Inovação: Como descobrir se minha empresa é inovadora?

“Como aquela empresa pratica inovação!” “Que empresa inovadora!” Frases como estas são ouvidas e lidas diariamente. Confesso que quando as escuto, penso: “Essa tal de inovação deve ser algo difícil de conseguir”. No texto de hoje, pretendo desmistificar este conceito, dado que um dos fatores de sucesso presente nos dias atuais é a capacidade de uma empresa inovar em relação a outra.

Existe um case muito famoso quando o assunto é inovação empresarial. O empreendedor George Easteman, fundador da Kodak, ficou muito conhecido por ser o pioneiro no desenvolvimento do famoso filme fotográfico.

A Kodak foi líder do mercado de fotografia por longos anos. Porém, durante décadas de sua existência, houveram poucos avanços na linha produtiva deste produto.

Adivinha o que aconteceu?

A famosa organização foi engolida pela concorrência.

No momento que outras empresas avançaram no desenvolvimento da máquina fotográfica digital, a Kodak transformou a oportunidade de ser a protagonista neste mercado em uma ameaça real para a sua sobrevivência.

Faça um teste rápido: Pergunte a um adolescente que nasceu depois do ano 2000 se ele conhece a Kodak. Provavelmente, a resposta será NÃO.

Muitos especialistas indicam que o principal motivo da falência da Kodak foi a falta de inovações no seu portfólio de máquinas fotográficas.

Este exemplo real nos fornece uma lição importante: Não importa o quanto sua empresa é consolidada no mercado, se ela não estiver sempre buscando formas de inovar e se diferenciar da concorrência dificilmente ela sobreviverá ao dinamismo do mercado.

Sendo assim, vamos discutir alguns pontos que considero essencial para entendermos o que é inovação:

Caro leitor do Blog, sua leitura até o final deste post é muito importante, uma vez que existem muitas falácias sobre o tema aqui discutido.

O objetivo é facilitar este tema tão importante para o sucesso de sua empresa, além de abrir a nossa visão para descobrir se de fato nossas organizações são inovadoras.

Inovação: mitos e verdades

Não confunda inovação com invenção.

Diferente da inovação, a invenção é resultado de um protótipo, no qual não possui um fim financeiro.

Por exemplo, o avião 14 bis, inventado pelo brasileiro Alberto Santos Dumont, nunca foi comercializado e nunca gerou um retorno financeiro a nenhuma companhia.

Invenções surgem todos os dias, porém, muitas não alcançam o status de inovação. Para que algo seja considerado uma inovação, este deve possuir um fim econômico e social, explica o professor Mario Sergio Salermo da USP.

Muitos não consideram sua empresa inovadora simplesmente por confundirem estes conceitos tão importantes.

A inovação é qualquer algo novo que é vendida no mercado. Uma simples alteração em um produto ou serviço pode ser considerado um tipo de inovação, desde que seja ofertado para fins econômicos.

Um outro equívoco comum é pensar que somente organizações com alto nível tecnológico são inovadoras.

O Pipoqueiro Valdir é uma prova disto. Ele provou que é possível inovar até em seu tipo de negócio. Veja o vídeo a seguir:

Fantástico! Vocês observaram o “kit higiene” desenvolvido pelo Valdir. Isto, com certeza, é uma inovação, já que no mercado de pipoqueiros (se assim podemos chamar) ninguém pratica algo semelhante a ele.

Inovação, sem sombra de dúvida, é um fator de diferenciação entre empresas, seja para se manter competitiva, explorar novas oportunidades no mercado ou crescer, a inovação, essencialmente, é um ponto de partida para dinamicidade presente no mundo globalizado.

Quais são os tipos de inovação existente?

A publicação mais importante sobre inovação, a nível global, é o famoso Manual de Oslo.

Organizado pela OECD (The Organisation for Economic Co-operation and Development), em um fórum único no qual reuniu 30 democracias diferentes, o manual estabelece definições e os conceitos existentes de inovação. 

A Finep lançou uma versão em português do Manual. Clique aqui para fazer o download

Segundo a OECD, existem quatro tipos de inovações. A seguir daremos as definições contidas no manual de Oslo.

Inovação de produto ou serviço – é a introdução de um bem ou serviço novo ou significativamente melhorado no que concerne a suas características ou usos previstos.

Exemplo: os primeiros tocadores de música portátil em formato MP3 podem ser considerados uma inovação de produto. Sua funcionalidade e praticidade superou os famosos “Discman”.

Inovação de Processo – é a implementação de um método de produção ou distribuição novo ou significativamente melhorado.

Exemplo: as e-commerces são exemplos de empresas que inovam em processo. As suas atividades de vendas e entrega do produto são pontos de diferenciação entre as organizações de comércio eletrônico e as lojas tradicionais.

Inovação de Marketing – é a implementação de um novo método de marketing ou significativamente melhorado com mudanças na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, em sua promoção ou na fixação de preços.

Exemplo: uma tendência comum é a oferta de “produtos freemium”. Esta estratégia é um tipo de inovação de Marketing, uma vez que permite ao cliente um período de utilização do produto da empresa gratuitamente, gerando um ambiente experimental e atrativo para novos negócios.

Inovação Organizacional – é a implementação de um novo método organizacional ou significativamente melhorado nas práticas de negócios da empresa, na organização do seu local de trabalho ou em suas relações externas.

