha problemas com um, pode substituí-lo com mais facilidade e segurança.

Mas iremos simplesmente descartar o fornecedor que apresentou irregularidades?

Claro que não, pensando sempre na melhoria contínua, por que não estender esta possibilidade aos fornecedores? Por que não desenvolver com eles um plano de ação para resolução dos problemas identificados, de forma a reforçar a parceria que já possuem e melhorar os processos internos do seu fornecedor?

No caso que citei acima, sobre o fornecedor de materiais recicláveis, após realizar a visita elaborei um relatório de não conformidade, descrevendo todas as intercorrências observadas, juntamente com um plano de ação para suas tratativas.

Fiz uma nova reunião com o fornecedor, apresentei os relatórios e o orientei sobre a importância do que precisava ser feito, para podermos continuar com a parceria já existente. Lhe mostrei inclusive, os benefícios que tais ações poderiam proporcionar para sua empresa. Percebi um grande interesse do fornecedor em realizar as adequações necessárias, e com o meu constante acompanhamento e ajuda, fomos evoluindo de forma que ao final do projeto, o mesmo me agradeceu pela parceria e por acreditar que poderiam melhorar.

Mas então por que reavaliar? O monitoramento dos fornecedores não é suficiente?

As reavaliações são importantes para evidenciar se os documentos e certificações do fornecedor continuam em conformidade, se foram renovadas, quando aplicável, e se o fornecedor continua qualificado para prestar serviço ou fornecer produtos para a empresa.

Geralmente essas reavaliações ocorrem em periodicidade anual ou semestral, onde cada empresa define uma sistemática própria a ser seguida, mas é fundamental que se tenham registros de que realmente ocorreram.

Depois de algum tempo realizando avaliação e monitoramento dos fornecedores, é possível obter informações que irão possibilitar uma análise mais profunda de riscos que podem ser prevenidos e melhorias a serem implementadas, assim como definições de metas e indicadores.

Estas informações podem estar relacionadas à identificação dos melhores fornecedores que a empresa possui, fornecedores que apresentam mais erros, principais erros, quantidade de erros por período ou produto, retrabalhos, desperdício, entre outros dados.

A nova versão da ISO 9001 aborda fortemente a gestão de riscos para a empresa, e podemos estender esta avaliação para os fornecedores, simulando ou imaginando cenários de possíveis perdas e criando processos para evitá-las.

Neste contexto, podemos perceber que a capacidade de um fornecedor em atender a demanda da empresa com qualidade e comprometimento pode fazer toda a diferença na hora de contratá-lo, pois refletirá na produtividade e até na satisfação do cliente.

A comunicação precisa ser a chave desta relação, pois não se trata de algo puramente comercial, mas uma parceria onde ambos devem buscar soluções que tragam benefícios mútuos, onde todas as partes estão interessadas em crescer com responsabilidade e melhoria contínua.

A ISO/TS 16949:2009 evoluiu.

Mudança nova na área! Em outubro, a comissão técnica IATF (International Automotive Task Force) publicou uma nova versão da ISO TS 16949. Agora a nova versão será chamada IATF 16949:2016.

Desde as alterações da ISO 9001:2008 para a ISO 9001:2015, muitas outras normas estão sofrendo revisões. Suas comissões técnicas estão criando novas versões, com o objetivo de melhor adequar os requisitos das normas ao contexto atual dos negócios.

Uma das normas modificadas foi a ISO/TS 16949, pois ela estava baseada na versão 2008 da ISO 9001.

O que é a IATF 16949:2016?

Esta norma auxilia na implementação de um Sistema de Gestão da Qualidade em organizações do setor automotivo.

A IATF 16949:2016 pode atuar como um braço da ISO 9001:2015. A nova norma não é um padrão de gerenciamento de qualidade autônomo, pois a sua implementação complementa a ISO 9001.

