GERIC: processo de análise de risco da Caixa

Se você está lendo este artigo, é provável que você precisa crédito para construir. Participando do Minha Casa Minha Vida ou não você vai precisar do GERIC.

O GERIC é o processo de análise de crédito da Caixa, que é a principal instituição financeira do programa Minha Casa Minha Vida. Como a Caixa foi a primeira instituição a conceder crédito para construção, ela sabe onde e como os problemas acontecem e seleciona muito bem seus candidatos.

Crédito garantido em qualquer banco
Essa análise é uma verdadeira auditoria na empresa. Ela é tão rigorosa que a empresa Gericada tem crédito pré aprovado em qualquer banco.

Conseguir o Geric sem ajuda pode se tornar um pesadelo
Para analisar o risco a Caixa exige o preenchimento de mais de 15 planilhas e exige uma série de documentos, que, em sua maioria, tem validade de 90 dias. A dificuldade é entregar todos os documentos em tempo hábil, sem comprometer o andamento do processo.

Se o seu processo parar e as certidões vencerem você volta para a estaca zero
A verdade é que a análise é realizada por funcionários públicos, preocupados com o cumprimento das normas do banco e não com o sucesso do seu processo. As respostas são vagas, e não há jeitinho. Se as certidões vencerem, você terá que pagar por elas novamente. É comum que isso aconteça mais de uma vez.

Você gosta de jogar dinheiro fora?
A Templum tem o caminho das pedras. Um jeito rápido e prático de obter a documentação exigida e preencher as planilhas e formulários, minimizando os problemas. Montamos um roteiro passo a passo para elaborar o processo, atendendo a risca os padrões da Caixa. Fazemos em até 3 meses o que muitas empresas levam mais de 1 ano tentando sem sucesso.

Se você precisa de crédito para construir e não tem tempo, nem dinheiro a perder, fale com a gente.

O GERIC não é a única exigência do Minha Casa Minha Vida. Para participar do programa você também terá que aderir ao Programa de Qualidade e Produtividade do Habitat, o PBQP-H. Mas, antes de falar sobre ele, eu tenho uma pergunta: você sabe quanto custa a desorganização?

PBQP-H e o Minha Casa Minha Vida

Construção civil não é para os fracos.

Risco e lucro andam juntos e poucos setores tem tanta oportunidade de crescimento quanto a construção civil.

Com o programa Minha Casa Minha Vida o governo federal está disponibilizando recursos para a construção e espera que 4 milhões e 600 mil casas sejam construídas nos próximos anos.

Essa pode ser a oportunidade ideal para sua empresa crescer. Você está preparado para aproveitá-la?

O programa minha casa minha vida é dividido em faixas, relacionadas a capacidade de pagamento dos compradores dos imóveis. Vamos ver como funciona a primeira faixa de incentivo para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos.

MCMV 0 a 3 salários mínimos

Os maiores incentivos são voltados ao público de renda familiar de até 3 salários mínimos. Os beneficiados pagam parcelas que representam 10% da renda familiar bruta, com valor mínimo de 50 reais mensais em 10 anos. O restante é pago pelo governo.

Nessa faixa a construtora não vai a mercado: o cliente é a própria Caixa, que comercializa as habitações.

Bom para quem constrói, já que o risco de inadimplência é zero. O terreno é pago a vista e os recursos para as obras são liberados mediante a execução das etapas.

A construção de imóveis de baixa renda exige experiência e organização. O projeto tem que ser bem elaborado e seguido a risca, caso contrário o lucro pode vazar pelos seus dedos.

Por exemplo, em um projeto de construção de mil casas, 10 pregos, ou 2 metros de fio perdidos por casa tem um impacto enorme nas contas finais. Se a empresa tiver problemas para entregar os imóveis, ela pode não ter recursos para arcar as despesas jurídicas e as multas aplicadas pelo orgão financiador.

