Sassmaq: O que diz a Resolução Contran 517?

Quando o assunto tem a ver com vazamentos de materiais químicos, ocasionados por acidentes no trânsito, o SASSMAQ possui formas de estabelecer os controles necessários. Este Sistema de Avaliação fornece mecanismos para as transportadoras de produtos químicos atuarem com responsabilidade e segurança.

Evitar o derramamento de produtos químicos é um dos principais compromisso das organizações deste mercado, já que muitos dos itens carregados possuem riscos reais a saúde, segurança e ao meio ambiente. Porém, os acidentes ocorridos por questões de irresponsabilidade, como dirigir sobre efeitos de drogas, devem ser os primeiros a serem combatidos.

Por isso, no texto de hoje abordaremos como o SASSMAQ pode auxiliar os gestores logísticos de indústrias químicas a seguir os procedimentos da resolução CONTRAN 517, a qual trata da exigência legal do exame toxicológico para os motoristas das categorias C, D e E.

Resolução CONTRAN 517                                                                 

Pois bem, acidentes no trânsito é tema recorrente na nossa sociedade. Ano após ano são apresentadas estatísticas, de diferentes órgãos de pesquisa, com os índices destas fatalidades.

Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), o Brasil possui uma taxa de 23,4 mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes. A pesquisa aponta que nosso país tem o quarto pior desempenho do continente americano atrás de Belize, República Dominicana e Venezuela. Apesar da pesquisa não apresentar as possíveis causas, o consumo de drogas é um dos motivos que não podem ser descartado.

A fim de conter os acidentes devido ao uso de drogas entre os motoristas das categorias C, D e E, o CONTRAN (Conselho Nacional de Trânsito) estabelece através da Resolução 517 normas e requisitos legais para lidar com o uso de substâncias psicoativas.

A Resolução CONTRAN 517 institui que todos os motoristas, das categorias anteriormente citadas, devem realizar exames toxicológicos para habilitação e renovação da CNH.

Para isto, a lei estabeleceu que os condutores deverão se dirigir a uma clínica pública ou privada para realizar os exames toxicológicos do tipo de “larga janela de detecção”, os quais detectam o uso de drogas no organismo. Caso seja detectado, o profissional fica impedido de exercer a sua função durante 90 dias até a realização do próximo exame.

Diferente de outros exames toxicológico, feitos através de urina ou saliva, a Resolução 517 exige a coleta de amostras de queratina (cabelo, pelos e unhas). Estas análises fornecem uma visão mais longa em relação ao tempo de uso ou abstinência das substâncias provenientes do uso de drogas.

Toda esta medida auxiliam as empresas contratarem profissionais sem problemas latentes com o consumo de drogas.

Os benefícios da Resolução CONTRAN 517   

Uma reportagem realizada pelo G1 apontou alguns resultados reais da lei no estado do Espírito Santo.

Até o dia 2 de abril de 2016, de 604 motoristas que fizeram o exame toxicológico, 54 deles foram reprovados.

De acordo com o diretor de Habilitação e Veículos do Detran, José Eduardo de Souza, os condutores que querem trabalhar por longas horas acabam por utilizar alguns medicamentos ilícitos para melhorar o “desempenho” e, com isso conseguirem dirigir o maior tempo possível. Logo, os usuários colocam em risco a sua vida e a vida de outras pessoas, pois estes entorpecentes afetam o raciocínio e a capacidade de reflexão.

Você deve estar pensando, mas e o SASSMAQ em toda esta história?

O que o SASSMAQ tem a ver com esta história?  

Para responder esta pergunta utilizaremos uma situação hipotética. Imagine que um dos motoristas de sua empresa, na hora de renovar sua habilitação, seja identificado como um usuário de drogas. Logo, ele deverá cumprir a penalidade de ficar 90 dias parados segundo a Resolução CONTRAN 517.

Você já imaginou os prejuízos de ficar com um colaborador parado durante todo este período?

