Resposta rápida

A ISO/IEC 27005 orienta identificar, analisar, tratar e revisar riscos de segurança da informação. Não é certificável: o certificado vem da ISO 27001. Use a 27005 para estruturar avaliação de riscos, plano de tratamento e SoA com critérios definidos antes da matriz.

Neste artigo 8 seções
  1. Respostas diretas: ISO/IEC 27005 e gestão de riscos
  2. O que é a ISO/IEC 27005
  3. ISO 27001, ISO 27002 e ISO 27005: quem faz o quê
  4. Passos da gestão de riscos (visão ISO/IEC 27005 no SGSI)
  5. Que documentação a gestão de riscos costuma gerar
  6. ISO 27005 e PME: simplificar sem enfraquecer
  7. Da gestão de riscos ao certificado
  8. Perguntas frequentes

Resposta direta: a ISO/IEC 27005 é a norma de apoio que orienta como identificar, analisar, avaliar e tratar riscos de segurança da informação. Ela não é certificável: quem gera certificado é a ISO 27001 (SGSI). Na prática, a 27005 alimenta a avaliação de riscos exigida pela 27001, o plano de tratamento e a Declaração de Aplicabilidade (SoA).

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Respostas diretas: ISO/IEC 27005 e gestão de riscos

Resumo para quem precisa decidir rápido ou citar o método; o passo a passo comentado está nas seções abaixo.

  • O que é a ISO/IEC 27005: guia internacional de gestão de riscos de segurança da informação, alinhado ao SGSI da 27001. Não substitui a norma certificável.
  • ISO 27005 é certificável? Não. Certificado de SGSI sai de auditoria da ISO/IEC 27001 por organismo acreditado.
  • Para que serve na ISO 27001: estruturar avaliação e tratamento de riscos (cláusulas 6.1 e 8.2), escolher controles do Anexo A com justificativa na SoA.
  • Passos essenciais: definir contexto e critérios, identificar riscos sobre confidencialidade, integridade e disponibilidade, analisar, avaliar, tratar, aceitar residual e revisar periodicamente.
  • Documentos típicos: metodologia de risco, registro de critérios, resultado da avaliação, plano de tratamento, aceites formais, SoA ligada aos riscos.
  • Matriz de riscos: ferramenta comum, não obrigatória; o auditor exige processo repetível, não planilha vazia. Matriz de riscos: o que é.
  • PME: mesmo fluxo, menos ativos e critérios simples; foco no que guarda dado de cliente e no que para a operação. ISO 27001 para pequenas empresas.

O que é a ISO/IEC 27005

A ISO/IEC 27005 descreve atividades e conceitos de gestão de riscos aplicados à segurança da informação: ativos de informação, ameaças, vulnerabilidades, impacto e tratamento. Ela conversa com a estrutura de alto nível da família ISO/IEC 27000 e detalha o que a ISO 27001 exige de forma genérica em planejamento e operação.

Empresas em projeto de SGSI usam a 27005 para não inventar método na hora da auditoria: critérios de probabilidade e impacto definidos antes da análise, dono de risco nomeado, revisão após incidente ou mudança relevante. Consultoria costuma adaptar o guia ao porte; certificadora audita se o que está no papel aparece na operação.

ISO 27001, ISO 27002 e ISO 27005: quem faz o quê

As três normas se complementam, mas só uma gera certificado. Entender o papel de cada uma evita comprar “certificação 27005” ou confundir lista de controles com sistema de gestão.

  • ISO/IEC 27001: requisitos do SGSI (cláusulas 4 a 10) e referência ao Anexo A. É a norma certificável.
  • ISO/IEC 27002: guia de implementação dos controles do Anexo A. Não gera certificado.
  • ISO/IEC 27005: guia de gestão de riscos que sustenta a escolha e a profundidade dos controles. Não gera certificado.

Na auditoria de certificação, o foco está na 27001: escopo, riscos, SoA, evidência de controles e ciclo PDCA. A 27005 entra como referência de boa prática para o requisito de avaliação de riscos, não como norma auditada separada.

Passos da gestão de riscos (visão ISO/IEC 27005 no SGSI)

A ordem abaixo é a que funciona na maioria dos projetos de implementação ISO 27001: pular etapas (principalmente critérios e inventário) produz SoA desconectada da operação.