Como funciona o Minha Casa Minha Vida 0 a 3

As construtoras apresentam projetos às superintendências regionais da CAIXA, podendo fazê-los em parceria com estados, municípios, cooperativas, movimentos sociais ou independentemente.

Após análise simplificada, a CAIXA contrata a operação, acompanha a execução da obra pela construtora, libera recursos conforme cronograma e, concluído o empreendimento, realiza a sua comercialização.

Talvez você ache que este é um negócio para construtoras maiores, e pode ser que você esteja certo. Mas todo mundo tem que começar por algum lugar, e a segunda faixa do programa pode ser ideal para você.

MCMV 3 a 10 salários mínimos

As famílias com renda acima de 3 e até 6 salários mínimos contam com um subsídio substancial nos financiamentos com recursos do FGTS.

Aquelas com renda acima de 6 e até 10 salários mínimos tem custos reduzidos de seguro e acesso ao Fundo Garantidor da Habitação.

Os incentivos não são apenas para o comprador. Quem constrói para esta faixa tem pode financiar 100% da obra com taxas de juros mais atraentes. Por exemplo, em um financiamento de 1 milhão de reais, a redução de 0,5% da taxa de juros pode gerar uma economia de 35 mil reais por ano. Mais dinheiro em caixa para você.

A comercialização é facil, e segurada pelo governo
Quem constrói para esta faixa é responsável pela comercialização das habitações. O governo subsidia parte do valor, facilita o acesso a crédito e garante o pagamento das parcelas caso a família beneficiada tenha problemas, diminuindo muito o risco de inadimplência.

Mercado aquecido
Vale a pena lembrar que essa faixa abrange um público muito grande, cujo desejo pela casa própria é cada vez maior. Os imóveis são vendidos com facilidade e o retorno sobre o investimento é rápido.

Como funciona o Minha Casa Minha Vida 6 a 10

  1. União e FGTS alocam recursos por área do território nacional, sujeitos a revisão periódica.
  2. Construtoras apresentam projetos de empreendimentos às superintendências regionais da CAIXA.
  3. A CAIXA realiza pré-análise e autoriza o lançamento e comercialização.
  4. Após conclusão da análise e comprovação da comercialização mínima exigida, é assinado o Contrato de Financiamento à Produção.
  5. Durante a obra a CAIXA financia o mutuário pessoa física e o montante é abatido da dívida da construtora.
  6. Os recursos são liberados conforme cronograma, após vistorias realizadas pela CAIXA.
  7. Concluído o empreendimento, a construtora entrega as unidades aos mutuários.

Para participar você precisa do GERIC e do PBQP-H

Para ter acesso a esses incentivos você deverá provar que tem capacidade técnica, administrativa e financeira para cumprir o que foi acordado. A análise de crédito da Caixa é conhecida como GERIC. O sistema de gestão que garante a qualidade da obra é o PBQP-H.

Veremos a seguir que a exigência é grande, mas os benefícios superam o esforço da implementação.

7 práticas para diminuir os resíduos e aumentar o lucro na construção civil

Não é novidade que a Construção Civil é uma das principais engrenagens da economia mundial que oferece muitas oportunidades no mercado de trabalho, em diferentes níveis sociais. Mas esse tamanho potencial requer uma grande utilização de recursos naturais nas obras, correspondem a cerca de 20% a 50% dos recursos explorados em todo o mundo, que, normalmente, geram resíduos sólidos. Os resíduos podem gerar impactos ambientais imensuráveis, e por isso devem ser gerenciados, controlados e monitorados. É uma necessidade adotar medidas e planos de gerenciamento que visem minimizar a geração dos resíduos produzidos orientando seu correto acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte e disposição final.

Aqui você deve ter entendido que a geração de resíduos é um tema de extrema importância por afetar não só as empresas relacionadas ao setor mas envolve todos impactos ambientais que afetam o mundo todo. Assim, separamos várias práticas e estratégias sustentáveis de otimização, redução de desperdício, melhoria de processos, que contribuirão para redução de custos e consequente aumento de lucro na sua empresa.