Possivelmente, você terá que contratar algum serviço terceirizado às pressas, além de todo o seu processo de entrega ficar com os prazos comprometidos.

E é nesta parte da história que entra o SASSMAQ, pois as transportadoras encarregadas de entregar artefatos químicos, nas quais possuem o SASSMAQ, conseguem desenvolver um Sistema de Gestão voltado para a diminuição destes riscos através dos requisitos propostos pela norma.

Requisito 1.4.3 – Drogas e Álcool     

O SASSMAQ possui algumas etapas relacionadas ao controle dos motoristas quanto ao consumo de drogas, nos quais são:

  • 4.3.1 Buscar evidências de que existe a política para proibição de uso de álcool ou drogas.
  • 4.3.2 Confirmar se todos recebem cópias da declaração desta política e se eles estão cientes dela.
  • 4.3.3 Entrevistar subcontratados para checar conhecimento da política contra o uso de álcool ou drogas.

Vamos por partes. O SASSMAQ através destes requisitos faz a empresa que transporta itens químicos assumir o compromisso de fiscalizar tanto os seus funcionários contratados como os subcontratados.

Para isto:

  • Estabeleça uma política interna – como a norma pede evidências de uma política voltada para o combate do uso de drogas para os cargos operacionais, nós, da Templum Consultoria, indicamos a realização de um “termo para autorização de testes de identificação de álcool e drogas”. Neste termo, os condutores ficam cientes que em qualquer momento a empresa pode requerer exames ou testes para analisar o consumo destas substâncias.
  • Comunique a todos os funcionários e subcontratados – a sua política para a proibição de uso de álcool ou drogas deve ser comunicado a todos os motoristas. Sendo assim, nos processos de integração de novos colaboradores ou na contratação de terceiros, apresente as obrigações e responsabilidades de toda a equipe quando o assunto é o consumo de drogas. Transforme isto em uma questão disciplinar, no qual pode ser passível de rescisão.

Você consegue perceber como o SASSMAQ prepara as empresas a atuar com responsabilidade e segurança?

Desta forma, o SASSMAQ auxilia as organizações a eliminar os infortúnios das penalidade da Resolução CONTRAN 517.

Caso queira fazer um download do “termo para autorização de testes de identificação de álcool e drogas”, clique aqui.

O que achou do texto? Deixe aqui a sua opinião. 

SASSMAQ: Se não é obrigatório por que investir?

Em outros textos relatados aqui no blog, tratou-se a questão do sistema SASSMAQ.

Empresas de operadores logísticos que atuam principalmente no transporte de produtos perigosos possuem um diferencial competitivo ao estarem certificadas com o SASSMAQ.

Um dos benefícios deste sistema de avaliação, consiste em auxiliar as organizações deste ramo a realizarem seus serviços com o máximo de qualidade e eficiência, além de evitar os possíveis danos que podem ser causados ao meio ambiente.

Mas, há algo importante que há de se ressaltar: não existe obrigatoriedade na implementação do SASSMAQ. E isso quem afirma é o próprio site da ABIQUIM (Associação Brasileira da Indústria Química).

Não realizar algum investimento importante somente por ser prescindível é um risco que o empresário não deve correr. Alguns, imediatamente, ao descobrirem isto, poderiam imediatamente pensar: “Ah! Se não é obrigatório, não vou investir”.

Existe um perigo muito grande quando o gestor se limita somente a fazer o que é compulsório em suas empresas. Podemos encontrar várias atividades, processos e investimentos que não são obrigatórios, porém, se os gestores não o fizerem, estão fadados a, possivelmente, gerirem instituições não relevantes para o mercado.

Hoje, para que uma empresa logística transportadora de produtos perigosos se torne competitiva, ela deve oferecer serviços de qualidade que supram as necessidades de seu cliente.

E, sem sombra de dúvida, uma das necessidades das organizações que produzem artefatos perigosos é oferecer seus serviços e produtos com um nível elevado de segurança.

