Daniela Albuquerque
Por Daniela Albuquerque

Saiu no jornal Valor: Consciência ecológica é prioridade para gestão

[Total: 0    Média: 0/5] Matéria interessante publicada no jornal “Valor Econômico”, de 29/04/2011: Práticas sustentáveis ganham espaço entre as micro e pequenas empresasbrasileiras, que assim conseguem se diferenciar entre concorrentes, reforçar sua marca no mercado e agregar valor aos produtos, ampliando lucros. Com 13 lojas, das quais 11 no Estado de São Paulo, uma […]


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Matéria interessante publicada no jornal “Valor Econômico”, de 29/04/2011:

Práticas sustentáveis ganham espaço entre as micro e pequenas empresasbrasileiras, que assim conseguem se diferenciar entre concorrentes, reforçar sua marca no mercado e agregar valor aos produtos, ampliando lucros.

Com 13 lojas, das quais 11 no Estado de São Paulo, uma em Londrina(PR) e outra em Florianópolis (SC), a rede de lavanderias Lavaseccoaderiu à preocupação sustentável em abril de 2005, quando foi inaugurada sua primeira loja. A empresa, cujo público alvo é formadopelas classes A e B, adotou a lavagem a seco de roupas, em vezutilizar água. Em 2008, com a expansão da marca e sugestões defranqueados e de clientes, foi a vez de ampliar as práticassustentáveis. Criou-se o programa “Atitude Eco Lavasecco”, com açõesvoltadas para reduzir, reutilizar e reciclar materiais.

“Em diversos eventos de que participamos, vimos que teríamos de estarpreparados para o consumidor do futuro, que estará cada vez maispreocupado com a sustentabilidade”, diz a gerente de marketing eexpansão da Lavasecco, Alessandra Oricchio. A primeira ação foisimples: o porta tíquete dado a todos os consumidores da rede. Todasas lavanderias utilizavam plástico no material. A empresa fez um testecom um porta tíquete feito de papel reciclado. Os clientes gostaram eo plástico foi totalmente substituído na rede.

O sucesso da solução fez com que a equipe repensasse outras práticas. “Nossa ideia é chegar 60 lojas até o fim da década. Esse crescimentovai causar impacto ambiental maior e queremos mitigar esse impacto”,afirma Alessandra. A empresa tenta reduzir o uso de embalagensplásticas nas roupas, acondicionando em uma mesma embalagem duas outrês peças. Com essa solução, reduziu-se em 15% o consumo de plásticoem todas as unidades da rede. Agora a empresa está estudando investirpara substituir o plástico convencional pelo plásticooxibiodegradável. “Não é a solução perfeita, mas há uma melhoria”, diz.

Os cabides, que eram de arame revestido de plástico, dificultavam areciclagem. A ideia foi usar um cabide ecológico, feito de papel maisresistente e no qual o gancho é de poliestireno reciclado. Com isso, aempresa conseguiu tirar do mercado aproximadamente 40 mil cabides por mês.

O uso de material mais sustentável pode representar economia no fim domês. Um exemplo é a Patroni Pizza, fundada em 1984 em São Paulo. Nofim de 2005, a rede de pizzarias resolveu estudar quais ativospoderiam ser valorizados para aumentar seu reconhecimento no mercado eo que poderia ser feito para reduzir custos. Nesse momento, viu-se quea empresa poderia inovar nos fornos à lenha em que as pizzas eramassadas. Todos os dias queimavam-se muitos quilos de lenha, mas todo oprocesso poderia ser substituído por briquetes, um produto totalmentereciclado, feito da compactação de resíduos de madeiras florestais ou industriais.

“Além de unir a marca à questão ambiental, o briquete ainda geraeconomia, porque rende o dobro da lenha”, diz o gerente de marketingda Patroni Pizzaria, Rafael Augusto. Primeiro, a ideia foi testada naslojas próprias da rede. Com o maior conhecimento e a experiênciabem-sucedida, a prática foi apresentada aos franqueados, que logo aaprovaram. Hoje a empresa tem 13 lojas próprias e 54 franquias, sendoque os briquetes só não são usados em um restaurante, o de Montes Claros (MG), por conta de dificuldade logística para ter acesso aosubstituto da lenha convencional. “A quantidade utilizada de briquetesprevine o desmatamento de uma área equivalente hoje a 40 estádios doMaracanã, o que pode ser usado como marketing para atrair nossoconsumidor”, diz Augusto.

Na indústria, adotar práticas sustentáveis é uma forma de atender àsexigências de clientes cada vez mais preocupados com o tema. Todas asempresas que batem à porta da Gráfica Mattavelli querem saber se agráfica trabalha com papel reciclado. “Em 2010, de 70 participaçõesnossas em concorrências e licitações, precisamos apresentar ascertificações de qualidade e de gestão ambiental em 42”, afirma adiretora administrativa, Alessandra Mattavelli.

A empresa tem trabalhado para reduzir o impacto ambiental de suaprodução. Com investimento de R$ 50 mil e após 32 testes, no fim de2009, foi lançado pela gráfica um verniz feito à base de água que nãocontém solventes que volatizam e nem produtos tóxicos e metais pesadosem sua composição. O verniz ainda pode ser aplicado durante o processode impressão. Em 2009, a gráfica também obteve o selo ISO 14.001, valorizando seus processos.

A gráfica também decidiu adotar uma nova linha de tintas, com menorimpacto ambiental. A decisão ocorreu há cerca de dez anos, quando foiproibido o uso de benzeno nas tintas à base de solvente. “Com aproibição, nós descartamos o uso de tintas à base de solventes epassamos a usar tintas à base de água. Há dois anos utilizamos somentetintas à base de óleo de soja. Além de ser benéfico para o meioambiente, é benéfico também para nossos funcionários”, diz Alessandra.

Participar de campanhas públicas de reciclagem é uma forma dedemonstrar o comprometimento da marca com a preocupação ambiental. Noinício desse ano, a Gráfica Mattavelli obteve licença na Cetesb, órgãoambiental paulista, para receber um ponto de coleta de pilhas ebaterias usadas na cidade de São Paulo. Assim os interessados podemdescartar o material na sede da empresa, na zona sul em São Paulo. Agráfica se encarregará do acondicionamento adequado até a coleta serefetuada por uma empresa especializada que fará o descarte sem agredir o meio ambiente.

Daniela Albuquerque

Daniela Albuquerque

Sócia e Especialista Chave em Templum Consultoria
Por ser apaixonada por qualidade e melhoria contínua de negócios e pessoas sou a Sócia Responsável pelo Sucesso do Cliente na Templum por meio de mentoria e treinamento interno das equipes de consultores e atendimento ao cliente e da elaboração de produtos, treinamentos e conteúdos que permitem o fortalecimento das empresas.
Formada em Comunicação Social, MBA em Gestão de Negócios e especialista em Sistemas de Gestão Integrada.
Daniela Albuquerque