A cultura de redução

É equivocado dizer que redução de resíduos é um ato ou projeto. Não é um projeto que você vai executar e ter fim, pelo contrário, é mais parecido com um plano de ação que se dispõe do PDCA: planejar, fazer, verificar o que aconteceu, se atingiu os objetivos e agir corretivamente para planejar, fazer, verificar, e assim por diante. Se você acha isso trabalhoso demais é uma boa hora de desistir desse texto, não estou falando de coisas fáceis de fazer, mas de coisas que realmente funcionam.
Eliminar desperdícios, reduzir resíduos, reduzir custos, enfim, não são atos, são hábitos, e enquanto esse hábito não estiver claro tanto para a alta direção quanto para toda a equipe, será muito mais difícil dispor de ações que tragam esse resultado. A cultura de redução deve ser instalada na organização.
Mas antes que você se assuste, existem 2 métodos que podem sistematizar a implantação dessa cultura de redução: os 3Rs e os 5s.

3Rs

Os 3R’s da sustentabilidade (Reduzir, Reutilizar e Reciclar) podem assumir um papel de grande importância na rotina da sua organização. Reduzir significa economizar de todas as formas possíveis. Eu necessito mesmo desta quantidade de materiais? Devo mesmo substituir isso ou posso consertar ou reformar? Reutilizar é evitar que vá para o lixo aquilo que não é lixo, que pode ser reutilizado, e aqui surgirão várias soluções criativas e inovadoras. Reciclar é quando não é possível nem reduzir e nem reutilizar, assim serão enviadas para serem processadas e voltarem ao seu ciclo de vida de outra forma.
Quando você consegue incorporar os 3R’s no dia-a-dia e na cultura de todas pessoas da organização, eles contribuirão diretamente para resultados maiores a longo prazo.

5S

Metodologia japonesa que foca 5 sensos, cada um deles iniciados com a letra S:
Seiri – Senso de Utilização: separar o que é útil do que não é e melhorar o uso do que é útil;
Seiton – Senso de Ordenação: um lugar para cada coisa, cada coisa no seu lugar;
Seisou – Senso de Limpeza: limpar e evitar sujar;
Seiketsu – Senso de Saúde: padronizar as práticas saudáveis;
Shitsuke – Senso de Autodisciplina: assumir a responsabilidade de seguir os padrões saudáveis.

Se você conseguir implantar essa 1ª prática, você já verá uma melhora imensa nos seus resultados.

Entregas “Just In Time”

O conceito “Just in Time” (ou, em português, no momento certo), é uma solução que reduz o tempo de estocagem de materiais dentro do canteiro de obras, pois considera o seu recebimento “no momento certo” de sua utilização, o que contribui para o aumento da eficiência na execução dos empreendimentos e elimina eventuais desperdícios. Uma das ferramentas mais conhecidas para este propósito é o Mapeamento de Fluxo de Valor, que faz o cruzamento de todos os recursos (sejam eles mão-de-obra, tempo de ciclo ou materiais) com o cronograma da obra, otimizando seu uso. O resultado direto desta prática é uma construção ágil, com movimentação de materiais ocorrendo na medida em que estes são realmente necessários; ou seja, produto correto, no momento certo, na quantidade exata.

Talvez sua adoção não seja uma tarefa tão fácil, pois depende muito de algumas variáveis, tais como a região de atuação, o tipo de obra, os processos produtivos e principalmente os fornecedores; porém é muito importante destacar que obras mal planejadas e com cronogramas mal executados geram aquisições desnecessárias, desperdício, e uma gama de resíduos impactantes para o meio ambiente. Sem falar nos altos custos e gastos extras para sua remoção.

Portanto, reavalie os seus estoques, reveja o cronograma de execução de serviços e fortaleça a relação de parceria com os seus fornecedores para uma entrega “Just In Time”, de modo a tornar sua obra mais organizada, lucrativa e menos impactante para o meio ambiente.