A segurança é tão relevante que o site da UNECE (Comissão Econômica das Nações Unidas para a Europa) ressalta este aspecto em operações de transporte de produtos perigosos, declarando que este tipo de atividades deve ser regulado a fim de evitar acidentes com pessoas, com propriedades e danos ao meio ambiente.

É claro que oferecer segurança neste tipo de serviço exige um alto nível de investimento em infraestrutura, uma vez que os veículos, equipamentos e sistemas informatizados especializados em transportar esses tipos de itens são caros. Porém, sem um sistema de avaliação da qualidade que auxilie a estruturar o serviço logístico, toda a infraestrutura pode estar comprometida.

Mas você deve estar se perguntando: como o SASSMAQ pode auxiliar meus serviços? Como posso garantir maior segurança aos meus clientes?

Primeiro, como todo sistema de certificação de qualidade, o empresário não deve focar somente na imagem que este selo pode trazer para a organização, mas, antes, olhar para os resultados reais que efetuação do sistema pode acarretar, através de ganhos de eficiência.

O SASSMAQ atua na avaliação e implementação de três áreas importantes nas empresas que transportam produtos perigosos: segurança e saúde (SS); cuidado ambiental (MA); e qualidade (Q). Com isso, é possível avaliar todos os riscos e prevenções necessárias para garantir maior segurança na movimentação de artigos perigosos.

Ademais apesar da obtenção do SASSMAQ não ser uma obrigatoriedade, a sua aplicabilidade perante o mercado pode gerar grandes ganhos de competitividade no setor.

Diminua seus riscos e melhore sua imagem!

Transportar cargas perigosas inclui o carregamento de itens com risco de explosão, gases altamente tóxicos, líquidos inflamáveis, substâncias oxidantes e tóxicas, material radioativo, entre muitos outros.

O operador logístico que se propõe a atendar esta demanda no mercado não pode se dar ao luxo de errar!

Quando ocorre a implementação do SASSMAQ um dos benefícios centrais é, justamente, a prevenção dos riscos. Tanto é que, apesar da sua não obrigatoriedade, muitos fabricantes de produtos perigosos visam a contratar serviços com a certificação em questão.

Para finalizar, não há dúvidas da importância em se investir no SASSMAQ. Os benefícios de prevenção de riscos são tão relevantes que aumentam a atuação responsável da empresa perante o mercado, a sociedade e o meio ambiente. E, neste raciocínio, a sabedoria popular é implacável ao alertar de que “prevenir é melhor do que remediar”.

 

O Transporte de produtos perigosos no Canadá

transporte de produtos perigosos

Pesquisando sobre boas práticas de transporte de produtos perigosos, SASSMAQ e outros assuntos, encontrei um checklist muito simples e bacana utilizado pelo Governo Canadense para auxiliar à atividade, ai vai:

Checklist de competências básicas para o transporte de produtos perigosos:

 

A lista básica de competências é uma ferramenta para ajudar a verificar os conhecimentos e habilidades básicas de qualquer pessoa que transporta mercadorias perigosas. Há seis componentes no checklist:

  • certificado de treinamento
  • documento de despacho
  • meios de contenção para as mercadorias perigosas
  • marcos de segurança das mercadorias perigosas
  • utilização adequada de equipamentos para movimentação de mercadorias perigosas
  • exigências de relatórios e tomar medidas de emergência razoáveis


Esta lista de verificação básica foi desenvolvida para complementar os requisitos de formação encontrados na parte 6 do Regulamento de Transporte de Produtos Perigosos (TPP). A lista de verificação não substitui o treinamento, mas fornece orientações para quem transporta mercadorias perigosas.

O Ato de Transporte de Mercadorias Perigosas e seus regulamentos se aplicam a todos os modos de transporte e para qualquer quantidade de mercadorias perigosas. Casos especiais excluem determinadas situações ou limitam os requisitos. As condições específicas são frequentemente associados com esses casos especiais.