  1. Estabelecer contexto. Escopo do SGSI, partes interessadas e ativos de informação relevantes (incluindo SaaS e terceiros).
  2. Definir critérios de risco. Escalas de impacto e probabilidade, limiar de aceitação e quem pode aceitar risco residual. Escrever antes de preencher a matriz.
  3. Identificar riscos. Cenários que afetam confidencialidade, integridade ou disponibilidade, em linguagem de negócio.
  4. Analisar e avaliar. Priorizar riscos com os critérios acordados; registrar dono de cada risco.
  5. Tratar. Reduzir, transferir, evitar ou aceitar; escolher controles (Anexo A) proporcionais ao tratamento.
  6. Comunicar e monitorar. Revisão periódica, após incidente grave ou mudança de escopo/tecnologia.
  7. Atualizar a SoA. Cada controle incluído ou excluído com justificativa ligada a risco ou requisito legal/contratual.

Detalhe do projeto completo: 11 etapas de implementação. Mapeamento Anexo A: Anexo A para políticas.

Que documentação a gestão de riscos costuma gerar

A 27001 não impõe modelo único; impõe que o processo exista, seja coerente e deixe registro. Estes artefatos aparecem na maioria dos SGSI auditáveis e espelham a lógica da 27005.

  • Procedimento ou metodologia de avaliação de riscos (critérios, frequência de revisão, papéis).
  • Resultado da avaliação de riscos (requisito 8.2 da 27001).
  • Plano de tratamento com responsável, prazo e status.
  • Registros de aceitação de risco residual por autoridade adequada.
  • SoA completa, com status de implementação e ligação risco-controle.

Auditoria interna deve amostrar se tratamentos foram executados, não só aprovados no papel. Auditoria ISO 27001 · checklist de auditoria interna.

ISO 27005 e PME: simplificar sem enfraquecer

Pequena empresa não precisa de GRC enterprise no dia 1. Precisa de inventário honesto (onde estão contratos, financeiro, backups, acessos), critérios de risco em uma página e tratamento dos cenários que derrubam cliente ou operação.

Boas práticas para PME: revisar riscos quando entra novo sistema ou fornecedor crítico; manter SoA enxuta com exclusões justificadas; usar a mesma cadência de indicadores e auditoria interna já prevista na 27001. Guia ISO 27001 para pequenas empresas · LGPD e ISO 27001.

Da gestão de riscos ao certificado

Risco bem conduzido reduz achados no estágio 2, mas não substitui operação com registro nem auditoria interna. Depois do SGSI rodando, a empresa contrata organismo acreditado (Inmetro/Cgcre) em contrato separado da consultoria. Certificação ISO 27001: etapas, prazo e custo · Como escolher certificadora ISO confiável · Acreditação de certificadoras.

Quer SGSI com risco bem amarrado? Consultoria Templum ISO 27001 · Diagnóstico gratuito · Hub ISO 27001

Perguntas frequentes

O que é a ISO/IEC 27005?

A ISO/IEC 27005 é norma de apoio que descreve gestão de riscos de segurança da informação: contexto, critérios, identificação, análise, tratamento e revisão. Ela complementa o SGSI da ISO 27001 e não substitui seus requisitos certificáveis.

A ISO 27005 gera certificado?

Não. Certificação de sistema de gestão da segurança da informação é feita contra a ISO/IEC 27001, por organismo de certificação acreditado. A 27005 é guia metodológico.

Qual a diferença entre ISO 27001 e ISO 27005?

A 27001 define requisitos auditáveis do SGSI (cláusulas 4 a 10 e SoA). A 27005 detalha como conduzir gestão de riscos que alimenta o planejamento e o tratamento exigidos pela 27001. Só a 27001 é certificável.

Quais passos a ISO 27005 sugere para gestão de riscos?

Em linha geral: definir contexto e critérios, identificar riscos sobre confidencialidade, integridade e disponibilidade, analisar e priorizar, tratar (reduzir, transferir, evitar ou aceitar), registrar aceites residuais e revisar após mudanças ou incidentes. Passo a passo no SGSI: implementar ISO 27001.

Que documentos de risco a ISO 27001 costuma exigir na auditoria?

Metodologia de avaliação de riscos, critérios de aceitação, resultado da avaliação (8.2), plano de tratamento, aceites formais de risco residual e Declaração de Aplicabilidade ligada aos riscos. A 27005 orienta o desenho; a evidência é auditada na 27001.

PME precisa seguir a ISO 27005 completa?

Precisa de processo proporcional: inventário enxuto, critérios simples, foco em ativos críticos e fornecedores relevantes. A lógica da 27005 vale; o volume de registro adapta-se ao porte. ISO 27001 para pequenas empresas.

Matriz de riscos substitui a ISO 27005?

Não. Matriz é ferramenta de priorização. O auditor verifica se há critérios, donos, tratamento e revisão. Veja matriz de riscos e o guia ISO/IEC 27005.

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