Layouts produtivos

Um layout de canteiro de obra bem planejado é fundamental tanto para a comunicação em si, como para diminuição de resíduos e aumento da produtividade e segurança na obra. Está diretamente ligado às distâncias a serem percorridas pelos colaboradores, contribuindo positiva ou negativamente para os resultados no processo construtivo.

O planejamento de layout para uma disposição de obra eficaz e eficiente não consome tantas horas técnicas, e ao contrário do que muitos pensam, apresenta um excelente custo-benefício: otimização de prazos e redução de custos. Layouts produtivos refletem a compreensão da obra como um processo sistêmico que considera toda a logística envolvida no processo da construção. Esta análise logística deve ser voltada para a otimização e racionalização do recebimento, armazenagem, movimentação e disponibilização de insumos, materiais, ferramentas, equipamentos e mão-de-obra.

Toda execução de layout em canteiros de obra deve considerar dois conceitos: o interno e o externo. O interno refere-se ao arranjo físico do canteiro em si, incluindo a área de transporte, de armazenagem e manuseio do material dentro da obra. O externo, por sua vez, está relacionado aos seus fornecedores, e deve levar em conta o planejamento e a programação da entrega (transporte e descarga na obra). Por isso, o desenvolvimento de um layout produtivo deverá considerar todas etapas da obra, pois ele sofrerá mudanças de acordo com cada uma das fases: fundações e início da estrutura; estrutura, elevação de paredes e instalações e, finalmente, acabamento e fachada.

Melhoria nos processos

Um texto do Blog da Qualidade que fala sobre eliminar desperdícios por melhorias de processos fala diretamente sobre a essência disso. Essa prática pode trazer soluções inovadoras e eliminar excessos de processamento ou produção. Eliminar desperdícios não significa que você vai entregar algo que seja de qualidade inferior, mas que você pode entregar algo de qualidade superior gastando menos, o que aumentará consideravelmente sua lucratividade. As melhorias dos processos na construção civil podem ser implantadas por meio de alguns sistemas variados como a gestão visual, o Kanban, a TPM, o 3P e o Canvas.

Cada sistema tem abordagens diferenciadas e podem ser aplicados conforme a necessidade ou sistemática de cada organização, integrando ou não os demais processos existentes. Quando bem aplicados, melhoram visivelmente a organização como um todo. Vamos conhecer um pouco sobre cada método:

Gestão Visual

Permite a todos saberem o andamento das coisas, sem precisar perguntar a ninguém ou ligar um único computador. É um sistema de planejamento, controle e melhoria contínua que integra ferramentas visuais simples, possibilitando o entendimento da situação atual com apenas uma “olhada rápida”. Essas ferramentas reforçam o trabalho da liderança e expõe as melhorias permanentes de forma transparente, ajudando a focar nos processos e não nas pessoas, priorizando aquilo que é necessário.

Kanban

Permite um controle detalhado de produção com informações sobre quando, quanto e o que deve ser produzido. É uma terminologia japonesa que significa, literalmente, “cartão” ou “sinalização”. Relaciona a utilização de cartões (post-it e outros) para indicar o andamento dos fluxos da produção em empresas de fabricação em série, evidenciando a etapa em que determinada tarefa se encontra (“para executar”, “em andamento” ou “finalizado”).

TPM – Manutenção Produtiva Total

Também é uma sistemática japonesa, que visa eliminar perdas, reduzir paradas, garantir a qualidade e diminuir custos nas empresas com processos contínuos. Essa ferramenta se sustenta em pilares que auxiliam a eliminar os problemas de causa raiz, de perdas nas máquinas, de mão-de-obra, de metodologia, de matéria-prima e de questões de energia/ambientais.

3P – Processo de Preparação da Produção

Tem como objetivo desenvolver um sistema que satisfaça as exigências de qualidade, produção e custo. É um sistema que se concentra na eliminação de desperdícios por meio de um método disciplinado de projetar um processo de produção Lean (enxuto) para um novo produto ou para um produto já existente. Os eventos envolvidos são mais eficazes em situações que seguem a regra de (alto risco) / (alta recompensa).

