Daniela Albuquerque
Por Daniela Albuquerque

O que são stakeholders e como eles impactam o planejamento estratégico do negócio

Quando falamos em stakeholders, estamos tratando de questões delicadas que envolvem diferentes interesses entre diversas partes em um torno de um mesmo objetivo. A reputação da empresa depende de uma política de comunicação para lidar com esses intervenientes em um relacionamento muitas vezes conturbado. Por isso, resolvi escrever este post, pois sei o quanto este […]


Quando falamos em stakeholders, estamos tratando de questões delicadas que envolvem diferentes interesses entre diversas partes em um torno de um mesmo objetivo. A reputação da empresa depende de uma política de comunicação para lidar com esses intervenientes em um relacionamento muitas vezes conturbado. Por isso, resolvi escrever este post, pois sei o quanto este assunto é importante para uma organização.

Fatores como direitos, deveres, ética, moral, valores, cultura e impactos sociais e ambientais gerados onde a empresa atua estão em jogo e devem ser considerados nesse conflito de interesses com os intervenientes pertinentes.

Partindo desse princípio, o gerenciamento dos stakeholders torna-se uma tarefa fundamental para a empresa garantir o seu desenvolvimento sustentável e reduzir os riscos de conflitos futuros. Veja como isso pode afetar o sucesso do negócio!

O que são stakeholders

É importante lembrar que a empresa não é o único agente atuando em prol de seus objetivos particulares. Ela pode ser o personagem principal, mas não pode ignorar as opiniões dos públicos a que se relaciona.

Entre os stakeholders mais comuns, podemos destacar:

  • Colaboradores (protegidos por leis trabalhistas e sindicatos);
  • Leis (regidas e cobradas pela esfera governamental);
  • ONGs (Organizações Não Governamentais atuando em prol da conservação do meio ambiente e dos direitos humanos);
  • Mídia (criando a imagem da empresa através de notícias);
  • Consumidores (exigindo qualidade, preço e melhorias);
  • Comunidade (exigindo vagas de emprego para a região);
  • Fornecedores;
  • Concorrência e outros, dependo da área de atuação.

Todos esses grupos são bastante ativos e têm força suficiente para impactar o negócio de forma positiva ou negativa.

Como atuam as partes interessadas

Como os stakeholders são formados por grupos de interesses divergentes e com interesse totalmente diferentes. Isso torna o conflito de interesses inevitável.

Dica de leitura: ISO 9001 e as partes interessadas

Um sindicato, por exemplo, pode exigir melhores condições de trabalho para uma determinada classe. A associação de moradores da região pode exigir que a empresa dê preferência de contratações para os habitantes da região. Por outro lado, leis ambientais podem limitar a produção para reduzir agressões ao meio ambiente. Sem contar os protestos de ONGs que podem afetar a imagem da empresa.

Como identificar stakeholders que deverão impactar o negócio

Identificar corretamente os stakeholders que podem impactar o negócio vai além da identificação do público e seus interesses. É preciso cruzar essas informações para projetar possíveis riscos de conflitos futuros para a empresa e, assim, atuar de forma preventiva criando políticas de relacionamento com o intuito de minimizar o impacto gerado por eles. Para isso, mude a visão e enxergue a empresa de fora. Veja o impacto que a empresa causa na sociedade.

Faça uma análise do ambiente externo colocando-se no lugar de cada um desses grupos e identifique os pontos de interesse que poderão se cruzar gerando divergências e conflitos. E possível que, durante o processo, descubra novos stakeholders que não foram mencionados nesse post. Mas, o intuito é esse mesmo. Os stakeholders devem variar conforme o segmento de mercado em que a empresa atua.

Como tornar stakeholders entusiastas do negócio

Podemos dizer que o grande segredo de um bom relacionamento com os stakeholders é sempre dispor de meios de comunicação e estar aberto ao diálogo com cada grupo. Quanto maior e mais simples for o acesso concedido, maiores serão as chances de uma relação mais amigável e com menos impacto negativo. Parece óbvio, não é mesmo? No entanto, nem sempre é tão simples. Muitas empresas ainda ignoram a comunicação aberta com as partes interessadas e encontram grandes dificuldades em solucionar conflitos.

Cultivar um relacionamento com esses grupos não é um hábito comum das empresas brasileiras, pelo simples fato de a maioria dos gestores ainda não compreenderem que os interesses da empresa são diferentes de cada um desses grupos. A partir do momento que a empresa considerar o ponto de vista deles, poderá se beneficiar das relações, detectar antecipadamente os sinais de um conflito que está para surgir e criar soluções para problemas que ainda nem vieram a tona.

A interação com os stakeholders deve ser encarada pelas empresas como uma oportunidade de desenvolver uma inteligência competitiva e funcionar como uma importante ferramenta de gestão e planejamento estratégico.

E você, qual estratégia adota para lidar com os stakeholders que impactam o seu negócio? Conta para a gente!

Daniela Albuquerque

Daniela Albuquerque

Sócia e Especialista Chave em Templum Consultoria
Por ser apaixonada por qualidade e melhoria contínua de negócios e pessoas sou a Sócia Responsável pelo Sucesso do Cliente na Templum por meio de mentoria e treinamento interno das equipes de consultores e atendimento ao cliente e da elaboração de produtos, treinamentos e conteúdos que permitem o fortalecimento das empresas.
Formada em Comunicação Social, MBA em Gestão de Negócios e especialista em Sistemas de Gestão Integrada.
Daniela Albuquerque