Diante do cenário automotivo, onde os produtos e serviços oferecem altos riscos e altos custos, o objetivo da IATF 16949:2016 é prover a melhoria contínua, promovendo a prevenção de defeitos e a redução das variações de desperdícios na cadeia de suprimento.

Ao contrário da versão anterior, ISO/TS 16494:2009, o documento da IATF 16949 não contém o texto da ISO 9001:2015. O escrito da nova versão apresenta apenas requisitos adicionais específicos do setor automotivo.

Entretanto, o cumprimento dos requisitos da ISO 9001:2015 ainda é uma obrigatoriedade. Isto garante o alinhamento total da IATF 16949 com os requisitos da ISO 9001:2015.

Sendo assim, conceitos como mentalidade de risco, informações documentadas, conhecimento organizacional e entre outros estão presentes na IATF 16949.

Por que implementar IATF 16949:2016?

Um motivo simples para esta resposta, seria: o meu maior cliente exige, logo eu tenho que ter.

Mas, vamos além!

O Brasil, um dos maiores mercados de veículos do mundo, possui altos níveis de competitividade e atratividade no setor automotivo.

Alta competitividade é sinônimo de grandes desafios, dessa forma as organizações deste mercado equipadas com os melhores recursos estratégicos alcançam uma vantagem expressiva sobre os concorrentes diretos e indiretos.

Um Sistema de Gestão da Qualidade é um recurso fundamental para gerenciar toda a organização, oferecendo suporte na busca constante por melhorias e, principalmente, no desenvolvimento do pensamento estratégico em todos colaboradores.

A IATF 16949 é o meio de se conseguir um Sistema de Gestão da Qualidade focado nos desafios constantes de toda cadeia produtiva do mercado automotivo.

Fique Atento!

A certificação para IATF 16949 é uma obrigatoriedade para fabricantes de peças automotivas.

Por isso, se sua empresa possui ISO/TS 16949:2009 você tem que realizar a transição da norma até 14 de setembro de 2018.

Vale destacar que após 1 de outubro de 2017, não poderão ser realizadas auditorias da ISO/TS 16949:2009.

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Programa 5S – Vantagens e Desvantagens.

O programa 5S, desenvolvido no Japão, é uma técnica voltada para a manutenção da ordem e organização do ambiente de trabalho.

Para isto, a metodologia prioriza o desenvolvimento de uma cultura voltada para a disciplina no local de trabalho.

O interessante do 5S é a sua adaptação em qualquer tipo de empresa, independentemente do tamanho. Para termos noção, há pessoas aplicando as etapas do programa em sua vida pessoal.

Como usar?

O significado por trás do símbolo “5S” consiste numa lista de “sensos” que devem ser desenvolvidos para se alcançar o objetivo final do programa.

A seguir resumiremos os “sensos” utilizando uma tabela, a fim de facilitar a compreensão das etapas do 5S.

5S Aplicação Questões importantes Lemas
Seiri Senso de organização e utilização. Verifique todo o local de trabalho e classifique o que é relevante ou supérfluo.

Mantenha somente as coisas importantes no ambiente de processo.

O que deve ser jogado fora?

O que deve ser guardado em um depósito?

O que pode ser útil para outra pessoa?

É útil hoje? Conserve! Não é útil? Descarte
Seiton – Senso de ordem. Após eliminar todos os itens desnecessários, organize os necessários. Há um lugar para cada coisa?

Cada coisa está em seu lugar?

Cada coisa, após o uso, está em seu devido lugar?

Organizar traz mais espaço, mais conforto e mais tranquilidade!
Seisô – Senso de limpeza. Além da organização, o ambiente e os utensílios dele devem estar sempre limpos e em ótimas condições de uso. Cada um da equipe está sendo responsável pelo seu espaço?

Todos limpam o que usam antes de guarda-los?

Limpe a sujeira e encontre um destino certo para o lixo!
Seiketsu – Senso de padronização, saúde e higiene. Nesta etapa, a prioridade é padronizar a aplicação dos primeiros 3S. Isto auxiliará a criar procedimentos específicos para a arrumação do ambiente de trabalho. A empresa tem padrões para a aplicação dos 3S acima?

