Quais foram as principais mudanças no PBQP-H?

O Ministério das Cidades anunciou alterações no SiAC (Sistema de avaliação das construtoras), as quais modificaram algumas regras no PBQP-H. As empresas de construção civil têm até 09 de julho de 2017 para realizarem a transição de seu sistema e continuar aproveitando os seus benefícios. A principal mudança foi a inclusão da Norma de Desempenho, ABNT NBR 15575:2013. Neste texto iremos abordar os principais elementos para implementação do SiAC, que são: Análise do Entorno; Perfil de Desempenho da Edificação; Plano de Controle Tecnológico; e Definição das Responsabilidades de um projeto.

Atualmente, 10 em cada 10 pessoas que nos procuram para conversar sobre o PBQP-H perguntam:

O que mudou no PBQP-H?

O interesse constante neste assunto é tão recorrente, uma vez que esta mudança está diretamente ligada a conquista de linhas de financiamento junto as instituições financeiras.

Antes de abordarmos as principais mudanças do PBQP-H é de suma importância esclarecer alguns enganos comuns.

O PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) é composto por três sistemas distintos:

  • SiAC – Sistema de avaliação da conformidade de Empresas de serviços e obras da Construção Civil. O SiAC é um dos projetos propulsores do PBQP-H. Sua finalidade consiste em contribuir com a evolução das empresas de construção civil.
  • SIMAC – Sistema de qualificação de empresas de materiais, componentes e sistemas construtivos. Este tem por base combater as não-conformidades técnicas de materiais e componentes da setor. O sistema é específico para fornecedores de materiais e componentes (Exemplo: Um fornecedor de cerâmica).
  • SINAT – Sistema nacional de avaliação técnica – tem por objetivo mobilizar a comunidade técnica para o desenvolvimento de inovações tecnológicas dentro da cadeia produtiva da construção civil.

Dentre estes sistemas, a alteração ocorreu somente no SiAC. Muito cuidado quando citarem sobre as mudanças do PBQP-H, pois os sistemas SIMAC e SINAT não foram revisados.

Esta mudança é direcionada, principalmente, as incorporadoras e construtoras.

Mas isto não quer dizer, que outros agentes da cadeia produtiva também não sejam impactados. Como o SiAC é um sistema feito para as empresas de construção civil, estas são as que mais precisarão se movimentar com esse novo cenário.

Ainda é cedo para afirmarmos, mas as mudanças poderão alavancar a produtividade do setor de construção civil. O foco desta revisão é promover melhorias nos projetos construtivos desde a concepção até a forma como um empreendimento é utilizado pelo usuário final.

A principal alteração na nova portaria do SiAC, publicada em janeiro de 2017, é a exigência feita de atender os requisitos instituídos na Norma de Desempenho, a ABNT NBR 15575:2013.

ABNT NBR 15575:2013

O conteúdo e finalidade da Norma de Desempenho, consiste no atendimento dos requisitos dos usuários. 

Hum… O que são “requisitos dos usuários”?

Os “requisitos dos usuários” ou “exigências dos usuários” são todos os requisitos estabelecidos na ABNT NBR 15575:2013, que tem por finalidade garantir a vida útil do projeto e os níveis de desempenho definidos pelas organizações no momento que forem iniciar algum empreendimento.

Agora para as construtoras e incorporadoras implementarem o PBQP-H/SiAC, elas terão que atender 100% dos requisitos dos usuários, porém iremos discorrer sobre este assunto com mais detalhes no decorrer do artigo.

Os requisitos dos usuários estão baseados em um tripé:

  • Requisitos de Sustentabilidade – dizem respeito a durabilidade; manutenibilidade; e impacto ambiental;
  • Requisitos de Habitabilidade – compreendem as noções de estanqueidade; desempenho térmico; desempenho acústico; desempenho lumínico; saúde, higiene e qualidade do ar; funcionalidade e acessibilidade; conforto tátil e antropodinâmico;
  • Requisitos de Segurança – abordam as especificações sobre a estrutura do sistema; segurança contra incêndio; e o uso e operação.

Continue até o final do texto, a partir de agora vamos abordar os principais pontos da Norma de Desempenho. Provavelmente, sua construtora precisará se adequar a todas estas mudanças para continuar com seu certificado PBQP-H/SiAC.

1) Análise do entorno

As incorporadoras precisarão realizar a análise de todos os aspectos que envolvem os arredores de seus projetos.

Antes de iniciar algum empreendimento é necessário verificar, por exemplo: a existência de algum aterro sanitário na área de implantação do empreendimento; há riscos de contaminação do lençol freático; existem presença de agentes agressivos no solo; qual a topografia do solo; qual o clima predominante e entre outros elementos que contornam seu projeto.