Se alguém puder demonstrar que podem transportar mercadorias perigosas, de uma forma que é pelo menos tão seguro como estando em conformidade com os requisitos regulamentares, ele ou ela pode requisitar um certificado de equivalência. Todas as condições identificadas no certificado de equivalência devem ser respeitadas para que o certificado seja válido.

Se a origem ou destino das mercadorias perigosas está fora do país, outros regulamentos, como o Código Marítimo Internacional de Mercadorias Perigosas, Instruções Técnicas da Organização da Aviação Civil Internacional para o Transporte Seguro de Mercadorias Perigosas por via aérea ou o Código de Regulamentação Federal 49 dos Estados Unidos, também poderão ter que ser atendidos.

Os regulamentos identificam as necessidades de todas as classes de mercadorias perigosas e de todos os modos de transporte. É importante notar que os empregadores podem precisar incluir competências adicionais associadas com as funções específicas e ocupação de cada funcionário.

 

A) Certificado de formação
Qualquer pessoa que transporte mercadorias perigosas deve ser treinado e possuir um certificado de formação ou estar trabalhando sob a supervisão direta de alguém que é treinado e possui um certificado de formação.
Verifique a validade do certificado de formação
Rodoviário, ferroviário, Marinho (3 anos) Aeroviário (2 anos)
B) Documento de embarque
Documentos de transporte são necessários e devem incluir informações como o número UN (código do tipo de perigo de acordo com as nações unidas), designação oficial de transporte, a classe e um número 24h para emergências. O documento de transporte deve ser mantido em um local específico durante o ciclo de transporte.
Verifique se a pessoa que transporte mercadorias perigosas podem, com base no documento de transporte:

  • identificar o local desejado do documento de transporte durante o ciclo de transporte
  • identificar o número UN, designação oficial de transporte, a classe, a quantidade e o número 24 horas
  • identificar qualquer informação adicional que possa ser necessária
C) Meios de Contenção para as mercadorias perigosas
Evidências de conformidade são usados para demonstrar que os meios de confinamento são construídos e mantidos dentro de um padrão de segurança. Alguns meios de contenção também requerem marcação para demonstrar que eles tiveram a inspecção periódica e os testes realizados
Verifique se a pessoa que transporta mercadorias perigosas pode:

  • identificar quaisquer etiquetas de conformidade que são exibidos sobre os meios de confinamento
  • identificar quaisquer etiquetas de inspeção e teste que são exibidos sobre os meios de confinamento
D) Etiquetas nas mercadorias perigosas
Etiquetas de segurança são usadas para identificar mercadorias perigosas e a natureza do perigo. Geralmente, uma pequena meios de contenção (capacidade de 450L ou menos) terá exibido nele os rótulos de classe primária e subsidiária, a designação oficial de transporte e o número UN. Um grande meio de contenção (capacidade de mais de 450L) pode ter exibido nele um cartaz, um número das Nações Unidas, e, possivelmente, etiquetas ou sinais.
Verifique se a pessoa transporta mercadorias perigosas com uma contenção pequena:

  • identificar o número NU, designação oficial de transporte, e os rótulos de classe primária e subsidiária exibidos

Verifique se a pessoa transporta mercadorias perigosas com uma contenção grande:

  • identificar os cartazes que são exibidos
  • identificar os números da UN que são exibidos
E) Dever de Informar e das medidas de emergência razoáveis
A pessoa a cargo das mercadorias perigosas no momento de um lançamento ou a liberação antecipada deve tomar todas as medidas de emergência razoáveis necessárias para eliminar ou reduzir qualquer perigo para a segurança pública. Um acidente ou incidente devem ser notificados às pessoas apropriadas.
Verifique se a pessoa que transporta mercadorias perigosas pode:

  • identificar as medidas de emergência adequadas que devem ser tomadas em caso de um incidente ou derrame (utilizando Guia de Resposta de Emergência, se o desejarem)
  • descrever circunstâncias em acidentes e incidentes que devem ser comunicados
  • identificar as pessoas a serem notificadas em caso de um acidente ou incidente reportável

 

para fazer o download do documento original, clique aqui

Como fazer uma Gestão Eficiente da minha Transportadora?

