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Principais desafios de escritórios contábeis

Mas, alguém já parou para pensar que nessas conversas o questionamento é sempre da relação de burocracia envolvida e não da importância da atividade em si?

Vamos entender melhor:

Ninguém contesta a importância desses 3 mercados acima para as relações institucionais, mas sim a quantidade de procedimentos a cumprir para o resultado desejado. É o famoso: muito procedimento para pouco resultado.

Exemplificando:

  • Nós podemos reclamar de ter que ir ao cartório, mas gostamos de consultar a certidão positiva de um cliente para saber se é um bom pagador e vai trazer menos risco para o meu negócio.
  • Nós podemos reclamar da necessidade de ter um contador, mas não queremos contratar uma equipe de contadores em nossa empresa e assumir as responsabilidades civis dessa atividade.
  • Não gostamos de elaborar contratos e ler leis, mas queremos nossos direitos assumidos.

Ficou claro, então, que nem essas atividades e nem a necessidade delas não irão desaparecer, mesmo com a transformação do mundo corporativo?

Ótimo, porque a enrascada começa agora.

Se você, meu amigo, continua essa leitura, deve concordar comigo que existe alguma coisa muito errada na forma de condução dos negócios contábeis para que o senso comum entenda que seu ramo de atividade vai desaparecer.

Então, na minha opinião, o grande desafio dos escritórios contábeis está no entendimento de que a forma de fazer negócio e apresentar os serviços deve mudar, com urgência!

01. Mude a forma de enxergar seu negócio, deixando de nomeá-lo como escritório e tratando-o como empresa

Eu sei, pode ser apenas uma questão de semântica, mas que pode fazer toda a diferença no mindset de condução do seu negócio.

Se olharmos no dicionário a diferença entre os dois termos, dá para entender claramente o quanto essa diferença pode impactar na forma de condução do negócio:

Escritório: Sala ou salas em que pessoas recebem clientes e exercem atividades profissionais de negócios.

Empresa: Atividade empresarial com capacidade de articular os fatores produtivos para a circulação mercadológica de venda, produção e compra de bens ou serviços.

Ou seja, seu primeiro grande desafio é mudar a forma como enxerga seu próprio negócio e tratá-lo de maneira menos “caseira” e mais “profissional”.

02. Compare os seus processos internos com o que é praticado no mercado

Nesse ponto damos sequência à mudança de mindset proposta no passo anterior, e a atividade é o seguinte:

“Verifique quem é o seu melhor cliente e compare a estrutura organizacional dele com a sua e identifique quais processos que estão faltando em sua estrutura.”

Provavelmente estamos falando da falta de processos como: Marketing, Comercial, Atendimento ao Cliente, Controle de Qualidade, Controladoria e Recursos Humanos (e não Departamento Pessoal).

Agora de forma lógica, será mesmo que tem como uma empresa ter sucesso no mundo de hoje sem processos formais como esses citados acima? Mesmo que falte apenas um deles, não dá a impressão de uma empresa manca?

Então, o segundo dos grandes desafios é mudar a estrutura organizacional da empresa, adotando processos formais utilizados no mercado.

03. Estabeleça objetivos claros

Você sabe, de forma objetiva, o que espera da sua organização para os próximos 2 anos? E o que você espera para você mesmo?

Eu gosto de citar a frase do filme da Alice no País das Maravilhas, quando ela pergunta para o gato qual caminho deve tomar e ele responde: “Para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve.”

Uma dica para essa atividade é seguir o texto: Como e por que fazer análise SWOT?

É exatamente essa definição: seus funcionários não irão se engajar nessa mudança de mindset se não houver um objetivo claro, definido e compartilhado. Afinal, as pessoas querem seguir ideias inspiradoras.

04. Por fim e não menos relevante: Tenha um gestor a frente do negócio

Existem duas habilidades bem importantes na condução de qualquer negócio: Habilidades Técnicas e de Gestão. As duas são bem diferentes, mas nenhuma empresa sobrevive sem esses dois pontos.

A questão é que poucas vezes essas habilidades estão concentradas na mesma pessoa. Então, a dica aqui talvez seja a mais difícil, mas também será a mais importante:

Faça uma análise crítica se você é a pessoa com a habilidade de gestão necessária para conduzir o negócio ou se o melhor é passar o bastão para outra pessoa e ficar apenas com a parte operacional, que é a sua melhor habilidade.

Verifique o quanto a sua empresa pode ganhar por tê-lo concentrado no que faz de melhor e assim não perder o foco com questões que podem ser delegadas e aprovadas por você.

Viu só… falei que estamos em uma enrascada!

Aqui na Templum somos especialistas em analisar esses desafios e mostrar como fazer essa correção de rota da melhor forma. Que tal começar respondendo um diagnóstico para saber qual é a situação atual da sua empresa?

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