Em alguns casos, o incorporador providenciará estudos técnicos do entorno do terreno. Os relatórios destes estudos serão um instrumento fundamental para os projetistas adequarem o projeto de acordo com as especificações necessárias.

Um outro instrumento importante para analisar o entorno do projeto é consultar o Plano Diretor da cidade. O Plano Diretor é o instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana. Nele constam informações importantes que podem envolver todo entorno do projeto construtivo. Você já imaginou construir algum empreendimento e no seu entorno está programado a construção de uma linha ferroviária, que consta no Plano Diretor do Município? Logo os moradores desta habitação terão sérios problemas com o barulho, caso o empreendimento não tenha um sistema acústico adequado.

Analisar o entorno é tão importante quanto analisar os aspectos do próprio terreno. Com uma análise do entorno bem executada as organizações evitarão erros no projeto que ocasionarão custos elevados no reparo destes erros.

2) PDE: Perfil de Desempenho da Edificação

O PDE – Perfil de Desempenho da Edificação – é o documento de entrada de projeto que registra todos os requisitos dos usuários (Sustentabilidade; Segurança; Habitabilidade) e respectivos níveis de desempenho (mínimo; intermediário; superior) a serem atendidos por uma edificação habitacional.

As construtoras e incorporadoras que estabelecerão quais serão os níveis de desempenho para cada requisito do usuário. Por exemplo, se uma construtora definir o nível de desempenho mínimo no requisito do usuário “segurança” no critério referente a “segurança das instalações”, o construtor deverá consultar as especificações definidas na NBR 15575 para poder atender as exigências do nível mínimo.

A NBR 15575 não determina o nível de desempenho para cada requisito do usuário. O construtor pode definir o nível Mínimo para todos os critérios, o importante é obedecer ao que foi determinado no seu PDE.

O PDE é muito importante, com ele os envolvidos na execução do projeto sabem exatamente o que precisa ser feito para que os empreendimentos atendam os requisitos estabelecidos.

Basicamente, os requisitos dos usuários estão divididos em 03 categorias e contém um total de 12 itens, nos quais são:

  1. Sustentabilidade
    1.1 Durabilidade e Manutenibilidade
    1.2 Impacto Ambiental
  2. Segurança
    2.1 Estrutural
    2.2. Contra Fogo
    2.3 No uso e na operação
  3. Habitabilidade
    3.1 Estnqueidade
    3.2 Desempenho térmico
    3.3 Desempenho acústico
    3.4 Desempenho lumínico
    3.5 Saúde, higiene e qualidade do ar
    3.6 Funcionalidade e Acessibilidade
    3.7 Conforto Tátil e Antropodinâmico

3) Plano de Controle Tecnológico

O Plano de Controle Tecnológico é um documento referido no Plano de Qualidade da Obra (PQO) em que estarão relacionado os meios, as frequências e os responsáveis pela realização de verificação e ensaios dos materiais aplicados e serviços a serem executados em uma obra, que assegurem o desempenho conforme definido anteriormente.

Este instrumento auxilia no monitoramento da qualidade na execução da obra. Todos os materiais terão que atender as normas prescritivas especificas para cada sistema construtivo, quando for o caso.

No controle tecnológico é o momento de checar, a qualidade do material que será empregado na obra, com o objetivo de verificar principalmente sua durabilidade e resistência. Para cada material utilizado na obra, deverá ser criado um plano de controle tecnológico, indicando qual será a atividade de controle, a norma utilizada para essa checagem, quando o controle será realizado, quem será o responsável, quais as evidências utilizadas para garantir o controle e os critérios para compra e inspeção do material.

Enfim, com este instrumento será possível testar e validar o desempenho dos materiais, e com isso os usuários serão beneficiados com a qualidade do empreendimento adquirido.

4) Definição das responsabilidades

Um dos pontos mais importantes da Norma de Desempenho é a definição dos responsáveis para cada etapa de um projeto. Isto distribui as atribuições de cada integrante em um sistema construtivo.

Com esta abordagem os responsáveis de cada etapa poderão ser indicados caso haja algum problema, advindo de falhas e irresponsabilidades tanto no uso quanto na execução.

Exemplificando: há situações que o usuário final não cumpre com manutenções preventivas e corretivas especificadas no Manual do Usuário, logo caso ocorra algum problema específico, o cliente final das edificações não poderão cobrar ações das construtoras e incorporadoras, pois não houve a execução do que foi especificado no manual do usuário.

