paralisação de obras
Larissa Alarcão
Por Larissa Alarcão

Paralisação de obras devido ao COVID-19

Diante do cenário de prevenção ao contágio do coronavírus, obras foram interrompidas, mas o que devemos levar em consideração para reduzir o impacto dessa paralisação? Além de simplesmente pararmos a execução de serviço, é necessário levantarmos alguns pontos importantes para evitar riscos nesse cenário de pausa nas obras.


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Diante do cenário de prevenção ao contágio do coronavírus, ocorreram paralisação de obras, mas o que devemos levar em consideração para reduzir o impacto dessa paralisação? Além de simplesmente pararmos a execução de serviço, é necessário levantarmos alguns pontos importantes para evitar riscos nesse cenário de pausa nas obras.

Mudanças estão acontecendo todos os dias em nosso país com o objetivo de reduzir os casos de contaminação, em alguns locais as obras continuaram, desde que, com boas práticas e conscientização no canteiro, porém, em outras localidades muitas obras foram paralisadas ou reduziram as equipes em campo.

E a suas obras? Como realizaram a paralisação de obras diante desse cenário do Covid 19?

Ou caso seja necessário, como irão proceder com a possibilidade de paralisação de obras?

Perguntas que buscamos conhecer de cada uma das construtoras e incorporadoras que auxiliamos no desenvolvimento do sistema de gestão da qualidade.

Além de simplesmente parar a obra, devido a uma obrigatoriedade municipal e outras causadas pela redução das entregas dos fornecedores, é necessário uma análise para realizar a ação corretamente, pois o foco não é apenas na redução do impacto financeiro com a mão de obra, além disso, é necessário considerar alguns pontos importantes antes de interromper o funcionamento de um canteiro de obra.

Convido você a iniciarmos a análise pelo caminho da segurança, qualidade e também financeiro:

Segurança do canteiro, ou seja, dos seus materiais, equipamentos e também da vizinhança, sim, as empresas possuem responsabilidades com o bairro e os vizinhos de cada canteiro de obra. Para isso, sugerimos a análise do custo de um vigia ou vigilante na obra, para evitar que haja degradação no canteiro, ou alguma invasão com a possibilidade de utilização do local como “abrigo”, ou até práticas de vandalismo.

É importante ressaltarmos a diferença entre os profissionais que ajudarão na mitigação desse risco de forma sucinta, para ajuda-los a definir qual profissional é mais adequado para o seu canteiro de obra:

O vigia, realiza atividades de fiscalização dos locais, não é regido pela Lei 7.102/1983, não havendo necessidade de atendimento aos requisitos legais e nem cursos específicos que orientem a sua formação, ele exerce tarefas de fiscalização e observação de um local, tendo o trabalho de zelar, a fim de não permitir que outros o danifiquem ou furtem equipamentos, materiais, etc.

O vigilante tem a função de resguardar a vida e o patrimônio das pessoas, e para esta profissão é exigido porte de arma e essa profissão é fiscalizada pela Polícia Federal, que exige a formação do profissional por meio de cursos reconhecidos e pela comprovação do registro do profissional pela CNV (Carteira Nacional de Vigilante).

Independente da contratação dos profissionais listados acima, que cuidarão do local e itens gerais da obra,  para garantirmos a segurança dos equipamentos, devido ao alto valor agregado e um vasto mercado de equipamentos usados, a primeira sugestão é retirar os equipamentos da obra, armazenando-os no escritório da empresa quando possível e caso não haja essa disponibilidade, definir um local no canteiro com tranca para armazena-los, primordialmente os equipamentos manuais.

Na segurança dos materiais, faz-se necessário avaliar se os itens armazenados no canteiro, estão em locais cobertos e seguros. Recomendamos inclusive, realizar um levantamento de todos aqueles que possuem prazo de utilização, com o intuito de, quando houver a possibilidade, adequar o cronograma de execução, pois, ao retornarem as atividades na obra, poderão iniciar pelas execuções que dos materiais com validade próxima, ou até mesmo negociar a troca dos mesmos com os fornecedores.

No âmbito de segurança da vizinhança, além de impedir “abrigos indevidos”, é importante lembrarmos sobre a possibilidade de água parada após uma chuva, sendo assim sugerimos deixar definido um colaborador que irá visitar as obras, quando necessário, para observar e limpar pontos com água parada, evitando a propagação do mosquito da dengue e outras pragas.

E nos atentarmos à segurança de todos os itens no canteiro, independente do valor unitário, na obra o volume dos itens é o principal agente no aumento do impacto financeiro, pois vemos algumas situações tristes na nossa sociedade, ontem, pela manhã, um das empresas que realizo o acompanhamento do SGQ, me enviou fotos demonstrando a organização do canteiro, e que infelizmente, haviam sofrido um furto na semana anterior, os itens furtados foram os madeirites que eram utilizados para separar os materiais no armazenamento, nesse caso é um canteiro que ainda estava sem proteção lateral. Com base nessa experiência desagradável de um de nossos clientes, me atentei em trazer essas breves sugestões, que podem parecer simples no início, porém eficazes. Diante dessa paralisação não nos concentrarmos no controle financeiro que a empresa precisará realizar para diminuir o impacto futuro, mas também no controle em manter o que já possuem na obra, com o objetivo de quando retornarem às atividades no canteiro, o mesmo esteja resguardado, com os equipamentos e materiais necessários para seguir com o trabalho normalmente!

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Larissa Alarcão

Consultora em Templum Consultoria
Formada em Engenharia Civil, é especialista em Sistema de Gestão nas normas ISO 9001,ISO 14001, ISO 45001 e PBQP-H. Experiência em gestão da qualidade aplicada à obras, com certificado em componentes, sistemas construtivos, soluções de projeto, ensaios e avaliações para atendimento à ABNT NBR 15575.
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