Daniela Albuquerque
Por Daniela Albuquerque

As diferenças entre o nível B e o nível A do PBQP-H

Já indicamos anteriormente que o PBQP-H é um programa evolutivo, ou seja, é formado pelos níveis Adesão, B e A. A adesão ao PBQP-H é uma declaração realizada ao Ministério das Cidades que indica a vontade da empresa em participar do programa. A partir da adesão, aprovada no site do SiAC, a empresa possui 1 […]


Já indicamos anteriormente que o PBQP-H é um programa evolutivo, ou seja, é formado pelos níveis Adesão, B e A.

A adesão ao PBQP-H é uma declaração realizada ao Ministério das Cidades que indica a vontade da empresa em participar do programa. A partir da adesão, aprovada no site do SiAC, a empresa possui 1 ano para evoluir para outro nível, que pode ser o B ou o A.

A partir do nível B, a empresa precisa implementar os requisitos normativos estabelecidos pelo SiAC. Esse regimento geral é definido com base na norma ISO 9001.

Sendo assim, qual é a grande diferença entre o nível B e o nível A do PBQP-H?

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As diferenças entre os níveis do PBQP-H

A grande diferença é a quantidade de itens que devem ser obrigatórios, ou seja, no nível B alguns itens não possuem a implementação mandatória. São eles:

7.2.3 Comunicação com o cliente

7.3.1 Planejamento da elaboração do projeto

7.3.2 Entradas do projeto

7.3.3 Saídas de projeto

7.3.4 Análise crítica de projeto

7.3.5 Verificação de projeto

7.3.6 Validação de projeto

7.3.7 Controle de alterações de projeto

7.5.2 validação de processos

7.5.4 Propriedade de cliente

8.2.3 Medição e Monitoramento de Processos

8.5.3 Ação preventiva

Já no nível A, todos os itens, inclusive esses indicados acima, precisam ser implementados.

Outra diferença importante entre esses dois níveis é a quantidade de serviços e materiais que devem ser controlados na obra, pois enquanto no nível A todos os serviços executados e os materiais utilizados na execução desses serviços devem ser controlados, no nível B existem porcentagens definidas para esse controle, que são:

– Para serviços: 40%

– Para materiais: 50%

Isso quer dizer que do total de serviços executados na obra, no nível B, 40% deles devem ser controlados por meio de procedimentos de execução de serviços e as respectivas rotinas de inspeção e liberação. Da mesma forma, 50% dos materiais precisam ser controlados por meio de procedimentos de especificação de materiais, armazenamento e inspeção desses itens.

O que vemos, então, é que a diferença entre os níveis B e A são bem poucas e por isso é importante realizar uma análise crítica para verificar se o custo-benefício para implementar apenas o nível B vale a pena, uma vez que obrigatoriamente deverá evoluir para o nível A devido à característica do PBQP-H.

 

Daniela Albuquerque

Daniela Albuquerque

Sócia e Especialista Chave em Templum Consultoria
Por ser apaixonada por qualidade e melhoria contínua de negócios e pessoas sou a Sócia Responsável pelo Sucesso do Cliente na Templum por meio de mentoria e treinamento interno das equipes de consultores e atendimento ao cliente e da elaboração de produtos, treinamentos e conteúdos que permitem o fortalecimento das empresas.
Formada em Comunicação Social, MBA em Gestão de Negócios e especialista em Sistemas de Gestão Integrada.
Daniela Albuquerque