Canvas

É uma ferramenta de gerenciamento estratégico que permite desenvolver e esboçar modelos de negócios novos ou existentes. Os dados, levantados em equipe, são alocados em mapa pré-formatado, contendo 9 blocos importantes ao modelo de negócio.

Encoraje boas ideias

Uma lição chave que muita gente ainda não percebe é que os colaboradores gostam de se sentir parte do processo, envolvidos no bom resultado. Crie métodos de premiações às ideias inovadoras que contribuam para a diminuição de resíduos na obra e implemente indicadores relacionados à reciclagem, medição e redução de resíduos, como por exemplo a boa utilização de filosofias 3R ou 5S. Encorajar o envolvimento não só vai levantar a moral da sua equipe, mas também poderá motivá-los a ir além da prática a que estão acostumados, buscando informações que possam agregar valor em suas rotinas. Afinal, ninguém melhor do que eles para isso!

Mude sua forma de ver as coisas

Uma pilha de entulho não é só uma pilha de entulho. É uma oportunidade! Reciclar é a palavra de ordem hoje e será por muitos anos. É um equívoco pensar que os serviços de reciclagem devem ser essencialmente de graça. É muito raro que a reciclagem de construção comercial seja fornecida gratuitamente e esta é uma realidade mundial. Dinheiro ainda terá de ser gasto na remoção de materiais de resíduos gerados nas obras para aterros ou oficinas de reciclagem. Os benefícios surgem quando há um diferencial de custo entre os materiais que vão para reciclagem e que vão para o aterro. O que vai para o aterro é desperdício, enquanto que o que vai pra reciclagem ainda poderá ser utilizado em uma próxima obra.

Segundo a Abrecon (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), esse ramo ainda é incipiente no Brasil. A falta de cultura da utilização de 3R’s, gera em média, 50% de entulho desperdiçado no mundo. Em janeiro de 2009, foi evidenciado que o Brasil produz 850.000 t/mês de entulho, o Reino Unido 53.000 t/mês e o Japão 6.000 t/mês. Fica claro que na Europa e outros países chamados “desenvolvidos”, esta cultura já está consolidada, principalmente devido à sua escassez de recursos naturais. É, portanto, um ramo de atividade que merece atenção e que tem boas oportunidades em nosso país.

O entulho da construção civil, uma montanha diária de resíduos formada por argamassa, areia, cerâmicas, concretos, madeira, metais, papéis, plásticos, pedras, tijolos e tintas entre outros, tornou-se um grande problema nas cidades brasileiras, pois em 2004 o CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente) proibiu que os resíduos de construção e demolição fossem descartados nos aterros sanitários. Ficou a cargo de cada prefeitura o desenvolvimento de planos integrados de gerenciamento deste material. Logo, avaliar e desenvolver métodos para o seu aproveitamento é uma boa forma de melhorar esta questão. Por exemplo: conseguir um conjunto de tecnologias de caracterização dos resíduos que torne possível a identificação rápida e segura das oportunidades de reuso e reciclagem mais adequadas pode ampliar a demanda para os produtos a serem reciclados, valorizando aqueles de boa qualidade. Verificar a transformação de um resíduo em produto comercial efetivamente utilizado pela sociedade é uma excelente forma de comprovar a sustentabilidade social e ambiental sendo posta em prática.

Implemente Sistemas de Gestão

Sistemas de Gestão, como o Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-h) são boas práticas já validadas para gerar competitividade sustentável ao setor da construção civil, especificamente no que diz respeito à geração de resíduos. A mudança dos indicadores estabelecidos pelo SIAC a partir de 2012, tem o objetivo de melhorar a efetividade em obras, garantindo um certo nível de sustentabilidade. Não é necessário inventar a roda! Independente do porte da empresa, ela pode se beneficiar da implementação de Sistemas de Gestão já validados por outras empresas.