Exemplo: O conceito de “home office”, uma inovação organizacional, sempre foi rejeitado pelas grandes organizações. Os gestores possuíam um certo receio de seus colaboradores perderem seu nível de produtividade. Atualmente, este tipo de modalidade de trabalho é bem aceita, além de estudos provarem os benefícios de trabalhar em casa.

Quais são as principais formas de inovar?

Você provavelmente tenha notado nas definições sobre os tipos de inovações os termos: “novo” e “significativamente melhorado”.

Estas terminologias apontam para as formas de inovar. Basicamente, existem duas formas de inovar mais difundidas entre as companhias: inovação incremental e a inovação radical.

A inovação radical consiste na inserção de algo totalmente novo no mercado. Uma das características principais neste tipo de inovação é a capacidade de substituir por completo algum produto e serviço já existente.

A inovação incremental é a alteração de algum componente ou material em algo da empresa que torna o mesmo significativamente melhorado. Imagine um produto que sofre uma pequena alteração devido ao comportamento de compra de determinado produto. Apesar das alterações, não há nenhuma mudança na essência do produto.

Para exemplificar os conceitos de inovação incremental e radical, utilizaremos o caso dos produtos de armazenamento móvel.

A Techtudo fez uma ótima matéria explicando a evolução desta tecnologia.

Os primeiros disquetes, criados na década de 70 foram uma grande novidade no mercado. Sua capacidade de armazenamento de 80 Kb eram muito utilizadas por empresários do mundo inteiro.

Mais tarde, na década de 90, foram lançados novos disquetes, sendo eles menores no seu design, além de possuir uma “super capacidade” de 1,44 Mb.

Esta alteração ocorrida nos disquetes da década de 70 para os da década de 90 é uma inovação incremental. Ainda que as alterações representassem um avanço no produto, suas modificações foram em uma escala menor.

Entretanto, hoje não existe nem lugar para inserir um disquete em um desktop.

Imagine que, hipoteticamente, em uma linha do tempo, o primeiro disquete evoluísse diretamente para um pen drive. Com uma comparação feita deste produto com o antigo disquete, conseguimos enxergar uma mudança radical na forma de armazenamento de documentos e informações.

Para termos noção, hoje um pen drive de 512 Gb substituiria 365.000 disquetes de 1,44 Mb.

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Recentemente, empresas como o Google e o Dropbox estão causando mais uma ruptura no mercado de armazenamento móvel.

Através da tecnologia “cloud computing” (computação em nuvem), elas estão fornecendo o serviço de armazenamento de forma que não seja mais preciso carregar nenhum dispositivo físico, como um pen drive, para salvar ou compartilhar documentos digitais.

Estes tipos de serviços são considerados inovações radicais, pois o alto grau de novidade apresentado por eles tendem a modificar a forma das pessoas usufruírem este serviço.

Inovação é um processo

Inovação nunca pode ser considerado uma obra do acaso.

A inovação é resultante de um processo sistemático no qual envolve muita pesquisa e observação.

As empresas, nas quais são consideradas as mais inovadoras do mundo, atribuem a inovação como um elemento da cultura da organização.

Organizações de sucesso possuem setores específicos de pesquisa e desenvolvimento, porém nem todas têm a capacidade de estruturar uma área como esta.

Todavia, não se apavore!

Empresas de todos os tamanhos e tipos podem estruturar seus próprios processos de inovação.

Os autores Tidd e Bessant, especialistas em inovação, explicam quais são as etapas que todo processo inovativo deve possuir.

Buscar – as maiores e melhores inovações são resultantes da identificação das reais necessidades dos consumidores de sua organização. Todo empreendedor deve possuir um radar para saber como seu cliente pensa, sente e age.

Selecionar – com uma busca de informação bem realizada, é necessário selecionar quais são os insights que guiarão o desenvolvimento de algo novo. No processo de busca, normalmente, as informações encontradas estão todas desorganizadas e sem nenhuma classificação. A ação de selecionar, nada mais é que o momento onde é organizado os dados e informações que guiarão a criação de um novo produto ou serviço.

Implementar – buscou e selecionou as informações, agora é a hora de partir para o desenvolvimento. As inovações podem ser direcionadas de diversas maneiras. Dependendo da complexidade de uma determinada organização a implementação pode demorar um pouco. Indústrias farmacêuticas, por exemplo, podem levar anos para lançar um novo produto. Diferente de uma empresa de softwares, no qual o período entre a busca e a implementação é muito mais curto.

Um caso vivo de inovação.

Nós, da Templum Consultoria Ilimitada, respiramos e vivemos a inovação todos os dias.

Veja o vídeo a seguir:

Como nós nos orgulhamos deste vídeo!

Os serviços desenvolvidos pela Templum é resultado de um processo sistemático e contínuo de inovação.

No vídeo, é possível perceber como foi importante inovar neste mercado de consultorias.

A inovação da Templum gerou um valor inestimável.

E sua empresa é inovadora? Compartilhe conosco o seus pensamentos e sugestões sobre este tema tão importante.

 

Guilherme Alonço

Guilherme Alonço

Conteudista da Templum Consultoria Ilimitada e apaixonado por assuntos e notícias que englobam o mundo dos negócios. Formado em Administração de Empresas pelo Centro Universitário Unitoledo e Mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.
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