A seguir é apresentado uma tabela com algumas das responsabilidades em um empreendimento:

Agentes

Incumbência dos Intervenientes

Incorporador Identificação dos riscos previsíveis no período do projeto. Juntamente com o projetista, estabelecer os níveis de desempenho para os diferentes elementos da construção.
Projetista Estabelece e indica os respectivos memoriais e desenhos da Vida Útil do Projeto de cada sistema que compõe a obra.
Construtor Responsável por elaborar os Manuais de Uso, Operação e Manutenção. Executa os serviços conforme especificado em projeto.
Fornecedores Atestar o desempenho, laudos e testes.
Usuários Realização das Manutenções Preventivas e Corretivas declaradas nos Manuais do Proprietário.

O PBQP-H veio para melhorar os produtos e principalmente o mercado de construção civil.

Entre os benefícios esperados com a nova portaria do SiAC, estão:

  • Empreendimentos focados em atender os requisitos do usuário e, consequentemente a diminuição de reclamações futuras;
  • Critérios e objetivos claros para avaliação dos empreendimentos;
  • Maior Incentivo para o desenvolvimento tecnológico de materiais e processos;
  • Diminuição do impacto ambiental.

Com o prazo concedido pelo Ministério das Cidades, as empresas têm até 09 de julho de 2017 para realizarem a transição de seu sistemas e quem ainda estiver com a versão anterior terão seus certificados invalidados.

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Qual a Importância da NR 18 dentro do PBQP-H?

NR18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção talvez seja a norma regulamentadora mais importante para o setor da construção civil. No artigo de hoje iremos entender as principais implicações deste assunto tão relevante para as empresas de Construção Civil

A NR18 é a norma que regulamenta a Segurança e Medicina do Trabalho na Indústria da Construção Civil, instituída pela lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, regulamentada pela portaria nº 3.214 de 8 de junho de 1978, que altera o capítulo V do Título II da consolidação das Leis do trabalho, relativo à Segurança e Medicina do trabalho. Suas modificações e redação atualizadas podem ser encontradas no site: www.mte.gov.br, seção Segurança e Saúde, ítem legislação.

Na construção civil, as diretrizes são de ordem administrativa, de planejamento e de organização. Com o objetivo de implementar medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos nas condições e no meio ambiente de trabalho, é muito importante que dentro da construção civil esta norma seja 100% atendida, pois é onde mais ocorrem acidentes de trabalho. O intuito da NR18 é instruir os colaboradores sobre os riscos presentes nas diferentes atividades e etapas de uma obra, bem como os Equipamentos de Proteção Coletiva.

Principais Objetivos da NR 18:

  • Garantir a saúde e a integridade dos trabalhadores;
  • Definir atribuições e responsabilidades às pessoas que administram;
  • Fazer previsão dos riscos que derivam do processo de execução de obras;
  • Determinar medidas de proteção e prevenção que evitem ações e situações de risco;
  • Aplicar técnicas de execução que reduzem ao máximo os riscos de doenças e acidentes.

Na construção civil cada etapa da obra contempla um risco diferente. É necessário estar sempre atento as proteções coletivas para evitar quedas e problemas com a fiscalização do trabalho. Quedas, cortes, soterramento, atropelamento, choque elétrico, queda de objetos, projeção de corpo estranho nos olhos e entre outros são alguns dos acidentes mais comuns por falta de utilização dos equipamentos.

O intuito é instruir os colaboradores sobre os riscos presentes nas diferentes atividades e etapas de uma obra.

Os 5 principais motivos para os acidentes são:

  1. Pressa – realizar o seu trabalho depressa, de forma a colocar a sua integridade física em risco.
  2. Improvisação – adequar ferramentas ou máquinas para a execução do trabalhos.
  3. Auto-Exclusão – estar diante do risco e se omitir, pois não é problema seu.
  4. Exceção – abrir para as atividades de risco, por se tratar de um serviço rápido.
  5. Presumir – entender, acreditar que não causará acidentes baseando-se em probabilidade.

Existe também algumas doenças que podem ser desenvolvidas ao longo dos trabalhos dentro da construção civil, segue alguns exemplos:

Alergia pelo Cimento Pedreiro com eczema alérgico crônico provocado por cimento; eczema irritado produzido por massa de cimento, o pedreiro apresenta irritação nas mãos provocada pelo contato frequente com a massa do cimento; eczema nos pés com infecção causada pelo cimento; servente de pedreiro com eczema e infecção nos pés provocados pelo contato diário de massa de cimento com os pés; queimadura pelo cimento, queda de massa ou calda de concreto dentro da bota de couro ou borracha.

