Viviam Santos
Por Viviam Santos

Mudanças na ISO 9001:2015 são confirmadas por Nigel Croft

O segundo dia do 1º Encontro de Licenciados Templum foi um sucesso e contou com a palestra de Nigel Howard Croft, presidente do Comitê Técnico Internacional da ISO e presidente do conselho da Associação Portuguesa de Certificação (Apcer). O primeiro dia de evento também foi bastante prestigiado e focou em gestão de franquias, como falamos mais no blog da Templum.


O evento, com apoio da Apcer, teve a presença de todos os consultores da Templum matriz, além dos participantes que estiverem presentes no primeiro dia do encontro.

Nigel revelou algumas novas diretrizes da norma a ser divulgada em setembro de 2015. Primeiro ele abordou como a ISO 9001 surgiu e como é aplicada em todo o mundo. Na segunda parte de sua palestra, citou as principais mudanças na ISO 9001:2015, da qual Croft tem grande participação.

O foco está cada vez mais no resultado

Este é um dos grandes lemas da ISO é o “result matters” (“o resultado que importa”), nesta ótica, fica evidente que cada vez mais as empresas deverão se preocupar com o resultado dos processos.

Em termos práticos, fica claro que a criação e implementação de um sistema de gestão da qualidade é algo flexível, que dita “o quê” precisa ser feito sem se limitar apenas em “como” fazer. Na versão 2015 da norma este princípio será muito enfatizado.

Deve haver mais comprometimento da alta gestão

Este tema chega a ser polêmico em alguns países e aqui no Brasil não é diferente. Muitos empresários ainda buscam a certificação por questão de sobrevivência e acabam não dando a atenção devida ao assunto, delegando mais tarefas do que deveriam.

A nova norma traz a alta direção para o centro do sistema de gestão, exigindo que esta exerça seu importante papel – o que garantirá que a certificação represente muito mais do que um certificado bonito pendurado na parede.

Focar na gestão do risco e oportunidade

O termo em inglês utilizado pela ISO,  “Risk based thinking” (“pensamento baseado no risco”),  revoluciona a ISO 9001, fazendo com que a empresa analise praticamente tudo o que pode colocar em risco a qualidade dos produtos ou serviços gerados por ela.

A iniciativa tem como princípio fazer com que as empresas analisem com mais detalhe cada etapa do processo e suas interações, trocando o comportamento de “agir preventivamente” para “pensar nos riscos e oportunidades de todo processo” e, obviamente, agir quando necessário.

Alguns auditores mais conservadores podem torcer o nariz dizendo que isso parece subjetivo ou até intangível, mas o que a instituição quer com isso é dar um próximo passo em direção a maturidade do sistema e das empresas que o implementam.

Norma descomplicada

A adoção do Anexo SL trouxe muitos benefícios: agora as normas ISO dividem textos comuns o que facilita a sua leitura e interpretação.

Além disso, termos como “compras” e “produto” foram substituídos por “aquisição de bens e serviços” e “bens e serviços”, o que acaba de vez com o velho paradigma que diz que ISO 9001 é coisa para empresa grande ou, pior ainda, que é coisa para indústria.