Norman Ganz Sanchez
Por Norman Ganz Sanchez

Gestão de Mudanças – Parte 4

FASES DA PARTICIPAÇÃO E DO ENVOLVIMENTO: Uma vez discutida a etapa da aceitação, vamos evoluir para as 2 fases finais do Processo de Gestão da Mudança. Estas são as fases da participação e do envolvimento. Optamos por trabalhar ambas as fases juntas para que fiquem claras as pequenas e relevantes diferenças entre elas. Entende-se por […]


FASES DA PARTICIPAÇÃO E DO ENVOLVIMENTO:

Uma vez discutida a etapa da aceitação, vamos evoluir para as 2 fases finais do Processo de Gestão da Mudança. Estas são as fases da participação e do envolvimento. Optamos por trabalhar ambas as fases juntas para que fiquem claras as pequenas e relevantes diferenças entre elas.

Entende-se por participação, garantir um ambienta tal onde todos os indivíduos façam parte do processo de implantação do sistema de gestão. Isso nós percebemos quando cada funcionário cumpre com o que os respectivos processos solicitam. É o que gostaríamos de representar pela imagem das mãos ao lado, ou seja, “põem efetivamente a mão na massa”. Mesmo cumprindo com os seus processos, percebemos que, inicialmente, as pessoas podem ter uma visão mais individualista ou reativa da situação. Esperam que peçam algo a eles, limitam-se a fazer apenas aquilo que é sua obrigação, estão mais preocupados com a sua atividade, com o seu departamento.

Não podemos ir de encontro a estes funcionários. Temos que entender que eles já avançaram bastante desde a fase da negação e que, antes de se preocupar com os demais, precisam enxergar que a mudança está sendo positiva para eles mesmos. Agora é o momento que ele irá comparar se as promessas que foram feitas a ele, no início do processo de mudança, realmente ocorrerão.

É um momento delicado, pois se foram prometidos “mundos e fundos”, certamente estaremos sujeitos a conflitos internos, resistências e a perder a evolução conquistada. É o momento em que cada funcionário afetado com o processo de mudança poderá se voltar contra a própria mudança.

Para evitar que isso aconteça, regressaremos à fase de entendimento para recuperar o seguinte texto:

Neste momento, é imprescindível contar com o conhecimento, habilidade, experiência e com a forma de conduzir da Liderança do processo de mudança. Gerar confiança nas pessoas não será difícil, porém poder-se-á perdê-la rapidamente se elas começarem a se sentir inseguras novamente.

Após caracterizar a fase de participação, vamos entender melhor as diferenças com a fase de envolvimento.

Envolver-se com o processo significa desenvolver as suas atividades, já dentro dos quesitos solicitados pela norma do sistema de gestão da qualidade, naturalmente pois assume-se que as pessoas já ganharam maturidade suficiente e não necessitam ficar lendo os processos para lembrar o que devem fazer. Não que os processos percam a sua finalidade e importância, mas esta evolução dispensa a consulta constante a eles.

Além disso, envolver-se com o sistema de gestão da qualidade, significa começar a ter uma visão mais ampla do seu departamento, como a sua atividade impacta nos demais departamentos, ou seja uma visão mais empresarial.

Neste momento, temas como ação corretiva, ação preventiva, gestão de indicadores, propostas de metas, identificação de necessidades de capacitação, compromisso com visão, missão e valores certamente comprovam que as pessoas estão tendo um envolvimento mais amplo com a mudança, e demonstram sinais de compromisso com o futuro.

Chegar a este ponto, como vimos passo a passo nesta evolução, não é uma tarefa fácil.

O tempo é o maior aliado de quem pretende encarar uma jornada como esta. Através do tempo, vamos entendendo os pensamentos das pessoas, vamos conhecendo melhor as suas resistências mas vamos, também, acompanhando a evolução de cada um.

Existe um conceito de Liderança que é extremamente importante nestes momentos que é o feedback. Através dele vamos posicionando as pessoas sobre os seus avanços, sobre as suas resistências e encontra-se formas de vencê-las.

A última recomendação que damos aos nossos leitores é que a pressa é inimiga da perfeição.

Fazer a gestão de um processo de mudança do início ao término é delicado e temos que respeitar a velocidade das nossas pessoas que, em algumas vezes, é diferente da velocidade do Consultor ou da Liderança da empresa. Esta mesma pressa poder-se-á colocar em risco todo o trabalho estruturado.

Por outro lado, entendido a importância de respeitar a velocidade de cada um, este mesmo processo é extremamente gratificante e renovador.

Nos faz acreditar no potencial humano, conhecer as nossas próprias limitações, nossas fortalezas, solicita que sejamos capazes de desenvolver estratégias, de corrigir os erros cometidos rapidamente, de aumentar o nosso poder de persuasão, aprimorar as nossas técnicas de negociação.

É uma lição que todos nós deveríamos passar um dia como seres humanos! Para aqueles que se sentirem incentivados, siga em frente e sucesso!

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