As empresas de transporte no Brasil ainda sofrem muito com a falta de profissionalização dos funcionários, melhor capacitação dos gestores e acesso a ferramentas de tecnologia que poderiam impulsionar o negócio. Um estudo realizado pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) identificou que apenas 47% das transportadoras informatizam o controle da frota e somente 5% delas fazem uso de roteirizadores para melhor definirem as suas rotas. A ausência de uma gestão eficiente pode custar caro e levar a transportadora a perder espaço em um mercado que já é tão concorrido.

Essas tecnologias aliadas a uma gestão mais qualificada podem ajudar a resolver alguns gargalos na empresa e contribuir para o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos clientes. Pensando nisso, desenvolvemos esse post para você criar uma gestão mais eficiente para a sua transportadora. Confira as dicas!

1. Comece pelo planejamento

No estudo divulgado pela CNT um indicativo é preocupante. A maior ameaça identificada das transportadoras brasileiras está voltada para a falta de planejamento e controle. Dessa forma, uma gestão ineficiente torna a empresa vulnerável ao mercado sendo incapaz de acompanhar o crescimento da demanda por qualidade.

O planejamento é responsável por ampliar os horizontes de um gestor e deve ser realizado do escalão mais baixo até a alta gestão. Através dele, é possível identificar riscos e ameaças futuras e criar estratégias para eliminá-las antes que elas ocorram. No processo, oportunidades também serão encontradas e devem ser aproveitadas para a melhoria constante dos processos operacionais e ampliação de mercado, por exemplo.

2. Mantenha a manutenção da frota em dia

A idade média da frota rodoviária brasileira está em torno de 18 anos, segundo a pesquisa divulgada pela CNT. Considerando o baixo investimento em renovação da frota pelas transportadoras, o investimento em manutenção deve ganhar atenção redobrada. Assim, poderá garantir o bom funcionamento dos veículos e evitar prejuízos maiores como a perda de mercadorias de terceiros e a vida dos colaboradores em serviço.

Esse cuidado todo especial com a frota também pode ajudar a preservar a imagem que a empresa demorou anos para construir no mercado e aumentar ainda mais a segurança que os motoristas e ajudantes terão na viagem. Uma frota com baixo índice de quebra consegue atender uma fatia maior do mercado e melhorar a confiança dos clientes na hora de contar com a sua transportadora. Manter a manutenção em dia é sinônimo de entregar a mercadoria no local e hora marcada, sem atrasos.

3. Estimule o aumento da produtividade

A produtividade da sua empresa de transportes pode ser estimulada identificando os gargalos que impedem o crescimento e a adoção de estratégias de anulação deles. Para os motoristas, uma qualificação superior aliada a treinamentos práticos podem ajudar na redução de desgastes da frota e diminuir o tempo de viagem utilizando instrumentos de GPS, por exemplo. Dessa forma, a empresa registraria redução de custos operacionais e aumentaria o número de clientes atendidos.

A equipe de gestão pode oferecer uma premiação ou recompensa para cada colaborador da empresa implantando uma meta possível de ser alcançada no sentido de estimular o aumento da produtividade. De olho na premiação, todos deverão se esforçar para atingirem o objetivo da empresa. É importante que nesse processo, a gestão incentive a descoberta de metodologias inovadoras para aperfeiçoarem os seus trabalhos. É uma forma de ampliar a capacitação geral dos funcionários.