Criar novas sistemáticas e comunicá-las para toda a equipe pode levar tempo e demandar esforço. Por isso, muitas vezes, esta costuma ser a primeira barreira à implementação de programas de minimização de resíduos. Mas o que eu lhe garanto é que procrastinar não aumentará sua produtividade! Implementar ações pode sim mudar sua realidade significativamente. Se você sente-se inseguro quanto a implementar um sistema de gestão completo, como o PBQP-h ou a ISO9001:2008, tente adotar suas práticas em pelo menos uma de suas obras. Envolva as pessoas, venda a ideia. Posteriormente, expandir as boas práticas para suas outras obras se tornará uma tarefa um pouco mais fácil, pois você já terá referências de um caso que deu certo.

A implementação do Sistema da Qualidade melhora nitidamente diferentes áreas e processos:

  • Identificação dos materiais por meio de etiquetas, o que facilita sua aprovação ou rejeição para o uso, reduzindo o retrabalho e gerando rastreabilidade;
  • Aumento de treinamentos, entendimento e eficácia dos serviços por parte dos funcionários e empreiteiros, evitando o retrabalho e melhorando a produção;
  • Controle e monitoramento de documentos internos, possibilitando rastrear os processos, monitorar os serviço e materiais, avaliar as metas e indicadores, identificar as falhas de processo e aplicar ações corretivas e preventivas;
  • Melhoria na qualidade dos materiais empregados e contratação de fornecedores qualificados e certificados, evitando atrasos, retrabalho e desperdício nas obras;
  • Organização e limpeza da obra, proporcionando melhoria na segurança, aumento do espaço disponível, controle do descarte dos resíduos e consequente controle dos impactos ambientais;
  • Maior controle de materiais pelo almoxarifado, otimizando o espaço para armazenamento, facilitando a busca rápida do material para utilização em obra e a identificação de quem utilizou e onde determinado material foi empregado.

Se você ainda não possui Sistema de Gestão, implemente o quanto antes e comprove todos os benefícios que esta sistemática pode proporcionar. Em pouco tempo você verá o aumento sua lucratividade e sustentabilidade, diminuindo os impactos ambientais gerados por suas obras.

Este texto foi produzido em colaboração com Fabiola Brendolan, consultora da Templum Consultoria.

Indicadores de sustentabilidade obrigatórios no PBQP-H

No artigo anterior, Sustentabilidade na construção civil, vimos que um empreendimento sustentável é aquele que é economicamente viável, socialmente aceito e ambientalmente correto. Neste artigo vamos ver quais são os indicadores de sustentabilidade exigidos na implementação do PBQP-H.

Sustentabilidade na construção civil com PBQP-H

O PBQP-H na última revisão da norma SiAC realizada em 2012 incluiu a preocupação com a sustentabilidade no canteiro de obras. E, como veremos neste artigo, sustentabilidade vai muito além das questões ambientais. Afinal, como uma empresa pode ser sustentável, se protege o meio ambiente, mas adota um comportamento anti-ético com seus clientes e concorrentes?

Requisitos legais no PBQP-H

Neste capítulo do guia para solucionar problemas no PBQP-H vamos aprofundar um dos assuntos que mais causa problemas nas auditorias de certificação: os requisitos legais. O assunto é um pouco denso, mas não desanime! Estas informações valem ouro e irão ajudá-lo na implementação.

O que minha obra ganha com o controle de serviços e materiais do PBQP-H?

A implementação do PBQP-H é um processo complicado e cheio de detalhes, principalmente se você não tiver a orientação adequada, mas vale a pena. O controle de materiais e serviços feito corretamente evita o recebimento de materiais errados e de baixa qualidade, evita desperdício e reduzem gastos desnecessários para a empresa.

Controle de serviços e materiais no PBQP-H

Grande parte das dúvidas respondidas pelos especialistas em PBQP-H da Templum é sobre o controle de materiais e serviços, por isso escolhemos o tema para começar nosso guia para solucionar problemas no PBQP-H.

Adesão do PBQP H

Veja como aderir ao programa PBQP H.