Nos acidentes que resultam em invalidez permanente e incapacidade parcial permanente, a indústria da construção aparece em 3º e 4º lugares na frequência de acidentes. Usá-lo apenas para a finalidade a que se destina, responsabilizar-se por sua guarda e conservação, usá-lo sempre que estiver em uma área ou realizando uma atividade de risco, são por essas e outras que existe a NR 18, para poupar a saúde dos colaboradores. O empregador tem o DEVER e OBRIGAÇÃO de fornecer os EPI’s para todos os colaboradores devendo ao empregado somente EPI aprovado pelo Ministério do Trabalho (com C.A.); sendo necessário treinar o trabalhador sobre o seu uso adequado tornando o obrigatório o seu uso.

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Novas mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida trazem novas oportunidades para o setor de Construção Civil.

No dia 06 de fevereiro, o Ministérios das Cidades anunciou que o Governo Federal injetará mais dinheiro no programa Minha Casa Minha Vida (MCMV). O objetivo é contratar 610 mil unidades habitacionais para 2017, com isso serão acrescidos mais R$ 8,5 bilhões no orçamento já existente para subsídios e financiamentos.

Este investimento promete aquecer o setor de construção civil nos próximos meses, trazendo novas oportunidades de negócios para os empresários deste segmento.

As mudanças beneficiarão muitas pessoas desejosas em conquistar o seu primeiro imóvel.

O que mudou no MCMV?                                             

Entre as alterações mais importantes, para os que pretendem adquirir uma casa ou apartamento por meio do MCMV, englobam os seguintes requisitos: renda máxima, taxa de juros, valores dos subsídios e os tetos dos valores para o financiamento dos imóveis.

A tabela a seguir é um resumo com as principais alterações do MCMV.

Faixas Renda máxima Taxa de Juros Valores dos Subsídios
Faixa 1 Até R$ 1.800,00 5% a.a Não possui subsídios
Faixa 1,5 R$ 1.800,00 – R$ 2.600,00 5% a.a Até R$ 47.500,00
Faixa 2 R$ 2.600,00 – R$ 4.000,00 Entre 5,5% e 7% a.a Até R$ 29.000,00
Faixa 3 R$ 4.000,00 – R$ 9.000,00 Entre 8,6% e 9,16% a.a Não possui subsídios

 

Outro ponto de destaque, foram as mudanças nos tetos dos valores dos imóveis para utilização do financiamento. Por exemplo, nas capitas do Distrito Federal, São Paulo e Rio de Janeiro, o valor que era de R$ 225.000,00 passou para R$ 240.000,00. Nas capitais do Norte e Nordeste, o teto de R$ 170.000,00 subiu para R$ 180.000,00.

Com as novas alterações, o MCMV abrangerá uma quantidade maior de pessoas. Anteriormente, o programa não abrangia as famílias que tinham a renda familiar entre R$ 6.500,00 e R$ 9.000,00. Logo, os proprietários de empresas de construção poderão mirar um novo público alvo e, com isso desenvolver novos tipos de produtos.

O que não mudou?

A exigência do PBQP-H, GERIC e as outras documentações obrigatórias continuam sendo aplicáveis para a sua organização.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, somos especialistas no PBQP-H.

O PBQP-H.

Para as incorporadoras aproveitarem esta grande oportunidade que o MCMV está proporcionando, elas devem estar em dia com o seu certificado do PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat).

O PBQP-H é um programa organizado pelo Governo Federal, que tem como meta estruturar o setor da construção civil em torno da melhoria da qualidade do habitat e a modernização produtiva. Tudo isto ocorre devido a qualificação das construtoras, mão de obra, entre outros agentes.

A adesão ao PBQP-H é um dos requisitos exigidos pelas instituições financeiras (exemplos: Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) para conseguir usufruir das vantagens do programa Minha Casa Minha Vida. Além do benefício de estar em concordância com uma das exigência dos bancos, o empresário estará implementando um programa, no qual dará subsídios para melhorar a gestão de todo seu negócio.

Como conseguir o PBQP-H?

A Templum Consultoria Ilimitada já ajudou centenas de empresas a conquistar o PBQP-H.

Veja o caso da Carvalho Forte, uma das parcerias de sucesso da Templum Consultoria:

Se você deseja mais esclarecimentos e informações sobre o PBQP-H, acesse o link: Como conseguir o PBQP-H?

Caso tenha mais alguma dúvida sobre o Programa, nos envie uma mensagem no campo de comentários que teremos o prazer em ajudar.

Não perca a oportunidade de aproveitar todas as mudanças no Programa Minha Casa Minha Vida. Com certeza, muitos brasileiros estão ansiosos para conquistar o sonho da casa própria.

A Norma de Desempenho e o PBQP-H

Em 19 de julho de 2013, entrou em vigor a norma ABNT NBR 15.575/2013 – Edificações habitacionais – Desempenho (ABNT, 2013), conhecida como Norma de Desempenho.

