As 5 ferramentas da qualidade mais usadas para a Gestão de Riscos em uma empresa

Sabemos que o termo Gestão de Riscos está na moda, mas você sabe por quê?

Cada vez mais são pequenos detalhes corporativos que diferem de modo positivo ou não o desempenho de uma organização em seu próprio mercado, não é mesmo? Logo, agir preventivamente ao surgimento de erros e articular uma cultura de prevenção são um dos meios atuais mais eficazes pra estimular a competitividade de um negócio.

E é por isto, que neste artigo, você irá entender o que é Gestão de Riscos e qual sua importância, descobrir sua relação com a revisão da norma ABNT ISO 9001 de 2015, além de conferir também as 5 principais ferramentas que podem ser empregadas para gerenciar os riscos da sua empresa. Vamos lá?

Antes de tudo, o que é Gestão de Riscos e por que ela é tão importante?

A incerteza da ocorrência de uma falha em determinado processo ou mesmo a possibilidade do aparecimento de um defeito em um produto fabricado não deixam de ser um risco, não é verdade? Ou seja, risco pode ser definido como um potencial não conformidade, ou ainda melhor, uma potencial oportunidade de melhoria.

Afinal de contas, todo processo, independente se fabril ou administrativo, está sujeito a falhas e consequentemente todo produto e resultado deste processo está sujeito ao defeito. Atuar então previamente ao surgimento de não conformidades eleva exponencialmente em longo prazo a confiabilidade deste processo. Isto é Gestão de Riscos.

Aliás, a própria última revisão da norma da ISO 9001 já deixou isto bem mais claro: elaborar procedimentos para executar ações corretivas ainda é essencial, contudo, o enfoque de um Sistema de Gestão da Qualidade deve ser a intervenção preventiva aliada à mentalidade do risco, já que é ela que impedirá que problemas de fato aconteçam.

Apesar desta norma da ISO não exigir documentação, contar com um procedimento para gerenciamento de riscos ou mesmo planilhas uniformes para o desenvolvimento de metodologias e ferramentas pode ser uma decisão muito profícua para propagar e difundir a filosofia de prevenção e melhoria contínua pelo ambiente corporativo.

Confira agora as 5 ferramentas mais adotadas para fazer uma correta Gestão de Riscos na sua empresa!

  1. Matriz SWOT:

A análise SWOT é uma excelente forma de assegurar que o desenvolvimento de futuros projetos para melhoria de desempenho esteja atrelado aos objetivos estratégicos do negócio. Isto é, esta ferramenta auxilia os dirigentes e gestores de uma empresa e/ou processo enxergarem os elos e riscos mais oportunos para atuação.

O termo SWOT é referente às suas 4 perspectivas: strengths, weaknesses, opportunities e threats – em português, forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, respectivamente. Todavia, por ser um instrumento com forte apelo estratégico, sempre depende de outras para propiciar um gerenciamento de oportunidades mais adequado.

  1. Mapa de Processos:

Assim como contamos com o auxílio de um mapa – físico ou não – para nos orientarmos com maior eficiência durante o percurso de uma viagem, os administradores de um processo também precisam conhecer na íntegra o funcionamento do mesmo. É por esta razão que realizar um mapeamento de processos é tão necessário.

Um simples fluxograma irá permitir conhecer as etapas com mais oportunidades potenciais, e até as atividades manuais mais propensas ao erro, por exemplo. Seu único ponto fraco é a necessidade de intercalar vários membros do processo para desenvolvê-lo, a fim de resultar na interpretação mais próxima possível da realidade.

  1. Diagrama de Pareto:

Esta é uma ferramenta indispensável para a gestão de riscos de uma empresa. Não é a toa que por mais que o foco cultural deva ser a prevenção de não conformidades em todos os processos da organização, é praticamente impossível atuar de maneira integral sobre elas, não é mesmo?

Assim sendo, dedicar prioridade aos riscos mais importantes para contenção através de fatores pré-estabelecidos é vital para garantir um resultado mais eficaz. E pra isto, não tem ferramenta melhor que o Diagrama de Pareto, que depende apenas da inserção de um coeficiente padrão por causas para realmente funcionar com efetividade.

  1. 5W2H:

Os aspectos fundamentais para administrar um plano de ação são todos contemplados por meio do 5W2H. Esta técnica possui como finalidade fornecer um compacto dos pontos de vista inevitáveis para coordenar uma ou mais ações. Logo, é extremamente adotado por gestores e coordenadores de projetos – incluindo de riscos.

O termo 5W2H refere-se aos elementos: what, who, when, where, why, how e how much – em português, o que, quem, quando, onde, por que, como e quanto, respectivamente. Ainda assim, para ser viável sua utilidade, é essencial que ao final de seu preenchimento, todos os colaboradores envolvidos estejam de acordo.

  1. FMEA – Análise dos Modos de Falha e seus Efeitos:

Esta talvez seja a metodologia mais empregada no mundo para gerenciar os riscos de uma companhia. Oriunda do setor militar norte-americano, a FMEA – em inglês, Failure Mode and Effects Analysis – tem como objetivo identificar as causas de falha de um processo para assim propor os meios mais eficientes para resolver ou mitigar todas elas.

Por ser uma ferramenta completa – que une o fluxo das etapas do processo, a classificação de cada uma de suas potenciais falhas, um plano de ação pra soluções preventivas, e um novo sistema de indicadores de desempenho para afirmar a sua performance, ela exige um elevado comprometimento de todos os envolvidos no processo.

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Daniela Albuquerque

Daniela Albuquerque

Responsável técnica em Templum Consultoria Ilimitada
Formada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão de Negócios pela Escola Superior de Propaganda e Marketing e especialista em Sistemas de Gestão Integrada. Participou do comitê da ABNT de revisão para a ISO 9001:2015. É responsável técnica da Templum Consultoria Ilimitada.
Daniela Albuquerque

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1 responder
  1. alex says:

    Olá Daniela, excelente artigo!
    Embora o requisito 6.1 da ISO 9001:2015 trate de “riscos e oportunidades”, os artigos sobre o item pouco abordam a gestão de “oportunidades”. Qual o seu entendimento sobre isso ? Vocês também consideram como uma coisa só ?
    Grato
    Alex

    Responder

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