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A rastreabilidade de materiais controlados no PBQP-H

Materiais controlados são todos os materiais utilizados na execução de uma obra e que têm impacto no resultado final. Estes materiais possuem especificações e devem ser inspecionados no ato do recebimento. Cimento, blocos, areia, concreto, são exemplos de alguns materiais que necessitam de atenção em um processo de implementação do PBQP-H. A rastreabilidade é a capacidade de localizar o histórico e a aplicação de itens por meio de registros gerados.

Dada as definições de rastreabilidade e Materiais Controlados, qual a relação entre os assuntos?

Quando uma obra termina é fácil verificar visualmente o acabamento – se está conforme ou não. Ou seja, conseguimos claramente identificar se existem falhas na pintura, no reboco ou colocação de esquadrias, por exemplo.

Mas e quando trata-se da estrutura da obra? Como podemos garantir que a estrutura esteja conforme ou não?

Nesse caso temos 2 alternativas:

A primeira delas é realizar um ensaio destrutivo de forma a identificar a capacidade estrutural da empresa, o que não se trata de uma alternativa muito positiva uma vez que você não gostará de destruir o que acabou de construir.

A segunda alternativa é garantir que todos os materiais utilizados, bem como todos os serviços executados são controlados a fim de garantir a integridade de todo o processo. É o que chamamos de rastreabilidade.

[Post] PBQP-H: Saiba tudo sobre PBQP-H

Vamos tomar como exemplo o concreto, que normalmente é o grande vilão das obras de construção civil. Nesse caso, como podemos garantir a rastreabilidade do concreto?

Em primeiro lugar, é necessário informar ao fornecedor do concreto (material controlado) qual é a resistência exigida. Essa resistência é chamada de FCK (Resistência Característica do Concreto à Compressão) e é determinada pelo engenheiro calculista responsável da obra.

Ao receber esse concreto na obra, o responsável deve coletar uma amostra e enviar para análise. Essa amostra deve ser identificada e esse código deve ser indicado no Mapa de Concretagem, ou seja, você deve identificar onde cada concreto recebido foi utilizado.

A analise da amostra do concreto deve ser realizada com 7, 14 e 28 dias após a entrega da amostra. Ao final do teste, a construtora deve verificar o FCK encontrado no ensaio realizado pelo laboratório e comparar com o valor solicitado pelo engenheiro calculista da obra.

Estando o FCK da amostra igual ao indicado no projeto, esse laudo deve ser armazenado de acordo com o procedimento controle de registros do seu sistema de gestão e o processo finalizado.

E se o FCK esteja menor do que o exigido?

A empresa deve verificar no Mapa de Concretagem qual foi o local da obra em que esse concreto foi aplicado, abrir uma não conformidade e aplicar o reforço necessário para que a estrutura da obra não fique prejudicada e coloque em risco a segurança dos funcionários, bem como daqueles que utilizarão a obra após a sua finalização.

Esse é o exemplo mais conhecido de rastreabilidade em construção civil. Porém, vale ressaltar que todos os materiais controlados devem ter uma sistemática para recebimento e inspeção de todos esses itens.

Com estas medidas é possível garantir a qualidade e a integridade do material utilizado. Essa sistemática normalmente é realizada em instruções de trabalho que indicam a forma correta para cada material.

Uma sugestão para essa atividade é definir quais são os itens que serão avaliados na inspeção do material, como por exemplo: quantidade, dimensional, ensaio, nota fiscal, entre outros e indique para cada tipo de material qual é o critério de aprovação e então treinar os responsáveis pelo recebimento para o atendimento desse requisito.

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Daniela Albuquerque

Daniela Albuquerque

Diretora Técnica na Templum Consultoria