Desde então, as discussões sobre Desempenho de uma edificação trouxeram consigo a reflexão sobre termos como Vida Útil (VU), Vida Útil de Projeto (VUP), Manutenabilidade e Durabilidade, entre outros. Esses conceitos têm sido, aos poucos, incorporados ao dia-a-dia dos agentes envolvidos na construção civil (incorporadoras, construtoras, fabricantes de material, órgãos de financiamento, universidades, institutos de pesquisa, laboratórios, etc.), porém, na prática, o que se vê ainda é que as edificações estão engatinhando neste sentido.

A norma NBR 15575 foi redigida segundo modelos internacionais de normalização de desempenho. Logo, para cada necessidade do usuário e condição de exposição, aparece a sequência de Requisitos de Desempenho, Critérios de Desempenho e respectivos Métodos de Avaliação. O conjunto normativo compreende seis partes:

Parte 1: Requisitos gerais;

Parte 2: Requisitos para os sistemas estruturais;

Parte 3: Requisitos para os sistemas de pisos;

Parte 4: Requisitos para os sistemas de vedações verticais internas e externas;

Parte 5: Requisitos para os sistemas de coberturas; e

Parte 6: Requisitos para os sistemas hidrossanitários.

Qual o objetivo da Norma de Desempenho?

A Intenção da Norma de Desempenho é melhorar a qualidade dos sistemas habitacionais, principalmente nas edificações para população de baixa renda, que são as pessoas que mais sofrem com a briga pelo menor preço criada nas licitações.

Sendo assim, desde a data de vigência da norma, as edificações precisam atender às exigências prescritas. Entretanto, essa mudança tem sido lenta e gradual e, por conta da falta de braço para fiscalização, as edificações deixam de ser auditadas, o que abre margem para que algumas empresas deixem de cumprir tais exigências, mesmo afirmando que estas são cumpridas.

Para auxiliar na implementação e aumentar a qualidade dos sistemas construtivos, um dos mecanismos do Governo Federal, será a revisão e adequação do PBQP-H à NBR 15.575. O PBQP-H é um programa instituído pelo Ministério das Cidades, que visa padronizar a construção civil, implementando um Sistema de Gestão da Qualidade, baseado, até agora, na ISO 9001:2008.

Com a solidificação da Norma de Desempenho e com a revisão da ISO 9001, para a versão 2015, o PBQP-H passará também por uma revisão, de forma a adequar-se aos novos requisitos da ISO e atender aos requisitos da NBR 15.575. Essa revisão está prevista para o primeiro semestre de 2017.

Provavelmente a nova versão do PBQP-H virá com obrigações baseadas na Norma de Desempenho, sendo certificadas apenas as empresas que cumpres os requisitos da Norma.  O Programa passa então a ser uma ferramenta de fiscalização e incentivo para a real implementação e atendimento à Norma, uma vez que a maioria dos processos licitatórios exigem das construtoras a certificação do PBQP-H.

Portanto, para quem tem interesse na certificação no PBQP-H, já pode ir se adequando à NBR 15.575, pois será, junto com a ISO 9001:2015, a espinha dorsal da nova versão do Programa.

PBQP-H: Obrigatoriedade do Livro de Inspeção do Trabalho

Inúmeras vezes atuando como consultora na implementação, principalmente no PBQP-H (Programa Brasileira de Qualidade e Produtividade no Habitat), fui questionada sobre a necessidade e obrigatoriedade da existência do Livro de Inspeção do Trabalho em obras. Questionada por um conhecido e conversando com um professor muito bom senti-me a vontade para escrever.

Livro de inspeção do Trabalho

O livro de inspeção do trabalho apoia e registra a situação encontrada no momento da auditoria do fiscal do trabalho (não conformidades, determinação de prazos entre outros).

As fiscalizações ocorrem aleatoriamente e sem periodicidade determinada. Elas seguem as vertentes e indicadores sob o aspecto de informação de demanda ou tendências, nas quais podem ser: regularidade de ocorrência, abertura de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho), denúncia, ação trabalhista, crise econômica, terceirizações de mão de obra, regionalismo e entre outros. Estes indicadores devem ser sempre observados, coletados e analisados pelas regionais de trabalho.

Diante disso, surge a pergunta: “Sou obrigado a ter este livro em minhas obras ou na minha empresa?”.

Conforme Lei Complementar nº 123, de 14 de Dezembro de 2006 fica determinado que empresas de pequeno porte ou microempresa estão desobrigadas a terem o livro “Inspeção do Trabalho”.

Esta classificação de Microempresa ou Empresa de Pequeno Porte se dá conforme receita bruta anual da empresa. Por isso, consulte o seu contador!

Pequenas empresas normalmente sofrem fiscalização, contudo há pesos e medidas diferentes e nunca serão autuadas por não terem o livro.