Em um ambiente limpo, a segurança está sendo maior?

Em um ambiente limpo, gasta-se menos com produtos de limpeza

Quem não cuida bem de si mesmo, não merece credibilidade!
Shitsuke – Senso de disciplina e autodisciplina Tornar os 4S anteriores uma disciplina, em outras palavras criar um novo elemento na cultura organizacional da instituição. Há disciplina para manter a ordem, a rotina e o constante aperfeiçoamento?

Os 5S estão na rotina das pessoas?

As pessoas seguem fielmente as diretrizes dos 5S?

Faça o que tem que ser feito mesmo que ninguém veja!

Fonte: Adaptado de Almeida, M. G.¹  

Após discutirmos o programa 5S, vamos para o que realmente interessa neste post!

Precisamos analisar criticamente quais são as vantagens e desvantagens de aplicar o 5S em sua organização.

Desvantagens

O rotineiro é analisar primeiro as vantagens, porém se você der uma busca simples no Google, encontrará milhares de textos expondo os benefícios do 5S, por isso iniciaremos pelas desvantagens.

Provavelmente você já leu, ouviu e escutou alguma palestra sobre o programa 5S. Após o contato com o assunto, surgiu em sua mente uma luz para a solução de alguns problemas do cotidiano de sua empresa, e, com isso você pensou: Vou implementar o 5S! Entretanto, por algum motivo não houve sucesso na implementação.

Essa situação não podemos a classificar como hipotética, pois ela é a realidade de muitos gestores ao tentarem implementar qualquer sistema ou programa focado na qualidade.

Um dos principais motivos e a principal desvantagem evidenciada ao longo dos anos por nós, da Templum Consultoria Ilimitada, é o descrédito dos colaboradores quando o assunto é a busca sistemática pela qualidade.

Com o programa 5S não é diferente!

A equipe de trabalho deve enxergar a metodologia como um recurso intangível capaz de prover melhorias significativas nos resultados da organização.

Se no primeiro “S” os colaboradores não se comprometerem em eliminar tudo que é desnecessário, logo o ambiente ficará carregado de problemas, nos quais afetarão diretamente a eficiência na execução dos processos.

Por esse motivo recomendamos duas dicas:

Dica 1: Quer eliminar o descrédito dos colaboradores? Se comprometa com o 5S, principalmente se você possui uma função de liderança na sua empresa. As pessoas precisam enxergar os benefícios, dado que o ser humano prefere ver, para assim crer!

Dica 2: Escolha uma pessoa com o perfil ideal para coordenar todo o programa 5S. Essencialmente, um colaborador com a área de trabalho de seu computador e a sua mesa toda organizada pode ser um sinal rsrsrs. Tirando as brincadeiras, não adianta exigir de alguém desorganizado e sem senso de disciplina para gerenciar o processo, com certeza será um desastre.

Vantagens

Sem dúvida, a principal vantagem é a cultura de disciplina adquirida com a implementação do 5S.

O “senso de disciplina” gerado através do programa, apesar de intangível, é possível fotografá-lo. Como assim?

O pai do 5S, Hiroyuki Hirano, recomenda fotografar o ambiente de trabalho antes e depois da aplicação do programa².

Pois bem! Uma imagem vale mais que mil palavras!

Com a fotografia é bem provável que você se impressione com os resultados físicos, mas sem dúvida os resultados não físicos, como produtividade, eficiência e satisfação dos colaboradores internos serão mais surpreendentes.

Comece agora!

Este post está sendo escrito no final do ano, provavelmente você pense: o melhor momento para começar a implementação do programa 5S é no começo do próximo ano. Não! Os resultados do 5S são para agora.

Investir no 5S trará resultados reais!

