Custos indiretos de acidentes e doenças do trabalho

Os acidentes e doenças decorrentes do trabalho são extremamente negativos para a empresa, para o trabalhador acidentado e seus familiares e também para a sociedade como um todo.

As altas taxas de acidentes e doenças registradas pelas estatísticas oficiais expõem os elevados custos e prejuízos humanos, sociais e econômicos que custam para o país algo em torno de 70 bilhões de reais por ano.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, todos os anos morrem, no mundo, mais de 2 milhões de pessoas, vítimas de acidentes ou de doenças relacionadas ao trabalho.

Os trabalhadores que sobrevivem aos acidentes ocupacionais são também afetados por danos (não só materiais) que não são quantificados no custo de um acidente de trabalho. Entre eles, podemos citar:

  • sofrimento físico e mental;
  • cirurgias e remédios;
  • próteses e assistência médica;
  • fisioterapia e assistência psicológica;
  • dependência de terceiros para acompanhamento e locomoção;
  • diminuição do poder aquisitivo;
  • desamparo à família;
  • preconceito;
  • desemprego;
  • marginalização;
  • depressão e traumas.

Esse fato não afeta somente as grandes empresas mas também as micro e pequenas, principalmente porque a ausência do trabalhador afeta significativamente a produtividade.

O custo de um acidente é dado pela soma de duas parcelas: uma referente ao custo direto (ou custo segurado) como o recolhimento mensal feito à Previdência Social, para pagamento do seguro contra acidentes do trabalho, a outra referente ao custo indireto (custo não segurado). Estudos informam que a relação entre os custos segurados e os não segurados é de 1 para 4, ou seja, para cada Real gasto com os custos segurados, são gastos 4 Reais com os custos não segurados.

Os custos indiretos impactam a empresa principalmente nos seguintes itens:

  • salário dos quinze primeiros dias após o acidente;
  • transporte e assistência médica de urgência;
  • paralisação de setor, máquinas e equipamentos;
  • impacto negativo gerado no grupo de trabalho;
  • interrupção da produção;
  • prejuízos ao conceito e à imagem da empresa;
  • destruição de máquina, veículo ou equipamento;
  • danificação de produtos, matéria-prima e outros insumos;
  • embargo ou interdição fiscal;
  • investigação de causas e correção da situação;
  • pagamento de horas-extras;
  • atrasos no cronograma de produção e entrega;
  • cobertura de licenças médicas;
  • treinamento de substituto;
  • aumento do prêmio de seguro;
  • multas e encargos contratuais;
  • perícia trabalhista, civil ou criminal;
  • indenizações e honorários legais;
  • elevação de preços dos produtos e serviços.

Portanto, mais uma vez a prevenção é a melhor solução! As empresas devem efetivamente implementar um sistema de gestão da prevenção de acidentes de trabalho pois essa é a  garantia de redução de custos invisíveis que “ comem “ a rentabilidade e a produtividade das empresas.

Daniela Albuquerque

Daniela Albuquerque

Coordenadora técnica em Templum Consultoria Ilimitada
Formada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão de Negócios pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESAMC), especialista em Sistemas de Gestão Integrada em ISO 9001:2008; ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:2008. É coordenadora técnica na Templum Consultoria Ilimitada.
Daniela Albuquerque

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8 respostas
  1. ALRIDÊNIA says:

    ola, meu nome é Alridênia sou estudante de segurança do trabalho ou tecnólogo em segurança do trabalho na cidade de Teresina -pi , e estou no meu trabalho de conclusão de curso m quero falar dos acidente de trabalho e os custos que ele geram para empresa da construção civil, mais estou com pouco de dificuldade de encontrar livro que falem desse custo , Meu tem exatamente esses levantamento dos custos de prevenção dos custos de acidente de trabalho na cosntrução civil por favor se tiver como disponibilizar alguns materiai a respeito desse assunto eu agradeceria.

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