O papel do fiscal ao auditar uma empresa pequena, antes de qualquer coisa, é orientar, esclarecer e, quando houver irregularidades, conceder prazos. Estas informações estão contida na notificação entregue a empresa. Não sendo cumprido, o plano segue como qualquer outra organização e a mesma recebe o laudo de infração que discrimina o porquê da autuação.

Reitero que as médias e grandes empresas tem a obrigação de possuir o livro. Além disso, elas podem ser autuadas pela ausência do mesmo e outras irregularidades encontradas pelo fiscal.

PBQP-H: O que são serviços controlados?

Conversando com um dos nossos consultores especialistas em PBQP-H, ele destacou que uma das principais confusões na implementação do Programa são os processos exigidos nos serviços controlados.

O SiAC através do PBQP-H estabelece uma lista de 25 serviços controlados em uma obra de construção civil. Estes devem possuir procedimentos a serem cumpridos no momento da sua execução, além de obrigatoriamente serem registrados e inspecionados.

Este assunto é muito importante!

pbqp-h-serviços-controlados

Quando o objetivo é implementar o PBQP-H no nível de adesão A, 100% dos itens normativos do programa são exigidos. Com isso, a lista dos 25 serviços controlados devem ser observados cuidadosamente.

O nosso consultor, José Rafael Alvim acrescenta:

“Os serviços controlados não necessariamente limitam-se à lista presente no Manual do PBQP-H. Sempre que a empresa identificar um serviço crítico ao andamento da obra, logo o mesmo também deve ser considerado um serviço controlado, ainda que não esteja na relação do SiAC.”

Em outras palavras, no caso de acrescentar novos serviços, além dos apresentados na lista, os mesmos devem ser devidamente registrados e inspecionados.

Esta sistemática auxilia na manutenção da qualidade de cada parte de uma construção. Sua aplicação ajuda os gestores e executores de um empreendimento a reduzirem os erros comuns causados nos serviços fundamentais em uma obra.  

Quais são os serviços da lista de serviços controlados?

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Para atender este requisito exigido no PBQP-H, a norma caracteriza a necessidade de criar dois procedimentos. A execução dos serviços e a inspeção documentada dos serviços.

O que é um procedimento de execução dos serviços?

Ao executar qualquer atividade contido na lista de serviços controlados, obrigatoriamente os processos e etapas devem apresentar uma documentação explicando detalhadamente como será a forma de execução.

Exemplificando, imagine a “colocação de uma janela”. Entre os itens a serem descritos, seriam: a forma de como fixar a janela; a forma de como furar as paredes; a forma de como montar a estrutura do local onde será colocado a janela; a instalação de verga e contra-verga e entre outros.

Basicamente, este procedimento é um precedente fundamental para se iniciar qualquer tipo de serviço contido na lista.

O que é um procedimento de inspeção de serviços?

Enquanto o procedimento de execução dos serviços é elaborado antes da realização de qualquer atividade da lista, a inspeção ocorre após o término das mesmas.

O objetivo central desta etapa é conferir a qualidade do que foi realizado.

Para executar esta parte do processo é importante definir o “método de verificação”, ou seja a forma como será avaliado a qualidade do que foi feito.

Pensando no mesmo exemplo da “colocação de uma janela”, imagine que um dos itens estabelecidos para inspeção seja “o ajuste final após colocação dos vidros”. Um método de verificação recomendável seria conferir os aspectos físicos, nos quais podem ser observados visualmente.

Em casos de problemas encontrados nos serviços controlados, estabeleça propostas de soluções, nas quais melhor se adequem à realidade da sua obra.

Seja minucioso!

Descreva com exatidão os detalhes dos serviços controlados, desde a colocação de um simples parafuso. Com certeza isto facilitará o andamento da sua construção e a orientação dos executores dos serviços.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, entendemos a necessidade da padronização de todo tipo de atividade para se alcançar o tão famoso “padrão de qualidade”.

Estamos disponibilizando para download dois exemplos práticos de procedimento de execução e inspeção dos serviços.

Mais alguma dúvida? Nós estamos aqui para respondê-las.

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Quanto realmente custa implementar a certificação PBQP-H e por que vale a pena

Quando falamos em certificação ISO (International Organization Standardization) ou a própria implementação da certificação PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat), muitos empresários se perguntam quanto realmente precisarão investir e quanto trabalho deverão empenhar no processo. Antes mesmo de buscar as informações a respeito, desistem ou deixam para outro momento por considerarem custoso e de difícil acesso.