Quer saber mais? Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, somos especialistas quando o assunto é Qualidade. Consuma o máximo de nossos materiais! Temos certeza que podemos te ajudar.   

Referência

¹ALMEIDA, M. G. Pedagogia Empresarial: Saberes, Práticas e Referências. Rio de Janeiro: Brasport, 2006.

²NAKAGAWA, Marcelo. FERRAMENTA: 5S PARA EMPREENDEDORES. Disponível em: <http://cms-empreenda.s3.amazonaws.com/empreenda/files_static/arquivos/2012/08/21/ME_5S.PDF>. Acesso: 29 de nov. de 2016               

 

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Categoria Diamante do PQTA premia 55 Cartórios no país

Foi divulgado pela ANOREG a relação dos cartórios premiados na Categoria Diamante do PQTA (Prêmio de Qualidade Total Anoreg), em evento realizado no último dia 18 de novembro.

A cerimônia marcou a coroação de 55 Cartórios que receberam a premiação Diamante do PQTA, a mais alta comenda de qualidade da entidade e a Templum se orgulha muito em fazer parte dessa história pelo segundo ano consecutivo com o Tabelionato de Protestos de Títulos de Contagem.

A lista completa dos cartórios premiados pode ser conferida no artigo publicado pela ANOREG, no link: http://migre.me/vC9ar.

O Prêmio

O Prêmio visa reconhecer os cartórios de todo o país, que apresentam os requisitos de qualidade e eficiência em gestão organizacional e prestação de serviços ao público. Atualmente o prêmio está em sua 12ª edição e todos os cartórios brasileiros podem se inscrever para participar.

Assim como qualquer empresa precisa investir em sua qualidade para conquistar melhores resultados, os cartórios também devem seguir neste mesmo caminho.

Diferente do que ocorria antigamente, hoje os cartórios precisam mostrar resultados para se manterem ativos. E para a conquista desses resultados, é necessário que se invista em qualidade para otimizar processos, melhorar o atendimento, diminuir custos, entre outros fatores necessários.

Dessa forma, a preparação para participar do Prêmio de Qualidade Total ANOREG, pode ser uma porta que se abre para que a serventia alcance melhores desempenhos e seja reconhecida pelo público com maior credibilidade.

Como implementar

Sabemos que a busca pela qualidade nem sempre é uma tarefa fácil para os seus gestores. Saber o que é preciso melhorar e como deve ser realizado, pode ser uma das tarefas mais difíceis nesta busca.

Para guiar os tabeliães no processo de qualidade de seus cartórios, o PQTA se apoia na ISO 9001 que é a norma oficial para a qualidade em processos, na NBR 15906 que tem o foco na gestão empresarial para serviços notariais e de registro e em normas de acessibilidade e sustentabilidade.

Vale destacar ainda que a contratação de consultorias especializadas nessas normas, como a Templum pode auxiliar ainda mais na implementação desses requisitos no cartório.

Como lucrar com a ISO 9001

A norma ISO 9001 em sua edição que foi lançada em 2015 assume de vez a sua posição estratégia.

Na teoria tudo muito bonito, porém, apesar de toda a conscientização e debate que existe em torno dessa nova norma, 01 ano após a sua publicação, ainda vejo 02 grupos muito distintos e distantes um do outro, que são os gestores das empresas que continuam achando que tudo não passa de um certificado na parede e os RD´s que continuam se preocupando principalmente com seus preciosos documentos.

E quer saber a notícia ruim: a sua empresa continuará com resultados pouco expressivos com a ISO 9001 enquanto os dois grupos não mudarem a forma de pensar.

Mas como mudar esse cenário e realmente lucrar com a ISO 9001?

Oras, começando do começo… Estranho não? Mas é exatamente isso. E é por isso que começo essa coluna com esse tema!

A base da norma ISO 9001 são os Princípios da Qualidade, que são:

  • Foco no cliente;
  • Liderança;
  • Engajamento das pessoas;
  • Abordagem de processos;
  • Melhoria;
  • Tomada de decisão baseada em evidência;
  • Gestão do relacionamento.

