Salto de Qualidade com ABNT NBR 15575:2013 na Construção Civil

Após 02 anos de estudo foi publicada a ABNT NBR 15575:2013 com 6 partes, e estabelece padrões para eficiência das edificações e requisitos de desempenho para edificações habitacionais, trás como novidade o conceito de comportamento de uso dos componentes e do sistema de edificação. Isso tudo trás mudança na engenharia habitacional, exigindo grandes esforços das construtoras desde a concepção dos empreendimentos, análise dos projetos, plano de qualidade da obra, manual de operação, uso e manutenção do edifício, contendo assim todas as informações para orientar as tarefas de análise, execução e manutenção dos edifícios.

Em janeiro de 2017 foi lançado uma nova revisão do PBQP-H:2017, que traz no seu conteúdo as exigências da ABNT NBR 15575:2013, isso ocorreu para que as empresas construtoras garantam a qualidade na produção habitacional. Essa junção das Normas só trás benefícios, para as empresas construtoras, por exemplo, eliminem os fornecedores que não atendem aos critérios. A Norma de Desempenho estabelece requisitos com base no uso consagrado de produtos ou procedimentos, buscando o atendimento as exigências dos usuários de forma indireta.

Um dúvida muito comum entre as construtoras diante da exigência da Norma de Desempenho, são as considerações de projeto, porem não há necessidade de grandes alterações nos projetos, apenas algumas análises e adequações principalmente em notas técnicas de projetos, que normalmente não consomem elevados recursos.

A Norma de Desempenho trás vários critérios de ensaio laboratoriais para comprovação do sistema executivo, por isso alguns desses ensaios podem e devem ser realizados em parceria com os fornecedores, validando-os in loco e gerando laudos para o seu empreendimento e também para o fornecedor, com benefício mútuo e custos divididos. Muitas vezes isso pode ser feito de forma global e gerando ainda mais economia.

Outra duvida muito comum por parte das Construtoras são pertinentes aos ensaios, abaixo alguns exemplos técnicos para atendimento ao requisito:

  1. Ensaio acústico: basta um único ensaio para validar o desempenho de diversos itens como: alvenaria + revestimentos + acabamento; laje + forro; laje + piso acústico (se aplicável); caixilho de alumínio; porta de madeira, entre outros; Muitas vezes, só uma análise básica dos projetos em relação a sistema de vedação vertical e horizontal e seus revestimentos já é possível aprovar por comparação a resultados válidos. Por exemplo: Paredes de 19cm (bloco cerâmico ou de concreto) + revestimento já oferecem as atenuações aceitáveis.
  2. Térmico: Os testes são bastante simples apenas com medições da diferença de temperatura interna e externa com a utilização de termômetro comum.
  3. Lumínico: Não há exigências específicas de ensaios exigidos pela norma de desempenho, normalmente os projetos contemplam as exigências lumínicas.
  4. Estanqueidade: Bastam os ensaios de estanqueidades previstos para impermeabilizações nas NBRs 9574 e 9575, que em geral já são realizados pela construtora através das Inspeções de serviço, com a lamina d’agua conforme a ND.
  5. Estrutural: Não há ensaios específicos, além daqueles exigidos para os projetos estruturais (NBR 6118), recebimento do concreto fresco (NBR 12655) fck do concreto armado. Todas estas já praticados na grande maioria dos casos pelas empresas construtoras.
  6. Durabilidade e manutenibilidade: A durabilidade é comprovada por meio das especificações dos materiais e sistemas (que devem, na maioria dos casos, serem disponibilizadas pelo fornecedor) e também pela correta aplicação in loco por meio do cumprimento dos procedimentos de execução e verificação de serviços. As questões de manutenibilidade devem ser definidas no Manual do proprietário.
  7. Conforto tátil e antropodinâmico: Podemos fazer análises de projetos e levar em consideração o detalhamento do memorial descritivo do empreendimento.

Alguns exemplos de como podemos atender há alguns requisitos da Norma de Desempenho e do SiAC:

  • Utilizar o check list para avaliação das etapas iniciais do empreendimento
  • Criar um método de monitoramento e análise crítica dos projetos, com base nos materiais disponíveis da CBIC.
  • Criar o PDE e o Plano de Controle Tecnológico de materiais e serviços.
  • Estabelecer uma rotina de monitoramento e verificação para todas as etapas da obra, em especial para etapas críticas.
  • Valorizar a concepção dos projetos, afim de minimizar falta de informações pertinentes para execução da obra.
  • Em alguns casos, os fornecedores com laudos após a compra de alguns materiais.

Como as exigências do PBQP-H:2017 trás a Norma de Desempenho, o mercado da construção civil ganha muito mais credibilidade afim de garantir que suas unidades habitacionais sempre atendam as expectativas dos clientes, ocasionando assim, crescimento do mercado imobiliário. Tenha certeza que essa “parceria” da Norma de Desempenho com o PBQP-H irá trazer muitos benefícios!

Rafaela Baestero

Rafaela Baestero

Tenho experiência com Administração de empresas, realizei curso Técnico em Gestão da Qualidade, posso afirmar que foidurante esse curso que me encontrei profissionalmente, sou apaixonada por Gestão da Qualidade, a partir daí realizeiPós Graduação em SGI – Qualidade, Meio Ambiente, Saúde e Segurança do trabalho, buscando aprimorar meus conhecimentos na área da Qualidade. Tenho uma vasta experiência em PBQP-H, atuei como RD em uma construtora durante 3 anos, adquirindo muita experiência em campo com o SGQ paraagregar conhecimento e contribuir com o crescimento da empresa . Sou apaixonada pela ISO9.001 e pelo PBQP-H, alémdas Normas que estou sempre estudando para garantir um bom trabalho em minha consultoria.
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