O mais incrível é que podem se surpreender ao descobrir as facilidades que encontram para a implementação dessas certificações e as oportunidades que estão deixando de aproveitar para profissionalizar a empresa. Para acabar com esse preconceito e sanar de vez quaisquer dúvidas, elaboramos esse post para te mostrar o quanto pode ser barato e fácil implementar a certificação PBQP-H. Vem descobrir!

1. Apoio de uma consultoria especializada

Para começo de conversa, qualquer valor empregado na melhoria da qualidade da produção não é um custo, mas um investimento que deve gerar resultados no curto ou médio prazo. Nesse sentido, a certificação PBQP-H poderá ser obtida mediante uma consultoria especializada que dará total apoio durante o processo de implementação de um sistema de gestão que irá resultar na certificação.

O custo de uma consultoria tradicional pode ser alto e talvez uma modalidade online possa ser a solução ideal para resolver esse problema. O importante é ficar atento a credibilidade que a empresa de consultoria online possui no mercado para não transformar o investimento em um custo ainda maior.

2. Qualificação e treinamento da equipe de trabalho

A certificação PBQP-H trata de normas aplicadas para aumentar o padrão da qualidade e, enquanto estiver sendo implementada, o maior custo talvez seja o esforço colaborativo que os funcionários deverão empregar para aderirem às mudanças em suas ações para comportamentos padrões. Nesse caso, a escolha de um agente de mudanças como RD (Representante da Direção) com um forte perfil de liderança poderá transferir todo o conhecimento técnico recebido da consultoria aos funcionários e motivar a mudança.

A capacitação e treinamento da equipe de força de trabalho poderão ser obtidos ao mesmo tempo em que acontece a implementação da certificação PBQP-H economizando tempo e recursos. Depois dessa etapa, o investimento em treinamento pode ser necessário apenas para a melhor adequação dos funcionários aos novos padrões que deverão respeitar, mas o custo é baixo e o tempo de aplicação deve ser curto.

3. Adequação da infraestrutura

Uma das normas estabelecidas para se obter a certificação PBQP-H é seguir a forma ideal para o melhor armazenamento e utilização dos materiais. Como a certificação é apenas uma diretriz, ela diz o que deve ser feito e monitorado, mas o método que será utilizado na prática fica por conta da estratégia desenvolvida pela construtora.

Nesse caso, a infraestrutura necessária para receber e armazenar os materiais deve configurar um investimento para a sua melhor adequação, mas vai depender do porte da obra e se o armazenamento é efetuado pelo próprio fornecedor.

4. Medição do padrão de qualidade obtido

Como a implementação da certificação PBQP-H é feita já com uma obra em andamento, o processo acontece de forma rápida e já no primeiro empreendimento em andamento. Quando a construtora partir para o início da segunda obra, a certificação obtida já poderá trazer resultados melhores e garantir o aumento da qualidade nos serviços, redução de custos e maior lucratividade.

Mas antes de obter a certificação, o padrão de qualidade deve ser medido em uma auditoria interna (realizada pela própria consultoria) para se avaliar os resultados obtidos na melhoria dos processos de produção como a eliminação do desperdício de materiais utilizados na obra, funcionários mais preparados para o trabalho e a redução dos riscos de acidentes de trabalho.

5. Por que vale a pena obter a certificação PBQP-H

A certificação PBQP-H gera uma vantagem competitiva importante para garantir o fechamento das vendas de imóveis. A construtora pode usá-la como um diferencial frente à concorrência, uma vez que as agências financeiras como o banco da Caixa Econômica Federal, por exemplo, só liberam o crédito para o financiamento de imóveis que possuem a certificação.

Todo o investimento realizado para a implementação da certificação PBQP-H retorna na medida e no tempo em que foi dedicado para obtê-la. Isso significa que quanto melhor forem implantadas as operações do sistema de gestão, melhores serão os resultados obtidos com os processos de produção.

Gostou da novidade! Compartilhe a sua opinião e experiências com a gente!

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Tudo que o construtor precisa saber sobre a certificação PBQP-H

A baixa qualidade registrada na construção civil brasileiro tem sido um gargalo na produção e gerado desconfianças tanto para os compradores quanto para os bancos financiadores. Esses fatores contribuem para a baixa valorização dos imóveis e redução das negociações efetivadas. Para ajudar a resolver esses problemas, o governo federal criou a certificação PBQP-H (Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat) para colocar a produção numa linha que segue os padrões internacionais de produtividade e qualidade.

E para você ficar por dentro do assunto, criamos esse post para deixá-lo a par de tudo o que o construtor precisa saber sobre o PBQP-H. Vem conhecer!

1. A certificação PBQP-H deve agregar valorização ao setor de construção civil

Com a certificação PBQP-H, o setor deve atuar sobre uma metodologia que promove maior organização, produção em maior escala, aumento da qualidade e valorização das construções. A modernização dos padrões de atuação do setor deve agregar maior competitividade no mercado e contribuir para aumentar a confiança dos consumidores e também das agências financiadoras na hora da liberação do crédito.