Se procurarmos o significado da palavra base no dicionário, encontraremos as definições: princípio, origem, fundamento, linha que sustenta as outras linhas…

Isso quer dizer que o sucesso sustentado da norma, ou seja, que a empresa só terá lucro com a implementação da ISO 9001, quando houver a aplicação real dos princípios da qualidade.

Mas, como aplicar os princípios da qualidade?

Existe um roteiro simples com 10 passos para essa aplicação de todos os princípios da qualidade:

  1. Entenda a missão da empresa, o direcionamento estratégico, o benefício central dos produtos oferecidos, a proposta de valor e o público alvo (FOCO NO CLIENTE E LIDERANÇA);
  2. Defina os processos que atuam nessa proposta de valor e que garantem a entrega do resultado pretendido e os riscos que podem impossibilitar essa entrega (ABORDAGEM DE PROCESSOS);
  3. Defina planos de ação de forma a minimizar os possíveis riscos (MELHORIA);
  4. Identifique as atividades chaves e os recursos necessários para a realização dessas atividades (ABORDAGEM DE PROCESSOS);
  5. Garanta a disponibilização dos recursos com parceiros de negócio (GESTÃO DO RELACIONAMENTO);
  6. Monitore os resultados encontrados e a satisfação dos clientes e parceiros (TOMADA DE DECISÃO COM BASE EM EVIDÊNCIA);
  7. Defina planos de ação para resultados fora do padrão estabelecido (MELHORIA);
  8. Acompanhe a implementação dos planos de ação (MELHORIA);
  9. Mantenha a sua equipe informada de todos os passos anteriores e resultados encontrados (ENGAJAMENTO DAS PESSOAS);
  10. Realize os 09 passos anteriores de forma cíclica (pdca) e no início de um novo ciclo, sempre estabeleça uma meta desafiadora no direcionamento estratégico.

Repare que apesar de parecer estranho, em nenhum momento falamos em documentos. Isso porque os documentos agora são recursos para a entrega do resultado das atividades e não atividades obrigatórias do sistema de gestão. Da mesma forma, não temos como realizar os passos acima, com uma direção que não segura o manche do barco e aponta a direção correta a seguir.

Vamos tentar mudar?

Então hoje eu faço um convite a gestores e RD´s de empresas que são certificadas ou que estão em processo de certificação para uma análise do sistema de gestão e aplicação do roteiro acima. Eu garanto que a correta aplicação desses tópicos trarão retorno sobre o investimento da certificação e que a empresa colherá imensos benefícios com a implementação do sistema de gestão.

Vamos tentar? Me conte aqui como foi a sua experiência.

O programa 5S e a ISO 9001:2015

A ISO 9001:2015 não é um sistema de gestão exclusivista. Em muitos momentos, a utilização de outras ferramentas gerenciais é uma necessidade na sua implementação. Por exemplo, ao definir o contexto da organização é comum os RDs utilizarem a matriz SWOT, com a intenção de identificar as ameaças e oportunidades no ambiente externo e os pontos fortes e fracos internamente. Uma outra ferramenta extraordinária para facilitar na implementação da ISO 9001:2015 é o programa 5S.

O ambiente de trabalho.

Na ISO 9001:2015 o ambiente de trabalho sofreu uma alteração importante, a começar pelo nome modificado para “o ambiente para operação de processos”. Agora, ao tratar deste requisito, o RD deve determinar e providenciar formas de manter o ambiente nas condições adequadas.

Outro ponto importante desta mudança é a noção de conjunto de condições contido no “ambiente para operação de processos”. O conjunto de condições, diz respeito a todos os fatores, como temperatura, iluminação, organização do espaço físico e entre outros, nos quais interferem, direta ou indiretamente, nos processos da organização.