4. Otimize o sistema operacional

Como foi dito no início, apenas 47% das transportadoras informatizam o controle da frota e somente 5% delas fazem uso de roteirizadores para melhor definirem as suas rotas. Empresas familiares encontram grandes barreiras na otimização do sistema operacional por defesa de interesses pessoais, aversão a tecnologias e inovações e resistência a mudanças por parte dos colaboradores.

Otimizar os processos pode ajudar a superar esses desafios e elevar a transportadora a um patamar muito mais alto de profissionalização e eficiência. Hoje, existem ferramentas de gestão que incluem o monitoramento da frota com imagens via satélite e fornecem dados que auxiliam no melhor gerenciamento da produção.

5. Conte com um parceiro especializado no assunto

Todas essas tarefas podem ocasionar em um amplo envolvimento da gestão para o seu desenvolvimento e, se não houver know how suficiente, pode acabar gerando um resultado não muito satisfatório. Por isso, o recomendado é contar com o apoio de alguém que realmente entenda do assunto. Uma empresa de consultoria especializada poderá entregar melhorias reais para os processos operacionais da sua transportadora e ainda transferir know howsuficiente para gerar uma alta eficiência do sistema.

Ao tornar a gestão da sua transportadora mais eficiente, a certificação ISO pode ser o próximo passo para agregar ainda mais valor aos seus serviços e construir um diferencial competitivo forte frente à concorrência.

Agora, queremos saber de você. O que faz para tornar a gestão da sua transportadora mais eficiente? Conta para a gente!

Benefícios do SASSMAQ para transporte de produtos químicos

O SASSMAQ é um Sistema de Avaliação de Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade elaborado pela Comissão de Transportes da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), sendo direcionado à segurança do transporte de produtos químicos perigosos.

Com a implementação, a indústria sabe quais são os riscos, como evitá-los, diminuir riscos de vazamento, explosão, ou outros acidentes, de uma forma eficiente.

O setor geralmente já cumpre o Mopp (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos), treinamentos para direção defensiva no trânsito, para o que fazer quando ocorre algum vazamento, etc. Tem que haver, ainda, controle de manutenção e preocupação com o meio ambiente.

A consultora na Templum Consultoria Online, Fernanda Silveira, explica a seguir os benefícios do SASSMAQ para a indústria de transporte rodoviário de substâncias químicas.

Aumento da rede de fornecedores e mais vendas

O SASSMAQ não é obrigatório, mas é um controle e garantia que tudo está sendo feito.

Consequentemente, é um modo de afirmar aos clientes da empresa que tem capacidade de transportar um produto perigoso com segurança; sendo assim, há maior possibilidade de aumentar as vendas do produto. Além de diminuir custos em eventuais acidentes.

Controle do transporte e maior segurança

As etapas do processo que o SASSMAQ pede dependem do que é transportado e sua periculosidade. Isso porque o sistema de gestão serve para o controle absoluto do transporte.

Caso o produto transportado for inflamável, por exemplo, deve haver medidas de segurança cabíveis ao produto: controle estático, equipamentos contra incêndio no caminhão, placa de identificação sobre o que está sendo transportado, entre outros cuidados.

Outro benefício do controle de riscos no transporte é que, se ocorrer um acidente, a empresa pode provar que não teve total responsabilidade sobre o acontecido.

Cumprimento às legislações de um estado ou país

No caso de transporte das substâncias a outros estados ou países, segundo o módulo rodoviário do SASSMAQ, é preciso respeitar as legislações e particularidades locais de segurança e transporte, para se adequar à qualidade pedida pelo sistema de gestão.

SGI completa a garantia de qualidade e segurança

Se a empresa também produz o produto químico perigoso, é indicado também o Sistema de Gestão Integrado (SGI). Enquanto o SASSMAQ garante a qualidade do transporte e segurança neste processo, o SGI envolve a certificação ISO 9001 (qualidade de produto e atendimento ao cliente), ISO 14001 (gestão ambiental da empresa) e OHSAS 18001 (segurança dos trabalhadores).