Kobe Bryant
Daniela Albuquerque
Por Daniela Albuquerque

O que a morte de Kobe Bryant pode ensinar para o nosso sistema de gestão?

5.0 02 Uma história triste do Kobe Bryant que traz aprendizados para nosso sistema de gestão. Quem me conhece sabe bem da minha altura. Sou baixinha, tenho 1,56m de altura e mesmo com salto fico bem pequena. Esse fato nunca me incomodou, mas dá para imaginar o motivo pelo qual o basquete nunca foi um […]


Tempo de Leitura: 4 minutos

Uma história triste do Kobe Bryant que traz aprendizados para nosso sistema de gestão.
Quem me conhece sabe bem da minha altura. Sou baixinha, tenho 1,56m de altura e mesmo com salto fico bem pequena. Esse fato nunca me incomodou, mas dá para imaginar o motivo pelo qual o basquete nunca foi um esporte que me chamou a atenção e por isso, a minha prática na infância sempre ficou atrelada a outros esportes, como a ginástica olímpica, hoje, a ginástica artística. Talvez por esse motivo, eu nunca tive interesse em acompanhar o basquete.

O fato é que apesar de não ser fã desse esporte, eu realmente consigo entender o fascínio que esse esporte mobiliza no mundo inteiro. A NBA é um evento fora do normal e justamente por isso já foi até retratado por alienígenas no cinema, no antigo filme Space Jam.

Mas de qualquer forma, quando fiquei sabendo da morte inesperada do Kobe Bryant e da comoção causada por seus fãs, quis conhecer um pouco mais da sua história e me deparei com uma pessoa fora do normal e fiquei triste por não ter acompanhado mais de perto essa lenda quando possível, mas enfim, assim é a vida. Repleta de ensinamentos e arrependimentos.

Mas o que essa história triste do Kobe Bryant tem relação com um sistema de gestão como a ISO 9001?

Será que estou ficando louca? Vou explicar direitinho para vocês como olhar um sistema de gestão ISO 9001 com outros olhos.

Esse ano aqui na Templum começou de uma maneira bem diferente. Nós, diretores da empresa começamos o nosso planejamento estratégico em outubro do ano passado a fim de garantir o melhor plano para esse ano e com a certeza de que precisamos fazer mais e melhor, como empresa, como profissional e como pessoa, sempre. Todos os dias!

O ponto é que ao analisar a história desse grande cara, o Kobe Bryant, eu me deparei com uma pessoa extremamente disciplinada, que tinha como meta principal ser melhor sempre, todos os dias! Ou seja, sinergia total com a nossa meta descrita acima.

Legal, mas ainda não entendi o que quer dizer com isso.

O que me chamou a atenção na história dele é que no meio do caminho entre o resultado medíocre e o sucesso teve apenas 01 única grande característica: O TREINO!

Sim, é exatamente isso! Quando estava no ensino médio era um jogador medíocre, mas ele decidiu que se tornaria grande e para isso começou a treinar exaustivamente. Em um documentário realizado, ele cita que enquanto seus colegas treinavam em média 1,5 hora a cada 02 dias e se preocupavam com suas habilidades natas, como ele não tinha essa “habilidade nata” ele treinava 02 horas por dia, todos os dias.

Dessa forma, em 02 anos, ele deixou de ser um jogador apagado para ser o melhor jogador do estado em que morava (inclusive levando em consideração os jogadores profissionais) e tudo isso ainda no ensino médio. Bom, com esse desempenho ele pulou a faculdade e do ensino médio foi direto para a NBA e teve todas as grandes conquistas que estamos ouvindo falar.

Pois bem, o fato é que ao entrar para a NBA, Kobe Bryant já era um jogador bem acima da média e poderia entrar no clima dos jogadores e treinar o necessário indicado pelo treinador, afinal ele estava na liga profissional, certo?

Errado! Ele continuou treinando mais do que qualquer outro jogador e com isso, se superava em sua técnica constantemente. Era uma máquina, mas uma máquina humana, apenas com a vontade de fazer melhor todos os dias.

E o que podemos trazer disso para a nossa empresa, para o nosso sistema de gestão, para a nossa vida?

Aqui na Templum, será que vamos conseguir atingir essas metas ousadas estabelecidas sem investir em treinamento, em capacitação? Na minha vida profissional e pessoal, será que vou conseguir ser melhor se simplesmente levar em consideração as minhas características pessoais ou vou ter que ter a disciplina de treinar algo diferente. De conhecer outras técnicas (inclusive o basquete rs)?

A resposta é não. Com toda a certeza. Pois apesar da intenção ser poderosa, ela precisa a ação.

Coincidentemente (ou não!), essa semana estava lendo uma breve biografia do Michael Phelps, maior campeão de natação de todos os tempos e podem acreditar, mas o segredo do sucesso dele também foi O TREINO. A fala dele era:

Outros atletas costumam treinar seis dias por semana, com folga aos domingos. Porém, um dia livre na natação equivale a outros dois apenas para voltar a ponto que estava, então treinei nos 365 dias do ano. Eram dez treinamentos por semana. Faça as contas: são 52 dias inteiros. Decidi deixar de lado o conforto e a diversão. Sem folgas de Natal, Ação de Graças ou de aniversário. Estava depositando toda a minha energia e esforço na poupança”.

Daí, voltando para a nossa realidade empresarial, as normas de sistema de gestão, sabiamente colocam a necessidade de realização de treinamentos a fim de garantir a competência das pessoas que atuam na sua empresa. Ou seja, não estamos olhando para uma habilidade nata, mas para uma competência que é essencial para a entrega de um trabalho bem realizado.

Quando abordamos esse tema com os nossos clientes, a grande maioria prefere mudar uma descrição de cargo ou a descrição do processo para “burlar” um resultado positivo de competência do que prover consistentemente treinamentos para melhorar o resultado da empresa.

Ou então, quando o treinamento é inevitável, preenchem um registro de treinamento para “inglês ver”, colocam que o treinamento foi eficaz no mesmo dia e assim encerra aquele item. Pronto, vamos para o próximo item, achando que auditores não vão perceber a gambiarra para “passar na auditoria”. Isso além de ser feio, é um desperdício de tempo e dinheiro.

Ou então a empresa até pode treinar de verdade seus funcionários, 01 única vez, achando que só isso vai resolver todos os problemas, também não funciona.

Se você quer ter uma empresa de sucesso ou ser um profissional de sucesso, o treinamento tem que ser constante, direto, no ponto e fora da zona de conforto. Você tem que ir além, porque depois não vale reclamar do mercado, da bolsa, da política, da economia. Porque o sucesso será inevitável.

E para mim, essa foi a maior contribuição desses grandes atletas que citei aqui e hoje, a minha primeira tarefa do dia foi olhar para o plano de 2019 e revisar os objetivos com a inclusão de novos e melhores treinamentos, pois só assim, conseguiremos ter um 2020 memorável.

Podem me cobrar esse resultado no final do ano, combinado?

E você, qual será o seu novo treino em 2020?

Conheça a Templum

Daniela Albuquerque

Sócia e Especialista Chave em Templum Consultoria
Por ser apaixonada por qualidade e melhoria contínua de negócios e pessoas sou a Sócia Responsável pelo Sucesso do Cliente na Templum por meio de mentoria e treinamento interno das equipes de consultores e atendimento ao cliente e da elaboração de produtos, treinamentos e conteúdos que permitem o fortalecimento das empresas.
Formada em Comunicação Social, MBA em Gestão de Negócios e especialista em Sistemas de Gestão Integrada.
Daniela Albuquerque