Uma tarefa fundamental é identificar o conjunto de condições do ambiente. Para isto, os gestores devem possuir o conhecimento real dos processos e dos recursos necessários para o funcionamento da empresa. Por exemplo, num processo de digitação diária, um computador é um recurso necessário.  Ao analisar o processo mais o recurso é possível determinar quais são os conjunto de condições deste determinado processo.

No processo de digitação, a iluminação é um dos exemplos das condições do ambiente desta atividade, porém existem outros fatores que também podem interferir diretamente no desempenho desta rotina.

Logo, com a identificação das condições, feita inicialmente, é possível determinar o impacto daquele fator em determinado processo.

Um erro comum é afirmar que um ambiente não adequado afeta somente os fatores físicos da instituição. Fatores psicológicos, como stress, também são ocasionados em um ambiente fora das condições adequadas.

Me permita utilizar o meu exemplo. Semanalmente, eu elaboro novos textos para o blog Certificação ISO, com isso temos um processo que chamaremos de “elaboração de posts para o blog”. Nesta atividade, essencialmente, os recursos necessários são um computador com acesso à internet, uma mesa, uma cadeira (existem outros, mas vamos considerar estes). Logo, os aspectos ergonômicos são uma das condições que poderão afetar diretamente o desempenho do processo.

Se a minha cadeira não for ajustável a minha postura, em breve desenvolverei problemas com a minha coluna, prejudicando assim o meu desenvolvimento neste processo.

Estou utilizando um exemplo do meu dia a dia, mas, contudo, vale destacar que cada tipo de empresa possui o seus próprios processos, recursos e os conjuntos de condições, nos quais formam “o ambiente para a operação de processos”.

Como foi apresentado anteriormente, um dos desafios propostos neste novo requisito da ISO 9001:2015 é manter o ambiente em condições adequadas, de modo que os processos de sua organização não sofram maiores prejuízos.

Neste momento que entra o programa 5S!

Como sabemos, o 5S é um programa de Gestão da Qualidade focado no aperfeiçoamento de aspectos como organização, limpeza e padronização do ambiente. Sendo assim, um meio para atender a etapa relacionada ao “ambiente para a operação de processos”, da ISO 9001:2015, pode ser a aplicação da metodologia 5S.

O programa possui cinco sensos, nos quais são: senso de utilização (Seiri); senso de organização (Seiton); senso de limpeza (Seiso); senso de padronização (Seiktsu); senso de disciplina (Seitsuke).

Algo curioso sobre os cinco sensos é o fato de um ser consequência do outro, ou seja, só consegue buscar atender o senso de organização, após verificar o senso de utilização e assim por diante.

Pensando na utilização do programa 5S como uma ferramenta de apoio no cumprimento dos requisitos da ISO 9001:2015, a metodologia pode atuar como um norte na mudança do “ambiente para a operação de processos”, uma vez que o principal benefício da metodologia é proporcionar uma mudança na cultura organizacional de uma empresa.

Eliminar materiais obsoletos, executar, constantemente, a limpeza do local de trabalho e manter a ordem implantada são alguns exemplos de elementos culturais gerados através do programa 5S.

Resumindo, com a aplicação do 5S, o resultado esperado é criar um senso de disciplina (Seitsuke), com o propósito de todos os colaboradores buscarem constantemente formas e meios de manter o “ambiente para operação dos processos” sempre em perfeitas condições de uso.

Independente da sua empresa, um ambiente de trabalho adequado potencializa os resultados de curto e longo prazo. Por isso, a utilização do 5S na implementação da ISO 9001:2015 possibilita a melhoria contínua.

ISO 9001:2015 e 5S, como um complementa o outro?

Imagine que ao iniciar a implementação da ISO 9001:2015, em algum momento do processo você identifique uma não conformidade em algum elemento relacionado ao ambiente de trabalho. Logo, a metodologia 5S pode proporcionar uma ação real para eliminar ou diminuir esta contrariedade.

Quer saber mais? Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, estamos à disposição para esclarecer todas as suas dúvidas.