O banco da Caixa Econômica Federal, por exemplo, já exige a certificação PBQP-H para liberar um financiamento ao comprador. Ela funciona como uma garantia a mais para a agência financeira.

2. A certificação PBQP-H facilita a obtenção da ISO 9001

Tendo como base a ISO 9001, a certificação PBQP-H favorece o reconhecimento internacional de qualidade e leva a construtora a um patamar mais elevado de confiabilidade no mercado de construção civil do país. Ao obter o PBQP-H, a empresa pode também obter a certificação ISO 9001. A facilidade se deve ao fato de que os requisitos normativos pertencentes a ISO 9001 também compõem o PBQP-H.

Ao contrário do que muitos empresários imaginam, essas certificações não são nada burocráticas para se obterem, não influenciam a rotina da empresa e não há qualquer necessidade de se realizar novas contratações para isso. O que as normas sugerem são apenas o que deve ser feito e monitorado enquanto a forma como será feita ficará a cargo da empresa e pode ser facilmente adaptável conforme as estratégias que o empresário considerar mais adequadas.

3. O melhor momento para se obter a certificação PBQP-H

As empresas que não tiverem o PBQP-H poderão perder a competitividade no mercado e correrão sérios riscos de desaparecerem. Dessa forma, o momento certo para se obter a certificação é agora, já que poucas empresas ainda o possuem e isso será uma grande vantagem competitiva para a construtora. Outro fato importante é que, quanto menor for a empresa, mais barato, mais rápido e mais fácil será a sua implementação. Assim, podemos considerar o seu desenvolvimento de forma sustentável e com uma base sólida.

4. Os benefícios proporcionados pela certificação PBQP-H

Uma construtora que possui a certificação PBQP-H pode se beneficiar de um canteiro de obras mais organizado, melhora do índice de aproveitamento dos materiais, redução dos riscos de acidentes e promover maior capacitação aos operários, visto que executarão as tarefas de acordo com os padrões preestabelecidos. A consequência será as obras finalizadas dentro do prazo e com qualidade superior.

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O que o construtor precisa saber sobre o PBQP-H

O Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) é um programa criado pelo governo para organizar o setor de construção civil.

Além de modernizar a produção e melhorar a qualidade das construções, o governo espera tornar o setor mais competitivo, aumentando a confiança dos agentes financiadores e do consumidor final. É por isso que a Caixa e outras instituições financeiras exigem o PBQP-H para conceder crédito.

O PBQP-H é a ISO 9001 da construção civil
A ISO 9001 é a base do programa. A certificação é reconhecida internacionalmente pela sua aceitação de mercado e facilidade de implementação. A empresa que tem o PBQP-H pode também obter o certificado ISO 9001, visto que os requisitos normativos da ISO 9001 estão todos contemplados no PBQP-H.

Ao contrário do que muitos empresários pensam a ISO, e consequentemente o PBQP-H, não são burocráticos. Você pode continuar a trabalhar do seu jeito, sem a necessidade de novas contratações.

O PBQP-H se adapta a sua empresa, e não o contrário
A norma sugere apenas o que deve ser feito e monitorado. O ‘como’ fica a cargo da empresa e é facilmente adaptado a sua cultura. O PBQP-H é um sistema documentado e não um sistema de documentos.

A Templum fornece todos os modelos de formulários e procedimentos técnicos. Esses modelos são apenas um ponto de partida que pode ou não ser adotado pelo cliente. O auditor não avalia como você trabalha, apenas se o que você faz está documentado e atende as exigências do programa.

Qualquer empresa pode ter o PBQP-H, independente do tamanho
Na verdade, a melhor hora para se implementar o PBQP-H é quando a empresa é pequena. O processo fica mais ágil e barato. A empresa que incorpora a cultura da qualidade desde pequena, cresce de forma mais consistente e lucrativa. Lembre-se o objetivo de um sistema de gestão é melhorar seu desempenho e se beneficiar com a implementação.

O PBQP-H aumenta o lucro e garante a satisfação do cliente final
A empresa que implementa o PBQP-H tem um canteiro de obras mais organizado, desperdiça menos materiais, tem menos acidentes de trabalho e funcionários mais capacitados, que executam o trabalho de acordo a padrões pré estabelecidos. Consequentemente, temos obras finalizadas no prazo com mais qualidade. E isso é exatamente o que a Caixa quer em contrapartida ao crédito.

Agora que sabemos que a sua construtora só tem a ganhar, que tal falar sobre as formas de implementação do PBPQ-H e a preparação para o Geric.